<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos medo - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/medo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/medo/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Nov 2024 14:48:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos medo - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/medo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>VOCÊ TEM MEDO DO QUE?</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/voce-tem-medo-do-que/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patricia Moura Vernalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 14:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=9769</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Onde está  seu medo, aí está sua tarefa”  Jung Resumo: Este artigo sugere breve ampliação a respeito da emoção  complexa e primordial que é o medo. Ele se apresenta sob diversas formas, em diferentes contextos e cenários, mas o foco em questão diz respeito ao medo menos concreto e mais subjetivo, que pode  aparecer como [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/voce-tem-medo-do-que/">VOCÊ TEM MEDO DO QUE?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>“<em>Onde está  seu medo, aí está sua tarefa”</em></strong><em> </em></p><cite><strong>Jung</strong></cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px"><strong>Resumo</strong>: <strong>Este artigo sugere breve</strong> <strong>ampliação a respeito da emoção</strong>  <strong>complexa e primordial que é o medo. Ele se apresenta sob diversas formas, em diferentes contextos e cenários, mas o foco em questão diz respeito ao medo menos concreto e mais subjetivo, que pode  aparecer como o “medo da vida”. Amplia ainda, sob a ótica da Psicologia Analítica, a importância do reconhecimento e aceitação do medo, pois só assim será possível o enfrentamento que possibilita a transformação da jornada, caso  contrário, a presença de uma trajetória marcada por inseguranças é estagnação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O medo é uma emoção complexa, temática relevante na compreensão do desenvolvimento da psique.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Nos dicionários encontramos: “<em>estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">É uma condição inevitável do ser humano, emoção primordial que nos habita desde os primeiros momentos de vida e que também tem a função de preservação.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Chama nossa atenção, quando essa emoção deixa de funcionar como um sistema preventivo e caminha para uma intensidade que pode paralisar o desenvolvimento psíquico. O ser humano sofre com perigos concretos e reais, temendo de forma direta e dirigida alguma situação, pessoas ou objetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neste-artigo-porem-vamos-ampliar-de-forma-breve-o-medo-subjetivo-que-vai-se-instalando-aos-poucos-discreta-e-sorrateiramente-sao-muitos-os-medos-mas-nossa-atencao-tera-como-foco-o-medo-da-vida-e-suas-consequencias" style="font-size:18px">Neste artigo, porém, vamos ampliar de forma breve, o medo subjetivo que vai se instalando aos poucos, discreta e sorrateiramente. São muitos os medos, mas nossa atenção terá como foco: “<strong>o medo da vida</strong>” e suas consequências.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">No contexto clínico não foram poucos os relatos ouvidos tais como: “<em>Eu não era assim, fui ficando diferente; antes era mais espontâneo, agora, me sinto “travado”&#8230;” </em>ou <em>“ &#8230;como&nbsp; as coisas estão difíceis em hoje em dia, não há o que se fazer&#8230;”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Em sua essência, a jornada da vida vem repleta de desafios e incertezas, mas também de oportunidades. A imprevisibilidade de sua natureza pode gerar um sentimento profundo de medo, que muitas vezes se manifesta como uma paralisia frente a rotina diária, mudanças inevitáveis, bem como as expectativas sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O percurso de cada indivíduo, frequentemente é marcado por um sentimento difícil de se ignorar: o medo. De papel crucial na nossa sobrevivência, alertando sobre os perigos e ameaças no entorno, o medo vai além de uma resposta instintiva, moldando nossas relações, nossos comportamentos e até mesmo as decisões mais fundamentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-acreditava-que-o-medo-seria-uma-oportunidade-de-desenvolvimento-e-transformacao-a-partir-de-seu-reconhecimento" style="font-size:18px">Jung acreditava que o medo seria uma oportunidade de desenvolvimento e transformação a partir de seu reconhecimento.