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	<title>Arquivos burnout - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos burnout - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Cuidados com o cuidador profissional: autocuidado e cuidar de si são a mesma coisa?</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/cuidados-com-o-cuidador-profissional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 20:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
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		<category><![CDATA[cuidador profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[fadiga por compaixão]]></category>
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		<category><![CDATA[psicoterapeuta]]></category>
		<category><![CDATA[terapeuta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigos científicos, publicados recentemente, têm como temas principais as questões relacionadas à Síndrome de Burnout e à Fadiga por Compaixão.  Em muitos deles aparecem estudos sobre estratégias para tratamento e/ou prevenção, incluindo o autocuidado. Este texto busca pensar o que significa autocuidado e se é o mesmo que cuidar de si. Também visa ampliar a discussão sobre os cuidados com o cuidador profissional, focando um pouco mais na figura do psicoterapeuta.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/cuidados-com-o-cuidador-profissional/">Cuidados com o cuidador profissional: autocuidado e cuidar de si são a mesma coisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: Artigos científicos, publicados recentemente, têm como temas principais as questões relacionadas à <strong>Síndrome de Burnout</strong> e à <strong>Fadiga por Compaixão</strong>.&nbsp; Em muitos deles aparecem estudos sobre estratégias para tratamento e/ou prevenção, incluindo o autocuidado. Este texto busca pensar o que significa autocuidado e se é o mesmo que cuidar de si. Também visa ampliar a discussão sobre os cuidados com o cuidador profissional, focando um pouco mais na figura do psicoterapeuta.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao" style="font-size:19px"><strong>Introdução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Desde o momento que comecei a estudar e a praticar a Psico-Oncologia, a possibilidade de adoecimento dentro da própria equipe de cuidados com o doente oncológico foi um tema mobilizador em mim. Naquela época, começo dos anos 2000, os chamados cuidadores eram os responsáveis pelos cuidados com o doente, sendo aqueles que, muitas vezes, respondiam às solicitações médicas ou estavam envolvidos nas decisões acerca dos tratamentos. Reconhecidamente, eles estavam e continuam a ser submetidos a um elevado grau de estresse que pode impactar sua própria saúde física e emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No entanto, os profissionais envolvidos nos tratamentos não são também cuidadores? Não fazem parte de uma equipe de cuidados? Assim, passei a diferenciá-los em cuidadores familiares e cuidadores profissionais. Ao publicar meu primeiro livro, inseri um capítulo nomeado “Cuidados com o Cuidador”, defendendo que a qualidade de vida do doente estará sempre diretamente ligada à qualidade de vida de quem cuida, seja profissional ou familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A partir de então, desenvolvi o interesse sobre quais seriam as repercussões psicossomáticas geradas nos cuidadores profissionais envolvidos nos cuidados com pacientes graves, em virtude de seu próprio trabalho. &nbsp;E como poderiam ser mais facilmente reconhecidas e tratadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Este pequeno artigo objetiva mostrar o adoecimento de cuidadores profissionais e terapeutas, incluindo a diferenciação entre Síndrome de Burnout e Fadiga por Compaixão. E ainda, discutir autocuidado e o cuidar de si.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-terapeuta" style="font-size:19px"><strong>O terapeuta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Ao pensar em psicossomática, importa considerar que toda e qualquer estimulação ou intervenção psicológica atua sobre o sistema nervoso e endócrino e, portanto, sobre toda a rede intersistêmica. As emoções despertadas na psicoterapia são capazes de alterar ou de interferir profundamente, tanto positivamente quanto negativamente, no processo biológico e é preciso considerar esta realidade. Mas isto não acontece apenas na direção terapeuta para com o paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Em Psico-Oncologia, trabalhar com pacientes graves, exige do profissional de saúde não apenas uma formação sólida, mas também um elevado grau de amadurecimento profissional e o respaldo do seu próprio