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	<title>Arquivos criatividade - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos criatividade - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O Olhar que Cria e o Olhar que Destrói: Os Efeitos Pigmaleão e Golem na Clínica e na Vida</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-olhar-que-cria-e-o-olhar-que-destroi-os-efeitos-pigmaleao-e-golem-na-clinica-e-na-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Monica Martinez]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 10:42:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mitologia e Símbolos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O olhar que recebemos pode expandir a vida psíquica — ou restringi-la. Neste artigo, exploramos como as expectativas do outro moldam profundamente a experiência humana, articulando dois conceitos da psicologia social: o Efeito Pigmaleão, que eleva, e o Efeito Golem, que rebaixa. A partir de mitos, pesquisas clássicas e da clínica junguiana, refletimos sobre o poder criativo ou destrutivo do olhar que incide sobre o sujeito. No setting analítico, essa dinâmica se manifesta na forma como o terapeuta sustenta — ou limita — a emergência do Self. Enquanto o olhar pigmaleônico favorece o florescimento da potência psíquica, o olhar golem pode cristalizar defesas, sintomas e identificações empobrecidas. O texto convida, assim, a uma pergunta ética e clínica fundamental: que imagem ajudamos a esculpir no outro — e em nós mesmos? Afinal, o olhar que reconhece o “suficientemente bom” não apenas vê: ele cria condições para que a vida se torne mais inteira.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/o-olhar-que-cria-e-o-olhar-que-destroi-os-efeitos-pigmaleao-e-golem-na-clinica-e-na-vida/">O Olhar que Cria e o Olhar que Destrói: Os Efeitos Pigmaleão e Golem na Clínica e na Vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: O olhar que recebemos pode expandir a vida psíquica — ou restringi-la. Neste artigo, exploramos como as expectativas do outro moldam profundamente a experiência humana, articulando dois conceitos da psicologia social: <strong>o Efeito Pigmaleão, que eleva, e o Efeito Golem, que rebaixa</strong>. A partir de mitos, pesquisas clássicas e da clínica junguiana, refletimos sobre o poder criativo ou destrutivo do olhar que incide sobre o sujeito. No setting analítico, essa dinâmica se manifesta na forma como o terapeuta sustenta — ou limita — a emergência do Self. Enquanto o olhar pigmaleônico favorece o florescimento da potência psíquica, o olhar golem pode cristalizar defesas, sintomas e identificações empobrecidas. O texto convida, assim, a uma pergunta ética e clínica fundamental: <strong>que imagem ajudamos a esculpir no outro</strong> — e em nós mesmos? Afinal, o olhar que reconhece o “suficientemente bom” não apenas vê: ele cria condições para que a vida se torne mais inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Na jornada da individuação, o campo analítico presta atenção à psicodinâmica junguiana (2012), buscando tornar conscientes complexos internos — como o parental — e sombras, com suas riquezas e pobrezas. Ainda assim, grande parte das demandas que emergem no setting terapêutico diz respeito à experiência de não ter sido verdadeiramente visto, ouvido ou acolhido, revelando que o sofrimento humano também nasce da qualidade do olhar que recebemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Partindo dessa constatação, propomos aprofundar uma reflexão essencial: somos moldados não apenas pela arquitetura interna da psique, mas também pelas expectativas que o outro projeta sobre nós — e que, inevitavelmente, passamos a projetar sobre nós mesmos. Nesse sentido, dois conceitos da psicologia social ilustram com precisão esse movimento criativo ou destrutivo: o Efeito Pigmaleão e o Efeito Golem.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-forca-de-pigmaleao-a-profecia-que-eleva" style="font-size:22px"><strong>A Força de Pigmaleão: A Profecia que Eleva</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O Efeito Pigmaleão, também chamado de Profecia Autorrealizável, descreve como expectativas positivas podem elevar o desempenho de alguém. Quando se acredita no potencial de uma pessoa, o comportamento naturalmente se ajusta para facilitar que esse potencial floresça.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O mito de <em>Pigmaleão </em>narra o amor do escultor por sua criação, Galateia, a quem Afrodite concede vida. Essa metáfora, transposta para a ciência por <strong>Rosenthal</strong> e <strong>Jacobson</strong> (1968), inspirou um experimento marcante: alunos de uma escola primária na Califórnia fizeram um teste de QI no início do ano. Os pesquisadores informaram aos professores que 20% das crianças haviam obtido resultados excepcionalmente altos e que, portanto, deveriam demonstrar grande avanço acadêmico. Apenas os docentes receberam essa informação; os alunos não.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No término do ano letivo, todas as crianças refizeram o teste — e aqueles 20% apresentaram progresso significativamente maior. Contudo, esse grupo havia sido escolhido aleatoriamente: não eram mais capazes; foram apenas percebidos como tal. Os pesquisadores concluíram que, ao acreditarem que certas crianças teriam desempenho superior, os professores passaram a tratá-las de forma mais encorajadora, receptiva e estimulante, criando um clima de confiança e entusiasmo que colaborou diretamente para seu desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Na clínica junguiana, essa dinâmica ecoa a postura do analista ao enxergar o “Ouro na Sombra”. Ao sustentar a crença na capacidade autorreguladora da psique, o terapeuta funciona como um Pigmaleão que empresta estrutura para que o Self possa emergir com maior vitalidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-efeito-golem-o-barro-da-desvalorizacao" style="font-size:22px"><strong>O Efeito Golem: O Barro da Desvalorização</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Se Pigmaleão é a profecia que eleva, o Efeito Golem é o seu &#8220;gêmeo sombrio&#8221;, representando a profecia que rebaixa. Expectativas negativas podem ser tão influentes quanto as positivas — porém, produzindo queda real em sua autoestima e segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O termo remete à lenda judaica do Golem de Praga: um ser de barro trazido à vida por um rabino para proteger a comunidade. Embora tenha sido criado para o bem, o Golem é uma criatura sem alma, bruta e puramente obediente, que acaba se tornando destrutiva e incontrolável.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-referencia-lembra-nos-de-que-expectativas-empobrecidas-criam-versoes-igualmente-empobrecidas-do-outro" style="font-size:19px">A referência lembra-nos de que expectativas empobrecidas criam versões igualmente empobrecidas do outro.