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	<title>Arquivos emoções - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos emoções - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>VOCÊ TEM MEDO DO QUE?</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/voce-tem-medo-do-que/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patricia Moura Vernalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 14:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Onde está  seu medo, aí está sua tarefa”  Jung Resumo: Este artigo sugere breve ampliação a respeito da emoção  complexa e primordial que é o medo. Ele se apresenta sob diversas formas, em diferentes contextos e cenários, mas o foco em questão diz respeito ao medo menos concreto e mais subjetivo, que pode  aparecer como [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>“<em>Onde está  seu medo, aí está sua tarefa”</em></strong><em> </em></p><cite><strong>Jung</strong></cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:16px"><strong>Resumo</strong>: <strong>Este artigo sugere breve</strong> <strong>ampliação a respeito da emoção</strong>  <strong>complexa e primordial que é o medo. Ele se apresenta sob diversas formas, em diferentes contextos e cenários, mas o foco em questão diz respeito ao medo menos concreto e mais subjetivo, que pode  aparecer como o “medo da vida”. Amplia ainda, sob a ótica da Psicologia Analítica, a importância do reconhecimento e aceitação do medo, pois só assim será possível o enfrentamento que possibilita a transformação da jornada, caso  contrário, a presença de uma trajetória marcada por inseguranças é estagnação.</strong></p>



<p style="font-size:18px">O medo é uma emoção complexa, temática relevante na compreensão do desenvolvimento da psique.</p>



<p style="font-size:18px">Nos dicionários encontramos: “<em>estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência</em>.”</p>



<p style="font-size:18px">É uma condição inevitável do ser humano, emoção primordial que nos habita desde os primeiros momentos de vida e que também tem a função de preservação.</p>



<p style="font-size:18px">Chama nossa atenção, quando essa emoção deixa de funcionar como um sistema preventivo e caminha para uma intensidade que pode paralisar o desenvolvimento psíquico. O ser humano sofre com perigos concretos e reais, temendo de forma direta e dirigida alguma situação, pessoas ou objetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neste-artigo-porem-vamos-ampliar-de-forma-breve-o-medo-subjetivo-que-vai-se-instalando-aos-poucos-discreta-e-sorrateiramente-sao-muitos-os-medos-mas-nossa-atencao-tera-como-foco-o-medo-da-vida-e-suas-consequencias" style="font-size:18px">Neste artigo, porém, vamos ampliar de forma breve, o medo subjetivo que vai se instalando aos poucos, discreta e sorrateiramente. São muitos os medos, mas nossa atenção terá como foco: “<strong>o medo da vida</strong>” e suas consequências.</h2>



<p style="font-size:18px">No contexto clínico não foram poucos os relatos ouvidos tais como: “<em>Eu não era assim, fui ficando diferente; antes era mais espontâneo, agora, me sinto “travado”&#8230;” </em>ou <em>“ &#8230;como&nbsp; as coisas estão difíceis em hoje em dia, não há o que se fazer&#8230;”</em></p>



<p style="font-size:18px">Em sua essência, a jornada da vida vem repleta de desafios e incertezas, mas também de oportunidades. A imprevisibilidade de sua natureza pode gerar um sentimento profundo de medo, que muitas vezes se manifesta como uma paralisia frente a rotina diária, mudanças inevitáveis, bem como as expectativas sociais.</p>



<p style="font-size:18px">O percurso de cada indivíduo, frequentemente é marcado por um sentimento difícil de se ignorar: o medo. De papel crucial na nossa sobrevivência, alertando sobre os perigos e ameaças no entorno, o medo vai além de uma resposta instintiva, moldando nossas relações, nossos comportamentos e até mesmo as decisões mais fundamentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-acreditava-que-o-medo-seria-uma-oportunidade-de-desenvolvimento-e-transformacao-a-partir-de-seu-reconhecimento" style="font-size:18px">Jung acreditava que o medo seria uma oportunidade de desenvolvimento e transformação a partir de seu reconhecimento.</h2>



<p style="font-size:18px">De forma discreta, aos poucos, o indivíduo pode deixar de fazer coisas simples do dia a dia, ou vai mudando de postura frente a desafios mais complexos, comprometendo desta forma seus relacionamentos e sua produtividade.</p>