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">De forma discreta, aos poucos, o indivíduo pode deixar de fazer coisas simples do dia a dia, ou vai mudando de postura frente a desafios mais complexos, comprometendo desta forma seus relacionamentos e sua produtividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Jung fala muitas vezes sobre o medo em seus escritos, um sintoma, para ele, de um distúrbio originário, principalmente, do conflito entre os opostos: <strong>consciente x inconsciente</strong>, que aparece em fases diferentes do desenvolvimento da personalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Jung (1940) discorre sobre as transições das fases da vida e o desenvolvimento da psique, discutindo sob o caráter numinoso destas mudanças, que podem aparecer muitas vezes de forma aterrorizante. Principalmente se os acontecimentos da vida, não forem esclarecidos sob a luz de dados conscientes e inconscientes, de forma complementar.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>O medo é uma emoção que nos possuí e que mostra indícios de uma adaptação insuficiente.</p><cite> JUNG, 2002</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ele-pode-ser-tanto-um-empecilho-quanto-um-impulso-para-o-crescimento-pessoal-e-a-transformacao-quando-o-compreendemos-melhor-aprendemos-a-navegar-por-suas-complexidades-e-utiliza-los-a-nosso-favor" style="font-size:18px">Ele pode ser tanto um empecilho quanto um impulso para o crescimento pessoal e a transformação. Quando o compreendemos melhor, aprendemos a navegar por suas complexidades e utilizá-los a nosso favor.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">É preciso reconhecer primeiramente, que nos encontramos vulneráveis ou evitativos frente a uma situação ou momento da vida. O ponto de referência pode ser a expressão de uma série de dificuldades que se apresentam, desde resistência, rigidez de pensamento e até mesmo o aparecimento de componentes corporais.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>O medo do mundo interno pode ser muito mais pavoroso que o do mundo externo, principalmente quando negado. É o temido encontro com o inconsciente.</p><cite> JUNG,1986</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Há uma tendência em manter-se seguro, em um estado mental passível de controle e previsão, permanecendo em um estágio mais conhecido, evitando a qualquer custo a ansiedade e o estresse que possam surgir com novas experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">As reviravoltas inesperadas da vida levam a emoções que oscilam entre&nbsp; esperança e o desespero, podendo também levar a uma avassaladora sensação de impotência.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A coragem de mergulhar no mundo interno e se abrir para o autoconhecimento afim de refletir sobre si mesmo, nos aproxima do conflito entre os conteúdos sombrios do inconsciente e a forte resistência do ego.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Enquanto a consciência reprime, o inconsciente revela. Quando as emoções são negadas podem se apresentar das mais diversas formas, desde o aparecimento nos sonhos, inúmeros sintomas de adoecimento, até nos ataques de ansiedade,&nbsp; muitas vezes culminando na famigerada síndrome do pânico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-se-desenvolver-o-individuo-precisa-abrir-mao-do-conforto-da-fase-vivida-para-se-arriscar-rumo-ao-desconhecido-onde-o-caminho-da-vida-e-tornar-se-consciente-incorporando-aspectos-inconscientes" style="font-size:18px">Para se desenvolver, o indivíduo precisa abrir mão do conforto da fase vivida para se arriscar rumo ao desconhecido, onde o caminho da vida é tornar-se consciente, incorporando aspectos inconscientes.</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>E quando o homem não ousa, alguma coisa se rompe no sentido da vida e todo o futuro está condenado a uma mediocridade vã, a um crepúsculo iluminado só por fogos fátuos. </p><cite>JUNG,1986</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Mas o que realmente sustenta esse medo</strong>? Seriam as incessantes demandas da sociedade contemporânea, com seus padrões de beleza e sucesso impostos ou a busca desenfreada por segurança, própria da natureza humana, em um mundo imprevisível?