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	<title>Arquivos Câncer - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos Câncer - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>As emoções do cuidador familiar em câncer</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/as-emocoes-do-cuidador-familiar-em-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 13:29:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
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		<category><![CDATA[oncologia e psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter alguém com câncer em nossa família é sempre muito difícil. Além de entender nossos próprios medos e incertezas, temos que educar outras pessoas que ainda desconhecem os avanços atuais dos tratamentos. &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Para melhor ajudar a pessoa querida que esteja adoentada neste momento, é muito importante que o familiar busque apoio e um espaço [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ter alguém com câncer em nossa família é sempre muito difícil. Além de entender nossos próprios medos e incertezas, temos que educar outras pessoas que ainda desconhecem os avanços atuais dos tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para melhor ajudar a pessoa querida que esteja adoentada neste momento, é muito importante que o familiar busque apoio e um espaço para expressar sentimentos. É comum sentir que nossa vida foi revirada, nossa rotina não é mais a mesma e temos que assumir novos encargos e papeis dentro da família. E acontece que muitas vezes nos sentimos exaustos, impotentes, frustrados, preocupados e até mesmo com medo do nosso próprio adoecimento. E tudo isto atrapalha nossa relação com o doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Receber o diagnóstico de câncer é entrar em uma jornada que assusta, mas que também pode ser um tempo de crescimento e aprofundamento dos nossos sentimentos e das nossas relações dentro da família. Para facilitar esse processo, veja algumas orientações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ouça e siga o seu próprio coração, ampliando sua razão amorosa. Isto ajudará a alcançar equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.</li>



<li>Cuidar das próprias expectativas. Estimule sua plena atenção no aqui e agora.&nbsp;Este é momento mais importante da sua vida, por isto é chamado de &#8220;presente&#8221;.</li>



<li>Atenção com o seu próprio corpo. Cuidados com a alimentação, beba muita água, tome banhos de luz, saia ao sol. Pratique exercícios físicos, visualização ou meditação, sempre que possível.</li>



<li>Perceba quanto se doar ou o quanto está se forçando. O cansaço traz muita irritabilidade e depois nos sentimos culpados. Às vezes, é preciso ter humildade para pedir ajuda para mais alguém da família e admitir o quanto estamos cansados.</li>



<li>Tente identificar seus sentimentos. Aquilo que identificamos temos possibilidades de controlar.</li>



<li>Não deixe a doença tomar conta de toda a sua vida, nem do seu familiar. Há tanta coisa saudável para viver. Reserve momentos para o lazer, passeios, troca afetiva e bom humor.</li>



<li>Busque apoio psicoterápico para suas dificuldades ou apenas para alívio. É muito bom podermos conversar com alguém que nos entenda.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">E quando se trata de crianças&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando o doente é uma criança podemos ficar ainda mais vulneráveis e estressados. Pior ainda é nos sentirmos culpados e divididos quando temos outros filhos pequenos que exigem nossa atenção.&nbsp; Muitas vezes questionamos se o aparecimento da doença foi algo que fizemos ou deixamos de fazer, nos sentimentos culpados e raivosos. Mas logo lembramos que o câncer tem muitas causas, pode aparecer em qualquer pessoa, em qualquer e que cada vez mais aparecem recursos para o tratamento e cura do câncer infantil. Mais importante do que ficar buscando explicações, é mantermos nossa esperança, fé e tranquilidade para ajudarmos aos outros membros da família a passarem por esta fase.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Mestre Rita de Cassia Macieira</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coordenadora do Curso de Psicologia Integrativa Transpessoal do</p>



