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	<title>Arquivos corpo e alma - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Mar 2026 20:15:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos corpo e alma - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Afogando as mágoas no álcool e sendo tragado por ele</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/afogando-as-magoas-no-alcool-e-sendo-tragado-por-ele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristiane dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 19:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dependência Química]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[adicção]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
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		<category><![CDATA[Psique]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.</p>
<p>Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?</p>
<p>Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?</p>
<p>O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?</p>
<p>Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/afogando-as-magoas-no-alcool-e-sendo-tragado-por-ele/">Afogando as mágoas no álcool e sendo tragado por ele</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p><em>Beber começa como um ato de vontade, caminha para um hábito e finalmente afunda na necessidade. </em></p><cite>Benjamin Rush</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Resumo</strong>: A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quais-seriam-essas-desordens-na-psique-do-alcoolista" style="font-size:18px"><a>Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Durante a minha vida, o alcoolismo foi uma sombra que me espreitava, às vezes, seguia silenciosamente os meus passos, em outras circunstâncias, lançava sua escuridão nos meus dias, tornando-os terríveis e desesperadores, como a mais densa, profunda e escura noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Inspirando-me em São João da Cruz posso dizer que esses momentos, apesar de avassaladores, foram extremamente benéficos e profícuos para que eu pudesse fortalecer a minha fé, unir-me a Deus e transformar todo aquele sofrimento em crescimento espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quando adulta, fui estudar para entender o conceito e a dinâmica do alcoolismo, que inicialmente, para mim, não passava de defeito de caráter, fraqueza e “falta de vergonha na cara”.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Eu via que algumas pessoas ingeriam uma quantidade de bebida alcóolica excessiva e só ficavam extremamente inconvenientes, enquanto outras, uma única dose comprometia totalmente seu organismo e sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Algumas pessoas apresentavam esse comportamento logo após vivenciarem uma situação muito estressante ou perda significativa, como a morte de um ente querido, uma separação conjugal, ou a saída dos filhos de casa, o que reforçava a intenção inconsciente da fuga ou alívio para sua dor, outros, entretanto, bebiam porque gostavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Após concluir a Pós-graduação de Psicologia Analítica e começar a atender, comecei a receber em minha clínica clientes que apresentavam questões com o álcool, alguns dependentes e outros como codependentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-durante-os-atendimentos-eu-pude-perceber-que-existia-uma-dor-profunda-e-muitas-vezes-inacessivel" style="font-size:18px">Durante os atendimentos eu pude perceber que existia uma dor profunda e muitas vezes inacessível.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A pessoa até apresentava a intenção de parar de beber, mas, existia algo dentro dela que a dominava, que subjugava suas forças e na primeira oportunidade, ela simplesmente se rendia e afogava suas mágoas e suas dores na bebida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Eu observava também que algumas dessas pessoas que ficavam com esse comprometimento que se iniciava no corpo físico, ampliava-se para o escopo emocional, afetava a vida familiar, profissional e espiritual, não abandonavam esse vício, mesmo sendo ele tão destrutivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Eu me perguntava se era uma questão de personalidade, de falta de vontade, de caráter, ou se existia um componente biológico, mental ou psicológico que as aprisionavam nessa dinâmica, nessa compulsão obsessiva que prejudicava não só o alcoolista, mas a sua família, o seu ambiente profissional e a sociedade de forma geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Eu também pude observar que esse movimento de sobriedade (consciência) e embriaguez (inconsciência) era rítmico e cada vez mais intenso. Com o passar do tempo era necessário uma dose maior e com isso, os sintomas se intensificavam, ficavam mais visíveis e muito mais perturbadores e inconvenientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O que antigamente afetava só a mente e o corpo do indivíduo, começava a prejudicar sua vida familiar, profissional e social. Gota a gota, dose a dose, o problema vai pingando, transbordando e inundando tudo ao seu redor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-uso-abusivo-do-alcool-e-um-dos-principais-problemas-da-sociedade-atual" style="font-size:21px">O uso abusivo do álcool é um dos principais problemas da sociedade atual.