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Quando alguém é observado com desconfiança ou baixa expectativa, tende a incorporar essa imagem como verdade. Em consequência, cristaliza defesas e contrai sua capacidade criativa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O estudo <em>Pygmalion, Galatea, and the Golem</em> (Babad, Inbar e Rosenthal, 1982) mostrou que professores mais suscetíveis ao viés tratavam como menos capazes os alunos considerados de baixo potencial, ao passo que favoreciam aqueles vistos como promissores — mesmo quando essa distinção era inventada. Os efeitos Golem foram especialmente evidentes entre docentes mais dogmáticos, enquanto professores imparciais mantiveram tratamento equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Na clínica, <strong>o Golem aparece de formas sutis:</strong> o terapeuta oferece menos tempo para respostas, reage mais aos erros do que aos acertos, reduz desafios por acreditar que o analisando “não dará conta” ou fixa-se excessivamente nos sintomas, ignorando a saúde latente. Se o analista enxerga apenas patologia, por exemplo, o paciente tende a identificar-se com a doença. Quando o analisando percebe — mesmo inconscientemente — que está sendo visto como incapaz, pode passar a agir segundo essa imagem, confirmando o preconceito inicial. Por outro lado, quando o terapeuta sustenta a visão da potência vital, ajuda o indivíduo a acessar recursos internos que talvez estejam adormecidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Simbolicamente, o Efeito Golem pode manifestar-se também como o Crítico Interno implacável, que converte o “vinho da vida” em algo sem valor, impedindo o indivíduo de habitar plenamente sua existência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-responsabilidade-do-olhar" style="font-size:22px"><strong>A Responsabilidade do Olhar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Esse mecanismo pode ser resumido em quatro etapas: o que acreditamos sobre alguém determina como agimos em relação a essa pessoa; nossas ações influenciam diretamente seu comportamento; a resposta do outro retroalimenta nossas crenças iniciais; e assim criamos um ciclo que pode expandir ou limitar a vida psíquica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-o-analista-junguiano-reconhecer-essa-dinamica-amplia-a-consciencia-da-cotransferencia-e-das-manifestacoes-contratransferenciais" style="font-size:19px">Para o analista junguiano, reconhecer essa dinâmica amplia a consciência da cotransferência e das manifestações contratransferenciais.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">É crucial perguntar: estamos atuando como Pigmaleão, invocando vida, ou como Golem, endurecendo a psique do outro com nossas projeções? A noção winnicottiana de “suficientemente bom” torna-se essencial, pois quando o terapeuta sustenta essa medida justa, permite que a realidade psíquica se reorganize rumo à totalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O maior perigo, portanto, não é o fracasso, mas a desvalorização do “suficientemente bom”. O Efeito Golem também pode ser dirigido a si mesmo — o Autogolem — quando o próprio terapeuta minimiza seus avanços por compará-los a um ideal inalcançável.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Devemos nos perguntar continuamente: que “estátua” estamos ajudando nossos analisandos a esculpir? Estamos oferecendo o olhar de Pigmaleão (potência) ou de Golem (insuficiência)? Nosso olhar abre caminhos ou restringe possibilidades? Como terapeutas, também somos humanos e carregamos limites que precisam ser elaborados em análise e supervisão. Reconhecer esses limites permite, inclusive, encaminhar analisandos quando necessário, garantindo que recebam o olhar mais apropriado à sua jornada.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/monicamartinez/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/monicamartinez/">Monica Martinez &#8211; Analista em formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/waldemarmagaldi/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/waldemarmagaldi/">Waldemar Magaldi &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:17px"><strong>Referências</strong>:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Babad, E. Y., Inbar, J., &amp; Rosenthal, R. Pygmalion, Galatea, and the Golem: Investigations of biased and unbiased teachers.&nbsp;<strong>Journal of Educational Psychology</strong><em>, 74</em>(4), 459–474, 1982.&nbsp;Disponível em: <a href="https://psycnet.apa.org/doi/10.1037/0022-0663.74.4.459" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1037/0022-0663.74.4.459</a>. Acesso em: 12 fev. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G. <strong>A natureza da psique (OC 8/2)</strong>. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosenthal, R., Jacobson, L. Pygmalion in the classroom.&nbsp;<strong>Urban Rev</strong>&nbsp;3, 16–20, 1968. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.1007/BF02322211">https://doi.org/10.1007/BF02322211</a>. Acesso em: 12 fev. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>I.A. &#8211; INTELIGÊNCIA ARTÍSTICA</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/ia-inteligencia-artistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Denise Largman]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 19:09:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Expressões Criativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O texto contrapõe a Inteligência Artificial à Inteligência Artística, destacando a criatividade e a consciência reflexiva como atributos exclusivamente humanos. À luz de Jung, defende que a IA deve ser ferramenta e não substituta da alma e do sentido. Preâmbulo A ideia da provocação do acrônimo de I.A. para esse artigo surgiu por uma [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: O texto contrapõe a Inteligência Artificial à Inteligência Artística, destacando a criatividade e a consciência reflexiva como atributos exclusivamente humanos. À luz de Jung, defende que a IA deve ser ferramenta e não substituta da alma e do sentido.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-preambulo" style="font-size:19px">Preâmbulo</h2>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-a-ideia-da-provocacao-do-acronimo-de-i-a-para-esse-artigo-surgiu-por-uma-confusao-num-dialogo-com-o-meu-filho-pelo-whatsapp" style="font-size:19px">A ideia da provocação do acrônimo de I.A. para esse artigo surgiu por uma confusão num diálogo com o meu filho pelo whatsapp. Ele me enviou uma foto de uma peça de marcenaria que tinha acabado de fazer e lhe perguntei como conseguiu fazê-la? A resposta foi “<strong>Inteligência Artística</strong>”. Imediatamente li “<strong>Inteligência Artificial</strong>”. Obviamente a confusão gerou risadas, mas também uma reflexão. Ele se referia a sua capacidade criativa de resolver problemas. Uma capacidade dele, que desenvolveu, porque tem os atributos humanos para fazê-lo. Assim, faço uma digressão à Inteligência Artificial, uma vez que o acrônimo só existe porque estamos mergulhados na consciência coletiva dessa temática, muitos com medos reais de perderem seus empregos, ou sem saberem qual será o rumo da humanidade nesse novo mundo que se descortinou nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Então, voltando ao tema da Inteligência Artística, tento mostrar que nossas capacidades são complexas e muito maiores do que os algoritmos de uma suposta inteligência. Porém, precisamos despertar para as nossas capacitações e exercer a nossa verdadeira humanidade no planeta.  Entendermos que não temos a capacidade de fazer cálculos e memorizar coisas como a Inteligência Artificial, mas somos pessoas capazes de criar, de amar, de rir, de chorar, o que nos proporciona leveza e plenitude. Mais do que nunca precisamos perceber nossa diferença, desenvolvê-la. É um momento de grande oportunidade para nos tornarmos, enfim, Humanos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-somos-diferentes" style="font-size:19px"><strong>SOMOS DIFERENTES!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Sinto um aperto no peito quando ouço uma música. Também o sinto quando vejo nos olhos de outra pessoa a sua dor. São emoções! Um dia desses, em conversa pelo whatsapp com meu filho, marceneiro e extremamente criativo, vejo a foto de uma peça que havia acabado de confeccionar e pergunto, admirada, como conseguiu fazê-lo? A resposta foi: “Inteligência Artística”. Foi hilário, porque imediatamente li “Inteligência Artificial”! Demorou pelo menos mais algumas trocas de diálogo para eu entender o que ele estava comunicando: uma I.A., mas completamente humana!</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Dentro desse contexto, <strong>como podemos avaliar a nossa posição, como humanos, perante a Inteligência Artificial</strong>? Como podemos comparar tantas emoções que vêm da alma com o poder algorítmico de uma máquina? Será a inteligência artificial capaz de, sequer, chegar próximo a qualquer uma das emoções humanas? Então estamos com medo. O criador com medo da criatura. Numa reflexão sobre a nossa inteligência artística, acredito ser ela a única capaz de nos salvar da idiotização completa que vem nos proporcionando a inteligência artificial.