<p class="wp-block-paragraph">IJEP&nbsp;<a href="https://www.ijep.com.br/">www.ijep.com.br</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Rita de Cassia Macieira</em></strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Psicossomática e arteterapia: contribuições aos pacientes oncológicos</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/psicossomatica-e-arteterapia-contribuicoes-aos-pacientes-oncologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 11:29:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[psicossomática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Receber o diagnóstico de câncer, em si ou em algum membro da família, representa sempre um ataque ao psiquismo e causa uma disruptura no estilo de vida. Para fazer frente a esta notícia e auxiliar no enfrentamento da doença e/ou no tratamento das sequelas físicas e emocionais, a abordagem psicossomática, assim como os recursos da Arteterapia podem ser de extrema importância, notadamente o trabalho com a Imaginação Dirigida.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.ijep.com.br/img/artigos/artigo_864.jpeg" alt="PSICOSSOMÁTICA E ARTETERAPIA: CONTRIBUIÇÕES AOS PACIENTES ONCOLÓGICOS Psicossomática" width="479" height="512"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Receber o diagnóstico de câncer, em si ou em algum membro da família, representa sempre um ataque ao psiquismo e causa uma disruptura no estilo de vida. Para fazer frente a esta notícia e auxiliar no enfrentamento da doença e/ou no tratamento das sequelas físicas e emocionais, a abordagem psicossomática, assim como os recursos da Arteterapia podem ser de extrema importância, notadamente o trabalho com a Imaginação Dirigida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagens mentais são um tipo de pensamento que utilizamos para entrarmos em contato com a nossa realidade subjetiva, interna.&nbsp;Lida com o pensamento “não-lógico”,&nbsp;<em>insight</em>, intuição, e podem ser experimentadas naturalmente nos sonhos, divagações diurnas etc. O trabalho com imagens pode alterar aspectos fisiológicos de nosso corpo (neuro-psico-endócrino-imunologia). Importa lembrar que a Psicossomática nos alerta que emoções consideradas negativas possuem correlação com baixa imunidade, enquanto emoções positivas produzem respostas imunológicas positivas, portanto podem auxiliar na “cura”. Além disto, se o diagnóstico pode trazer a sensação de perda de controle sobre o próprio corpo, o trabalho com as imagens mentais, tem o poder de trazer de volta o sujeito ativo e participante do seu processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Epstein (1990, pg.25) tal trabalho “é a expressão ativa dos nossos desejos canalizados pelos nossos sistemas fisiológicos. Frequentemente se manifesta em forma física ou mental.” O mesmo autor nos diz que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é parte do ato consciente da vontade que precede a abertura dos olhos para as imagens; faz parte da decisão de darmos uma boa olhada para dentro de nós mesmos e de estarmos abertos para entender o que nossos corpos e sentimentos estão nos dizendo. Ao usarmos imagens, podemos jogar fora nossa negação de que haja algo errado, limpar nossas decepções e projetar luz sobre nossos padrões habituais e autodestrutivos. (ibid., p. 30).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso específico da Imaginação Dirigida, são imaginações estimuladas, conduzidas e induzidas pelo terapeuta, que dialogam com nossos desejos, emoções, com conteúdos do nosso inconsciente e trabalham nossas fantasia, atuando no limiar de ansiedade. Para Jung “a humanidade sempre teve em abundância imagens poderosas que a protegiam magicamente contra as coisas abissais da alma, assustadoramente vivas. As figuras do inconsciente sempre foram expressas através de imagens protetoras e curativas, e assim expelidas da psique para o espaço cósmico.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Psico-Oncologia a Imaginação Dirigida pode ser utilizada em todas as fases desde o diagnóstico até a “cura” ou terminalidade, através de varias técnicas de recursos expressivos como a Arteterapia.