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Tornar-se consciente significa entrar na realidade e perder as ilusões da infância. O adulto aprisionado nesse arquétipo – o do puer aeternus, tem dificuldade para se relacionar e também de trabalhar. (VON FRANZ, 1999)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A realização do potencial pleno do indivíduo vai exigir a transgressão de alguns padrões vigentes, até o momento em que novas necessidades se apresentam. Estes padrões estariam voltados a valores e comportamentos, com maior atenção à esfera familiar e o desligamento dos complexos parentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-kast-1997-o-medo-da-busca-pelo-novo-e-principalmente-a-dificuldade-de-amadurecimento-representam-um-meio-para-continuarem-sobre-eternos-cuidados" style="font-size:18px">Para Kast,(1997), o medo da busca pelo novo e principalmente a dificuldade de amadurecimento, representam um meio para continuarem sobre eternos cuidados.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O trabalho clínico, no processo analítico, coloca luz na autonomia do cliente, reforçando aspectos acalentadores do arquétipo materno, fortalecendo o ego, através da análise do medo e da ansiedade a partir das relações parentais vivenciadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Observamos que o medo pode aparecer como sintoma de algum processo psíquico que necessita ser compreendido, mas chega também, muitas vezes reprimido, na forma de uma queixa latente, disfarçado em dificuldades difíceis de serem identificadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Não aprofundaremos aqui, os relevantes aspectos dos complexos materno e paterno, positivos e negativos, que estão por trás desse medo da vida, porém vale salientar a necessidade de uma diferenciação consciente dessas representações, para que se possa aproveitar ao máximo o potencial criativo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-individuo-que-nao-se-emancipa-desenvolvera-limites-do-eu-inseguros-sua-trajetoria-sera-marcada-por-problemas-que-envolvem-separacao-recomeco-rompimentos-e-novas-tentativas-kast-1997" style="font-size:18px">O indivíduo que não se emancipa, desenvolverá “limites do eu inseguros”, sua trajetória será marcada por problemas que envolvem separação, recomeço, rompimentos e novas tentativas. (KAST,1997)</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Para Jung, o medo revela uma tendência prospectiva da psique, anunciando no desenvolvimento uma nova fase, que pode trazer muitas inseguranças. O apego a uma fase anterior potencializa o medo, e é tarefa do ego se libertar, para haver continuidade no desenvolvimento e amenização do medo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quanto mais o indivíduo e a sociedade encontram-se afastados do self, quanto mais a consciência e o ego se artificializam, maior o medo. O homem civilizado aprendeu a separar a consciência das camadas mais profundas, como forma de controle e quanto mais distante de si-mesmo, mais perdido fica. (JUNG,2014)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A Psicologia Analítica amplia o medo para além da patologia, buscando uma compreensão simbólica. Motivando-nos para a totalidade e não para a perfeição,  que é outro fator gerador de insegurança  e medo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Ficamos por aqui, acalentando a idéia, a imagem, a contrução de um indivíduo que possa se tornar uma entidade completa e autêntica, através de experiências significativas, alinhada com seus valores e crenças. Que ao integrar diferentes aspectos da personalidade, adquira equilíbrio e bem estar emocional. Que possa compreender seu lugar no mundo, explorando ao máximo seu potencial criativo, produzindo, contribuindo e doando. Que sua existência seja motivo de felicidade para o outro e por fim, uma fonte incessante de “amanhãs” para si mesmo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo: VOCÊ TEM MEDO DO QUE?" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/zhcjOwLGW4w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pmoura/">Patrícia Moura Vernalha: Analista em formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/">Analista Didata IJEP: Waldemar Magaldi</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:16px"><strong>REFERÊNCIAS</strong>:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-size:15px">JUNG,C,G. <strong>A Natureza da Psique </strong>O.C 8/1. Petrópolis R.J: Vozes, 2000</li>



<li style="font-size:15px">JUNG, C,G. <strong>Cartas de C.G.Jung</strong>: vol. 1,2 e 3, Petrópolis, RJ: Vozes, 2002</li>