<p style="font-size:18px">Jung fala muitas vezes sobre o medo em seus escritos, um sintoma, para ele, de um distúrbio originário, principalmente, do conflito entre os opostos: <strong>consciente x inconsciente</strong>, que aparece em fases diferentes do desenvolvimento da personalidade.</p>



<p style="font-size:18px">Jung (1940) discorre sobre as transições das fases da vida e o desenvolvimento da psique, discutindo sob o caráter numinoso destas mudanças, que podem aparecer muitas vezes de forma aterrorizante. Principalmente se os acontecimentos da vida, não forem esclarecidos sob a luz de dados conscientes e inconscientes, de forma complementar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>O medo é uma emoção que nos possuí e que mostra indícios de uma adaptação insuficiente.</p><cite> JUNG, 2002</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ele-pode-ser-tanto-um-empecilho-quanto-um-impulso-para-o-crescimento-pessoal-e-a-transformacao-quando-o-compreendemos-melhor-aprendemos-a-navegar-por-suas-complexidades-e-utiliza-los-a-nosso-favor" style="font-size:18px">Ele pode ser tanto um empecilho quanto um impulso para o crescimento pessoal e a transformação. Quando o compreendemos melhor, aprendemos a navegar por suas complexidades e utilizá-los a nosso favor.</h2>



<p style="font-size:18px">É preciso reconhecer primeiramente, que nos encontramos vulneráveis ou evitativos frente a uma situação ou momento da vida. O ponto de referência pode ser a expressão de uma série de dificuldades que se apresentam, desde resistência, rigidez de pensamento e até mesmo o aparecimento de componentes corporais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>O medo do mundo interno pode ser muito mais pavoroso que o do mundo externo, principalmente quando negado. É o temido encontro com o inconsciente.</p><cite> JUNG,1986</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:18px">Há uma tendência em manter-se seguro, em um estado mental passível de controle e previsão, permanecendo em um estágio mais conhecido, evitando a qualquer custo a ansiedade e o estresse que possam surgir com novas experiências.</p>



<p style="font-size:18px">As reviravoltas inesperadas da vida levam a emoções que oscilam entre&nbsp; esperança e o desespero, podendo também levar a uma avassaladora sensação de impotência.</p>



<p style="font-size:18px">A coragem de mergulhar no mundo interno e se abrir para o autoconhecimento afim de refletir sobre si mesmo, nos aproxima do conflito entre os conteúdos sombrios do inconsciente e a forte resistência do ego.</p>



<p style="font-size:18px">Enquanto a consciência reprime, o inconsciente revela. Quando as emoções são negadas podem se apresentar das mais diversas formas, desde o aparecimento nos sonhos, inúmeros sintomas de adoecimento, até nos ataques de ansiedade,&nbsp; muitas vezes culminando na famigerada síndrome do pânico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-se-desenvolver-o-individuo-precisa-abrir-mao-do-conforto-da-fase-vivida-para-se-arriscar-rumo-ao-desconhecido-onde-o-caminho-da-vida-e-tornar-se-consciente-incorporando-aspectos-inconscientes" style="font-size:18px">Para se desenvolver, o indivíduo precisa abrir mão do conforto da fase vivida para se arriscar rumo ao desconhecido, onde o caminho da vida é tornar-se consciente, incorporando aspectos inconscientes.</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>E quando o homem não ousa, alguma coisa se rompe no sentido da vida e todo o futuro está condenado a uma mediocridade vã, a um crepúsculo iluminado só por fogos fátuos. </p><cite>JUNG,1986</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:18px"><strong>Mas o que realmente sustenta esse medo</strong>? Seriam as incessantes demandas da sociedade contemporânea, com seus padrões de beleza e sucesso impostos ou a busca desenfreada por segurança, própria da natureza humana, em um mundo imprevisível?</p>



<p style="font-size:18px">Tornar-se consciente significa entrar na realidade e perder as ilusões da infância. O adulto aprisionado nesse arquétipo – o do puer aeternus, tem dificuldade para se relacionar e também de trabalhar. (VON FRANZ, 1999)</p>