&nbsp;Para Epstein (1990), o trabalho com imagens mentais em estado ampliado de consciência é o método de cura mais antigo que existe, além de ser o melhor meio de aumentar a fé e a confiança em si mesmo. Além disto, estimula a criatividade e promove o acesso a outros níveis de realidade, que não estão presos ao tempo linear nem ao espaço físico, favorecendo mudanças de atitudes e ideias frente às experiências atuais de sofrimento. (Epstein, in Macieira, 2012, p. 59)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para Macieira (2012):</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os exercícios com imagens ou de relaxamento físico e mental podem ser facilmente aprendidos e utilizados em qualquer ambiente ou situação. Ocasionam mudanças psiconeurofisiológicas tais como: distensão muscular, diminuição das frequências cardíaca e respiratória, diminuição da ansiedade e do sofrimento, e alívio das dores. Através dos exercícios, o doente é levado a um estado ampliado de consciência. Por isto, é uma das técnicas mais utilizadas no tratamento. Têm ainda a vantagem adicional de não acrescentar custos e ficar sob controle dele onde e quando praticar. E isto se torna significativo quando se trabalha para desenvolver ou devolver a autonomia do doente. (Macieira, 2012, p. 64)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos expressivos trazidos pela Arteterapia podem ser de valorosa utilidade, na medida em que Jung (1984, §179) nos salienta que “muitas vezes impõe-se a necessidade de esclarecer conteúdos obscuros, imprimindo-lhes uma forma visível. Pode-se fazer isto, desenhando-os, pintando-os ou modelando-os. Muitas vezes, as mãos sabem resolver enigmas que o intelecto em vão lutou por compreender.” Podemos desenhar ou modelar e “conversar” com os sintomas ou com a doença, já que as nossas imagens mentais sempre têm algo a dizer sobre nós mesmos ou sobre o momento que estamos vivendo. Além disto, a Arteterapia favorece a criação de um espaço onde a pessoa pode expressar sua vivência atual, seus sofrimentos, angústias, medos e vulnerabilidades, mas tambem trabalhar sobre a potencialidade de seus recursos de enfrentamento, no sentido de alcançar melhora em sua qualidade de vida e fazer frente ao tratamento em melhores condições. (AZNÁREZ ROJO, 2020, pg.24). Para a mesma autora, uma intervenção baseada em Arteterapia pode levar a pessoa afetada pela doença a melhorar seu bem-estar, favorecer a comunicação com seu entorno e a lidar melhor com as dificuldades emocionais, de vez que estimula a reflexão, canaliza as emoções e favorece o autodescobrimento e a autoconsciência, de forma não invasiva, no tempo e na medida que lhe são possíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os níveis elevados de estresse em pacientes oncológicos, em seus familiares e nos relacionamentos entre eles, trazem repercussões psicossomáticas que podem afetar sobremaneira não apenas o processo de tratamento e cura, mas ainda, na própria adesão aos tratamentos. &nbsp;Em um trabalho recém publicado no Brasil, elaborado pela psico-oncologista Maria Carolina Brando (2020), foi elaborado um&nbsp;<em>workshop</em>&nbsp;de Arteterapia onde foram convidadas mulheres mastectomizadas e&nbsp; &nbsp;seus maridos ou companheiros, de vez de que nem sempre os familiares têm espaço para se expressarem. O trabalho aconteceu através da música, da expressão corporal, histórias, desenhos, além de um processo de confraternização. Pelo processo criativo, os parceiros tiveram a oportunidade de se expressarem através das imagens, autentica e espontaneamente. A ideia é que com o tempo essa experiência possa levá-los a uma melhor visão de si mesmos, assim como uma provável reparação e transformação emocional, além de ajudarem suas companheiras na recuperação após um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Brando (2020), o processo criativo tem se mostrado muito eficiente em trabalhos dentro da área da saúde, notadamente em Psico-Oncologia. Com a Arteterapia, a comunicação acontece de maneira simbólica, facilitando novos entendimentos e&nbsp;<em>insights,&nbsp;</em>trazendo aumento do senso de controle. Ajuda, portanto, na resolução de conflitos, na solução de problemas e na formulação de novas percepções que conduzirão a mudanças positivas, crescimento e cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRANDO, Maria Carolina M.M.S. Um novo amanhecer através da arteterapia&#8230; Resgatando relacionamentos, após a mastectomia.