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-afinal-o-que-e-uma-inteligencia-artificial" style="font-size:19px"><strong>AFINAL, O QUE É UMA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Segundo <strong>Miguel Nicolelis</strong>, neurocientista, a IA não é nem inteligência e nem artificial. Não poderia ser chamado de inteligência, uma vez que, por definição, esta é uma propriedade dos organismos. É o que surge quando os organismos entram em contato com outros organismos e com o ambiente. É uma propriedade da matéria orgânica. Existem milhões de seres humanos para sustentar, na base, a inteligência artificial, portanto ela não tem autonomia. Esse nome foi criado por John Mc Carthy na década de 50 para conseguir dinheiro do Pentágono e desenvolver toda essa ciência. Ele já tinha um nome, <strong>Sistemas Estatísticos Automáticos</strong>, mas esse nome não chamava a atenção para o investimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-nicolelis-as-promessas-da-substituicao-do-cerebro-humano-sempre-foram-muito-mais-de-marketing-do-que-de-realidade-cf-nicolelis-2023" style="font-size:19px">Para Nicolelis, as promessas da substituição do cérebro humano sempre foram muito mais de marketing do que de realidade (Cf. NICOLELIS, 2023)</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">No entanto, está ocorrendo perda das aptidões cognitivas com esta última onda da Inteligência Artificial. Ela já faz parte da nossa rotina, trazendo consequências sérias. Estudos têm mostrado que, pela primeira vez desde que se tem registro de testes de Q.I., a nova geração está apresentando o quociente de inteligência menor do que o da geração de seus pais. Crianças e adolescentes têm utilizado a tecnologia para recreação, com pouquíssimo uso enriquecedor ou reflexivo e muito tem se falado de uma catástrofe iminente, de um emburrecimento sem volta. (Cf. SANTANA, 2023, p.14,15).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Na realidade a I.A. veio para facilitar nossas vidas, mas, é claro, acabou tornando-se uma muleta. Grande parte das pessoas acabam seguindo a vida sem nenhuma consciência reflexiva, na luta diária pela sobrevivência, sem estímulo à criatividade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>A luta pela sobrevivência e a falta de uma educação que estimule o pensamento crítico prendem grande parte da humanidade em uma rotina de reatividade (&#8230;) a verdadeira liberdade nasce do autoconhecimento e da auto aceitação. Despertar a consciência reflexiva é o caminho para a liberdade genuína (MAGALDI FILHO, 2025).</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-entendendo-a-diferenca-que-nos-torna-humanos" style="font-size:19px"><strong>ENTENDENDO A DIFERENÇA QUE NOS TORNA HUMANOS</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Nós, humanos, desenvolvemos a consciência a apenas alguns milhares de anos. A consciência se caracteriza por um estado de extrema sensibilidade, controle de nossas vontades, por ações orientadas e racionais (Cf. JUNG, 2013b, p.65). Toda essa evolução aconteceu devido a força de nossa energia psíquica, que impulsiona nossos desejos, vontades, nossa atenção, afetos, enfim, todos os fenômenos dinâmicos da alma (Cf. JUNG, 2013a, p.25).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-humanidade-chegou-a-este-momento-devido-apenas-a-sua-capacidade" style="font-size:19px">A humanidade chegou a este momento devido apenas a sua capacidade:</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">“<em>As grandes inovações jamais vêm de cima, sempre de baixo, como as árvores que não nascem do céu mas germinam do solo, ainda que suas sementes tenham caído do alto</em>” (JUNG, 2013c, p.97).</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Pessoas foram capazes de criar, germinaram ideias através, primeiro, de seus sonhos. Possibilidades infinitas que são apenas nossas!</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>“(&#8230;) nos seres humanos, existe a possibilidade de despertar a consciência reflexiva, uma capacidade que nos permite sustentar e conviver com a dúvida, simbolizando e ressignificando as intercorrências existenciais.” (MAGALDI FILHO, 2025)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O nosso cérebro é extremamente complexo, mais complexo do que o Universo cósmico, com conexões entre todas as suas áreas, adaptado a todas as situações, atuando de forma democrática. São cerca de 100 bilhões de neurônios, uma floresta cerebral, em uma dinâmica harmônica (Cf. LENT, 2001, p.14,15).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Explicando nossa psique, Jung (Cf. 2013b, p.60) fala dos cinco instintos básicos: fome, sexualidade, ação, reflexão e criatividade, colocando-os como forças motivadoras dos processos psíquicos. A sua assimilação é a psiquificação desse instinto como fenômeno psíquico. A sexualidade, por exemplo, é um instinto de conservação da espécie, mas as restrições sociais e de natureza moral fizeram com que este instinto se modificasse, sendo associado a diversos sentimentos e emoções, ou seja, psiquificou-se.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-instinto-de-reflexao-esta-associado-ao-estado-consciente-da-mente" style="font-size:19px">O instinto de reflexão está associado ao estado consciente da mente.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Um estímulo qualquer, interno ou externo, pode ser interrompido da corrente instintiva e psiquificado. Assim, “<em>devido a interferência da reflexão, os processos psíquicos exercem uma atração sobre o impulso de agir, produzido pelo estímulo</em>” (JUNG, 2013b, p.63). Com isso, um instinto inconsciente é substituído pela reflexão, tornando-se consciente e então perdendo a força reacional e impulsiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>O instinto de reflexão talvez constitua a nota característica e a riqueza da psique humana (&#8230;) e tem lugar sob diferentes formas: ora diretamente, como expressão verbal, ora como expressão do pensamento abstrato, como representação dramática ou como comportamento ético, ou ainda como feito científico ou como obra de arte. (JUNG, 2013b, p.63)</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-outra-caracteristica-humana-e-o-instinto-de-criatividade" style="font-size:19px">Outra característica humana é o instinto de criatividade.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Jung colocou-o na ordem dos instintos por sua natureza assim se assemelhar, porém sem ter nenhuma relação com os outros instintos (fome, sexualidade, ação, reflexão). A criatividade pode “<em>reprimir todos estes instintos e colocá-los a seu serviço até à autodestruição do indivíduo. A criação é, ao mesmo tempo, destruição e construção</em>”. (JUNG, 2013b, p.64)</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-mesmo-sabendo-de-todo-nosso-diferencial-nossa-capacidade-reflexiva-nossa-criatividade-pessoas-estao-com-medo-vivemos-tempos-dificeis-pessoas-estao-anestesiadas-mergulhadas-num-mundo-do-embotamento-cerebral-da-idiotizacao-em-atividades-profissionais-que-estimulam-apenas-o-automatismo-sem-nenhuma-alegria-genuina-de-ver-sua-criatividade-estimulada-pessoas-se-sentem-diminuidas-perante-a-inteligencia-artificial-com-medo-de-serem-substituidas-com-muita-facilidade-nos-seus-empregos-no-seu-ganha-pao" style="font-size:19px"><strong>Mesmo sabendo de todo nosso diferencial, nossa capacidade reflexiva, nossa criatividade, pessoas estão com medo</strong>. Vivemos tempos difíceis. Pessoas estão anestesiadas, mergulhadas num mundo do embotamento cerebral, da idiotização, em atividades profissionais que estimulam apenas o automatismo, sem nenhuma alegria genuína de ver sua criatividade estimulada. Pessoas se sentem diminuídas perante a Inteligência Artificial, com medo de serem substituídas com muita facilidade nos seus empregos, no seu ganha pão.