<li style="font-size:15px">KAST, VERENA. <strong>Pais e filhas, mães e filhos: caminhos para a auto identidade a partir dos complexos materno e paterno. </strong>São Paulo, SP- Loyola, 1997</li>



<li style="font-size:15px">VON FRANZ, MARIE LOUISE. <strong>Puer Aeternus, a luta do adulto contra o paraíso da infância. </strong>São Paulo, SP.  Paulista, 1999</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-canais-ijep">Canais IJEP:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite para nos acompanhar no YouTube:&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/channel/UCrbwUrT0W4Tp-swBxAVwX5Q">Canal IJEP – Bem vindos(as)! (youtube.com)</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse nosso site e conheça nossos Cursos e&nbsp;<strong>Pós-Graduações</strong>&nbsp;com&nbsp;<strong>Matrículas Abertas</strong>:&nbsp;<a href="https://www.ijep.com.br/">IJEP | Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Psicossomática</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Psicologia Analítica</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Arteterapia e Expressões Criativas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Promoção especial para o próximo semestre&nbsp;</strong>(março/abril 2025):</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://chk.eduzz.com/801V2KKQ97"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://blog.sudamar.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-9777" style="width:501px;height:auto" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-1024x1024.png 1024w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-300x300.png 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-150x150.png 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-768x768.png 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3-450x450.png 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-3.png 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/voce-tem-medo-do-que/">VOCÊ TEM MEDO DO QUE?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medo como instrumento de realização existencial</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/medo-como-instrumento-de-realizacao-existencial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Balestrini Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Oct 2021 19:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=4705</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assim como outros instintos, o medo tem papel fundamental na adaptação e sobrevivência do indivíduo. Em conjunto com outros três, é um dos instintos básicos que podemos encontrar presentes em todos os seres vivos. Essas formas biológicas padronizadas de comportamento, como se refere Jung aos instintos, estão diretamente conectadas com as necessidades primárias de sobreviver, [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/medo-como-instrumento-de-realizacao-existencial/">Medo como instrumento de realização existencial</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Assim como outros instintos, o medo tem papel fundamental na adaptação e sobrevivência do indivíduo. Em conjunto com outros três, é um dos instintos básicos que podemos encontrar presentes em todos os seres vivos. Essas formas biológicas padronizadas de comportamento, como se refere Jung aos instintos, estão diretamente conectadas com as necessidades primárias de sobreviver, crescer e perpetuar. Sobre essa ideia, Waldemar Magaldi esclarece:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Destas necessidades primordiais é que surgem os instintos. Assim, temos os quatro instintos básicos e primais que estão presentes em todas as formas de vida:&nbsp;<em>instinto do medo,&nbsp;</em>arco reflexo de toda vitalidade;&nbsp;<em>instinto da fome</em>, que permite a sobrevivência, e que garante o crescimento do ser e da sua futura prole; o&nbsp;<em>instinto do labor</em>, luta que contribui para a segurança contra predadores e as adversidades da natureza (…) Finalmente temos o&nbsp;<em>instinto da sexualidade</em>, que é o responsável pela transmissão pelo estoque genético das espécies, garantindo a evolução e a continuidade da própria espécie.” (MAGALDI, 2009 pág. 102)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jung ainda existem na esfera humana dois outros instintos que surgem com a evolução da espécie e estão conectados com o desenvolvimento do cérebro neocortical: o&nbsp;<em>instinto da reflexão&nbsp;</em>&nbsp;e o&nbsp;<em>instinto da criatividade.