<p style="font-size:18px">A realização do potencial pleno do indivíduo vai exigir a transgressão de alguns padrões vigentes, até o momento em que novas necessidades se apresentam. Estes padrões estariam voltados a valores e comportamentos, com maior atenção à esfera familiar e o desligamento dos complexos parentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-kast-1997-o-medo-da-busca-pelo-novo-e-principalmente-a-dificuldade-de-amadurecimento-representam-um-meio-para-continuarem-sobre-eternos-cuidados" style="font-size:18px">Para Kast,(1997), o medo da busca pelo novo e principalmente a dificuldade de amadurecimento, representam um meio para continuarem sobre eternos cuidados.</h2>



<p style="font-size:18px">O trabalho clínico, no processo analítico, coloca luz na autonomia do cliente, reforçando aspectos acalentadores do arquétipo materno, fortalecendo o ego, através da análise do medo e da ansiedade a partir das relações parentais vivenciadas.</p>



<p style="font-size:18px">Observamos que o medo pode aparecer como sintoma de algum processo psíquico que necessita ser compreendido, mas chega também, muitas vezes reprimido, na forma de uma queixa latente, disfarçado em dificuldades difíceis de serem identificadas.</p>



<p style="font-size:18px">Não aprofundaremos aqui, os relevantes aspectos dos complexos materno e paterno, positivos e negativos, que estão por trás desse medo da vida, porém vale salientar a necessidade de uma diferenciação consciente dessas representações, para que se possa aproveitar ao máximo o potencial criativo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-individuo-que-nao-se-emancipa-desenvolvera-limites-do-eu-inseguros-sua-trajetoria-sera-marcada-por-problemas-que-envolvem-separacao-recomeco-rompimentos-e-novas-tentativas-kast-1997" style="font-size:18px">O indivíduo que não se emancipa, desenvolverá “limites do eu inseguros”, sua trajetória será marcada por problemas que envolvem separação, recomeço, rompimentos e novas tentativas. (KAST,1997)</h2>



<p style="font-size:18px">Para Jung, o medo revela uma tendência prospectiva da psique, anunciando no desenvolvimento uma nova fase, que pode trazer muitas inseguranças. O apego a uma fase anterior potencializa o medo, e é tarefa do ego se libertar, para haver continuidade no desenvolvimento e amenização do medo.</p>



<p style="font-size:18px">Quanto mais o indivíduo e a sociedade encontram-se afastados do self, quanto mais a consciência e o ego se artificializam, maior o medo. O homem civilizado aprendeu a separar a consciência das camadas mais profundas, como forma de controle e quanto mais distante de si-mesmo, mais perdido fica. (JUNG,2014)</p>



<p style="font-size:18px">A Psicologia Analítica amplia o medo para além da patologia, buscando uma compreensão simbólica. Motivando-nos para a totalidade e não para a perfeição,  que é outro fator gerador de insegurança  e medo.</p>



<p style="font-size:18px">Ficamos por aqui, acalentando a idéia, a imagem, a contrução de um indivíduo que possa se tornar uma entidade completa e autêntica, através de experiências significativas, alinhada com seus valores e crenças. Que ao integrar diferentes aspectos da personalidade, adquira equilíbrio e bem estar emocional. Que possa compreender seu lugar no mundo, explorando ao máximo seu potencial criativo, produzindo, contribuindo e doando. Que sua existência seja motivo de felicidade para o outro e por fim, uma fonte incessante de “amanhãs” para si mesmo.</p>



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<p><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pmoura/">Patrícia Moura Vernalha: Analista em formação IJEP</a></strong></p>



<p><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/">Analista Didata IJEP: Waldemar Magaldi</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:16px"><strong>REFERÊNCIAS</strong>:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-size:15px">JUNG,C,G. <strong>A Natureza da Psique </strong>O.C 8/1. Petrópolis R.J: Vozes, 2000</li>



<li style="font-size:15px">JUNG, C,G. <strong>Cartas de C.G.Jung</strong>: vol. 1,2 e 3, Petrópolis, RJ: Vozes, 2002</li>



<li style="font-size:15px">KAST, VERENA. <strong>Pais e filhas, mães e filhos: caminhos para a auto identidade a partir dos complexos materno e paterno. </strong>São Paulo, SP- Loyola, 1997</li>



<li style="font-size:15px">VON FRANZ, MARIE LOUISE. <strong>Puer Aeternus, a luta do adulto contra o paraíso da infância. </strong>São Paulo, SP.  Paulista, 1999</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-canais-ijep">Canais IJEP:</h2>