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Em 1924 Jung foi questionado sobre o problema psíquico do homem moderno e já apontava os mesmos problemas que vivemos hoje, a insegurança que caminha paralelamente ao mundo tecnológico, distante da alma:</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>(&#8230;) a ciência, a técnica e a organização podem ser uma bênção, mas sabe também que podem ser catastróficas. (&#8230;) Considerando todos os aspectos, acho que não estou exagerando se comparar a consciência moderna com a psique de um homem que, tendo sofrido um abalo fatal, caiu em profunda insegurança. (JUNG, 2013c, p.87)</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-segundo-miguel-nicolelis-nao-deveriamos-estar-com-medo" style="font-size:19px">Segundo <strong>Miguel Nicolelis</strong>, não deveríamos estar com medo.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Como explicado acima, a Inteligência Artificial depende completamente do ser humano para poder existir. O pai da I.A., Alan Turing, na década de 50, falava que os vastos problemas que existem no mundo natural não são computáveis, que para resolvê-los é necessário chamar um oráculo, ou seja, o ser humano. Os grandes cientistas da Inteligência Artificial têm certeza absoluta que ela não vai substituir o ser humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Porém, algo novo está acontecendo, que é a influência de uma consciência coletiva que vem aprendendo a se comportar como o digital, de forma binária, preto e branco, sem as várias nuances dos cinzas. Estamos assistindo a polarização. Hoje vivemos em bolhas sociais, recebendo informações provenientes de algoritmos binários, apenas o preto ou o branco.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-e-o-que-isto-tem-a-ver-com-o-nosso-medo-estamos-perdendo-a-fluidez-emocional" style="font-size:19px">E o que isto tem a ver com o nosso medo? Estamos perdendo a fluidez emocional.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Zumbis digitais, que não se importam com nada além de sua satisfação pessoal imediata, completamente mergulhados no que as redes sociais daquele grupo acreditam, sem reflexão, sem criação, na crença de que tudo que aquela suposta “Inteligência Artificial” está nos entregando é a verdade absoluta. O cérebro é como um camaleão, vai se automodelando conforme aquilo que recebe de estímulo. Ele evoluiu para otimizar as nossas chances de sobreviver e se utiliza da estatística da recompensa para calcular qual caminho seguir. E hoje a recompensa são as migalhas dos “joinhas” recebidos no Instagram, ou ganhar no jogo de videogame. Estamos interagindo com telas antes até de falar e retraindo o cérebro de certas habilidades básicas por falta de uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Todavia, segundo Nicolelis, há uma indústria por trás disso com interesse econômico gigantesco para propagar a falácia de que estamos ficando obsoletos. &nbsp;Passou-se a acreditar que as nossas criações superaram a nossa capacidade. Milhões de pessoas estão sem condições cognitivas de escolher e esta é a grande jogada desse sistema.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-novos-caminhos-se-descortinam" style="font-size:19px"><strong>NOVOS CAMINHOS SE DESCORTINAM</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Parece que, finalmente, chegou o momento de entendermos o que nos faz diferentes. Há tempos vimos que uma simples calculadora faz contas absurdas em um milésimo de segundo. Também já entendemos que o Google responde quase a qualquer pergunta que lhe fazemos. E nós? Será que a nossa capacidade se resumiria a apenas saber fazer cálculos absurdos ou a ter uma memória fantástica?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Não, absolutamente! A capacidade de reflexão e criação é nossa, humanos. Percebemos a nossa diferença de qualquer ser desse planeta quando vemos algo sendo criado vindo da nossa capacidade de imaginação, como o que meu filho fez em sua marcenaria. Sem nenhuma ferramenta especial, algo se faz, adequadamente colocado como o acrônimo de Inteligência Artificial: Inteligência Artística.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">É uma nova jornada que se descortina. A inteligência artificial está realmente tomando muitos lugares que antes eram ocupados apenas por humanos. Mas já vimos isso acontecer antes na história, como os empregos maçantes em lavouras que hoje são substituídos por tratores, ou qualquer outra função que foi muito bem substituída por máquinas, desde a revolução industrial. Desde esse tempo temos ficado livres de trabalhos pesados. Assim, livres do peso dos trabalhos robóticos, enfadonhos, que comem o nosso precioso tempo, podemos, enfim, sermos seres humanos, desenvolvendo a nossa capacidade reflexiva e criativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Sim, é um caminho, mas não é uma trajetória passiva, tranquila. Há um trabalho a ser feito, exigente de uma psique ativa, que não se deixa levar pela inércia enfadonha que a tranquilidade do uso da Inteligência Artificial parece proporcionar, energia psíquica que se coloca num movimento contrário à entropia, presente em todos os fenômenos da alma, como nossos instintos, vontades, nossos afetos, atitudes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-formacao-de-uma-nova-atitude-diferente-dessa-passividade-precisa-necessariamente-acontecer-atraves-da-forca-de-designio-dessa-alma" style="font-size:19px">A formação de uma nova atitude, diferente dessa passividade, precisa necessariamente acontecer através da força de desígnio dessa alma:</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Os mais graves conflitos, quando superados, deixam uma segurança e tranquilidade difícil de perturbar ou então uma ruptura, quase impossível de curar, e vice-versa: são justamente as maiores oposições e sua conflagração que vão produzir resultados valiosos e estáveis. (JUNG, 2013a, p.37)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Estamos assistindo ao mundo mudar. Grandes dificuldades estão surgindo. Estamos vivendo novos paradigmas, um pouco perdidos, tentando descobrir qual o nosso lugar nesse mundo contemporâneo. Provavelmente, não veremos o fim da humanidade neste movimento que vem surgindo de diminuição do Q.I. a cada geração. Somos demasiadamente complexos para nos reestruturarmos e nos refazermos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Entramos numa nova era de oportunidades, com mais tempo para usarmos nossa criatividade, para refletirmos, para usarmos toda a nossa capacidade de alma e nos conhecermos na integralidade. Colocando a Inteligência Artificial para trabalhar a nosso favor, teremos mais tempo para desenvolver aquilo que é nosso, somente nosso, a nossa “Inteligência Artística”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo: &quot;I.A. - INTELIGÊNCIA ARTÍSTICA&quot;" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/aPpuR7M9iZs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/denise-largman/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/denise-largman/">Denise Largman &#8211; Analista em formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/liaromano/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/liaromano/">Lia Romano &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:18px"><strong>Referências:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>A energia psíquica</em>. 14 ed. Petrópolis: Vozes, 2013a.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_______________ <em>A natureza da psique</em>. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 2013b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_______________ <em>Civilização em transição</em>. 6 ed. Petrópolis: Vozes, 2013c.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LENT, Robert. <em>Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais da neurociência.</em> São Paulo: Atheneu, 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI FILHO, Waldemar. Sem pensamento crítico, “ocupações uberizadas” dão às pessoas ilusão de autonomia. Folha de São Paulo, São Paulo, 30 ago. 2025. Disponivel em: &lt;https:www.folha.uol.com.br&gt;. Acesso em: 08 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MIGUEL NICOLELIS EXPLICA PORQUE A I.A. NEM É INTELIGÊNCIA NEM É ARTIFICIAL. [vídeo], 1:40:46, [s.l.:s.n.], 2023. Youtube Reconversa #21. Disponível em: www.youtube.com/reinaldoazevedo. Acesso em: 11 out. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTANA, Letícia Maria. <em>O uso das telas e sua influência no desenvolvimento da inteligência na área de exatas.</em>2023. 68f. Monografia (graduação em análise e desenvolvimento de sistemas). Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba, Indaiatuba, 2023.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>
