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	<title>Arquivos medo de sentir - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos medo de sentir - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>SINTOMAS, SINTO, MAS&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiane dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 18:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que temos tanta dificuldade em sentir? Por que somos condicionados a ocultar nossas emoções e sentimentos? Se o sintoma é a expressão visível do complexo, se é tão benéfico para o nosso aperfeiçoamento, por que o evitamos de forma tão hercúlea? Por que temos tanto medo de nos entregarmos a ele? Se ele é o condutor para o nosso inconsciente, por que rejeitamos esse tesouro? O que em nós, ou quem em nós resiste a esse chamado e nos impede de seguirmos a estrada rumo à nossa transformação interior?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p><em>“Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz.”</em> </p><cite>Jean-Jacques Rousseau</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Resumo</strong>: Por que temos tanta dificuldade em sentir? Por que somos condicionados a ocultar nossas emoções e sentimentos? Se o sintoma é a expressão visível do complexo, se é tão benéfico para o nosso aperfeiçoamento, por que o evitamos de forma tão hercúlea? Por que temos tanto medo de nos entregarmos a ele? Se ele é o condutor para o nosso inconsciente, por que rejeitamos esse tesouro? O que em nós, ou quem em nós resiste a esse chamado e nos impede de seguirmos a estrada rumo à nossa transformação interior?</p>



<h2 id="h-por-que-temos-tanta-dificuldade-em-sentir-por-que-somos-condicionados-a-ocultar-nossas-emocoes-e-sentimentos" class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Por que temos tanta dificuldade em sentir? Por que somos condicionados a ocultar nossas emoções e sentimentos?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Sintoma é uma palavra de origem grega <em>sýmptoma</em>, que significa &#8220;aquilo que cai junto&#8221; ou &#8220;o que ocorre junto com outra coisa, é uma sensação desagradável ou uma alteração no corpo físico ou na mente que gera desconforto.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, nos convida a ampliar esse significado, pois o sintoma, apesar de ser um sinal de desordem, tem como objetivo principal equilibrar a tensão existente na psique entre os conteúdos inconscientes e os conscientes, buscando a integração e a homeostase do sistema, o sintoma é, portanto, um desejo de “cura” e de transformação.</p>



<h2 id="h-a-psicossomatica-afirma-que-o-individuo-e-um-ser-biopsicosocioespiritual-em-que-todas-as-partes-estao-integradas-e-conectadas" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">A Psicossomática afirma que o indivíduo é um ser biopsicosocioespiritual, em que todas as partes estão integradas e conectadas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Essas esferas não podem ser separadas e quando há um desequilíbrio entre a consciência e o inconsciente, surge o sintoma, que poderá se manifestar em qualquer uma das partes, pois não há separação entre energia e a matéria, o psíquico e o somático e o corpo e o espírito.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>A consciência se desequilibra e isso se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais e, para tanto, torna-se necessário apurarmos a escuta desse sintoma. A partir disso, podemos pensar a doença e a cura como refletindo estados de consciência. A doença seria a perda da harmonia ou de uma ordem até então conquistada e, nesse caso, a cura não seria a vitória sobre o sintoma, mas ela teria como pressuposto uma expansão da consciência, isto é, nossa própria busca da totalidade. (GUARNIERI, 2024, p. 4)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Escutar o sintoma é dar o primeiro passo rumo à transformação, para descobrir as feridas da alma e realinhar nossa conduta aos desígnios do Self, dando sentido e significado às nossas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quando negamos ou reprimimos o sintoma, nós fornecemos mais força a ele, que oportunamente nos visitará com uma intensidade muito maior e mais perturbadora.</p>



<h2 id="h-como-diz-jung-2013-aquilo-que-meu-eu-recusa-e-algo-que-ameaca-sinistramente-controlar-minha-vida" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Como diz Jung (2013) “Aquilo que meu eu recusa é algo que ameaça sinistramente controlar minha vida.”</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O sintoma é como um símbolo que precisa ser decifrado e como símbolo, ele jamais poderá ser conhecido em sua plenitude, pois transcende as dimensões e possibilidades humanas.</p>