processo psicoterápico. Muitas vezes, o papel do terapeuta vai além do atendimento psicoterápico da pessoa doente. Pode ter que atuar como facilitador da comunicação com os familiares ora vivendo situações de estresse e/ou entre os membros da equipe multiprofissional. E evidentemente, também ele estará sujeito às repercussões psicossomáticas causadas por este trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-seria-o-custo-da-empatia-apregoada-por-frans-de-waal" style="font-size:19px">Seria o custo da empatia, apregoada por Frans de Waal:</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Por mais egoísta que se possa admitir que seja o homem, é evidente que existem certos princípios em sua natureza que o levam a interessar‑se pela sorte dos outros e fazem com que a felicidade destes lhe seja necessária, embora disso ele nada obtenha que não o prazer de a testemunhar (2010, p. 12)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Este também poderia ser o custo embutido no trabalho, já que para Jung (2012, OC16/2, p.120) é impossível eliminar o fenômeno da transferência “porquanto a relação com o Si-mesmo é ao mesmo tempo a relação com o próximo. E ninguém se vincula com o outro, se antes não se vincular consigo mesmo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Por isto, Jung (Cf. 2013, OC 16/1, p.16) reitera o quanto é importante para&nbsp; o terapeuta cuidar de sua análise pessoal, de vez que, assim como o médico se arrisca a contrair infecções físicas, o terapeuta constantemente correrá riscos de contrair infeções psíquicas, isto é, de ser tomado pelas mesmas forças que pretende compreender. Mais à frente, no mesmo livro <em>A Prática da Psicoterapia</em> (2013, OC 16/1, p. 75) afirma que “o terapeuta não deve tentar esquivar-se das próprias dificuldades, como se ele mesmo não as tivesse, apenas porque está tratando das dificuldades de outrem.” Ao contrário, aí estará a arte da psicoterapêutica: a autoeducação e autoaperfeiçoamento. E para atingir tal realização, a condição <em>sine qua non</em> será a sua renuncia a uma pretensa superioridade e autoridade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-sindrome-de-burnout-e-fadiga-por-compaixao" style="font-size:19px"><strong>Síndrome de <em>Burnout</em> e Fadiga por Compaixão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A Síndrome de <em>Burnout</em> e a Fadiga por Compaixão estão entre as principais razões pelas quais muitos profissionais de ajuda abandonam o campo, constituindo uma grande ameaça à sua saúde mental. &nbsp;E inicialmente, é preciso diferenciar de depressão, já que apresentam semelhanças tais como: tendência ao isolamento social, sentimentos de menos valia e cansaço,</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Relacionadas ao estresse profissional, tanto a S. <em>Burnout</em> quando a Fadiga por Compaixão, manifestam exaustão emocional, despersonalização e podem culminar em abandono ou menor eficácia no trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Mas a Síndrome de <em>Burnout </em>está ligada a atividades profissionais e organizacionais (salários, falta de recursos e segurança, violência oculta no trabalho etc.), sendo, portanto, um construto social que surge como resultado das relações conflituosas intra/ interpessoais e organizacionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-pode-se-pensar-ainda-que-nbsp" style="font-size:19px">Pode-se pensar ainda, que:&nbsp;</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>[&#8230;] a síndrome aparece como um mecanismo de defesa frente à perda de esperança na capacidade de modificar as situações vividas, sensação de impotência ou resposta ao estresse prolongado. Um lado mais cruel ainda desta síndrome é que, quanto mais dedicado, esperançoso e iludido, quanto maior a expectativa, mais propenso ao acometimento pode estar o profissional. (MACIEIRA, 2023, p.473)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Já no caso da Fadiga por compaixão, segundo Macieira (Cf. &nbsp;2023, p. 357) é possível se pensar como sendo o custo do compromisso. A Fadiga por Compaixão é causada por uma profunda exaustão física, emocional, social e espiritual, decorrente do estresse e do custo emocional empático pelo compromisso e pela exposição prolongada, intensa e continuada à dor, ao trauma e ao sofrimento alheio. Por isto, também é chamada de <strong>Traumatização Vicária</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>É um processo gradual e cumulativo que pode acometer indivíduos que liberam energia psíquica, em forma de compaixão, a outros seres (humanos ou animais) e que traz como consequência uma mudança acentuada na capacidade de auxiliar e de sentir empatia, um crescente cinismo e uma perda de prazer com a profissão&#8230;O aspecto mais insidioso da Fadiga por Compaixão é que afeta exatamente a essência do que nos trouxe a este trabalho: nossa empatia e compaixão pelos outros (grifo nosso). (MACIEIRA, 2023, p. 474).