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		<title>Ensaio sobre a escrita, vida e autoanalise</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/ensaio-sobre-a-escrita-vida-e-autoanalise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Barbara Pessanha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 14:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Expressões Criativas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[autoanalise]]></category>
		<category><![CDATA[cgjung]]></category>
		<category><![CDATA[clínica]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O ensaio reflete sobre a dificuldade da escrita e a inveja da fluidez de autores que parecem escrever com naturalidade. Como analista junguiana, relaciono essa experiência ao processo criativo e à clínica, percebendo a escrita como esforço, enfrentamento e também como forma de redenção psíquica. A criatividade é entendida menos como dom e mais [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.6"><strong>Resumo</strong>: O ensaio reflete sobre a dificuldade da escrita e a inveja da fluidez de autores que parecem escrever com naturalidade. Como analista junguiana, relaciono essa experiência ao processo criativo e à clínica, percebendo a escrita como esforço, enfrentamento e também como forma de redenção psíquica. A criatividade é entendida menos como dom e mais como trabalho, crise e solução. A escrita, antes vista como inacessível, surge como exercício terapêutico e organizador, permitindo contato com funções internas desprezadas. Ao citar <strong>Jung</strong> e <strong>Suassuna</strong>, destaca a escrita como conexão íntima com o outro e como possibilidade de viver com autenticidade. Mesmo difícil, torna-se prática de exposição de alma e de comunhão atemporal entre escritor e leitor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-palavras-chave-clinica-escrita-suassuna-vida-autoanalise" style="font-size:19px"><strong>Palavras-chave</strong>: <strong>Clínica; escrita; Suassuna; vida; autoanálise</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Ao dedicar tempo a escrita sempre me falta tempo, sou daquelas que demora para sentar e desenvolver um texto ou artigo</strong>. Fico mais tempo refletindo sobre a inveja que tenho da facilidade dos bem habilitados a escrever. Tem gente que simplesmente consegue desenvolver em uma sentada aqueles textos incríveis, engraçados e elaborados que nos prendem no seu desenvolver e saímos ao final com aquela sensação que foi tão bom o que li que poderia durar mais. Mas infelizmente sou do outro tipo de gente, que um bom texto é um texto feito e sempre se consola com o famoso ditado: “<em>antes o feito que o perfeito</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A minha reflexão vem conjunta com a minha profissão de analista junguiana e paralela a minha insistência (ou teimosia, não sei) de me colocar sempre em posições de “desconforto” nesse lugar. Fugir da Academia me empurrou diretamente para ela e, com isso, me vejo escrevendo. A maioria sempre sai a fórceps, mas me vejo algumas vezes conduzida por um eu “que não sou eu” a elaborar “coisas” interessantes, e sempre me surpreendo com isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Tudo bem que sempre me vi como uma pessoa criativa, talvez isso tenha sido tão verbalizado no meu seio familiar quando eu era criança que eu acredito nisso até hoje, pode ser crença, porém vejo como uma habilidade que pode ter me conduzido até onde estou hoje. Mas a criatividade é mais trabalho do que propriamente um dom inato e impermeável aos pouco criativos, tenho estudado isso há algum tempo. Criatividade exige esforço, crise e tentativa de solução. Sempre usei essa fórmula para as técnicas expressivas e essa foi uma boa saída para meus processos internos, já a escrita não.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-escrita-estava-naquele-lugar-imaginal-de-uma-bencao-concedida-a-poucos" style="font-size:19px"><strong>A escrita estava naquele lugar imaginal de uma benção concedida a poucos</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Ariano Suassuna que fala: &#8220;<em><strong>O sonho é que leva a gente para a frente. Se a gente for seguir a razão, fica aquietado, acomodado</strong></em>&#8220;, não basta a criatividade, precisa de <em>borogodó</em> para traçar o roteiro e contar a história sem se perder, sem enrolar, sem ficar chato ou enfadonho. Uma espécie de condução direta ao leitor, tão intima e precisa que quando te leem vocês estão conectados de forma direta pelo inconsciente coletivo. Você – escritor &#8211; conduz o outro &#8211; o leitor &#8211; direto a SUA imaginação e assim a história se desenvolve DENTRO de uma outra pessoa que pode nunca te ver, nunca te encontrar e nesses tempos de rede social encontrar um pedaço do que você produziu e nem saber quem você é ou foi.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Na minha clínica me sinto muito uma leitora de livros muito bem escritos pelos meus clientes</strong>. Ler, sempre foi uma posição mais confortável para mim, por isso talvez ter feito terapia antes de me tornar terapeuta me deu uma percepção interna e profunda da importância e dedicação do trabalho do terapeuta, ajudar o outro a ampliar a própria história ajuda a boas narrações para “finais felizes”, ou reviravoltas emocionantes a quais podemos chamar de “plot twist” (guinadas surpreendentes e incríveis!). Escrever é sempre mais difícil na minha visão.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-escrever-pode-estar-associado-a-viver" style="font-size:19px"><strong>Escrever pode estar associado a viver</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Viver é difícil! E como Jung expressa em <em>Símbolos da Transformação Vol.5 de OC</em>: “<strong><em>O reverso da santidade são as tentações, sem as quais nenhum santo pode viver</em></strong>”. (§436) Somos chamados o tempo todo a saber viver, experimentar, realizar e o que diferencia a disponibilidade a “santidade” de servir ao Self é saber que sempre estaremos expostos a tentação da acomodação e nos colocarmos protegidos em “templos”. A verdadeira santidade, o verdadeiro servir ao Self, é nos relacionarmos com o mundo, nos aventurarmos em possibilidades de continuar firmes na caminhada com proposito ao lado das tentações, e negando ao medo de viver a possibilidade de viver “de verdade”. Vejo isso quando me permito escrever, mesmo não considerando uma área a qual tenho talento ou dom inato, tenho me negado cada vez menos a essa exposição; e esse texto vem falar sobre isso.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>No ato da redenção revive o que estava sem vida, morto; isto significa psicologicamente: aquelas funções que jaziam incultas e estéreis, inativas, reprimidas, desprezadas, subestimadas etc. irrompem e começam a viver. É exatamente a função menos valorizada que leva avante a vida, ameaçada de extinguir-se na função diferenciada. &nbsp;</p><cite>Jung, 2012 vol.6, §496</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-concordo-que-e-muito-dificil-a-gente-se-expor-a-experiencias-que-nao-nos-sao-agradaveis-ou-consideramos-enfadonhas-nao-vejo-a-escrita-nesse-lugar" style="font-size:19px">Concordo que é muito difícil a gente se expor a experiências que não nos são agradáveis ou consideramos enfadonhas, não vejo a escrita nesse lugar.