&nbsp;<em>Latin American Journal of Development</em>, Curitiba,&nbsp;<em>v.2, n.5, p. 186-189, sep./oct. 2020.&nbsp;</em><em>ISSN 2674-9297</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">EPSTEIN, G.&nbsp;<em>Imagens que curam .&nbsp;</em>Guia completo para a terapia pela imagem. 3ª ed. Rio de Janeiro: Xenon, 1990</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav.&nbsp;<em>A Natureza da Psique</em>. Vols. VIII-2. Petrópolis: Vozes, 1984.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav.&nbsp;<em>Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo</em>. Petrópolis: Vozes, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACIEIRA, R.C.&nbsp;<em>O sentido da vida na experiência da morte; uma visão transpessoal em Psico-Oncologia</em>. 3ª.ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AZNÁREZ ROJO, Guadalupe. “Atención en Salud Mental para pacientes oncológicos Intervención desde la Psicoeducación y la Arteterapia” Nuevo Hospital de Rio Cuarto “San Antonio de Padua”. Cordoba, 2020 (Download em: https://repositorio.uesiglo21.edu.ar/bitstream/handle/ues21/18660/AZNAREZ%20ROJO%20GUADALUPE%20-%20Guadalupe%20Aznarezrojo.pdf?sequence=1)</p>



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<h4 class="wp-block-heading" id="h-rita-de-cassia-macieira-18-01-2022"><strong><em>Rita de Cassia Macieira &#8211; 18/01/2022</em></strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>O outubro rosa e o resgate do feminino ferido</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-outubro-rosa-e-o-resgate-do-feminino-ferido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 13:35:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mulher é bicho esquisitoTodo o mês sangraUm sexto sentidoMaior que a razão&#8230; Não provoque!É Cor de Rosa Choque Rita Lee &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O chamado “Outubro Rosa”, como referência à cor do laço rosa distribuído pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, surgiu em Nova York, Estados Unidos, na década de 90 com a primeira Corrida [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Mulher é bicho esquisito<br>Todo o mês sangra<br>Um sexto sentido<br>Maior que a razão&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não provoque!<br>É Cor de Rosa Choque</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Rita Lee</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O chamado “Outubro Rosa”, como referência à cor do laço rosa distribuído pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, surgiu em Nova York, Estados Unidos, na década de 90 com a primeira Corrida pela Cura buscando a conscientização acerca do câncer de mama e sua detecção precoce. No Brasil, o movimento, agora internacional, iniciou-se em 2002, com a iluminação do Obelisco do Parque Ibirapuera na cor rosa. A adesão vem crescendo a cada ano, sendo que atualmente, acontece em muitas cidades brasileiras, com apoio governamental e da indústria. Falar do feminino é lembrar aspectos como docilidade, aconchego, calor humano, maternagem, flexibilidade, imprevisibilidade, sedução e ainda, da cor rosa, historicamente atribuída às mulheres. No entanto, o feminino é um atributo presente também nos homens e trataremos disto adiante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O mito das Amazonas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A palavra “amazona” parece derivar do prefixo grego “a”, significando “sem”, seguido de “mazós”, “seios”. Na antiga sociedade greco-romana, mutilar o seio era sinal de coragem em facear as lutas contra os homens. O mito das amazonas, belas e honoráveis mulheres guerreiras, é parte significante da cultura humana e revela-se como um importante precursor, que simboliza a mulher questionadora da ordem patriarcal estabelecida. Não aceitando a condição de submissão, abandona seu papel de peso morto e passivo na sociedade e participa ativamente da vida pública e social. Evidentes e grandes avanços foram causados pela ativação deste arquétipo. Em contrapartida, a mulher atual desenvolveu traços