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A Fadiga por Compaixão atravessa a pessoa e causa um declínio generalizado na vontade, na energia e na capacidade de sentir e cuidar dos outros. Eventualmente pode transformar-se em marcante depressão e outras doenças relacionadas ao estresse, representando o custo empático pelo compromisso assumido por lidar com o sofrimento alheio (Cf. MACIEIRA, 2023, pp. 473-4). Representa o custo pessoal e é proporcional ao tamanho do compromisso que o profissional de saúde assume, quando não está devidamente preparado para tal.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-autocuidado-e-o-cuidar-de-si-ha-diferenca-ou-sao-a-mesma-coisa" style="font-size:19px"><strong>Autocuidado e o cuidar de si: há diferença ou são a mesma coisa?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Pelo acima exposto, fica clara a importância de cuidar dos profissionais de saúde, incluindo o psicoterapeuta. No entanto, estes cuidadores profissionais, tão envolvidos com os cuidados de outros, apresentam dificuldade para identificar o próprio adoecimento. E acabam por não desenvolver planos de autocuidados e de cuidar de si (Cf. MACIEIRA, 2023, p. 476).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Cuidar significa apresentar escuta e atitude terapêuticas, constituindo-se em um conjunto de procedimentos que exercem efeitos terapêuticos sobre o equilíbrio psicossomático do paciente. No trato com o paciente oncológico, o cuidar envolve sentimentos, valores, atitudes e técnicas científicas com o intuito de conferir qualidade à assistência.&nbsp;(MACIEIRA,&nbsp; 2023, p. 472).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O cuidar de si próprio como cuidador estará sempre relacionado diretamente à qualidade do atendimento prestado àqueles que sofrem, de vez a separatividade entre o eu e o outro é apenas uma ilusão.&nbsp; Cuidar de si, cuidar do outro e cuidar do todo é cuidar como um ato de amor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-visao-psicossomatica-de-nao-separatividade-entre-corpo-e-psique-parece-sempre-ter-existido-ao-longo-da-historia-humana-assim-como-a-busca-pelo-sagrado" style="font-size:19px">A visão psicossomática de não separatividade entre corpo e psique parece sempre ter existido ao longo da história humana, assim como a busca pelo sagrado.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Para os terapeutas, manifestações acentuadas de adoecimento nas dimensões físicas, familiares, sociais, emocionais e espirituais podem ir aumentando em intensidade, chegando à perda do senso de sentido e significado com o seu trabalho, quando não com a própria vida, sendo esta uma das possíveis explicações para o alto número de tentativas e efetivação de suicídios nestes profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Recentemente, o Monitor de Psicologia da APA (American Psychological Association), publicou um artigo (Cf. ABRAMSON, 2021) onde afirma que o autocuidado e a saúde mental para os profissionais não são um luxo e sim, um imperativo ético. Questionada sobre o tema, Erica Wise, PhD, consultora de ética e professora clínica emérita no programa de doutorado em Psicologia Clínica da Universidade da Carolina do Norte, declara que o esgotamento pessoal pode levar a uma deficiência profissional, com impacto na capacidade de ajudar os pacientes e no ensino, comprometer o trato com os alunos e com os outros&nbsp; profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Mas <strong>Dorothea Orem</strong> (Cf. 2001), chama a atenção do que se constituem a Teoria do Autocuidado, a Teoria do Déficit de Autocuidado e a Teoria dos Sistemas de Enfermagem. &nbsp;Na Teoria do Autocuidado estão as atividades que os indivíduos realizam para manter a vida, a saúde e o bem-estar. São ações dirigidas a si mesmo ou ao ambiente a fim de regular o próprio funcionamento, de acordo com os interesses da vida, a fim de manter o funcionamento integrado. Ou seja, são as práticas de atividades que as pessoas desempenham de forma deliberada em seu próprio benefício, transformando vidas, mas com o propósito de manter a saúde e o bem-estar. &nbsp;Estão ligadas ao desejo de fazer o bem para si e para os outros. E aí mora a dimensão ética.