<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos fadiga da compaixão - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/fadiga-da-compaixao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/fadiga-da-compaixao/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Wed, 07 Jun 2023 18:11:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos fadiga da compaixão - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/fadiga-da-compaixao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Fadiga por compaixão x síndrome de burnout: os custos dos cuidados com o outro</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/fadiga-por-compaixao-x-sindrome-de-burnout-os-custos-dos-cuidados-com-o-outro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Macieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jun 2019 13:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Burnout]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[burnout]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[fadiga da compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=5705</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há pouco tempo tive o prazer de ler o brilhante artigo do Prof. Dr. Waldemar Magaldi, intitulado Autoanálise da Injúria Cardíaca, publicado no site do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa: (http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&#38;id=332&#38;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo). Para além da riqueza do texto, com suas fundamentações de referenciais teóricos, fui impactada pela coragem do uso do verbo na [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/fadiga-por-compaixao-x-sindrome-de-burnout-os-custos-dos-cuidados-com-o-outro/">Fadiga por compaixão x síndrome de burnout: os custos dos cuidados com o outro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há pouco tempo tive o prazer de ler o brilhante artigo do Prof. Dr. Waldemar Magaldi, intitulado Autoanálise da Injúria Cardíaca, publicado no site do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa: (<a href="http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo">http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo</a>). Para além da riqueza do texto, com suas fundamentações de referenciais teóricos, fui impactada pela coragem do uso do verbo na primeira pessoa, pelo desnudamento da alma e seus questionamentos acerca do sentido da vida. Ao sair da situação de encantamento que paralisa o olhar, me deparei com uma crítica à atual medicina da sociedade de consumo e com um questionamento, no supracitado artigo: onde estão os curadores feridos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lidando há muitos anos com Psico-Oncologia, uma interface entre a Psicologia e a Oncologia, tenho podido observar profissionais das equipes de saúde encarregadas dos tratamentos de pacientes com câncer e seus familiares. E tenho, muitas vezes, acompanhado o adoecimento de muitos destes profissionais. O problema aparece com tanta frequência, que passou a ser tema bastante presente em congressos das sociedades médicas, de enfermagem ou de Psico-Oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira pergunta que me vem à mente quando penso nos cuidadores é sobre o significado do cuidar. O verbo cuidar significa prevenir-se, empregar atenção, cautela, zelo e desvelo. Para Boff (1999), o cuidado apenas aparece quando a existência de alguém adquire significado para nós. Portanto, mais do que um momento de atenção, é uma atitude de preocupação, ocupação, responsabilização e envolvimento com o ser cuidado ao qual estamos ligados afetivamente. Nesse sentido, passamos a cuidar, participar do destino do outro, de suas buscas, sofrimentos e sucessos. Como uma atitude e característica primeira do ser humano, o cuidado revela a natureza humana e a maneira mais concreta de ser humano. (BOFF, 1999).