<p>Aproveite para nos acompanhar no YouTube:&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/channel/UCrbwUrT0W4Tp-swBxAVwX5Q">Canal IJEP – Bem vindos(as)! (youtube.com)</a></p>



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<p><em>*Psicossomática</em></p>



<p><em>*Psicologia Analítica</em></p>



<p><em>*Arteterapia e Expressões Criativas</em></p>



<p><strong>Promoção especial para o próximo semestre&nbsp;</strong>(março/abril 2025):</p>



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			</item>
		<item>
		<title>Afetos, Emoções, Arrependimento e Perdão</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/afetos-emocoes-arrependimento-e-perdao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2022 02:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A afetividade – para C. G. Jung expressa por meio de sentimentos, sensibilidades, emoções – seria o fundamento da personalidade. Esses centros de energia afetiva estariam, como sóis, no centro de galáxias de energia psíquica conhecidas em psicologia junguiana como complexos. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Toda tentativa de compreender e explicar a natureza psíquica deve ser encarada como um exercício subjetivo, do ponto de vista de quem está nesta empreitada, reconhecendo-o de forma simbólica e metafórica, fugindo das definições e da literalidade. Para chegarmos, epistemologicamente, à conclusão de que a realidade absoluta só pode existir na imaginação psíquica e que, apesar da dimensão universal nos apresentar o arquétipo humano e muitos outros, cada indivíduo é único, complexo, criativo e insubstituível, apesar de não ser imprescindível para a categoria universal, assim como sua realidade particular também não é imprescindível para o universal. Mesmo assim, elas se interdependem complementarmente. Essa é uma das razões que contribuíram para que a psicologia analítica, até hoje, fique apartada da academia científica, que ainda busca, iludidamente, categorias universais, baseadas em evidências passiveis de controles, dados estatísticos e comprovações experimentais, para definir a alma humana, que é indefinível, onde cada especialidade tenta reduzi-la e enquadrá-la a determinantes bioquímicas, traumáticas, genéticas, orgânicas, alimentares, culturais, sociais, patológicas, religiosas, ambientais, psiquiátricas, astrológicas, neurológicas, ancestrais, entre outros.</p>



<p>Por isso, todas as narrativas reducionistas que buscam explicar o incompreensível e o inexplicável, como os processos sintomáticos de automutilação ou suicídio na adolescência, na maioria das vezes, servem muito mais para aliviar nossa angústia, diante do mistério da vida, frente a essas questões que, de alguma forma, em função da dimensão psicóide do inconsciente coletivo e da consciência coletiva, estão presentes no íntimo de todos nós. Essa realidade psíquica produz, nas pessoas que estão desconectadas da dimensão simbólica, padrões unilaterais e absolutistas, que vão desde a identificação com aquilo que é aceito como o bem ou como o mal, sempre de forma unilateral, atuando num dos lados, e projetando a outra face da referência opositiva em algum depositário, que obviamente tem ganchos para receber essa projeção. Porém, quanto a angústia passa a ser aceita e trabalhada metafórica e simbolicamente, como eterna companheira existencial, ela passa a ser geradora tanto dos desconfortos reflexivos e afetivos, quanto de toda potencialidade criativa humana. Neste sentido que a psicologia analítica trabalha, contribuindo para que a<em>&nbsp;lise</em>, que significa quebra, separação e dicotomia, seja vivenciada imaginalmente, para que a&nbsp;<em>não lise</em>, a análise, que objetiva a integralidade entre luz e sombra, consciente e inconsciente, sirva para despertar o respeito e o amor próprio e, consequentemente, ao próximo.</p>



<p>À luz da psicologia analítica, os símbolos funcionam como transdutores da energia psíquica, como verdadeiros dínamos que tem a capacidade de transformar suas formas de expressão. Por isso, ao simbolizarmos um sintoma, ele pode deixar de se expressar de forma mórbida e passar a se expressar por meio de produções criativas. &nbsp;&nbsp;Os símbolos falam a língua da alma e, consequentemente, dos arquétipos. Eles estão presentes desde o nível mágico/arcaico da psique, com potencialidade curativa, apesar de também serem destrutivos. Acessamos, conscientemente, apenas as imagens simbólicas, invocando a totalidade do arquétipo que ela reflete. As imagens podem despertar os instintos e os atos da vontade, por meio da natureza psicóide do arquétipo, independentemente de serem compreendidas racionalmente. Neste sentido, a fantasia de se cortar, ou até de praticar o autoextermínio, poderá desencadear efeitos reais de ressignificação ou, se a estrutura do complexo dominante continuar imperativa, na literalização das fantasias. Por isso, meios expressivos como desenho, pintura, imaginação ativa, ampliação dos sonhos, entre outros, ajudam a expressão das imagens simbólicas, porque com o despertar da percepção estética e reflexiva da angústia, ela passa a ser incubadora da potencialidade criativa e curativa.</p>