de personalidade e estilo de vida que podem aumentar os fatores de risco para desenvolvimento de câncer, notadamente as neoplasias mamárias, como nuliparidade ou gravidez tardia, consumo de álcool e tabaco, dieta rica em gorduras e outros. Histórico familiar de câncer também se mostra um importante fator de predisposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Hipervalorização do princípio masculino e da supressão do feminino</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a luta entre os gêneros parece perdurar até a atualidade, causando uma hipervalorização do princípio masculino e da supressão do feminino nas próprias mulheres.&nbsp;<strong>Como</strong>&nbsp;<em>conceitos psicológicos,</em>&nbsp;o princípio masculino &#8211;&nbsp;<em>animus</em>&nbsp;&#8211; relaciona-se a aspectos manifestados como rigidez, expansividade, agressividade, empreendedorismo, competitividade, racionalidade, objetividade e capacidade crítica. A<em>nima, o princípio feminino, traz aspectos como intuição, subjetividade, vaidade, cooperação, síntese e&nbsp;</em>contratilidade, conservadorismo e receptividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando a mulher, ferida nas relações, sofre com a polarização de um dos extremos, ela pode se apresentar como a&nbsp;<strong>eterna menina</strong>(<em>puella</em>) e a&nbsp;<strong>amazona de couraça</strong>, segundo Linda S. Leonard. &nbsp;Em seu livro “A Mulher Ferida” (1998), a autora afirma que a eterna menina ou&nbsp;<em>puella</em>&nbsp;não consegue desenvolver-se nos planos pessoal e profissional, de elaborar sua própria identidade, enquanto a amazona de couraça é a mulher que assumiu características em geral associadas à disposição masculina, mas, em lugar de integrar os aspectos “masculinos” que poderiam fortalecê-la como mulher, ela se identifica com o poder do “masculino”. &nbsp;Tanto uma quanto a outra necessitam do processo de autotransformação através do autodesenvolvimento e busca da integralidade. É preciso retornar ao equilíbrio entre os arquétipos de Atenas e Afrodite, pois viver nos extremos, tendo o equilibrio reprimido,&nbsp;pode trazer ao adoecimento físico pelas repercussões psicossomáticas com elevado estresse, fadiga, fragilidade emocional e depressão, ou ainda,&nbsp;<strong>vulgaridade, misticismo mágico e incoerente, além de sofrimentos nas relações.&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraponto à exarcebação do&nbsp;<em>animus</em>, com a excessiva valorização dos resultados e metas; do conhecimento racional e desvalorização do que é intuitivo; da ciência objetiva e esquecimento da filosofia e da espiritualidade, observa-se que o homem moderno tem lidado um tanto melhor com o seu feminino: mais presente nas relações com filhos, vaidoso, mais acolhedor com a afetividade. Ou no dizer de Gilberto Gil, na canção Super homem,&nbsp;<em>“um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me daria do que eu quisesse ter. Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara, é a porção melhor que trago em mim agora, é o que me faz viver”.&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidando dos relacionamentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cura das feridas nas relações entre homens e mulheres da sociedade contemporânea, passa pelo reconhecimento, valorização e resgate dos aspectos femininos, assim como restabelecer e reconciliar o espaço do feminino junto á ordem masculina. Este resgate possibilita a orientação da criatividade na busca de recursos e potenciais plenos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Masculinidade e feminilidade são forças arquetípicas, isto é, estão inscritas no inconsciente humano. São, também, formas diferentes de se relacionar com a vida e com o mundo. A repressão da feminilidade, portanto, afeta a relação da humanidade com a sociedade, na mesma medida em que afeta a relação entre homens e mulheres. O predomínio de aspectos masculinos cada vez mais independentes e isolados, sem poder transformar criativamente a agressividade e o poder, levam à divisão. É preciso resgatar o cuidado individual e com o ambiente, dentro da visão bioética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, masculino e feminino poderão se manifestar, no campo