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar significa apresentar escuta e atitude terapêuticas, constituindo-se em um conjunto de procedimentos que exercem efeitos terapêuticos sobre o equilíbrio psicossomático do paciente (MACIEIRA, 2007). No trato com o paciente, o cuidar envolve sentimentos, valores, atitudes e técnicas científicas com o intuito de conferir qualidade à assistência. Desta forma, para que o cuidado ocorra genuinamente, a ação de cuidar deve repleta de sensibilidade, delicadeza, solidariedade e profissionalismo. Mas estarão os profissionais de saúde preparados emocionalmente para a exposição à dor, ao sofrimento, à angustia frente a imprevisibilidade da doença, ao inevitável contato com sua impotência frente à morte?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nossa prática com a Oncologia e acreditamos, em outras áreas de saúde também, a resposta à pergunta acima é não, aqueles que cuidam não estão sendo devidamente cuidados. Estão, portanto, mais sujeitos ao adoecimento por depressão, Síndrome de&nbsp;Burnout&nbsp;e Fadiga por Compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quadros clínicos de depressão e a Síndrome de Burnout apresentam algumas semelhanças, como tendência ao isolamento social, sentimentos de menos valia e cansaço. Mas possuem, todavia, diferenças acentuadas entre eles. Enquanto a depressão é um conjunto de emoções e cognições que têm consequências sobre essas relações interpessoais, a Síndrome de Burnout está intimamente ligada a atividades profissionais e organizacionais (salários, falta de recursos, segurança, violência oculta no trabalho, etc.). Ou seja, é um construto social que surge como resultado das relações conflituosas intra/interpessoais e organizacionais. Podemos pensar em burnout como um mecanismo de defesa frente à perda de esperança na capacidade de modificar as situações vividas, sensação de impotência ou resposta ao estresse prolongado. Um lado mais cruel ainda desta síndrome, é que quanto mais dedicado, esperançoso, dedicado e iludido, quanto maior a expectativa, mais propenso ao acometimento pode estar o profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, observou-se que a evolução da Síndrome de&nbsp;Burnout&nbsp;não tratada, juntamente com a submissão contínua à situações causadoras de Estresse Pós-traumático Secundário (perturbação mental desenvolvida como resposta à exposição a eventos traumáticos), pode conduzir à Fadiga por Compaixão, que representa o custo do cuidado sobre o cuidador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fadiga por Compaixão pode ser definida como uma síndrome causada por uma profunda exaustão física, emocional, social e espiritual, decorrente do estresse e do custo emocional pela exposição continuada à dor, ao trauma e ao sofrimento alheio. É um processo gradual e cumulativo que pode acometer indivíduos que liberam energia psíquica, em forma de compaixão, a outros seres (humanos ou animais) e que traz como consequência uma mudança acentuada na capacidade de auxiliar e de sentir empatia, um crescente cinismo e uma perda de prazer com a profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Fadiga por Compaixão é um termo amplo, englobando os conceitos de trauma secundário, estresse pós-traumático secundário, traumatização vicária e adicionando os componentes de estresse cumulativo, intrusão, evasão, evitação e hipervigilância.&#8221; (FIGLEY, 2002)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Fadiga por Compaixão atravessa a pessoa e causa um declínio generalizado na vontade, energia e na capacidade de sentir e cuidar dos outros. Eventualmente pode transformar-se em marcante depressão e outras doenças relacionadas ao estresse. Mas aspecto mais insidioso da fadiga por compaixão é que afeta exatamente a essência do que nos trouxe a este trabalho: nossa empatia e compaixão pelos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principal ameaça à saúde mental dos profissionais da área de saúde, a combinação de Trauma Secundário, S.&nbsp;Burnout&nbsp;e Fadiga por Compaixão é uma das principais razões porque muitos profissionais de ajuda abandonam o campo (FIGLEY, 2002). Portanto, é imprescindível quando se pensa no aspecto preventivo em saúde coletiva, buscar soluções para diminuir o ônus psicológico em ser um profissional de saúde e ainda, a identificação precoce dos profissionais mais propensos ao adoecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Mathieu (2007) são sinais e sintomas da Fadiga por Compaixão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exaustão</li>