&nbsp;</em>Apesar de cada um deles merecer ampliação, no presente texto estamos preocupados especificamente com o&nbsp;<em>instinto do medo</em>. Este tem a função principal de garantir nossa sobrevivência fazendo com que o indivíduo evite situações que possam colocar sua própria vida ou a continuidade da espécie em perigo. O medo, portanto, é importante para a adaptação, crescimento e desenvolvimento do indivíduo; dentro do que poderíamos considerar uma dinâmica saudável do funcionamento desse instinto, não encontramos um problema, este aparece sempre nos extremos: medo demais paralisa enquanto medo nenhum faz com que a pessoa coloque a si mesmo e aos outros em situações de risco sem sentido. Então, assim como pode acontecer com os outros instintos, o ser humano pode negar seu valor e sua expressão natural e, rejeitando sua existência como parte importante do processo de estruturação e maturação do ego e da psique como um todo, provocar um acúmulo regressivo da energia psíquica direcionada para esse instinto que poderá se manifestar de maneira extrema em diferentes patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos rituais de passagem dos povos arcaicos o medo tem papel de destaque e precisa ser enfrentado para que aconteça a transformação psicológica que dará base para que o individuo possa enfrentar as novas batalhas e confrontos que surgirão no futuro. Na jornada do herói o medo se manifesta num sentimento que surge de maneira repetida com as situações de perigo que aquele precisa enfrentar; a coragem não é a ausência de medo, mas sim a capacidade de assumir a atitude necessária para a transformação da situação, para se colocar e se impor no conflito buscando alternativas de resolução perante o pavor que a experiência pode causar. O medo tem, portanto, valor importante para o desenvolvimento de uma personalidade capaz de lidar com as situações de confronto que enfrentamos diariamente. Numa sociedade que moralmente tenta negar sua existência através da construção de uma falsa noção de que o ser humano ideal e idealizado não deveria sentir medo, acabamos desenvolvendo pessoas incapazes de lidar com conflitos. Como afirma James Hillman:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“(…) o medo tem um papel principal em todas as cerimônias de iniciação. Em razão da primeira reflexão de nossa cultura sobre a psique ser habitualmente moral, o valor psicológico do medo tende a ser prejudicado, quando não totalmente ocultado em nossas perspectivas.” (HILLMAN, 2015, pág. 51)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como acontece com todos os fenômenos experienciados pelo ser humano ao longo de sua evolução, a psique, numa tentativa de compreender os sentimentos causados pela manifestação desse instinto, criou e continua criando fantasias explicativas expressas em forma de imagens. Podemos chamar esse processo de mitologização, movimento pelo qual a psique cria a realidade construindo narrativas sempre aproximativas daquilo que acreditamos ser a verdade do mundo; mitologizado, o medo aparece personificado. Das narrativas mitológicas gregas podemos tomar como exemplo o personagem&nbsp;<em>Fobos,&nbsp;</em>irmão de&nbsp;<em>Deimos,&nbsp;</em>ambos filhos de&nbsp;<em>Ares,&nbsp;</em>deus da guerra e da violência.&nbsp;<em>Fobos</em>&nbsp;acompanha sempre o pai onde esteja acontecendo batalhas e derramamento de sangue. A etimologia de seu nome vem do verbo&nbsp;<em>phébesthai</em>, que significa “fugir espavoridamente” (BRANDÃO, 2014). A expressão do mito deixa claro que quando essa representação arquetípica irrompe na consciência tomando o indivíduo de assalto, faz com que o mesmo fuja, se esconda e evite o conflito a todo custo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem a transformação da energia instintiva em manifestações arquetípicas através do que Jung chamou de&nbsp;<em>atitude simbólica</em>, processo pelo qual caminhamos na direção da união dos componentes opositores formadores da nossa psique, tornamo-nos indivíduos que vivem aprisionados na primeira esfera, respondendo somente às nossas necessidades conectadas com a dimensão reptiliana da vida; estado no qual lutamos apenas por satisfazer a fome, o sexo e a segurança perante as ameaças do mundo. A conexão com os arquétipos através da expressão criativa da alma é meta para aquele que busca a evolução individual, a ampliação da consciência e a realização do mito do próprio significado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O mergulho na esfera dos instintos, portanto, não conduz à percepção consciente do instinto e sua