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A realidade é que gosto tanto de ler livros, ouvir histórias bem contadas e ver desenvolvimento de enredos surpreendentes em filmes, series e afins que meu senso crítico me reprime. Quem conta melhor uma história do que alguém que viveu ou vivenciou aquilo? Talvez por isso fico tão atenta nos relatos em setting terapêutico. Mas voltando a repressão crítica quando Jung fala: “<strong><em>se alguém se voltar só para fora, tem que viver seu mito; se for para dentro, tem que sonhar sua vida exterior, a vida real</em></strong>” (Jung, 2012 vol.6 §268) ficou fácil entender que a escrita vinha como um processo terapêutico ordenador e organizador para mim, e acaba sendo uma necessidade para alguém introvertido (como eu).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-existem-muitos-tipos-de-introvertidos-talvez-seja-bom-lembrar-consegue-se-achar-por-essa-consideracao-de-jung" style="font-size:19px">Existem muitos tipos de introvertidos, talvez seja bom lembrar. Consegue se achar por essa consideração de Jung?</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Talvez o que me aprisiona nesse movimento da escrita é a sinceridade, como esse texto explora, o medo de ser expor já que pela palavra é mais difícil eu sair fora da persona. Um pensamento rápido e uma língua afiada são ferramentas disponíveis, escrever exige elaborar e conduzir. E para ser interessante, precisa de alma, colocar alma na escrita nos expõe a muitos, relações reais são mais reduzidas e nos revelarmos a elas é escolha. Algumas nos conhecem muito, outras nem tanto. Podemos manter um ar distante e formal. Mas a escrita sendo uma organização pode nos colocar visíveis numa humanidade que um introvertido (como eu, lembrando) se sinta tremendamente <em>vulnerável</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Escrever hoje ocupa outros espaços para mim, não fica mais fácil, mas com certeza é mais leve e prazeroso. Menos acadêmico também. Tenho me permitido a exposição de alma e vejo a escrita como um a troca que vai além do conteúdo partilhado, mas também uma permissão e acesso a imaginação daquele que comunga suas percepções, talvez as que julga mais interessante, com todos aqueles que vão acessar, ler e compartilhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><em>Poderia ser um acesso indireto a gente mesmo que isso seja em outro tempo? Não sei. Mas gosto da ideia dessa conexão atemporal permitida, e fico pensando que Suassuna talvez tenha razão quando falou que &#8220;quem gosta de ler não morre só&#8221;.</em></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: &quot;Ensaio sobre a escrita, vida e autoanalise&quot;" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/NIRiKYtiXTE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/barbara/">Bárbara Pessanha – Analista Didata em formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/">Dra. E. Simone Magaldi – Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:19px">Referências:</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">JUNG, C. G. <strong>Símbolos da Transformação 5</strong>. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2012. [OC 5]</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">JUNG, C. G. <strong>Tipos Psicológicos 6</strong>. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2012. [OC 6]</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">FERNANDES, Márcia. <strong>Ariano Suassuna. </strong>Disponível em: <a href="https://www.todamateria.com.br/ariano-suassuna/">https://www.todamateria.com.br/ariano-suassuna/</a> Acesso: 20. set. 25.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">MONTAIGNE, Michel de. <strong>Os ensaios</strong>: uma seleção. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8212;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><strong><a href="https://www.ijep.com.br/clinica">Conheça a Clínica IJEP </a></strong>&#8211; Terapia Junguiana de qualidade para nossos alunos e para o público em geral:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ijep.com.br/clinica"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="414" src="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-1024x414.jpeg" alt="" class="wp-image-11309" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-1024x414.jpeg 1024w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-300x121.jpeg 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-768x311.jpeg 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-1536x621.jpeg 1536w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-150x61.jpeg 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-450x182.jpeg 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228-1200x485.jpeg 1200w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/10/slide_228.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">Pós-graduações com matrículas abertas: <strong><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></strong> Psicologia Junguiana &#8211; Psicossomática &#8211; Arteterapia</p>



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		<title>Terra, Gaia ou Grande mãe – potencialidade criativa da integração dos opostos</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/terra-gaia-ou-grande-mae-potencialidade-criativa-da-integracao-dos-opostos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claci Maria Strieder]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 19:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Materno]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia e Símbolos]]></category>
		<category><![CDATA[símbolos]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é belo observar o pulsar da terra com os seres vivos que nela habitam! Opostos que se integram e se harmonizam com a sabedoria de Gaia, considerada a grande mãe na mitologia grega, em forma de mulher, terra ou natureza, que representa a vida cíclica da morte e do renascimento em diferentes dimensões. No [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Como é belo observar o pulsar da terra com os seres vivos que nela habitam! Opostos que se integram e se harmonizam com a sabedoria de Gaia, considerada a grande mãe na mitologia grega, em forma de mulher, terra ou natureza, que representa a vida cíclica da morte e do renascimento em diferentes dimensões. No amanhecer os pássaros cantam alegres e anunciam mais um dia. No anoitecer, a natureza se silencia e nos transmite a mensagem que é hora de descansar. Sapos, corujas, morcegos, vagalumes, lobos, e outros animais, que com seus diferentes hábitos, iniciam sua jornada noturna, envolvendo os seus sentidos aguçados. Hora de nos recolhermos e nos recompormos. No campo algumas máquinas ainda trabalhando, na cidade o barulho de carros ressoando, pessoas comemorando e moradores de rua se aglomerando. Para alguns, as madrugadas frias acompanham a solidão e para outros a inspiração. Enquanto uns seres dormem, outros acordam. E nossas cidades barulhentas, em nome da modernidade, alteram o nosso relógio biológico, interferindo no ciclo do sono e dos sonhos. Em&nbsp;<em>O Mar Me Quer</em>, o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto, reproduziu em seus versos essas sensações: “Digo-lhe dona: quando ficamos calados igual a uma pedra, acabamos por escutar os sotaques da terra”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sábia é a natureza, que entre um dia e outro tudo integra e transforma. Pensarmos na imensidão da terra e em tudo que a envolve é muito significativo. Permite-nos mergulhar na infância e percorrer uma vida, possibilita abraçarmos o simbolismo e nos encontrarmos com o mais sagrado, com o berço gerador da natureza e os elementos que dela fazem parte. Jung, sabiamente buscou refúgio na natureza para ampliar os fenômenos da psique humana e, com o sentimento de &#8220;parentesco com todas as coisas&#8221;, identificou nela os fundamentos lógicos que o ajudaram a compreender melhor essa dimensão. Diante das angústias e de inquietações, dizia: “Mesmo assim há muita coisa que me preenche: plantas, animais, nuvens, o dia e a noite, e o eterno que há no homem. Quanto mais acentua a incerteza em relação a mim mesmo, mais aumenta meu sentimento de parentesco com todas as coisas”. (1987, p. 310).