seguro e protegido da troca efetiva de conhecimentos e afetos, compondo o Ser Humano Integral, em seus aspectos físico, emocional, cultural, ambiental e espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Simone Magaldi, em seu brilhante texto “O Feminino Frente às Religiões” (2013) “<em>n</em><em>o Todo, que é o Uno, não há feminino nem masculino, nem homem nem mulher, nem deus nem deusa, ao mesmo tempo que não há singularidade, todas as multiplicidades estão presentes. Deus é, nem masculino, nem feminino, apenas Ser</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, o resgate do sagrado feminino e a união dos princípios masculinos e femininos, equilibrando&nbsp;<em>anima e animus,&nbsp;</em>possibilitam não apenas o desenvolvimento de relações sociais mais saudáveis, a melhoria nos relacionamentos interpessoais e conjugais, como tambem favorecem a busca do crescimento espiritual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leituras recomendadas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonard, Linda S. A Mulher Ferida: em Busca de um Relacionamento Responsável Entre Homens e Mulheres. 3ª. Ed. S. Paulo. SUMMUS 1998</p>



<p class="wp-block-paragraph">Magaldi, Ercilia SD. O Feminino Frente às Religiões. Download em 08.08.2013.&nbsp;<a href="http://ijep.com.br/index.php?sec=downpags">http://ijep.com.br/index.php?sec=downpags</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Rita de Cassia Macieira: Psicóloga, Mestre em Saúde Materno-Infantil pela Fac.Medicina da Universidade Santo Amaro; Presidente da Diretoria Nacional, gestão 2008/2010 e atual Presidente da Diretoria Estadual S. Paulo da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO).&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-rita-de-cassia-macieira"><strong><em>Rita de Cassia Macieira</em></strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Superando a Fase do Isolamento no Tratamento de Câncer</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/superando-a-fase-do-isolamento-no-tratamento-de-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 12:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do diagnóstico e durante todas as fases do tratamento ou em suas complicações, paciente de câncer e seus familiares vivenciam situações altamente estressantes, física e emocionalmente. Por este motivo, costumamos denominar este grupo como a unidade de cuidados paciente/família. O impacto da nova realidade a ser vivida pode gerar ansiedade, depressão, irritabilidade, desorientação, [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A partir do diagnóstico e durante todas as fases do tratamento ou em suas complicações, paciente de <strong>câncer</strong> e seus familiares vivenciam situações altamente estressantes, física e emocionalmente. Por este motivo, costumamos denominar este grupo como a unidade de cuidados paciente/família. O impacto da nova realidade a ser vivida pode gerar ansiedade, depressão, irritabilidade, desorientação, perda do controle e medo da morte. Os pacientes, mais especificamente, são forçados a enfrentar a dor, o possível desfiguramento, a perda das funções sexuais (dependendo da idade), a dependência, o isolamento e a separação. Assim, torna-se necessário apoio continuo e voltado para o momento vivenciado. Muitas perguntas surgem e a unidade de cuidados paciente/família sente necessidade de conversar muito e varias vezes, com uma equipe de saúde que esteja disponível a responder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários tipos de <strong>câncer</strong> exigem algum tipo de isolamento em alguma fase de seu tratamento, visando tratamento curativo, complementar ou paliativo. E este é mais um problema a ser enfrentado. Mas primeiro é preciso antes saber que tipo de isolamento está se propondo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa lembrar que falar em isolamento costuma levantar uma série de fantasias. E as fantasias, na maioria das vezes, são mais assustadoras do que a própria realidade. Isolamento no tratamento do <strong>câncer</strong> não significa privação de todo e qualquer contato. Há restrições e cuidados a serem observados para proteção do próprio paciente, da família, da equipe cuidadora e em alguns casos, até do meio ambiente. É