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ja-para-o-cuidar-de-si-michel-foucault-apud-andrade-et-al-2018-define-como-uma-atitude-de-cuidado-entendida-como-elaboracao-de-uma-forma-de-relacao-consigo-que-permite-ao-individuo-constituir-se-como-sujeito-de-uma-conduta-moral" style="font-size:19px">Já para o cuidar de si, Michel Foucault (<em>apud</em> ANDRADE et al, 2018) define como uma “atitude de cuidado entendida como elaboração de uma forma de relação consigo que permite ao individuo constituir-se como sujeito de uma conduta moral”.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Sendo assim, diferencia a <strong>ética do cuidar</strong> como sendo um “caminho possível para um cuidado que escape aos processos de dominação da vida, produtores de padecimentos tanto de quem cuida quanto de quem é cuidado”. Mas alerta que se faz necessária a <strong>ética de cuidar de si</strong> dizendo que “não se deve fazer passar o cuidado dos outros na frente do cuidar de si. O cuidado de vem eticamente em primeiro lugar, na medida que a relação consigo é primária”.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">E Foucault (<em>apud</em> ANDRADE et al, 2018) aponta ainda que a beleza do cuidar de si é que este não é um exercício solitário. Ao contrário, é uma prática social formada por estruturas mais ou menos institucionalizadas, ou seja, traz um olhar social mais abrangente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Outro artigo importante para este texto foi publicado por <strong>Irene Silva</strong> (Cf. 2009) onde coloca que o autocuidado e o cuidado de si não possuem somente uma diferença semântica, mas sim paradigmática.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>O autocuidado está centrado no paradigma da totalidade, adota o pressuposto de que o ser humano é a somatória de suas partes: é a soma do biológico, psicológico, espiritual e social, além de evidenciar que a pessoa tem que se adaptar ao meio ambiente. Já o cuidado de si está atrelado ao paradigma da simultaneidade que adota que a pessoa não é um ser somativo, pois o todo é maior do que a soma das partes, assim como as partes são representativas desse todo. Outro aspecto a considerar é que o indivíduo não cabe unicamente se adaptar ao ambiente, mas sim interagir com o mesmo podendo ser transformado e transformar o meio ambiente. (SILVA, 2009)</em><em></em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nesta-visao-autocuidado-esta-ligado-a-saude-como-algo-que-e-preciso-ter-objetivamente-podendo-ser-quantificavel-o-autocuidado-e-deliberado-pelos-padroes-sociais-e-pelo-modelo-medico-fragmentado" style="font-size:19px">Nesta visão, autocuidado está ligado à saúde como algo que é preciso ter objetivamente, podendo ser quantificável. O autocuidado é deliberado pelos padrões sociais e pelo modelo médico fragmentado.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>O cuidar de si, enquanto isto, passa pela sincronicidade</strong>: o ser humano vai se construindo, se transformando e mudando o meio, é um sistema aberto. A saúde estaria na dinâmica do tornar-se, com respeito aos significados, valores pessoais e à qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Resumindo, autocuidado e o cuidado de si mesmo não precisam ser excludentes, mas complementares. O autocuidado vincula-se ao objetivismo (ações, normas, fazer etc.), condicionado à adaptação à situação e ao meio, intimamente ligado ao processo saúde-doença. Cuidar de si está vinculado ao subjetivo, como única fonte conhecedora da experiência, centrado no diálogo e respeito ao indivíduo. Não é instrumental, é reflexivo, ouvindo os desejos da alma, mas sempre com ética e respeito ao outro.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/ritamacieira/">Rita de Cassia Macieira &#8211; Analista Didata em formação</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/liaromano/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/liaromano/">Lia Romano &#8211; Analista Didata</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:17px"><strong>Referências</strong>:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">ABRAMSON, A. The ethical imperative of self-care. For mental health professionals, it’s not a Luxury. APA. Org. April 1, 2021. Vol. 52 No. 3<br>Print version: page 47.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ANDRADE, E <em>et al.</em> A ética do cuidado de si como criação de possíveis no trabalho em saúde. <em>Interface</em> 22(64). Jan-março, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>Ab-reação, análise dos sonhos e transferência</em>. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______ <em>A prática da psicoterapia</em>. 16. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACIEIRA, RC. Fadiga por Compaixão: o custo do compromisso. In: DANIEL, Ester. <em>Ecos Iberoamericanos de la psicooncologia</em>. 1a.Ed. Bilíngue. Bs.As.: Paibooks, 2023. pp. 349-360 e 471-482.