<h2 id="h-para-jung-2002-p-75-o-simbolo-e-a-expressao-sensoriamente-perceptivel-de-uma-vivencia-interior-e-a-expressao-do-enriquecimento-da-consciencia-atraves-da-vivencia" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Para Jung (2002, p.75), o “símbolo é a expressão sensoriamente perceptível de uma vivência interior” e a “expressão do enriquecimento da consciência através da vivência”.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-e-por-meio-do-simbolo-que-a-psique-consegue-se-manifestar-no-corpo-somatizar-permitindo-que-a-pessoa-perceba-atraves-do-sintoma-a-desordem-que-esta-ocorrendo-internamente" style="font-size:18px">É por meio do símbolo que a psique consegue se manifestar no corpo, &#8216;somatizar&#8217;, permitindo que a pessoa perceba, através do sintoma, a desordem que está ocorrendo internamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A simbologia de uma fratura no pé expressa muito mais do que uma lesão ortopédica, ela pode representar a falta de direcionamento na vida, um problema em criar vínculos, ou a dificuldade da pessoa se sustentar financeiramente ou emocionalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A aterosclerose que cientificamente é o acúmulo de placas de gordura e inflamação nas artérias, simbolicamente pode querer demonstrar que a pessoa está muito rígida psicologicamente, ou que endureceu suas emoções ou que perdeu a flexibilidade na vida.</p>



<h2 id="h-uma-pessoa-que-so-se-relaciona-com-parceiros-agressivos-e-abusadores-pode-estar-repetindo-um-padrao-de-relacionamento-de-sua-familia-de-origem" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Uma pessoa que só se relaciona com parceiros agressivos e abusadores pode estar repetindo um padrão de relacionamento de sua família de origem.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>Enquanto o símbolo for a resposta verdadeira e, portanto, capaz de solucionar uma situação que lhe corresponda, ele é verdadeiro, válido, “absoluto”. Mas se a situação mudar e o símbolo continuar simplesmente perpetuado, ele nada mais é do que um ídolo que atua de modo empobrecedor ou embrutecedor, pois só age inconscientemente e não dá nenhuma explicação ou esclarecimento. (JUNG, 2002, p. 76)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O símbolo só terá a potência que carrega se a pessoa o vivenciar e permitir que ele exista, caso contrário, será só um signo ou um sinal e não auxiliará a pessoa no enriquecimento da consciência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O sintoma tem uma linguagem peculiar e individual, por essa razão é imprescindível a análise de todos os aspectos da vida do indivíduo, pois suas condições físicas, mentais, emocionais, culturais, sociais e espirituais, estão totalmente interligadas e vão interferir na doença e na cura, pois ambas são faces de uma mesma moeda.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A contemporaneidade exige uma atividade muito intensa da consciência; como consequência, existe um risco considerável do indivíduo se distanciar do inconsciente, com isso, ele evita entrar em contato com o sintoma e procura através da medicalização o anestesiamento e a fuga do confronto.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Algumas pessoas buscam o refúgio no álcool, outras na comida ou no sexo, outras nas compras, no trabalho excessivo, ou nos jogos de azar, enfim, qualquer possibilidade que desvie o olhar do problema, sem perceberem que agindo desta maneira, estão aumentando cada vez mais o conflito e retardando o processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Hollis (1995) alega que os sintomas devem ser vistos como presentes, para que possamos reajustar a rota de nossas vidas e que devem ser bem recebidos, pois são um poderoso convite à renovação.</p>