assimilação, porque a consciência luta até mesmo em pânico contra a ameaça de ser tragada pelo primitivismo e pela inconsciência da esfera dos instintos. Este medo é o eterno objeto do mito do herói e o tema de inúmeros tabus. Quanto mais nos aproximamos do mundo dos instintos, tanto mais violenta é a tendência a nos libertar dele e a arrancar a luz da consciência das trevas dos abismos sufocadores. Psicologicamente, porém, como imagem do instinto, o arquétipo é um alvo espiritual para o qual tende toda a natureza do homem; é o mar em direção ao qual todos os rios percorrem seus acidentados caminhos; é o prêmio que o herói conquista em sua luta com o dragão.” (JUNG, 2011, §415)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo esse processo exige participação ativa do ego que precisa saber lidar com as ideias opositivas do inconsciente. É importante mencionar aqui que a oposição do inconsciente não é contrária à realização do indivíduo como totalidade, pelo contrário, a psique tem como finalidade essa realização, e as forças do inconsciente somente se manifestam de maneira patológica quando o diálogo entre a consciência e os personagens que habitam o inconsciente não é estabelecida, vivida e experimentada dando espaço para a manifestação da Função Transcendente. Então, como dito anteriormente, o ego precisa participar ativamente de todo o processo, tomando decisões, agindo com foco e atenção ao mesmo tempo em que permite que as forças do inconsciente também desempenhem seu papel em toda essa dinâmica. O comportamento do ego, como sempre, precisa ser paradoxal se este quiser permitir a união dos opostos complementares que formam a psique: mesmo com o medo instintivo de perder a liberdade da consciência, ele precisa entregar-se para o processo para que o irracional tenha lugar na criação de novas situações de vida. O ego identificado com a totalidade ou que tenta negar a natureza dos processos inconscientes é empurrado pela regressão da energia psíquica exatamente para a manifestação de forças arquetípicas localizadas na profundidade da psique. Forças essas, muito mais antigas do que nós, que habitam a psique coletiva e podem irromper na consciência levando os indivíduos a comportamentos automatizados disfarçados de ideologias, patologias e dos mais diversos “ismos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Na sociedade contemporânea, onde somos bombardeados desde a infância com a ideia de que não devemos ter medo, negando sua existência ao invés de enfrentá-lo, encontramos uma cultura de jovens e velhos que não evoluem porque não conseguem encarar os conflitos internos que existem enraizados em suas próprias psiques. Os valores morais duvidosos, constituintes da sombra de cada um, são projetados para o mundo objetivo e isso faz com que a guerra que deveria ser travada interna e simbolicamente aconteça no mundo concreto de forma literal. Jung mostra que já enxergava esse fenômeno em seu tempo quando afirma: “Tenho observado que aqueles que mais temem a vida quando jovens, são justamente os que mais têm medo da morte quando envelhecem.” (JUNG, 2011, §797)</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quais são os medos dos dias atuais entre os jovens? De não ser aceito, do futuro, do passado, do presente, do outro e da diversidade que existe em si mesmo que projetada torna-se o medo do outro. De não ter dinheiro, alcançar determinada posição social, de não ser visto ou de ser “cancelado” nas redes sociais. De ser improdutivo do ponto de vista capitalista, de não conseguir consumir. Medo da solidão? Vamos pegar esse último como exemplo do fenômeno que estamos tentando elucidar nessa reflexão: podemos perceber empiricamente que quanto mais o indivíduo entrega-se para o medo da solidão, mais sozinho ele fica. De um lado temos a pessoa que procura inúmeros parceiros o tempo todo e acaba não entregando-se animicamente para ninguém, indivíduos presos numa busca hedonista e desenfreada pelo prazer que serve como anestesia e escudo para que não entrem em contato com as dificuldades que o relacionamento impõe. No outro extremo encontramos aqueles que nunca se envolvem mesmo que apenas concretamente com ninguém pelo medo de serem abandonados. E os velhos? Do que esses têm medo? Talvez de perceber que tenham até agora vivido vidas vazias de sentido e significado; o que não enxergam é que isso ainda é possível, que esse potencial arquetípico pode ser alcançado até o momento da morte, como afirma Jung quando diz que o desenvolvimento da personalidade acontece até o fim