<p>Partindo destes pressupostos, os afetos podem ser vivenciados na concretude temporal e espacial do aqui e agora ou da realidade fantástica das produções mentais, reconhecidos conscientemente ou permanecerem imperceptíveis e inconscientes. Dependendo da intensidade e rede associativa que o afeto ativar em nós, incluindo todas as vivências registradas em nosso inconsciente pessoal, preservadas e presentes desde a nossa concepção, além dos instintos e arquétipos advindos do inconsciente coletivo, o afeto poderá se manifestar através de emoções que, por sua vez, produzem modificação na configuração da energia psíquica e na bioquímica emocional, interferindo na dinâmica endócrina e hormonal, alterando também a energia vital. Por isso, Psique e Soma (Zoé e Bios, Alma e Corpo) são inseparáveis, e são igualmente suscetíveis às influências afetivas advindas tanto das situações concretas, quanto das imaginárias, do ambiente físico e material ou do energético e imaterial. Aliás, na minha prática clínica, fica evidente que mais de 75% das queixas trazidas pelos clientes são por questões imaginárias, desatreladas das condições concretas do presente, mas que aparecem como afetos advindos de situações subjetivas do passado, conectados com as temáticas de culpa, raiva, ressentimento, vingança, vitimização, mágoa, arrependimento, luto, perdas, entre outras, ou para questões do futuro, como ansiedade, medo, pressa, conquista, sucesso, fama, riqueza, poder, finitude, envelhecimento, etc. Com isso, quando somos afetados, seja lá por que, como e de onde, o afeto passa a ser um fenômeno autêntico, temporal e espacialmente, produzindo efeito na nossa existência.</p>



<p>O Ego, que é o administrador da consciência, é arquetípico, enquanto potencialidade universal e, no construto teórico da psicologia analítica, é compreendido como o primeiro complexo constelado, para que aconteça o desenvolvimento da personalidade, depois do Self ou si mesmo, que equivale centelha divina, representada pela imagem arquetípica da&nbsp;<em>Imago-Dei</em>. Sua concepção surge simultaneamente ao advento da nossa capacidade proprioceptiva. Por isso, suas bases fundantes são corporais e instintivas, a despeito de emergir da dimensão arquetípica do inconsciente coletivo, o Ego fica muito mais apegado com Bios do que com Zoé. A consciência do Ego emerge devido a sua conexão com inúmeras ilhas, que armazenam o registro dos fragmentos afetivos desde nossa concepção, que é a base do nosso inconsciente pessoal, registrada na forma de memórias. O ego nos possibilita a ilusão de continuidade temporal e espacial, como acontece com as películas cinematográficas, devido a velocidade que as imagens são passadas. Porém, o Ego depende tanto da consciência coletiva, quanto dos arquétipos e os dominantes do inconsciente coletivo. Desta síntese é que surgem as Personas, outra potencialidade arquetípica, que são nossas máscaras sociais e relacionais, tão necessárias para salvaguardar nosso existir e interagir coletivo, social e interpessoal.</p>



<p>O complexo do Ego necessita estar bem fortalecido, ancorado na consciência, emulando continuamente sua experiencia de continuidade diante das miríades de afetos, naquilo que imagina ser a realidade, para não ficar à mercê das perturbações psicopatológicas. Porque a todo instante existe o risco eminente de um outro complexo ganhar primazia sobre o Ego, modificando a configuração da energia psíquica e dominando a consciência, podendo ser tão absoluto a ponto de transformar o indivíduo num autômato, influenciando suas ideias, percepções, atitudes, mente, corpo e realidade. Isso acontece em função da capacidade do Ego em psiquificar os fenômenos, ativando a dimensão psicóide do inconsciente coletivo, com sua potencialidade arquetípica, transcendendo a matéria e os limites do tempo e espaço, porque os complexos são autônomos, influenciam corpo e mente, interditando a crítica reflexiva e ética.</p>