<h2 id="h-jung-2013-afirma-que-os-complexos-possuem-energia-especifica-propria-e-sao-a-via-regia-que-nos-conduz-ao-inconsciente-atraves-dos-sonhos-e-dos-sintomas" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Jung (2013) afirma que os complexos possuem energia específica própria e são a <em>via regia</em> que nos conduz ao inconsciente, através dos sonhos e dos sintomas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Se o sintoma é a expressão visível do complexo, se é tão benéfico para o nosso aperfeiçoamento, por que o evitamos de forma tão hercúlea? Por que temos tanto medo de nos entregarmos a ele? Se ele é o condutor para o nosso inconsciente, por que rejeitamos esse tesouro?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O que em nós, ou quem em nós, resiste a esse chamado e nos impede de seguirmos a estrada rumo ao autoconhecimento e à transformação interior?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Ao negligenciarmos o sintoma, aumentamos a possibilidade das situações exteriores desencadearem processos psíquicos, afetando certos conteúdos e, desta forma, ativando complexos, e toda vez que um complexo está constelado, isso implica em um estado perturbado de consciência.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>O complexo afetado vai se constelar, ou seja, ganhará uma estrutura de disponibilidade, expectativa e prontidão à reação, que se dará a partir dos parâmetros definidos por experiências anteriores. Quando isso se dá, o complexo se revitaliza e se atualiza, aglutinando o resultado desta nova experiência em torno de si. A partir deste mecanismo, o complexo assume uma espécie de magnetismo para vivências semelhantes, que envolvam a mesma temática. &nbsp;A cada repetição, ele se cronifica: ganha mais vigor e, mais robusto, é capaz de atrair novas experiências que o confirmem e o atualizem. (ANTONIOLI, 2024, p. 10)</em></p>
</blockquote>



<h2 id="h-as-seguintes-perguntas-nortearam-a-abertura-deste-texto-por-que-temos-tanta-dificuldade-em-sentir-por-que-somos-condicionados-a-ocultar-nossas-emocoes-e-sentimentos" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">As seguintes perguntas nortearam a abertura deste texto: Por que temos tanta dificuldade em sentir? Por que somos condicionados a ocultar nossas emoções e sentimentos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Talvez o magnetismo do complexo seja uma das razões pelas quais lutamos tão arduamente para evitar encarar o sintoma e trilhar uma estrada diferente da habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Talvez o <em>status quo</em>, caracterizado pela lei do mínimo esforço e pela busca do maior ganho com o menor investimento, ou simplesmente a estabilidade da zona de conforto façam com que o processo de autoconhecimento e autorrealização se torne tão moroso e desafiador.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Talvez a certeza de que tenhamos que tomar decisões que afetarão, direta ou indiretamente, nossas vidas e a vida de outras pessoas nos paralise.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Talvez o medo de nos depararmos com quem realmente somos seja o algoz dessa travessia, ou o medo de que os outros descubram a nossa real natureza, reconhecendo nossas fraquezas e tendências.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Talvez seja um pouco de tudo isso, ou nada disso, o que realmente importa é que precisamos dar voz aos nossos sentimentos e emoções e escutá-los com acolhimento e empatia, pois só assim poderemos nos sentir mais conectados e em harmonia conosco, com o outro e com o universo em que vivemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>E você?</strong></p>



<h2 id="h-voce-tem-escutado-os-seus-sentimentos" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Você tem escutado os seus sentimentos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Boa reflexão!</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/" data-type="link" data-id="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/">Cristiane dos Santos &#8211; Analista Junguiana em formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/" data-type="link" data-id="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/">Dra. Ercília Simone Magaldi &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">ANTONIOLI, Luciana. <em>Os Complexos e o Simbolismo do Adoecimento</em><em>. </em>Curso dePsicossomática, IJEP. São Paulo, 2024. Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUARNIERI, Maria Cristina. <em>Introdução à Psicossomática</em>. Curso de Psicossomática, IJEP. São Paulo, 2024. Apostila de aula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOLLIS, James. <em>A Passagem do Meio:</em> da miséria ao significado na meia-idade. São Paulo: ed. Paulus, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>A Natureza da Psique.</em> 10.ed. Petrópolis: Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______<em>Cartas</em>; tradução Edgar Orth. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.google.com/search?q=sintoma+etimologia&amp;rlz=1C1GCEA_pt">https://www.google.com/search?q=sintoma+etimologia&amp;rlz=1C1GCEA_pt</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ORIGEM DA PALAVRA. <em>Palavra sintoma</em>. 2012. Disponível em: &lt;https://origemdapalavra.com.br/palavras/sintoma/&gt;. Acesso em: 10 ago. 2026.</p>



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