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E qual é a origem da terra? Controvérsias nos acompanham, principalmente quando envolvem as crenças religiosas e o universo científico, delineando sobre o criacionismo e a evolução. De forma idêntica, a história nos mostra que os povos antigos acreditavam nos eventos da natureza como criados por deuses e lhes atribuíam magia, criando mitos para seu entendimento. Gaia, a Mãe-Terra na mitologia grega, considerada como potencialidade geradora e deusa da fertilidade, representada pelos símbolos das frutas e grãos, remete-nos à terra como origem de todas as coisas vivas. Ela contém todos os opostos, representando a capacidade de morrer e de renascer constantemente, sendo ao mesmo tempo jovem e velha, a que alimenta e a que guerreia. Analogicamente, essa potencialidade nos remete a representação do feminino em forma Lilith/Eva (que ensina o masculino a lidar com a polaridade e a transgressão), Maria (a santa que inspira segurança), Helena (que transmite fortaleza e vai para a batalha) e Sofia (a sábia que integra as três mulheres anteriores, harmonizando o bom, o belo e o verdadeiro), contribuição significativa de Magaldi Filho sobre a mulher e o princípio feminino (2014, p. 186-188). Ou quem sabe é a conexão das deusas gregas Afrodite (deusa do amor, da beleza e da sensualidade), Deméter (deusa da nutrição e da maternidade), Atena (deusa da sabedoria, da guerra, da arte, da estratégia e da justiça) e também Perséfone (deusa das ervas, flores, frutos e perfumes). Vindo ao encontro, Neumann escreveu sobre as funções básicas do feminino de proteger e de nutrir, como segue: “O feminino parece ter essa grandeza porque aquilo que é contido, protegido e nutrido, que recebe calor e amparo, é sempre pequenino, o desemparado e o dependente, completamente à mercê do Grande Feminino” (1974, p. 49).&nbsp;De forma idêntica, a escritora Cora Coralina, reproduziu em&nbsp;<em>O Cântico da Terra (2000)&nbsp;</em>essa admiração: “Eu sou a grande Mãe Universal. Tua filha, tua noiva e desposada. A mulher e o ventre que fecundas. Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A composição da terra possui vários elementos químicos naturais na sua crosta terrestre. Entre eles, podemos citar o magnésio, o alumínio, o cálcio, o oxigênio, o silício, o ferro, o titânio, o sódio e o potássio. Quanta riqueza natural e essencial para os seres vivos! Essa mistura de elementos da terra transforma a vida e nos conduz ao&nbsp;campo simbólico da alquimia, representando a materialização, a firmeza e a resistência, que nos permite realizar mudanças significativas, com o objetivo de gerar estados de alma. Segundo Jung, “ao tentar explorar a&nbsp;<em>prima matéria</em>, o alquimista projetava sobre esta o seu inconsciente” (1994, p. 256). O processo alquímico é metafórico, é símbolo transformador de energia que cura, em contínuo movimento de dissolver e coagular, ciclo evolutivo da ampliação da consciência, promovendo a morte e o renascimento. Neste sentido, os principais componentes da transformação alquímica envolvem sete principais operações:&nbsp;<em>calcinatio, solutio, coagulatio, sublimatio, mortificatio, separatio e coniunctio.</em>&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<em>coagulatio</em>&nbsp;é considerada a operação que pertence à terra, que transforma as coisas em sólido pelo resfriamento e envolve a incorporação do ego com a relação do si-mesmo. Em outras palavras e de forma simbólica, nesta operação ocorrem transformações, assim como ocorrem nos consultórios de psicoterapia. As demandas dos clientes, em forma de problemas, angústias e dores, precisam ser purificadas, ou seja, ressignificadas. Neste sentido, envolvem-se os quatro elementos – água, ar, fogo e terra – colocando primeiro fogo para secar as emoções e depois promove-se o distanciamento delas, favorecendo a visão do problema&nbsp;com outro olhar, num estágio mais elevado, com o elemento ar. Ainda, é necessário ajudar o cliente a voltar para a realidade e colocar água, possibilitando o surgimento de ideias criativas. Assim, separa-se o que é viável para transformar em terra, em atitude e concretude, permitindo que o inconsciente se realize e se aproxime do Self.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra terra é pequena, porém uma imensidão envolve seus diferentes sentidos e significados. “Terra à vista”, dizia a expedição portuguesa ao avistar um monte de terra, denominado Monte Pascoal, que hoje é o sul da Bahia. O encontro com a terra nos proporciona uma sensação de segurança. Será que realmente estamos seguros em algum lugar? É interessante observarmos também a sensação de liberdade que temos ao pisarmos na terra depois de um voo longo, de um passeio de barco e de outros meios de transportes.&nbsp; Mesmo em momentos de recreação e lazer que um voo de asa delta ou um mergulho nas profundezas do mar nos proporciona, sentimo-nos aliviados quando somos devolvidos para a terra, que nos permite fantasiar sobre a sensação de controle, que é mera ilusão. Quanto mais controle, menos amor! São emoções que podem ser dissolvidas e coaguladas, misturando a água e a terra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pisar no chão é um ato que envolve firmeza, equilíbrio e alegria, que a criança vivencia nos seus primeiros passos. Caminha a criança guiada pelos pais, o adolescente com suas descobertas no grupo, o adulto com a realidade do mundo e o idoso cada vez mais curvado, voltando à terra. Pisar na terra ao mesmo tempo é desafiador, como interpreta Gilberto Gil com a música&nbsp;<em>Não Chores Mais</em>: “Quentar o frio, requentar o pão e comer com você. Os pés, de manhã, pisar o chão, eu sei a barra de viver&#8230;”. Pisar o chão envolve os pés, que no simbolismo do corpo, representam as nossas raízes e a nossa identidade. É a origem, o princípio e o começo. Também indica o fim, a meta e o destino. Para a acupuntura chinesa representam a totalidade do corpo. Ao mesmo tempo evocam uma unidade simbólica, como o feminino e masculino, o consciente e o inconsciente, o divino e o humano. Na mitologia, o deus manco é representado por Hefesto, mutilado nos pés pelo seu pai Zeus.&nbsp; Os pés feridos nos permitem refletir sobre a dolorosa realidade humana, com a expressão “sem eira nem beira”, representando o ser no relento, destituído do mínimo para sobreviver.&nbsp; Utilizamos também a expressão “perdi o chão”, diante de surpresas negativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pisadas, as marcas na terra e a demarcação de território, são comuns entre os animais e também entre os humanos. Guerras, disputas pelo espaço, egos inflados, quando a caminhada poderia ser para o Self. Quanto simbolismo, enquanto alguns pisam na terra, pisam também nos outros. E quantos sonham com um “palmo de terra”, um pedaço de chão. Constroem-se estruturas debaixo da terra, da mesma forma que se edificam alicerces para a vida. Neste contexto, o papel da família é fundamental, representando as nossas raízes e a nossa transgeracionalidade. Afirma-se que o ser humano com uma boa base não se perde nos caminhos da vida, porém perder-se nos caminhos da vida pode representar o alicerce para a concretude de novos e desafiadores sonhos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra querida, geralmente compreendido como lugar onde nascemos e crescemos. “Voltar para nossa terra” é uma expressão que envolve emoção, que possibilita ampliar marcas e acessar o nosso inconsciente pessoal e coletivo. Remete-nos à infância e à adolescência, com doces ou amargas lembranças. Da mesma forma, nossa pátria Brasil faz o nosso coração vibrar ao ouvirmos o hino nacional, principalmente quando cantado à capela. Ao mesmo tempo, ficamos perplexos diante das injustiças, das tragédias e das corrupções, que nos permitem pensar que “em terra de cego, quem tem um olho é rei”.