chamado de&nbsp;Isolamento de Contato&nbsp;ou&nbsp;Precaução de Contato e&nbsp;ocorre quando há necessidade de afastar parcialmente &nbsp;e temporariamente o doente do convívio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, podemos citar o tratamento complementar em <strong>câncer</strong> de tireoide. Quando acontece a cirurgia de tireoidectomia total, ou seja, a retirada da glândula tireoide e ressecção dos gânglios linfáticos adjacentes, pode ser necessário que após 30 dias da cirurgia e ainda sem reposição hormonal, o paciente seja submetido a um tratamento com iodo radiativo. Neste caso, ele precisa ser novamente internado, desta vez em regime de isolamento. Neste caso, o isolamento visa proteger o ambiente e as pessoas próximas a ele, já que a radiação pelo iodo é eliminada pela pele, fezes e urina. O tratamento com iodo radiativo costuma apresentar poucos efeitos colaterais. Após este período, ele estará liberado, sendo necessária apenas a reposição hormonal e com chances de cura de até 95% a depender, claro, do estágio da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro tipo de isolamento e este sim, mais comum em várias doenças oncohematologicas, mas não restrito a elas, é o isolamento para a TMO (transplante de medula óssea). Devido ao sucesso do tratamento, cada vez mais os oncologistas optam pela TMO. Entre as opções de tratamento por TMO temos: o TMO Singenéico, onde é usada a medula de um irmão gêmeo idêntico; o TMO Alogênico, feito a partir do transplante de medula de um doador geneticamente compatível; o TMO Autólogo, realizado com a retirada prévia e posterior reinfusão da medula do próprio paciente. Esta última modalidade costuma ser muito usada em crianças com retinoblastoma, sarcoma de Ewing, rabdomiossarcoma, tumor de Wilms, tumor de células germinativas e tumores cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O isolamento ocorre pré e pós TMO, para a proteção do paciente contra agentes infecciosos já que estes estarão imunodeprimidos. Assim, o ambiente deverá estar preparado para mantê-los, as visitas são restringidas e quando permitidas, estas deverão usar máscaras, luvas e aventais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O paciente não estará sozinho e isolado totalmente</strong>, terá contato constante com o seu médico e com a equipe cuidadora da unidade de transplante. Sabe-se que umas das fantasias mais comuns dizem respeito a uma absoluta separação e cisão de contatos, além de privação sensorial. Não é assim que acontece. E a equipe sempre estará a postos para tornar este período o mais confortável dentro das possibilidades. A duração do isolamento será uma decisão do medico responsável, dependendo do tratamento e das condições de recuperação do paciente no período pós TMO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência mostra que esta fase é uma das mais difíceis para os pacientes e familiares. Por este motivo, ainda na fase pré TMO, a unidade de cuidados deve receber toda a orientação e esclarecimentos acerca de todo o procedimento (colocação do cateter, necessidade de isolamento, cuidados necessários, período de permanência na internação, possíveis efeitos colaterais como náusea, vomito, fadiga etc.). Os cuidados psicológicos, extremamente importantes para diminuir o sofrimento do processo, incluem uma avaliação pré-transplante através do levantamento da história clínica e psiquiátrica do paciente e também dos familiares. A avaliação visa à identificação do risco emocional, orientação, apoio e auxilio e se necessário, o acompanhamento psicoterapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No período pós transplante</strong>, os pacientes podem apresentar ansiedade, medo, sentimentos de depressão com crises de choro, dificuldades em se concentrar, em estruturar e manter suas atividades diárias mesmo as mais simples como a leitura, piorando a sensação de isolamento e desenvolvendo sentimentos de tédio e irritabilidade (Contel e cols, 2000). Às vezes, devido ao grau de instabilidade emocional do paciente, o acompanhamento de um psicólogo pode ser diário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O caso de adolescentes ganha uma dimensão diferente</strong>, podendo a depender de seu grau de amadurecimento e estrutura egóica, causar sérios danos ao seu psiquismo. Para o adolescente, o diagnóstico de <strong>câncer</strong> pode ser avassalador, representando uma disruptura em seu estilo de vida. No momento em que sente a vida jorrar com toda a sua intensidade, plenitude e colorido, quando começa a ensaiar seus primeiros passos no sentido do exercício autonomia e descobrimento da paixão e da sexualidade, aparece o mal estar causado pela doença, pelas frequentes internações, pelo medo do futuro e outros. Tudo isto pode soar como um golpe imerecido, causando um ataque à sua autoimagem e senso de identidade.