<p>Afetos são todas as intercorrências que, de alguma forma, interferem na dinâmica da configuração da nossa energia psíquica e energia vital. Quando esses&nbsp;<em>inputs</em>, expressão da língua inglesa muito usada na TI &#8211; tecnologia da informação, que significa entrada, nos acometem, eles irão disparar uma sequência de estímulos que ativam nossa dimensão neurofisiológica, mobilizando o cérebro, que é uma máquina eletro coloidal, responsável&nbsp; pela gestão biológica, além de processar todas as informações recebidas. Atualmente a neurociência trabalha com a hipótese de que as emoções estão intimamente ligadas ao sistema límbico, ativando mecanismos de recompensa (prazer, satisfação e pertencimento) ou de punição (desgosto, aversão e exclusão).</p>



<p>Simultaneamente ao estímulo neurocerebral, o sistema endocrinológico, por meio do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal,&nbsp; é ativado para que aconteçam as expressões emocionais do afeto, alterando toda a bioquímica hormonal, retroalimentando os neuroreceptores correspondentes as mais variadas expressões emocionais como medo, raiva, desejo de fuga, gratificação, atração, alegria, tristeza, prazer, dor, entre outras. Com isso, o sistema autoimune também fica alterado, consonante com a dinâmica do estresse, ao criar situações de alarme, que significa deixar a nossa complexidade biopsicossocial e espiritual armada para atacar, fugir, ficar paralisada ou aceitar passiva e resignadamente o agente afetivo. Infelizmente, algumas pessoas, diante do conflito, sem prontidão para a transcendência integrativa e criativa e de permanecerem nestas quatro atitudes estéreis, desistem dos seus sonhos, e desistir equivale a querer deixar de existir. Neste momento é que surgem as ideações suicidas e as doenças mais irreversíveis e mórbidas.</p>



<p>Os afetos fazem nosso organismo oscilar entre os estados de simpaticotonia ou parassipaticotonia, produzindo ou inibindo um ou mais dos principais neurotransmissores como acetilcolina, adrenalina, noradrenalina, epinefrina, dopamina, endorfina, serotonina, entre outros.</p>



<p>Desta forma, os afetos atuam como&nbsp;<em>inputs,&nbsp;</em>estímulos eliciadores, indutores psicofísicos ou, na sua forma nociva, como noxas, que acabam interferindo na nossa capacidade&nbsp;de julgamento sensorial, sentimental, mental e intuitiva, produzindo reações corporais e atitudinais, na forma de&nbsp;<em>outputs</em>&nbsp;ou reações, equivalente a saídas ou resultados, em decorrência dos afetos recebidos. As reações são as mais diversas, e dependem do estado de integridade egóica.&nbsp; Neste sentido, um Ego doente e neurótico, que pode apresentar-se na persona de um indivíduo muito frágil e suscetível ou muito rígido, afeito ao poder, unilateral e controlador, diante de um determinado afeto, pode sucumbir e fragmentar-se. Apenas quando o Ego está saudável, por ser flexível, dinâmico, plural e estruturante diante da diversidade e dos diferentes, mantendo sua capacidade integrativa de simbolizar e metaforizar, poderá ressignificar o afeto, por mais unilateral, literal, dramático ou traumático que seja, impedindo a constelação autônoma dos complexos patológicos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="623" src="https://blog.sudamar.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-1024x623.png" alt="" class="wp-image-5428" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-1024x623.png 1024w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-300x183.png 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-768x467.png 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-150x91.png 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-450x274.png 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9-1200x730.png 1200w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-9.png 1474w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O Ego saudável, é aquele que segue sua jornada heroica sacrificando-se pela coletividade, atendendo o chamado do Self, que é o processo de individuação, servindo para que acabem as desigualdades, e que floresçam o respeito da liberdade, o amor e a compaixão. Por outro lado, o Ego doente, está identificado com a jornada do herói equivocada, almejando, no seu término, riqueza, poder e prestígio, presente nos indivíduos egoístas e ególatras, que vivem a serviço do próprio Ego e não do Self. Muitos indivíduos tomados pela jornada equivocada do herói, quando conseguem posição de poder, atuam como o salteador ideológico, um sujeito obsessivo que age como um rato, sabotando, corroendo, roendo, infectando, destruindo e contaminando. Tudo em nome dos seus interesses instintivos e territoriais.</p>