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Apesar de ser uma droga psicotrópica, ou seja, provoca mudança no comportamento do usuário, o álcool é legalmente comercializado e seu consumo é amplamente aceito socialmente e estimulado por intensa propaganda.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O uso do álcool em excesso provoca o rebaixamento da consciência e como os seus efeitos iniciam-se no cérebro, com a alteração do Sistema Nervoso Central, o indivíduo entra num processo de deterioração que afeta a percepção, coordenação e funções motoras, perda de memória e progressivamente, intoxicação das células do corpo, comprometimento do sistema imunológico e em estágios mais avançados da doença, pode ocorrer a destruição de órgãos vitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O Alcoolismo é conhecido cientificamente como a Síndrome de Dependência de Álcool (SDA), ele é um grave problema de saúde pública, pois acarreta o aumento nos índices de acidentes no trabalho e no trânsito, com a intensificação de sua gravidade, eleva a violência urbana, além de aumentar os atendimentos médicos realizados pelos CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial &#8211; Álcool e Drogas), sendo considerado um dos transtornos mentais mais prevalecentes na sociedade. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-apesar-de-ser-amplamente-estudado-e-ter-um-quadro-clinico-bem-estabelecido-muitas-vezes-a-sda-passa-despercebida-mesmo-em-avaliacoes-psiquiatricas-cf-gigliotti-2004" style="font-size:18px">Apesar de ser amplamente estudado e ter um quadro clínico bem estabelecido, muitas vezes, a SDA passa despercebida mesmo em avaliações psiquiátricas. (Cf. GIGLIOTTI, 2004)</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A psicossomática nos auxilia a entender melhor a dinâmica do alcoolismo, pois ela vê o homem de forma holística e tem como objetivo, encontrar o sentido dos sintomas e não necessariamente suas causas. O sintoma é um sinal de desordem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A consciência se desequilibra e isso se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais e, para tanto, torna-se necessário apurarmos a escuta desse sintoma. A partir disso, podemos pensar a doença e a cura como refletindo estados de consciência. A doença seria a perda da harmonia ou de uma ordem até então conquistada e, nesse caso, a cura não seria a vitória sobre o sintoma, mas ela teria como pressuposto uma expansão da consciência, isto é, nossa própria busca da totalidade. (GUARNIERI, 2024, p. 4)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quais seriam as desordens na psique do alcoolista? O que esses sintomas querem mostrar? Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber? O que leva uma pessoa a “chegar ao fundo do poço” e mesmo assim querer continuar a beber? Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Jung (2013a, p. 281) afirma que o corpo e a alma são supostamente um par de opostos, constituindo uma só realidade e expressando uma só entidade, cuja natureza não é possível se conhecer.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-jung-o-corpo-nada-significa-sem-a-psique-da-mesma-forma-que-a-psique-nada-significa-sem-o-corpo-in-spinelli-2010-p-77" style="font-size:18px">Para Jung “O Corpo nada significa sem a psique, da mesma forma que a psique nada significa sem o corpo” (In SPINELLI, 2010, p. 77).</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O indivíduo é considerado um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">&nbsp;O adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe o conflito da consciência com o inconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Milam</strong> (1986) elenca como fatores predisponentes para o alcoolismo: o metabolismo anormal, a preferência por álcool, a hereditariedade, a influência pré-natal e as suscetibilidades étnicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">No tocante ao metabolismo anormal, os alcóolatras apresentam o mau funcionamento das enzimas do fígado, o que dificulta a eliminação do álcool pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Em relação à preferência por álcool, cada pessoa reage de forma diferente ao gosto e aos efeitos da substância.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Outro fator predisponente que, apesar das provas, alguns profissionais e pesquisadores relutam em aceitar, é a hereditariedade, mas estudos do psiquiatra e pesquisador Donald Goodwin constatam que o alcoolismo é transmitido dos pais para os filhos através dos genes. <a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Goodwin evidenciou que os filhos de alcóolatras tem um risco quatro vezes maior de contrair a doença do que os filhos dos não-alcóolatras, e mesmo, os filhos de pais não-alcóolatras, apresentaram taxas relativamente baixas, mesmo quando criados por pais adotivos alcóolatras. (Cf. MILAM, 1986, p. 46-47)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Outro fator predisponente é a Influência Pré-Natal. A grávida ao beber faz com que o feto beba junto, isso pode causar ao feto a Síndrome Alcóolica Fetal (SAF) e poderá tornar o bebê dependente ainda no ventre.</p>