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACIEIRA, RC. <em>Avaliação da espiritualidade no enfrentamento do câncer de mama em mulheres</em>. 2007. Dissertação (Mestrado em Saúde Materno-Infantil). Faculdade de Medicina, Universidade de Santo Amaro, São Paulo, São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">OREM, Dorothea E.&nbsp;<em>Nursing Concepts of Practice</em>. 6th ed. Mosby, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVA, IJ et al. Cuidado, autocuidado e cuidado de si: uma compreensão paradigmática para o cuidado de enfermagem.&nbsp; <em>Rev. esc. enferm</em>. USP 43 (3) • Set 2009 <a href="https://www.scielo.br/j/reeusp/a/S6s3fgFMbtMjMRfwncZ7WrP/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/reeusp/a/S6s3fgFMbtMjMRfwncZ7WrP/?lang=pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">WAAL, Frans de. <em>A era da empatia</em>: Lições da natureza para uma sociedade mais gentil. São Pau­lo: Com­pa­nhia das Letras, 2010.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-819x1024.png" alt="" class="wp-image-12069" style="aspect-ratio:0.7998255179934569;width:378px;height:auto" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-819x1024.png 819w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-240x300.png 240w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-768x960.png 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-150x188.png 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny-450x563.png 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/02/psicossomatica-4-1tiny.png 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Matrículas abertas &#8211; Psicologia Junguiana / Psicossomática / Arteterapia</strong>: <a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Online ou Presencial</strong> &#8211; Rio de Janeiro,  Brasília, São Paulo ou Online</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Fadiga por compaixão x síndrome de burnout: os custos dos cuidados com o outro</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/fadiga-por-compaixao-x-sindrome-de-burnout-os-custos-dos-cuidados-com-o-outro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jun 2019 13:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Burnout]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há pouco tempo tive o prazer de ler o brilhante artigo do Prof. Dr. Waldemar Magaldi, intitulado Autoanálise da Injúria Cardíaca, publicado no site do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa: (http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&#38;id=332&#38;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo). Para além da riqueza do texto, com suas fundamentações de referenciais teóricos, fui impactada pela coragem do uso do verbo na [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Há pouco tempo tive o prazer de ler o brilhante artigo do Prof. Dr. Waldemar Magaldi, intitulado Autoanálise da Injúria Cardíaca, publicado no site do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa: (<a href="http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo">http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo</a>). Para além da riqueza do texto, com suas fundamentações de referenciais teóricos, fui impactada pela coragem do uso do verbo na primeira pessoa, pelo desnudamento da alma e seus questionamentos acerca do sentido da vida. Ao sair da situação de encantamento que paralisa o olhar, me deparei com uma crítica à atual medicina da sociedade de consumo e com um questionamento, no supracitado artigo: onde estão os curadores feridos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lidando há muitos anos com Psico-Oncologia, uma interface entre a Psicologia e a Oncologia, tenho podido observar profissionais das equipes de saúde encarregadas dos tratamentos de pacientes com câncer e seus familiares. E tenho, muitas vezes, acompanhado o adoecimento de muitos destes profissionais. O problema aparece com tanta frequência, que passou a ser tema bastante presente em congressos das sociedades médicas, de enfermagem ou de Psico-Oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira pergunta que me vem à mente quando penso nos cuidadores é sobre o significado do cuidar. O verbo cuidar significa prevenir-se, empregar atenção, cautela, zelo e desvelo. Para Boff (1999), o cuidado apenas aparece quando a existência de alguém adquire significado para nós. Portanto, mais do que um momento de atenção, é uma atitude de preocupação, ocupação, responsabilização e envolvimento com o ser cuidado ao qual estamos ligados afetivamente. Nesse sentido, passamos a cuidar, participar do destino do outro, de suas buscas, sofrimentos e sucessos. Como uma atitude e