<p>Jung nos ensina que todo vaidoso, obcecado pelo poder e identificado pela Persona do ídolo, ou do mito, mais cedo ou mais tarde, será visitado por Ágon, o conflito trágico, que aparece com intuito de purificar a alma, ao expor o lado sombrio e a fragilidade do Ego inflado, que estava escondido pela hybris do excesso e da exorbitância das suas atitudes, enantiodromicamente reparada por Ananke, a deusa da necessidade e do destino. Essa é a lei do eterno retorno! Mesmo assim, ao surgir a crise, pode acontecer o advento de um terceiro elemento, o tertium non datur, que vem para que aconteça a superação evolutiva, para que a plenitude, ou estado de felicidade seja alcançado. Onde a&nbsp;felicidade depende do bem-estar, que é um parâmetro subjetivo, onde o indivíduo precisa estar satisfeito e contente com sua realidade física, psicoafetiva, familiar, laboral, social e espiritual, não permitindo que suas expectativas, diante da sua realidade existencial, produzam sentimentos de fracasso, inferioridade ou exclusão, mas de motivação para que as conquistas e produções continuem acontecendo. Lembrando que, bem-estar, significa estar bem no aqui e no agora, e que contente tem a ver com a capacidade de preencher o vazio da falta de sentido e significado com conteúdos que alimentam a alma. Gandhi disse: &#8220;Não existe um caminho para a felicidade.&nbsp; A felicidade é o caminho.&#8221; Obviamente, em sintonia com a narrativa de Carlos Castaneda:&nbsp;<strong>desde que este caminho tenha coração</strong>&nbsp;e, o mais importante, depois de escolher o caminho,&nbsp;<strong>jamais olhar para trás!</strong></p>



<p>Uma das mais significativas noxas, que na homeopatia equivale ao afeto desencadeador de sintomas, é o sentimento de arrependimento, gerador de culpa, devido ao sofrimento psíquico pelo pesar de ter feito ou não ter feito algo, muitas vezes desencadeando comportamentos de autopunição ou interdições paralisantes, que a atual medicina patologizante e medicalizante rotula com síndrome do sabotador, do vitimismo ou do impostor. O interessante é que este afeto é produzido pelo sistema de crenças que o indivíduo carrega, tornando-o responsável absoluto pelo passado, tirando-lhe a possibilidade do auto perdão, devido seu desconhecimento, ignorância ou tomada de atitude impulsiva e reativa, diante de algum afeto eliciador de algum complexo e do medo. É interessante ressaltar que todo sentimento de culpa está atrelado a uma fantasia de poder absoluto, como se toda responsabilidade do que foi feito ou deixado de ser feito, é dele.</p>



<p>A vingança, do outro ou de si mesmo, pelo que foi feito ou deixado de ter ser sido feito, diferenciando e polarizando culpa e vitimização, é um impulso não refreado que exige represália, nutrindo rancor, ódio, mágoa e ressentimento. Ela funciona como se os relógios tivessem parado na hora da ofensa, impedindo que o futuro ofereça outra perspectiva além da ruminação neurótica do crime, com desejo de reparação. Na mitologia grega, as Erínias tinham por função despertar o ódio e a sideração. A politização das Erínias transformam-nas em Eumênides, amenizando seus impulsos, pelo diálogo e pela fala da expressão dos segredos, tornando-as em seres benevolentes, que deixam de gritar e passaram a conversar, contribuindo para a elaboração poética do discurso trágico, onde a palavra expressa pode transformar, subjetivamente, a culpa e o ódio em compreensão amorosa e criativa.</p>