<h2 class="wp-block-heading is-style-large" id="h-o-recem-nascido-e-de-fato-um-alcoolatra-anos-mais-tarde-quando-tomar-seu-primeiro-drinque-podera-sentir-uma-reativacao-instantanea-de-sua-dependencia-milam-1986-p-49" style="font-size:18px">“O recém-nascido é, de fato, um alcóolatra. Anos mais tarde, quando tomar seu “primeiro” drinque, poderá sentir uma reativação instantânea de sua dependência” (MILAM, 1986, p. 49).</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Um fator que também aparece nas pesquisas é a suscetibilidade étnica ao álcool. Foram constatadas diferenças extremas nos índices de alcoolismo e reações fisiológicas ao álcool entre vários grupos étnicos. Outra descoberta recente é que “<em>existe um relacionamento direto entre a extensão do tempo que um grupo étnico esteve exposto ao álcool e a taxa de alcoolismo dentro desse grupo</em>” (MILAM, 1986, p. 50).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A evidência científica indica claramente um intercâmbio dos diversos fatores hereditários, fisiológicos &#8211; metabólicos, hormonais e neurológicos que atuam em conjunto e assim determinam a suscetibilidade do indivíduo ao alcoolismo. Seria um engano simplificar as interações no organismo, fazendo parecer que um gene específico, ou uma enzima, ou um hormônio é o único responsável por uma cadeia de eventos que conduzem em linha reta à dependência física e ao alcoolismo. (MILAM, 1986, p. 51)</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-milam-corrobora-dessa-maneira-com-o-conceito-da-psicossomatica-que-afirma-ser-o-individuo-um-ser-biopsicosocioespiritual-em-que-todas-as-partes-estao-integradas-e-conectadas" style="font-size:18px">Milam corrobora dessa maneira com o conceito da Psicossomática, que afirma ser o indivíduo um ser biopsicosocioespiritual, em que todas as partes estão integradas e conectadas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Essas esferas não podem ser separadas e quando há um desequilíbrio entre a consciência e a inconsciência, surge o sintoma, que poderá se manifestar em qualquer uma das partes, pois não há separação entre energia e a matéria, entre o psíquico e o somático e entre o corpo e o espírito. (Cf. ROMANO, 2025)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mas-independentemente-da-esfera-em-que-se-manifeste-todos-esses-sintomas-tem-como-fator-desencadeante-primordial-o-complexo-constelado" style="font-size:18px">Mas independentemente da esfera em que se manifeste, todos esses sintomas têm como fator desencadeante primordial o complexo constelado.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O que é, portanto, cientificamente falando, um &#8220;complexo afetivo&#8221;? É a imagem de uma determinada situação psíquica de forte carga emocional e, além disso, incompatível com as disposições ou atitude habitual da consciência. Esta imagem é dotada de poderosa coerência interior e tem sua tonalidade própria e goza de um grau relativamente elevado de autonomia, vale dizer: está sujeita ao controle das disposições da consciência até um certo limite e, por isto, comporta-se, na esfera do consciente, como um corpus alienum (corpo estranho), animado de vida própria. <strong>Com algum esforço de vontade, pode-se, em geral, reprimir o complexo, mas é impossível negar sua existência, e na primeira ocasião favorável ele volta à tona com toda a sua força original.</strong> (JUNG, 2013a, p. 43-44. Grifos meus).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Esta é exatamente a dinâmica vivenciada pelo alcoolista, ele até pode negar sua impotência diante do álcool, pode reprimir seu desejo, mas a compulsão, ou seja, essa necessidade mórbida, essa incapacidade de resistir a esse impulso, o domina como uma obsessão, aumentando sua ansiedade e impelindo-o ao comportamento repetitivo, que é o ato de beber.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos associar essa perda de controle do alcoolista em relação a bebida, com a ação do complexo quando constelado, que afetado por uma forte emoção, apresenta vontade própria e um grau elevado de autonomia, atuando com vida própria e por conter forte carga emocional, perturba totalmente o funcionamento da consciência, sendo impossível negar sua existência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O complexo afetado vai se constelar, ou seja, ganhará uma estrutura de disponibilidade, expectativa e prontidão à reação, que se dará a partir dos parâmetros definidos por experiências anteriores. Quando isso se dá, o complexo se revitaliza e se atualiza, aglutinando o resultado desta nova experiência em torno de si. A partir deste mecanismo, o complexo assume uma espécie de magnetismo para vivências semelhantes, que envolvam a mesma temática. A cada repetição, ele se cronifica: ganha mais vigor e, mais robusto, é capaz de atrair novas experiências que o confirmem e o atualizem. Essa autodeterminação e coerência interior conferirão ao complexo um grau de autonomia, como uma nova personalidade fragmentada e alheia às vontades do ego, que atuará a depender da carga de energia psíquica que conseguem deter no determinado momento. (ANTONIOLI, 2024, p. 10)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos fazer uma analogia dessa nova personalidade fragmentada, que é uma característica do complexo quando está ativo, com o comportamento de uma pessoa que está sob o efeito do álcool, pois ela age como se fosse outra entidade totalmente diferente, é como se ela realmente tivesse adquirido outra personalidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nas-irmandades-de-autoajuda-os-comportamentos-dos-adictos-sao-classificados-metaforicamente-da-seguinte-forma" style="font-size:18px">Nas Irmandades de autoajuda, os comportamentos dos adictos são classificados metaforicamente da seguinte forma:</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>1ª fase</strong>: É a fase do Pavão, onde o indivíduo começa a beber para desinibir-se, para perder a vergonha, sentir-se charmoso e para chamar a atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos associar essa fase à necessidade de superação do complexo de inferioridade, de timidez ou de insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A <strong>2ª fase</strong> é conhecida como a do Macaco, onde a pessoa é o bobo da corte, é aquele indivíduo que faz todos os outros rirem devido ao seu comportamento ridículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Aqui podemos associar a necessidade do indivíduo em ser aceito, em pertencer ao grupo e de ofuscar o complexo de rejeição ou de abandono.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A <strong>3ª fase</strong> é tida como a do Leão. O indivíduo se julga valente, quer agredir e brigar com todo mundo e arrumar confusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos vincular esse comportamento ao desejo de poder e de autoridade do indivíduo, que quando sóbrio, normalmente é uma pessoa com dificuldade em expor suas vontades e opiniões, evita enfrentar conflitos e até apresenta aspectos de covardia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A <strong>4ª fase</strong> é a o Porco. Nessa fase o indivíduo perde o autocuidado e não se importa mais com a aparência ou com a sua condição física.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Aqui podemos dizer que a baixa autoestima se apoderou do indivíduo, nada, nem ninguém, (família, saúde, trabalho, estudo) importam para ele, o único foco de interesse é a bebida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A <strong>5ª fase</strong> é reconhecida como a do Rato. O indivíduo perde sua dignidade e “chega ao fundo do poço”, mas ele está tão devastado pela doença que nem consegue perceber isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos dizer que esse momento da dependência é como se uma das personalidades fragmentadas estivesse conduzindo o indivíduo diretamente aos braços da morte.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-assim-e-a-potencia-do-complexo-se-desejarmos-uma-comparacao-medica-nada-melhor-do-que-comparar-os-complexos-com-as-infeccoes-ou-com-tumores-malignos-que-nascem-sem-a-minima-participacao-da-consciencia-jung-2013a-p-48" style="font-size:18px">Assim é a potência do complexo: “Se desejarmos uma comparação médica, nada melhor do que comparar os complexos com as infecções ou com tumores malignos que nascem sem a mínima participação da consciência” (JUNG, 2013a, p. 48).</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos traçar um paralelo do complexo com a vontade de beber do alcoolista, a parte consciente sabe que precisa parar de beber, que ele é impotente em relação ao álcool e que sua vida está se tornando incontrolável, mas a parte inconsciente o domina e o impele no sentido contrário, fazendo com que ele seja subjugado por essa compulsão patológica, que é o ato de beber.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Como diz Jung (2013a), “<em>Não possuímos os complexos, eles que nos possuem”, e para concluir essa reflexão, podemos parafraseá-lo dizendo, “Não é o alcoolista que bebe, é a bebida que o traga</em>”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: &quot;Afogando as mágoas no álcool e sendo tragado por ele&quot;" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/UgaAO8Kfio0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/">Cristiane dos Santos &#8211; Analista Junguiana em formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/"><strong>Dra. E. Simone Magaldi &#8211; Analista Didata</strong> <strong>IJEP</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:18px"><strong>REFERÊNCIAS</strong>:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">ANTONIOLI, Luciana. <em>Os Complexos e o Simbolismo do Adoecimento</em><em>.</em>Curso dePsicossomática, IJEP. São Paulo, 2024. Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DIEHL, A. et al. <em>Dependência Química: </em>prevenção, tratamento e políticas públicas. Porto Alegre: Artmed, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIGLIOTTI, A e BESSA, M. A. <em>Síndrome de dependência do álcool</em>: critérios e diagnósticos, Rev. Bras. Psiquiatr. 26 (1): 11-13, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000500004">https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000500004</a> acessado em 16/07/2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUARNIERI, Maria Cristina. <em>Introdução à Psicossomática</em>. Curso de Psicossomática, IJEP. São Paulo, 2024.Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>A Natureza da Psique.</em> 10.ed. Petrópolis: Vozes, 2013a.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>MILAM, James Robert; KETCHAM, Katherine. Alcoolismo: Os mitos e a realidade. 2.ed. São Paulo</em>: Nobel, 1986.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Denise Gimenes. <em>A psique do corpo</em>: A dimensão simbólica da doença. 4.ed. São Paulo: Summus Editorial, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROMANO, Lia Rachel B. <em>Psiconeuroendocrinoimunologia e adoecimento. </em>Curso dePsicossomática, IJEP. São Paulo, 2024. Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______<em>Revisão de Psicossomática</em>. Curso de Psicossomática, IJEP. São Paulo, 2025.Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SPINELLI, Maria Rosa (Org.). <em>Introdução à Psicossomática</em>. São Paulo: editora Atheneu, 2010.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> Donald Goodwin, <em>Is Alcohism Hereditary? </em>(Nova York: Oxford University Press, 1976)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>