&nbsp; Auxiliá-lo a dimensionar o que lhe acontece nos princípios da realidade, dar suporte e recursos de enfrentamento, esclarecer todas as suas duvidas e criar um espaço seguro onde possa expressar livremente suas emoções, farão diferença em sua adesão ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando o paciente é uma criança estes cuidados devem ser redobrados</strong>, avaliando suas necessidades individuais e fornecendo informações de acordo com o seu grau de entendimento. Além do estresse familiar que é amplamente percebido pela criança, ela também vivencia o medo do desconhecido, a separação dos pais, a interrupção do estilo normal de vida (escola, amigos, idas diárias ou internação no hospital), raiva do diagnóstico e ansiedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a alta de unidade de transplantes e mesmo após a alta hospitalar, muitos cuidados serão imprescindíveis para evitar infecções. Do ponto de vista psicológico, ao mesmo tempo em que se vive o alívio pelo sucesso do tratamento, tanto o paciente e quanto seus familiares sentem-se inseguros com a saída do ambiente protegido, ou em imaginar a possibilidade de uma nova internação. Alguns dos cuidados, como exemplo, usar máscaras de proteção, evitar contato direto com muitas pessoas (beijos, abraços, proximidade ao falar etc.) e locais com grande afluxo, prevenir-se contra quedas e ferimentos ao menos nos dois primeiros meses após o transplante, poderão ser interpretados com o uma restrição e causar o isolamento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final, podemos afirmar que a atenção aos aspectos psíquicos e emocionais da unidade de cuidados paciente/família é de extrema utilidade para a adesão e o sucesso do tratamento. Salientamos que também sua espiritualidade, como força formadora de sentido e recurso de enfrentamento, deverá ser observada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, tais cuidados deverão ser subjetivos, ou seja, respeitando a singularidade daquela pessoa integral que ora está adoentada e precisando de atenção. Tais cuidados deverão considerar sempre quem é a pessoa que está doente &#8211; idade, fase de vida, características e traços de personalidade, histórico clínico e psíquico, incluindo presença de episódios anteriores de depressão, ansiedade e estilo de enfrentamento &#8211; assim como as características do grupo familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong>o final de tratamento</strong>, reintegrar com segurança o paciente à sua vida cotidiana e o tratamento das sequelas físicas e emocionais são tão importantes quanto o apoio durante o tratamento. E novamente, paciente, pais e familiares deverão ser orientados pela equipe de cuidados e amparados na trilha de retorno a vida saudável e harmoniosa. Como nos lembrava Viktor Frankl, nós não podemos determinar todos os acontecimentos da nossa vida, mas podemos determinar as nossas respostas a eles. Se a dor não pode ser evitada, ela pode ser minorada e transformada em marcas de superação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contel, JOB; Sponholz Jr, A. .; Torrano-Masetti LM ; Almeida, AC ; Oliveira, EA; Jesus, JS; Santos, MA ; Loureiro, SR; Voltarelli, JC. Aspectos psicológicos e psiquiátricos do TMO. Simpósio: transplante de medula óssea, Cap. VI. Medicina, Ribeirão Preto. 33: 294-311, jul./set. 2000</p>



<p class="wp-block-paragraph">Macieira, RC., Barbosa, ERC. Olhar paciente-família: incluindo a unidade de cuidados no atendimento integral. In Veit,MT. (org) Transdisciplinaridade em oncologia. HR Gráfica e Editora, SP. 2009.</p>
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