<p>Outro problema gerador de sintomas, psíquicos e físicos, advém da fantasia de perfeição associado com a compulsão e obsessão de se estabelecer comparações hierárquicas em relação aos &#8220;outros&#8221; &#8211; na maioria das vezes são meras projeções inconscientes do nosso conteúdo sombrio. Toda vez que começamos a comparar, por estarmos condicionados nesse atual padrão, patriarcal e patrimonialista, que é competitivo e excludente, corremos o risco de cair em profundo sofrimento improdutivo, devido a constatação de estarmos muito distantes do ideal imaginado. Mesmo que, transitoriamente, a comparação desencadeie emoções de sucesso e superioridade em relação ao &#8220;outro&#8221; que está em desvantagem, na polaridade do fracasso e inferioridade, diante daquilo que está idealizado como meta para ser alcançada para a conquista da &#8220;felicidade&#8221;, sempre terá alguém numa situação melhor. É difícil compreender que quanto mais buscamos a perfeição, a saúde e a bondade, mas encontraremos a imperfeição, a doença e o mal. Quanto mais buscamos a perfeição, mais vamos ao encontro da imperfeição, devido ao princípio da polaridade. A citação de Jung, no livro A Natureza da Psique, par. 831, corrobora com essa afirmativa: &#8220;A psique não é um fenômeno da vontade, mas natureza que se deixa modificar com arte, ciência e paciência em alguns pontos, mas não se deixa transformar num artifício, sem profundo dano ao ser humano.&nbsp;O homem pode transformar-se num animal doente, mas não em um ser ideal imaginado.&#8221;</p>



<p>Nosso passado não deveria causar danos no presente. A maturidade adquirida pelas experiencias vivenciadas não poderiam ser usadas como forma de punição, arrependimento e culpa. Essa atitude é cruel e gera muita dor e sofrimento.&nbsp; O perdão é uma vivência de foro íntimo. Leon Tolstoi afirmou que &#8220;<em>Aquele que realmente conhece Deus não achará necessário perdoar a seu irmão; só precisará perdoar a si mesmo, por não haver perdoado bem antes</em>&#8220;. Na mesma direção, James Hollis, no livro: A passagem do meio p. 27, afirma que &#8220;<em>Se não tivéssemos avançado e cometido esses erros e colidido contra aquelas paredes, teríamos certamente permanecido crianças. Rever a vida a partir da posição privilegiada da segunda metade dela requer a compreensão e o perdão do inevitável crime da inconsciência. Mas deixar de ficar consciente na segunda metade da vida significa cometer um crime imperdoável</em>.&#8221;</p>



<p>Com isso, o perdão deve acontecer, em primeiro lugar, no nosso íntimo. Este deve ser o sentido da metáfora cristã sugerindo que ofereçamos a outra face quando nos sentirmos agredidos pela vida. Esta parábola nos faz refletir que devemos deixar de ofertar sempre o mesmo lado da face, que nos faz ver e sermos vistos continuamente da mesma forma. A metáfora de oferecermos a outra face nos estimula a sairmos das repetições masoquistas, autopunitivas, derrotistas, culposas, vitimarias, ressentidas, medrosas, inferiorizantes, arrogantes, unilaterais ou infantis e reativas, rumo a atitudes mais plenas, plurais, inclusivas e integrais, reconhecendo que o cotidiano ordinário pode ser extraordinário, sem a necessidade de shows dramáticos e espetaculares.</p>



<p>A peça teatral produzida por Nelson Rodrigues intitulada: &#8220;perdoa-me por me traíres&#8221;, assim como sua dimensão opositiva: &#8220;perdoo-te por te traíres&#8221;, são complementares, porque sempre existe uma cumplicidade bilateral nas questões de traição, que surge para denunciar que a confiança, que deveria significar um contínuo fiar com o outro, deixou de existir e, neste caso, para superar a culpa do arrependimento, só nos resta nossa auto indulgencia, perdoando-nos para possibilitar que o outro, traído ou traidor, possa também se perdoar, haja vista que, nesta perspectiva, o perdão é de foro íntimo e ninguém pode ter a supremacia ou o poder de oferecer ao outro.</p>



<p><strong><em>Paz e Bem, graças ao reconhecimento e aceitação consciente da Guerra e do Mal que habitam em nós!</em></strong></p>



<p>04 de julho de 2019</p>



<p>WALDEMAR MAGALDI FILHO. Psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: &#8220;Dinheiro, Saúde e Sagrado&#8221;, Ed. Eleva Cultural, coordenador dos cursos de especialização em Psicologia Junguiana, Psicossomática, Arteterapia e Expressões Criativas do IJEP &#8211; Instituto junguiano de Ensino e Pesquisa (www.ijep.com.br), oferecidos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-waldemar-magaldi-filho-17-07-2019"><strong><em>Waldemar Magaldi Filho &#8211; 17/07/2019</em></strong></h4>
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