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		<title>Yoga e Psicologia Analítica: O Caminho da União e da Individuação  </title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/yoga-e-psicologia-analitica-o-caminho-da-uniao-e-da-individuacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Guiotti di Gregorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 21:11:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Processo de Individuação]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[chacras]]></category>
		<category><![CDATA[corpo e alma]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[ioga]]></category>
		<category><![CDATA[processo de individuação]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>
		<category><![CDATA[yoga e psicologia junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: A individuação é o processo de tornar-se a si&#160;mesmo,&#160;tornar-se algo que não é apenas o&#160;ego,&#160;mas um processo de integração com aspectos inconscientes e um diálogo contínuo com o todo (Self).&#160;Tornar-se um indivíduo singular, tornar-se si-mesmo, tornar-se inteiro. O objetivo do yoga é caminhar em direção à alma e esse processo se dá a partir [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: A individuação é o processo de tornar-se a si&nbsp;mesmo,&nbsp;tornar-se algo que não é apenas o&nbsp;ego,&nbsp;mas um processo de integração com aspectos inconscientes e um diálogo contínuo com o todo (Self).&nbsp;Tornar-se um indivíduo singular, tornar-se si-mesmo, tornar-se inteiro. O objetivo do yoga é caminhar em direção à alma e esse processo se dá a partir do olhar para dentro de si mesmo. O mesmo acontece no caminho da individuação quando o indivíduo vai de encontro com a alma, com o Self. Nesse sentido, o yoga apresenta paralelos com o processo de individuação, sendo&nbsp;dois&nbsp;meios que caminham para um mesmo fim: tornar-se a si-mesmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-minha-experiencia-nbsp-com-o-yoga-e-a-nbsp-india-nbsp" style="font-size:19px"><strong>Minha experiência&nbsp;com o yoga e a&nbsp;Índia&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Trago como inspiração para este tema minha própria experiência com&nbsp;o&nbsp;yoga.&nbsp; Desde muito cedo me interessei&nbsp;pela cultura&nbsp;oriental&nbsp;e sonhava em conhecer a&nbsp;Índia&nbsp;e o Tibet.&nbsp;Quando consegui realizar esse desejo não foi&nbsp;possível chegar&nbsp;até ao Tibet porque&nbsp;havia&nbsp;guerrilhas e era muito perigoso atravessar.&nbsp;&nbsp;Peço&nbsp;licença para&nbsp;contar uma história.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-meu-primeiro-contato-com-o-yoga-se-nbsp-deu-atraves-nbsp-de-um-livro-encontrado-em-nbsp-um-sebo-nbsp-no-centro-da-cidade-de-goiania" style="font-size:19px">Meu primeiro contato com o yoga se&nbsp;deu através&nbsp;de um livro encontrado em&nbsp;um sebo&nbsp;no centro da cidade de Goiânia.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Sempre gostei de frequentar os sebos e vasculhar&nbsp;livros antigos. Nesse dia em especial me deparei com o livro <em>Autobiografia de um&nbsp;Yogue</em>&nbsp;de&nbsp;Paramahansa&nbsp;Yogananda. O levei&nbsp;pra&nbsp;casa comigo e mergulhei naquele universo mágico e&nbsp;encantador.&nbsp;A partir da experiência vivida através dessa leitura, mergulhei em outras referências sobre a&nbsp;Índia&nbsp;e o Tibet, bem como na cultura milenar desses povos. Suas&nbsp;práticas&nbsp;religiosas e filosóficas me&nbsp;encantaram.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Comecei a&nbsp;praticar&nbsp;hatha&nbsp;yoga nessa época. Tinha&nbsp;17 anos e já havia ingressado na faculdade. Aos 21&nbsp;anos, já&nbsp;formada, parti para viver na Inglaterra&nbsp;e continuar meus estudos.&nbsp;Após&nbsp;5 anos fiquei sabendo de um mestre&nbsp;(Guru)&nbsp;recém-chegado&nbsp;da&nbsp;Índia&nbsp;em&nbsp;Londres.&nbsp;Decidi fazer seu curso de yoga. Qual foi minha surpresa ao saber que ele era um discípulo de&nbsp;Yogananda, aquele do livro que li aos 17 anos. Contei para ele sobre meu&nbsp;desejo de&nbsp;ir pra&nbsp;Índia&nbsp;e ele me convidou para ficar no seu&nbsp;Ashram&nbsp;(escola) em&nbsp;Bubaneshuar&nbsp;(cidade no estado de Orissa,&nbsp;Índia).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Vivi 8 meses na&nbsp;Índia e&nbsp;posso dizer que foi a experiência mais singular de toda a minha existência.&nbsp;Foi&nbsp;impossível não criar um triângulo comparativo entre Brasil,&nbsp;Índia&nbsp;e Inglaterra. Os extremos e o choque cultural me remetem à fala de Jung quando ele chegou à Índia.&nbsp;Ele conta no livro <em>Civilização em transição </em>(JUNG, 2022) que se sentiu melhor quando logo ao chegar em&nbsp;Bombain&nbsp;tomou um carro e seguiu para o&nbsp;campo.