&nbsp; Enxergar além das circunstâncias e agir com eficácia pode saciar a fome e a sede do saber e, transformar a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra também é possibilidade de locomoção e de ligação. Constroem-se diferentes caminhos, unem-se cidades e povos e, de forma semelhante erguem-se muros. Os segredos debaixo da terra, assim como as riquezas encontradas pelos garimpeiros e geólogos, podem ser comparadas com as pedras no nosso caminho, que lapidamos em busca da essência. Cavar o subterrâneo é buscar sentido e significado, trazendo o inconsciente à luz da consciência, semelhante ao que ocorre no processo de psicoterapia, momento em que os psicoterapeutas, simbolicamente ajudam a lapidar almas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mitos, rituais, diferentes estudos e diversas crenças envolvem a terra. Para a astrologia, ciência que decifra a influência dos astros nos acontecimentos da terra e na vida das pessoas, o elemento terra é encontrado nos signos de touro, de virgem e de capricórnio, os que criam raízes e mantém a segurança e a estabilidade. Por outro lado, locomovem-se com resiliência, praticidade e p<strong>ersistência em diferentes ambientes, escalando montanhas, caminhando em campos, pisando em roças ou percorrendo florestas. M</strong>etaforicamente esses aspectos representam colocar a mão na terra fértil para extrair seu sustento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma similar, na Bíblia encontramos várias passagens enfatizando que tudo vem da terra e a ela retorna, como escrito em&nbsp;<em>Gênesis 3, 19</em>: “Com o suor do teu rosto comerás teu pão, até que te tornes ao solo. Pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás.”&nbsp;Enterramos pessoas e enterramos sementes. Assim como as plantas, nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos.&nbsp;&nbsp;Mesmo na cremação, as cinzas geralmente voltam para a terra.&nbsp;No contexto da poesia,&nbsp;Cora Coralina (2000), em&nbsp;<em>O Cântico da Terra</em>&nbsp;nos deixou uma ponderação:&nbsp;“E um dia bem distante a mim tu voltarás. E no canteiro materno de meu seio tranquilo dormirás”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terra é sinônimo de produção, de alimento e de nutrição, resultante de um espaço que permite o plantio e a colheita.&nbsp;&nbsp;Na música sertaneja, Chitãozinho e Xororó cantam a música&nbsp;<em>Terra Tombada</em>, enaltecendo a terra como “solo sagrado, chão quente, esperando que a semente, venha lhe cobrir de flor”.&nbsp;Terra molhada é solo fértil.&nbsp; A terra tombada lembra a seca, que pode gerar a sede e a fome. No campo, tratores, roçadeiras e colheitadeiras são envolvidas do plantio até a colheita. O trabalho com a terra fascina muitos profissionais, em diversas áreas. Os agrônomos se aperfeiçoam para trabalhar o solo e aumentar a produção. Os sertanejos, os camponeses, os pantaneiros, os lavradores e os agricultores, falam da terra com apropriação, assim como os engenheiros, os ecologistas e os biólogos que conhecem cada detalhe da natureza.&nbsp; O jardineiro, por sua vez, sabe como preparar o florir, sensibilizando e alegrando almas. Em contrapartida, “quem semeia vento, colhe tempestade”. Com a terra acorre o mesmo: todas as ações que envolvem a sua preservação ou a sua destruição, refletem em nós. A natureza devolve o que fazemos com ela!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terra nos permite afirmação! Quanto sofrimento é gerado ao nos compararmos com os outros, neste mundo acelerado e descartável em que estamos inseridos. Isso nos faz lembrar do&nbsp;poeta Alberto Caeiro (1993), que com linguagem simples e familiar nos presenteou com suas palavras:&nbsp;“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo&#8230; Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer porque eu sou do tamanho do que vejo”. Podemos ver muito ou o suficiente para elevarmos a nossa autoestima e darmos um novo sentido e significado ao que é improdutivo em nossas vidas. Manoel de Barros, outro poeta famoso, há muitos anos dizia que devemos estabelecer uma sintonia com a terra: “Eu queria aprender o idioma das árvores. Saber as canções do vento nas folhas da tarde. Eu queria apalpar os perfumes do sol”. Em outras palavras, a sintonia com a terra nos propicia a paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos aprender muito com os ensinamentos da terra, integrando-nos com a natureza, observando ciclos e florescendo em qualquer estação. Precisamos plantar e colher em solo fértil para vivermos com plenitude e para integrarmos os opostos que estão presentes na caminhada. Neste sentido, Magaldi Filho nos traz uma reflexão sobre o processo de enantiodromia, que envolve o princípio de que todas as coisas se transformam: “Do ponto de vista da Psicologia Analítica, pode-se afirmar que tudo que é negado ou reprimido volta de forma obscura e com poderes muito mais elevados que outrora (&#8230;) Ou seja, na visão junguiana os opostos devem ser discriminados, diferenciados e integrados (2014, p. 160). Em resumo, podemos nos tornar seres menos fragmentados e estabelecer maior harmonia com a nossa alma ao unirmos os polos opostos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para encerrar minhas ampliações, enalteço a terra como uma potencialidade, pelos inúmeros elementos que nos oferece, contribuindo com o nosso propósito de vida e a nossa realização. &nbsp;Da mesma forma, louvo a terra pela possibilidade de ampliar os silêncios, harmonizar os ruídos e integrar os antagonismos, contribuindo com a nossa evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claci Maria Strieder, Pedagoga, Psicóloga, Especialista em Psicossomática e Psicologia Junguiana, Analista em formação pelo IJEP. &#8211; Brasília/DF &#8211; Contato: (61) 99951-0003 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#8211;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e-mail:&nbsp;<a href="mailto:clacims@gmail.com">clacims@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Leituras de apoio:</p>



<p class="wp-block-paragraph">BARROS, Manoel.&nbsp;<em>Cantigas por um passarinho à toa</em>. Rio de Janeiro: Record, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BÍBLIA De&nbsp;<em>Jerusalém</em>. São Paulo: Paulus, 2003.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COLEÇÃO:&nbsp;<em>Divindades gregas</em>: Brasil, Editora Abril, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CORALINA, C. (2000).&nbsp;<em>O cântico da terra</em>. Comunicação &amp; Educação, (18), 112-112.&nbsp;<a href="https://doi.org/10.11606/isssn">https://doi.org/10.11606/isssn</a>.2316-9125.vOi18p112-112.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">COUTO, Mia.&nbsp;<em>Mar me quer</em>.&nbsp;Disponível em:&nbsp;<a href="https://bit.ly/2EMOoxX?fbclid=IwAR3dXvgvlCzKYWI_x6bC8XUXmq2Vr4s_S9Soc5yewZteYLj-bA1aQfKbkp0" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bit.ly/2EMOoxX</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">GANDON, O. (2000).&nbsp;<em>Deuses e Heróis da Mitologia Grega e Latina.</em>&nbsp;São Paulo: Editora Martins fontes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.&nbsp;<em>Memórias, sonhos e reflexões</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">_________&nbsp;<em>Psicologia e Alquimia.</em>&nbsp;Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1994.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI FILHO, Waldemar.&nbsp;<em>Dinheiro, saúde e sagrado</em>: interfaces culturais, econômicas e religiosas à luz da psicologia analítica. 2ª edição – São Paulo: Eleva Cultural, 2014.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NEUMANN, Erich.&nbsp;<em>A Grande Mãe:</em>&nbsp;um estudo fenomenológico da constituição feminina do inconsciente. São Paulo, Cultrix, 1974.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PESSOA, Fernando.&nbsp;<em>O Guardador de Rebanhos</em>. In&nbsp;Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).</p>



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