característica primeira do ser humano, o cuidado revela a natureza humana e a maneira mais concreta de ser humano. (BOFF, 1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar significa apresentar escuta e atitude terapêuticas, constituindo-se em um conjunto de procedimentos que exercem efeitos terapêuticos sobre o equilíbrio psicossomático do paciente (MACIEIRA, 2007). No trato com o paciente, o cuidar envolve sentimentos, valores, atitudes e técnicas científicas com o intuito de conferir qualidade à assistência. Desta forma, para que o cuidado ocorra genuinamente, a ação de cuidar deve repleta de sensibilidade, delicadeza, solidariedade e profissionalismo. Mas estarão os profissionais de saúde preparados emocionalmente para a exposição à dor, ao sofrimento, à angustia frente a imprevisibilidade da doença, ao inevitável contato com sua impotência frente à morte?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nossa prática com a Oncologia e acreditamos, em outras áreas de saúde também, a resposta à pergunta acima é não, aqueles que cuidam não estão sendo devidamente cuidados. Estão, portanto, mais sujeitos ao adoecimento por depressão, Síndrome de&nbsp;Burnout&nbsp;e Fadiga por Compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quadros clínicos de depressão e a Síndrome de Burnout apresentam algumas semelhanças, como tendência ao isolamento social, sentimentos de menos valia e cansaço. Mas possuem, todavia, diferenças acentuadas entre eles. Enquanto a depressão é um conjunto de emoções e cognições que têm consequências sobre essas relações interpessoais, a Síndrome de Burnout está intimamente ligada a atividades profissionais e organizacionais (salários, falta de recursos, segurança, violência oculta no trabalho, etc.). Ou seja, é um construto social que surge como resultado das relações conflituosas intra/interpessoais e organizacionais. Podemos pensar em burnout como um mecanismo de defesa frente à perda de esperança na capacidade de modificar as situações vividas, sensação de impotência ou resposta ao estresse prolongado. Um lado mais cruel ainda desta síndrome, é que quanto mais dedicado, esperançoso, dedicado e iludido, quanto maior a expectativa, mais propenso ao acometimento pode estar o profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, observou-se que a evolução da Síndrome de&nbsp;Burnout&nbsp;não tratada, juntamente com a submissão contínua à situações causadoras de Estresse Pós-traumático Secundário (perturbação mental desenvolvida como resposta à exposição a eventos traumáticos), pode conduzir à Fadiga por Compaixão, que representa o custo do cuidado sobre o cuidador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fadiga por Compaixão pode ser definida como uma síndrome causada por uma profunda exaustão física, emocional, social e espiritual, decorrente do estresse e do custo emocional pela exposição continuada à dor, ao trauma e ao sofrimento alheio. É um processo gradual e cumulativo que pode acometer indivíduos que liberam energia psíquica, em forma de compaixão, a outros seres (humanos ou animais) e que traz como consequência uma mudança acentuada na capacidade de auxiliar e de sentir empatia, um crescente cinismo e uma perda de prazer com a profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fadiga por Compaixão é um termo amplo, englobando os conceitos de trauma secundário, estresse pós-traumático secundário, traumatização vicária e adicionando os componentes de estresse cumulativo, intrusão, evasão, evitação e hipervigilância.&#8221; (FIGLEY, 2002)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fadiga por Compaixão atravessa a pessoa e causa um declínio generalizado na vontade, energia e na capacidade de sentir e cuidar dos outros. Eventualmente pode transformar-se em marcante depressão e outras doenças relacionadas ao estresse. Mas aspecto mais insidioso da fadiga por compaixão é que afeta exatamente a essência do que nos trouxe a este trabalho: nossa empatia e compaixão pelos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principal ameaça à saúde mental dos profissionais da área de saúde, a combinação de Trauma Secundário, S.&nbsp;Burnout&nbsp;e Fadiga por Compaixão é uma das principais razões porque muitos profissionais de ajuda abandonam o campo (FIGLEY, 2002). Portanto, é imprescindível quando se pensa no aspecto preventivo em saúde coletiva, buscar soluções para diminuir o ônus psicológico em ser um profissional de saúde e ainda, a identificação precoce dos profissionais mais propensos ao adoecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Mathieu (2007) são sinais e sintomas da Fadiga por Compaixão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exaustão</li>