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-india-e-o-mais-belo-caos" style="font-size:19px">A Índia é o mais belo caos!</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Passei 4 meses no ashram praticando Kryia Yoga e trabalhando voluntariamente. Um lugar pobre, mas cheio de vitalidade.&nbsp;Visitávamos aldeias&nbsp;e assistíamos aos&nbsp;pujas (cerimônias de purificação com o fogo) nas casas dos aldeões.&nbsp;Belas mulheres&nbsp;trabalhavam na&nbsp;construção de suas próprias&nbsp;casas.&nbsp;Adornadas com seus piercings, pulseiras e&nbsp;saris&nbsp;coloridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A&nbsp;Índia é&nbsp;um mergulho profundo na lama&nbsp;interna e&nbsp;de fato não é para todos.&nbsp; Em Calcutá conheci a Madre Teresa de Calcutá,&nbsp;uma mulher&nbsp;doce, franzina,&nbsp;pequenininha, mas&nbsp;abundantemente dotada de amor&nbsp;universal.&nbsp;Conversou comigo como uma velha&nbsp;amiga e&nbsp;falou encantada sobre o trabalho da irmã Dulce no Brasil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No norte da&nbsp;Índia&nbsp;numa cidade chamada&nbsp;Daramsala, aos pés do Himalaia passamos três&nbsp;meses à espera do Dalai Lama do Tibet.&nbsp; Caminhar pelas&nbsp;montanhas,&nbsp;observar o povo local em suas palafitas.&nbsp;Contrastes magníficos&nbsp;de cores,&nbsp;crenças e&nbsp;saberes. Templos budistas onde&nbsp;podíamos assistir&nbsp;palestras gratuitamente&#8230;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Definitivamente o povo budista é o mais&nbsp;gentil e&nbsp;feliz que já conheci… O encontro com&nbsp;o&nbsp;Dalai Lama do&nbsp;Tibet foi&nbsp;tão doce e gentil quanto o encontro com a Madre Tereza. Essa&nbsp;jornada me&nbsp;remete ao processo de ascensão dos&nbsp;chacras&nbsp;que Jung aproximou ao processo de individuação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Assim, para Jung, a “descoberta” ocidental do Oriente constituiu um capítulo crítico na “descoberta” do inconsciente coletivo. A interpretação psicológica de Jung se baseia no pressuposto de que a ioga kundalini representava uma sistematização da experiência interior que se apresentava espontaneamente no Ocidente. (JUNG, 2022, p. 62)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-nbsp-olhar-nbsp-de-nbsp-jung-sobre-nbsp-o-yoga" style="font-size:19px"><strong>O&nbsp;olhar&nbsp;de&nbsp;Jung sobre&nbsp;o yoga</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Durante três meses Jung viajou pela&nbsp;Índia&nbsp;em motivo de convite do governo britânico para participar das comemorações dos 25 anos da Universidade de&nbsp;Calcutá,&nbsp;onde&nbsp;foi homenageado&nbsp;como Doutor <em>Honoris Causa</em>.&nbsp; Durante esse período ele observou a cultura&nbsp;local e o&nbsp;yoga,&nbsp;especialmente a&nbsp;kundalini&nbsp;yoga que tem em sua&nbsp;prática&nbsp;meditativa a&nbsp;percepção dos chacras básicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-na-visao-de-jung-os-processos-internos-suscitados-pela-ioga-eram-universais-e-os-metodos-particulares-para-alcanca-los-eram-culturalmente-especificos" style="font-size:19px">Na visão de Jung, os processos internos suscitados pela ioga eram universais e os métodos particulares para alcançá-los eram culturalmente específicos.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Para <strong>Jung</strong> a ioga representava um rico armazém de descrições simbólicas da experiência interior e dos processos de individuação em particular. Ele afirmou que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>“foram trazidos à luz importantes paralelos com a ioga [e com a psicologia analítica], especialmente com a ioga kundalini e com a simbólica tanto da ioga tântrica do lamaísmo quanto da ioga taoista da China. Estas formas de ioga e seu rico simbolismo nos forneceram materiais comparativos preciosíssimos para a interpretação do inconsciente coletivo”. (JUNG, 2022, p. 39)&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No livro <strong><em>Memórias, Sonhos e Reflexões</em></strong>, Jung ao tratar de seu confronto com o inconsciente no contexto da Primeira Guerra Mundial (JUNG, 2022, p. 32), diz recorrer aos exercícios de yoga para desligar-se das emoções. Há uma passagem de entrevista com Fowler McCormick, em que Jung ainda destaca como estratégia para períodos de grande estresse a prática de deitar-se de costas, permanecendo em repouso e respirando tranquilamente (JUNG, 2022, p. 32).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Esse relato de Jung nos remete ao yoganidra; uma prática em que ao final das aulas de yoga nos deitamos com braços e pernas afastados em entrega e abandono trazendo a atenção à respiração abdominal. Neste contexto, vamos nos desconectando da necessidade de sustentar o peso do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-nesse-processo-de-entrega-e-abandono-vamos-aos-poucos-permitindo-que-o-solo-absorva-nao-apenas-o-peso-do-corpo-mas-tambem-pensamentos-e-sentimentos-desnecessarios-respirando-lenta-e-profundamente-encontramos-conforto-e-relaxamento-profundo" style="font-size:19px">Nesse processo de entrega e abandono vamos aos poucos permitindo que o solo absorva não apenas o peso do corpo, mas também pensamentos e sentimentos desnecessários. Respirando lenta e profundamente encontramos conforto e relaxamento profundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-na-prelecao-1-realizada-em-12-de-outubro-de-1932-transcrita-no-livro-a-psicologia-da-ioga-kundalini-jung-aborda-os-chacras-centros-de-energia-vitalidade-e-consciencia" style="font-size:19px">Na Preleção 1, realizada em 12 de outubro de 1932, transcrita no livro <em>A psicologia da ioga kundalini</em>, Jung aborda os Chacras; centros de energia, vitalidade e consciência.