da nossa existência terrena. Aqui está o medo da morte citado por Jung no trecho acima; e assim, paralisados, os velhos, assim como os jovens, tornam-se também mortos em vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo em si é legítimo, o problema está na incapacidade humana de entregar-se para as relações com a presença da expressão desse instinto, ou seja, encarar as dúvidas e angustias como uma parte natural da existência humana. Por isso fogem do mundo interior, dos sonhos que revelam a sombra, as falhas e os medos; não conseguem entrar em contato com o material onírico ou imaginal, não ousam embarcar numa viagem para o mundo interior e inferior; acreditam ser melhor ficar com os olhos vidrados nas telas o máximo de tempo possível; sofrer de insônia e anestesiar-se com medicamentos que os empurrem para um sono sem sonhos; evitar as relações conflituosas; projetar o mal e a sombra na figura de líderes extremistas que assumem a posição de depositários das distorções morais e éticas que precisam ser enfrentadas no interior do mundo psíquico individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, trazendo a reflexão para o momento atual, é preciso que enfrentemos nossas sombras, o mal que nos habita e os valores morais duvidosos que existem em nossa psique. Do contrário, através dessas projeções, mesmo sendo portadores de intenções que parecem boas, belas e verdadeiras, estaremos dando força para aqueles que agem de maneira declarada para a manutenção do patriarcado e do capitalismo predatórios correntes em nossa sociedade e cultura. O antônimo da vida é o medo patológico e, se não tivermos coragem para ousar, discutir e confrontar o mal que existe em cada de um de nós, para que a partir daí possamos lutar contra o mal manifesto no mundo concreto, chegaremos no fim de nossas vidas para perceber que talvez não tenhamos vivido de verdade, porque ficamos ocupados em fugir do medo com atitudes alienantes, obcessivas e compulsivas, ou na ilusão de afugentá-lo na busca do poder, igualmente obcessivo e compulsivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O espírito do Mal é o medo, a proibição, o antagonista que se opõe à vida que almeja duração eterna assim como toda ação isolada, que instila no corpo o veneno da fraqueza e da idade através de traiçoeira picada de serpente; ele é toda tendência ao retrocesso, que ameaça fixar-se na mãe, bem como dissolver e extinguir o inconsciente. Para o indivíduo heroico o medo é um desafio e uma missão, pois só a audácia pode libertar do medo. E quando o homem não ousa, alguma coisa se rompe no sentido da vida e todo o futuro está condenado a uma mediocridade vã, a um crepúsculo iluminado só por fogos-fátuos.” (JUNG, 2018, §551)</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Balestrini &#8211; Membro Didata em Formação do IJEP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analista Didata &#8211; Waldemar Magaldi</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagem: The Felling of Becoming, Salvador Dali; 1930. Disponível em WikiArte pode ser usado para propósitos educacionais e de divulgação científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências</p>



<p class="wp-block-paragraph">BRANDÃO,&nbsp;J.&nbsp;<strong>Dicion</strong><strong>á</strong><strong>rio M</strong><strong>í</strong><strong>tico Etimol</strong><strong>ó</strong><strong>gico</strong>. Petrópolis. Vozes, 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">HILMMAN, J.&nbsp;<strong>Pã e o pesadelo</strong>. São Paulo: Paulus, 2015</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G.&nbsp;<strong>Sí</strong><strong>mbolos da transformação vol. 5</strong>.&nbsp; Editora Vozes Limitada, 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G.&nbsp;<strong>A natureza da psique vol 8/2.</strong>&nbsp; Editora Vozes Limitada, 2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, W.&nbsp;<strong>Dinheiro, sa</strong><strong>ú</strong><strong>de e sagrado</strong>. São Paulo: Eleva Cultural, 2009</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MEDO COMO INSTRUMENTO DE REALIZAÇÃO EXISTENCIAL" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/B-vIdL-Bvrw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h4 class="wp-block-heading" id="h-jose-balestrini"><strong><em>José Balestrini&nbsp;</em></strong></h4>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/medo-como-instrumento-de-realizacao-existencial/">Medo como instrumento de realização existencial</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
