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	<title>Arquivos Elizabeth Kubler-ross - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos Elizabeth Kubler-ross - Blog IJEP</title>
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		<title>Lições de uma grande transformadora: Elisabeth Kubler-Ross</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/licoes-de-uma-grande-transformadora-elizabeth-kubler-ross/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 13:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transdisciplinaridade]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Kubler-ross]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O significado da borboleta como símbolo de transformação é amplamente conhecido e utilizado há muito tempo. No entanto, coube a Elisabeth Kubler-Ross utilizar amiúde o ciclo de vida da borboleta como metáfora para a morte.&#160; Nascida em Zurique em 08 de Julho de 1926 e falecida em 24 de Agosto de 2004 em Scottsdale no [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O significado da borboleta como símbolo de transformação é amplamente conhecido e utilizado há muito tempo. No entanto, coube a Elisabeth Kubler-Ross utilizar amiúde o ciclo de vida da borboleta como metáfora para a morte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascida em Zurique em 08 de Julho de 1926 e falecida em 24 de Agosto de 2004 em Scottsdale no Arizona, Elisabeth Kubler-Ross, pode ser considerada uma das grandes transformadoras do século passado. Ela mesma, assim como a borboleta que ela tanto utilizava como simbologia, realizou, causou e viveu muitas e profundas transformações.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Psiquiatra e autora de mais de 20 livros, dentre eles “Sobre a Morte e o Morrer”, traduzidos em vários idiomas, dedicou grande parte de sua vida a entender e acompanhar aqueles que estavam morrendo, ajudando-os na aceitação na morte próxima e no momento da transição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afirmava não temer a própria morte e desejava seguir somente aquilo que  acreditava. Segundo E. Kubler-Ross, “a vida não acaba quando você morre. Ela começa”. Em seus últimos anos de vida, sofreu várias complicações em sua saúde, que a debilitaram profundamente. Uma vez disse a respeito do impedimento de realizar sua própria morte: “Eu sou como um avião que deixou o hangar e não levantou vôo. Eu preferia voltar ou voar para longe”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas de suas preocupações eram voltadas para os profissionais de saúde e para os cuidadores daqueles que estavam próximos da morte, mas também para aquilo que estes poderiam dizer às pessoas que estavam vivendo a experiência de confronto com uma doença séria. E ainda, o que dizer ou não para pessoas enlutadas. Por isto, criou algumas orientações livremente traduzidas abaixo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Profissionais e Cuidadores</strong><em>:</em></p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>1.</strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong><strong>Seja cuidadoso com o que você diz. Tente evitar clichês tais como:</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“É como Deus quer” ou “Deus tem um plano”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>”Ele/ela está em um lugar melhor”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Deus precisava de um anjo”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Tudo acontece por uma razão”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“As coisas serão sempre para melhor”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você é jovem. Pode ter mais filhos”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você não se sente grato por ter duas outras crianças?”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“O tempo curará”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você tem que ser forte (por sua esposa, marido, filhos)”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Seu filho, esposo(a), pai/mãe não quereriam ver você mal”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você não superou isto ainda?”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Pelo menos não foi a outra criança”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Pelo menos eles não sofreram mais”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você não deveria ficar triste. Foi o melhor”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Você pode tentar outra vez”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Pelo menos eles viveram uma vida boa”.</em></p>



<ol class="wp-block-list" start="2">
<li><strong>2.</strong><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong><strong>Ajude nos Rituais de Facilitação</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Cada cultura determinará a natureza e a extensão do ritual. Seja sensível às necessidades de grupos diversos. Estes rituais podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Banhar o falecido</li>



<li>Vestir ou desvestir o falecido&nbsp;</li>



<li>Segurá-lo por um período de tempo extenso</li>



<li>Conversar com o falecido</li>



<li>Beijar e examinar o falecido<em>&nbsp;– “Eu queria olhar seu corpo. Tocá-lo. Acho que eles pensaram que eu estava louco”.</em></li>



<li>Embalar o falecido em uma cadeira de balanço<em>&nbsp;– “Eu nunca o embalei. Isto feriu-me muito tempo.Todos os pais não deveriam ninar seus filhos sempre se é só para dizer adeus?”</em></li>



<li>Pegar fotografias e vídeos</li>



<li>Tomar uma mecha de cabelo, roupas ou outra coisa pessoal do falecido.<em>&nbsp;</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Extraído a partir do “O Poder da Compaixão: Uma Nova Atitude em Cuidados de Saúde”de Joanne Cacciatore, inspirada por Elisabeth Kubler-Ross, © 2003&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Seja honesto com os membros da família. Comunique às crianças o prognóstico ou a morte, gentil mas honestamente. Encoraje-as a fazerem perguntas e esteja com elas. É importante para elas sentirem que não estão experienciando este trauma sozinhas.</li>



<li>Compreenda o processo de luto e seja um facilitador efetivo nele.</li>



<li>Entenda o verdadeiro significado da Teoria dos Estágios de E. Kubler-Ross</li>



<li>Ajude dando suporte às crianças enlutadas da família tanto quanto pais e avós. As crianças estão freqüentemente sofrendo uma imensa confusão e dor e elas precisam do suporte gentil de seus cuidadores.</li>



<li>Ofereça explicações médicas utilizando termos para leigos. Não use vernáculos clínicos. Mantenha-se simples, honesto e inteligível.</li>



<li>Assegure-se de só propor autópsia e doação de órgãos ou tecidos quando for culturalmente apropriado.</li>



<li>Cuide de seu próprio luto!&nbsp;&nbsp;</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">E. Kubler-Ross criticou duramente o sistema de saúde americano e a falta de cuidados recebidos quando de uma de suas internações. Afirmou não ter recebido no hospital uma real compaixão e empatia, ou simplesmente, ter alguém para conversar ou segurar-lhe a mão. Ressalta que é importante para os indivíduos da área de saúde trabalhar para as pessoas, para o bem das pessoas, com todo o seu coração e alma. Assim amando seus trabalhos, a compaixão os envolverá naturalmente. Segundo ela, a jornada da saúde começa em amar seu trabalho, amar sua família, amar seu país e por último, amar uns aos outros.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-rita-de-cassia-macieira"><strong><em>Rita de Cássia Macieira</em></strong></h4>
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