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O <strong>primeiro chacra </strong>é chamado de muladara, o chacra raiz, básico, de conexão com a terra e com as necessidades básicas do ser humano. <strong>Onde dorme o si-mesmo</strong>. Aqui Jung diria que os deuses ainda dormem. A kundalini está em sono profundo. O muladara é a terra em que nos apoiamos.&nbsp; Aqui somos vítimas dos impulsos, reféns dos instintos do inconsciente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O <strong>segundo chacra</strong> é swadhistana, seu elemento simbólico é a água, seu animal é um monstro marinho terrível. Jung compara o contato desse centro com o oceano do inconsciente coletivo. O confronto com o monstro que ameaça nos aniquilar. Para Jung, o simbolismo do segundo chacra é amplamente encontrado no motivo mitológico do batismo nas águas (JUNG, 2022, 123). Ele comenta que, em oposição à cultura indiana, devemos entrar em análise ao invés de confrontar o monstro que ameaça nos aniquilar (JUNG, 2022, p. 96). Então no segundo chacra acontece o primeiro movimento da kundalini. Em outras palavras, a primeira conversa com o inconsciente. A partir desse mergulho é de se esperar um renascimento para uma nova vida, uma manifestação de luz e vitalidade que nos encaminha para o próximo chacra.  </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-terceiro-chacra-manipura-e-o-nbsp-inicio-nbsp-de-uma-relacao-com-deus-fonte-de-luz-e-clareza" style="font-size:19px">O terceiro chacra, Manipura, é o&nbsp;início&nbsp;de uma relação com Deus, fonte de luz e clareza.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Significa&nbsp;a plenitude das joias (JUNG, 2022, 123). É um&nbsp;símbolo&nbsp;de riqueza, de uma nova fonte de energia simbolizada pelo fogo e pelo sol.&nbsp; Aqui começa alguma experiência consciente.&nbsp;Paixões são identificadas, o fogo digestivo começa a transformar os elementos (fogo alquímico).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-quarto-chacra-e-o-nbsp-anahata-o-chacra-do-nbsp-coracao-representado-pelo-elemento-ar" style="font-size:19px">O <strong>quarto chacra</strong> é o&nbsp;anahata, o chacra do&nbsp;coração, representado pelo elemento ar.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Chegar aqui significa respirar livremente pela primeira vez, elevar-se das correntes do inconsciente e das emoções. Em outras palavras, se vislumbra o começo do processo de&nbsp;individuação.&nbsp;O indivíduo reconhece uma forma mais elevada de diferenciação e individualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">É o afastar-se das emoções; a pessoa não se identifica mais com elas. Se alguém consegue lembrar-se de si mesmo, se consegue fazer uma diferença entre ele e essa explosão de paixões, ele descobre o si-mesmo; ele começa a individuar-se. Portanto, no anâhata começa a individuação. Mas aqui de novo existe a probabilidade de sofrer uma inflação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-individuacao-nao-significa-a-pessoa-tornar-se-um-eu-neste-caso-ela-se-tornaria-um-individualista" style="font-size:19px">A individuação não significa a pessoa tornar-se um eu – neste caso ela se tornaria um individualista.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Como vocês sabem, um individualista é um homem que não teve sucesso na individuação; ele é um egoísta filosoficamente depurado. A individuação consiste em tornar-se aquilo que não é o eu, e isto é muito estranho. Por isso, ninguém compreende o que é o si-mesmo, porque o si-mesmo é apenas aquilo que a pessoa não é, aquilo que não é o eu. O eu descobre que ele é um mero apêndice do si-mesmo numa espécie de conexão solta. Porque o eu está sempre bem lá embaixo no mûlâdhâra e, de repente, se torna consciente de algo situado acima no quarto andar, no anâhata, e isto é o si-mesmo. (JUNG, 2022, p. 138)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-vishudha-o-quinto-chacra-nbsp-e-destacado-por-jung-como-simbolo-da-etapa-do-desenvolvimento-da-personalidade" style="font-size:19px"><em>Vishudha</em>, o quinto chacra,&nbsp; é destacado por Jung como símbolo da etapa do desenvolvimento da personalidade.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A realidade psíquica é confrontada com a realidade física, sendo uma esfera de abstração ainda mais refinada do que no chacra do coração. Na sequência, chegamos ao <em>ajna</em> chacra, o sexto chacra. Aqui os deuses não dormem mais, estão plenamente acordados. Ajna é o centro da <em>unio mystica</em> com o poder de Deus, onde o indivíduo é pura realidade psíquica confrontando com a realidade de que o indivíduo não é Deus. Por todo esse caminho temos que ter muito cuidado para não inflacionar. <strong>Manter a humildade para manter a sanidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Por último, chegamos no domínio do&nbsp;<strong>sétimo&nbsp;chacra</strong>, o sahashara chacra, em que o indivíduo é um com a natureza: a&nbsp;psique coletiva de Deus. Neste momento há um grande risco à integridade da personalidade, se dominado por&nbsp;<em>maya</em>&nbsp;(ilusão), o&nbsp; indivíduo pode se separar da realidade e apresentar sintomas esquizoides. Por esta razão, Jung alertava sobre o perigo de ascender a kundalini. Entretanto, em equilíbrio essas pessoas têm potencial para alcançar a libertação das amarras e vivenciar a unidade com o cosmos e o espírito. Neste sentido, somos esse vaso&nbsp;alquímico que&nbsp;contém a possibilidade de se transformar e evoluir num&nbsp;contínuo&nbsp;processo de individuação.