<li>Reduzida capacidade de sentir simpatia e empatia</li>



<li>Irritabilidade, raiva e crescente ansiedade e reatividade</li>



<li>Aumento de uso de álcool e drogas</li>



<li>Medo de trabalhar com certos pacientes/clientes</li>



<li>Sentido diminuído de apreciação da carreira</li>



<li>Perda do sentido de potência e competência</li>



<li>Perturbações da visão de mundo, ansiedade ou medos irracionais</li>



<li>Imagens intrusivas ou dissociação</li>



<li>Hipersensibilidade ou insensibilidade ao conteúdo emocional</li>



<li>Dificuldade em separar a vida profissional da vida pessoal</li>



<li>Absentismo &#8211; falta ao trabalho, muitos dias adoentado</li>



<li>Dificuldade em tomar decisões e cuidar de pacientes/clientes</li>



<li>Problemas com intimidade e nas relações pessoais</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto&#8230; profissionais de saúde, muitas vezes, têm dificuldade em identificar a exaustão associada com Fadiga por Compaixão e seu próprio adoecimento. Assim, acabam por não desenvolver planos de autocuidados que poderiam reverter a situação. Neste ponto, importa lembrar que compaixão (com-paixão; com-amor; com-emoção) envolve uma participação espiritual e terna para quem sofre. Mas o cuidar de si próprio como cuidador estará sempre relacionado diretamente à qualidade do atendimento prestado àqueles que sofrem, de vez a separatividade entre Eu e o outro é apenas uma ilusão.&nbsp; Cuidar de si, cuidar do outro e cuidar do todo é cuidar como um ato de amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;&#8230;Nós somos, no entendimento mais profundo, vítimas ou meios e instrumentos do &#8220;amor&#8221; cosmogônico. Coloco essa palavra entre aspas para indicar que não quero dizer com isso apenas que é um anseio, uma preferência, uma valorização, um desejo ou algo semelhante, mas um todo, unificado e indiviso superior ao ser isolado. O ser humano como parte não entende o todo. Ele lhe é subalterno. Ele pode dizer sim ou se indignar; mas sempre está preso e trancado dentro dele. Sempre depende disso e é motivado por isso. O amor é sua luz e sua escuridão, cujo final ele não enxerga. &#8220;O amor não acaba nunca&#8221;, mesmo quando ele fala com a língua de anjo, ou persegue a vida da célula até a base mais profunda. Com acribia científica. O ser humano pode chamar o amor de diversos nomes que lhe estão à disposição, mas vai apenas envolver-se em infinitos autoenganos. Se possuir um pouco de sabedoria, vai mostrar as armas e chama-lo&nbsp;ignotum per ignotius, ou seja, com o nome de Deus. Essa é uma confissão de sua inferioridade, mas ao mesmo tempo também um testemunho de sua liberdade de escolha entre a verdade e o engano.&#8221; (JUNG, 2005 p.107-108, apud LIBERATO, 2015) &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o encontro cuidador/cuidado pode ser um relacionamento pulsante, criativo e transformador. Pode tornar-se um acontecimento sagrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estar vivo e experimentar o acontecimento da vida, participando dele e interferindo nos efeitos que cada experi6encia provoca no contorno plástico que a humanidade possui, é uma benção divina. É a expressão do sagrado em essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fundo do coração de cada ser humano há um profundo anseio por uma vida que faça sentido.&#8221; (LIBERATO e MACIEIRA, 2008)</p>



<p class="wp-block-paragraph">*Rita de Cassia Macieira&nbsp;&#8211; Psicóloga, Professora do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Estudo e Pesquisa, Mestre em Saúde Materno Infantil pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro. Presidente da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia, gestão 2008/2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências:</p>



<p class="wp-block-paragraph">BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano &#8211; compaixão pela terra. Petrópolis, RJ. Vozes, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FIGLEY, C. R. (2002). Compassion fatigue: psychotherapists chronic lack of self-care. Journal of Clinical Psychology, 58(11),1433-1441.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GROESBECK, C. J., 1983. A imagem arquetípica do médico ferido.&nbsp;Junguiana ­ Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, 1:72-96.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIBERATO, Regina. O luto do profissional de saúde: a visão do psicólogo. in CASELLATO, Gabriela. O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido. São Paulo: Summus, 2015. Pg. 155</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIBERATO, R.P. e MACIEIRA, R.DE C. Espiritualidade no Enfrentamento do Câncer,&nbsp;in&nbsp;Temas em Psico-Oncologia Pag. 556-571 Org.Vicente de Carvalho et al. São Paulo: Summus Editorial, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MACIEIRA, RC. Avaliação da espiritualidade no enfrentamento do câncer de mama em mulheres. 2007. Dissertação (Mestrado em Saúde Materno-Infantil) &#8211; Faculdade de Medicina, Universidade de Santo Amaro, São Paulo, São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, W. Autoanálise da injúria cardíaca. Acesso em 22/02/2018 (<a href="http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo">http://ijep.com.br/index.php?sec=artigos&amp;id=332&amp;ref=autoanalise-da-injuria-card%EDaca*#conteudo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">MATHEIU, F. (2007). Transforming compassion fatigue into compassion satisfaction: Top 12 self-care tips for helpers. In Matthieu, F.(Chair), Compassion Fatigue Conference. Workshops for the Helping Professions conducted at the conference of the Compassion Fatigue Awareness Project. Kingston, Ontario, Canada.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-rita-de-cassia-macieira"><strong><em>Rita de Cassia Macieira</em></strong></h4>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/fadiga-por-compaixao-x-sindrome-de-burnout-os-custos-dos-cuidados-com-o-outro/">Fadiga por compaixão x síndrome de burnout: os custos dos cuidados com o outro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