<li>Reduzida capacidade de sentir simpatia e empatia</li>



<li>Irritabilidade, raiva e crescente ansiedade e reatividade</li>



<li>Aumento de uso de álcool e drogas</li>



<li>Medo de trabalhar com certos pacientes/clientes</li>



<li>Sentido diminuído de apreciação da carreira</li>



<li>Perda do sentido de potência e competência</li>



<li>Perturbações da visão de mundo, ansiedade ou medos irracionais</li>



<li>Imagens intrusivas ou dissociação</li>



<li>Hipersensibilidade ou insensibilidade ao conteúdo emocional</li>



<li>Dificuldade em separar a vida profissional da vida pessoal</li>



<li>Absentismo &#8211; falta ao trabalho, muitos dias adoentado</li>



<li>Dificuldade em tomar decisões e cuidar de pacientes/clientes</li>



<li>Problemas com intimidade e nas relações pessoais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto&#8230; profissionais de saúde, muitas vezes, têm dificuldade em identificar a exaustão associada com Fadiga por Compaixão e seu próprio adoecimento. Assim, acabam por não desenvolver planos de autocuidados que poderiam reverter a situação. Neste ponto, importa lembrar que compaixão (com-paixão; com-amor; com-emoção) envolve uma participação espiritual e terna para quem sofre. Mas o cuidar de si próprio como cuidador estará sempre relacionado diretamente à qualidade do atendimento prestado àqueles que sofrem, de vez a separatividade entre Eu e o outro é apenas uma ilusão.&nbsp; Cuidar de si, cuidar do outro e cuidar do todo é cuidar como um ato de amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;&#8230;Nós somos, no entendimento mais profundo, vítimas ou meios e instrumentos do &#8220;amor&#8221; cosmogônico. Coloco essa palavra entre aspas para indicar que não quero dizer com isso apenas que é um anseio, uma preferência, uma valorização, um desejo ou algo semelhante, mas um todo, unificado e indiviso superior ao ser isolado. O ser humano como parte não entende o todo. Ele lhe é subalterno. Ele pode dizer sim ou se indignar; mas sempre está preso e trancado dentro dele. Sempre depende disso e é motivado por isso. O amor é sua luz e sua escuridão, cujo final ele não enxerga. &#8220;O amor não acaba nunca&#8221;, mesmo quando ele fala com a língua de anjo, ou persegue a vida da célula até a base mais profunda. Com acribia científica. O ser humano pode chamar o amor de diversos nomes que lhe estão à disposição, mas vai apenas envolver-se em infinitos autoenganos. Se possuir um pouco de sabedoria, vai mostrar as armas e chama-lo&nbsp;ignotum per ignotius, ou seja, com o nome de Deus. Essa é uma confissão de sua inferioridade, mas ao mesmo tempo também um testemunho de sua liberdade de escolha entre a verdade e o engano.&#8221; (JUNG, 2005 p.107-108, apud LIBERATO, 2015) &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o encontro cuidador/cuidado pode ser um relacionamento pulsante, criativo e transformador. Pode tornar-se um acontecimento sagrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estar vivo e experimentar o acontecimento da vida, participando dele e interferindo nos efeitos que cada experi6encia provoca no contorno plástico que a humanidade possui, é uma benção divina. É a expressão do sagrado em essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fundo do coração de cada ser humano há um profundo anseio por uma vida que faça sentido.&#8221; (LIBERATO e MACIEIRA, 2008)</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Rita de Cassia Macieira&nbsp;&#8211; Psicóloga, Professora do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Estudo e Pesquisa, Mestre em Saúde Materno Infantil pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Presidente da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia, gestão 2008/2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências:</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano &#8211; compaixão pela terra. Petrópolis, RJ. Vozes, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGLEY, C. R. (2002). Compassion fatigue: psychotherapists chronic lack of self-care. Journal of Clinical Psychology, 58(11),1433-1441.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GROESBECK, C. J., 1983. A imagem arquetípica do médico ferido.&nbsp;Junguiana ­ Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, 1:72-96.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIBERATO, Regina. O luto do profissional de saúde: a visão do psicólogo. in CASELLATO, Gabriela. O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido. São Paulo: Summus, 2015. Pg. 155</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIBERATO, R.P. e MACIEIRA, R.DE C. Espiritualidade no Enfrentamento do Câncer,&nbsp;in&nbsp;Temas em Psico-Oncologia Pag. 556-571 Org.Vicente de Carvalho et al. São Paulo: Summus Editorial, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACIEIRA, RC. Avaliação da espiritualidade no enfrentamento do câncer de mama em mulheres. 2007. Dissertação (Mestrado em Saúde Materno-Infantil) &#8211; Faculdade de Medicina, Universidade de Santo Amaro, São Paulo, São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, W. Autoanálise da injúria cardíaca. Acesso em 22/02/2018 (<a href="http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo">http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">MATHEIU, F. (2007). Transforming compassion fatigue into compassion satisfaction: Top 12 self-care tips for helpers. In Matthieu, F.(Chair), Compassion Fatigue Conference. Workshops for the Helping Professions conducted at the conference of the Compassion Fatigue Awareness Project. Kingston, Ontario, Canada.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-rita-de-cassia-macieira"><strong><em>Rita de Cassia Macieira</em></strong></h4>
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