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Individuação significa tornar-se um ser único, na medida em que por individualidade entendermos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si-mesmo.&nbsp;(JUNG, 2013a, § 266)</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-jornada-da-alma" style="font-size:19px"><strong>A jornada da alma</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A jornada da alma, segundo Jung, é o lento e inevitável processo de individuação — a realização do Self, centro e totalidade psíquica que transcende o ego. No Yoga, a palavra&nbsp;<em>yuj</em>&nbsp;— unir — aponta na mesma direção: a reintegração da consciência fragmentada em uma unidade maior, que&nbsp;inclui&nbsp;e transcende o eu pessoal. Ambas as vias, ocidental e oriental, são caminhos de retorno ao todo, expressões simbólicas de um mesmo impulso arquetípico: o anseio da alma por completude.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No pensamento junguiano, o Self é o arquétipo da totalidade, imagem de Deus no ser humano (<em>Imago Dei</em>). Em&nbsp;<em>Aion</em>, Jung afirma que o Self “abrange tanto o consciente quanto o inconsciente, sendo o centro regulador da psique total” (JUNG, 2011, §60, p.46). No Yoga, encontramos o mesmo princípio na noção de&nbsp;<em>Purusha</em>, a consciência pura que observa, silenciosa e intocada, os movimentos da mente (<em>citta</em>). Assim como o Self, o&nbsp;<em>Purusha</em>&nbsp;não é o ego, mas aquilo que o contém — a testemunha imóvel por trás das flutuações da&nbsp;consciência.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neste-caminho-junguiano-ha-ainda-o-encontro-com-a-sombra-um-rito-de-passagem" style="font-size:19px">Neste caminho junguiano, há ainda o encontro com a sombra, um rito de passagem.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">É preciso descer às regiões mais obscuras da psique para que a luz do Self possa emergir. No Yoga, esse processo se reflete no conceito de <em>kleshas</em> — as impurezas mentais e emocionais que obscurecem a visão do real.  Enquanto o Yoga busca queimar as impurezas pelo fogo da prática (<em>tapas</em>), Jung convida ao confronto consciente com aquilo que rejeitamos em nós mesmos. Ambos compreendem que a totalidade só nasce da aceitação dos opostos — “não há luz sem sombra, nem totalidade sem imperfeição” (JUNG, 2011).     </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-dialogo-entre-jung-e-o-yoga-nao-e-uma-fusao-mas-um-espelho" style="font-size:19px">O diálogo entre Jung e o Yoga não é uma fusão, mas um espelho.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O primeiro oferece à experiência oriental uma linguagem psicológica que traduz seus símbolos em processos psíquicos. O segundo recorda à psicologia que o conhecimento da alma exige também&nbsp;corpo,&nbsp;respiração e presença. Ambos apontam para a experiência do Ser que é ao mesmo tempo íntimo e universal, pessoal e cósmico. Individuar-se é, em última instância, unir o humano e o divino dentro de si&nbsp;e assim também é o yoga.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Namastê!&nbsp;</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: &quot;Yoga e Psicologia Analítica: O Caminho da União e da Individuação&quot;" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/JjdLWdHVN_s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/andreia-guiotti-di-gregorio/">Andreia Guiotti di Gregório &#8211; Membro Analista em Formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/">Dra E. Simone Magaldi&nbsp;&#8211; Membro Analista Didata do IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G. <em>A Psicologia da&nbsp;Ioga Kundalini</em>. Petrópolis: Vozes, 2022.&nbsp;<br>__________ <em>Civilização em Transição</em> (CW 10). Petrópolis: Vozes, 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________ <em>Memórias, Sonhos e Reflexões</em>. Rio de Janeiro: Vozes, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________ <em>O Eu e o Inconsciente</em> (CW 7). Petrópolis: Vozes, 2013a.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________<em>Aion </em>: Estudos sobre o Simbolismo do&nbsp;Si-mesmo&nbsp;(CW 9/2). Petrópolis: Vozes, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________ <em>Estudos Alquímicos</em> (CW 13). Petrópolis: Vozes, 2013b.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________ <em>Psicologia e Religião Oriental</em> (CW 11/5). Petrópolis: Vozes, 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">__________ <em>O Livro Vermelho</em>. Petrópolis: Vozes, 2013c.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">PATAÑJALI. <em>Yoga Sutras de&nbsp;Patañjali</em>. Tradução de Carlos Eduardo Barbosa. São Paulo: Pensamento, 2017.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">YOGANANDA,&nbsp;Paramahansa. <em>Autobiografia de um Iogue</em>. 3. ed. São Paulo: Self-Realization&nbsp;Fellowship, 2016.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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