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	<title>Arquivos transsexual - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos transsexual - Blog IJEP</title>
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		<title>Identidade de Gênero e a Alma</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/identidade-de-genero-e-a-alma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2022 03:19:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Heteronormatividade e a negação da diversidade de orientações sexuais e referencias de gênero. </p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/identidade-de-genero-e-a-alma/">Identidade de Gênero e a Alma</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Numa discussão recente a respeito de atendimentos psicoterapêuticos, fomos brindados com a exposição de um caso de uma jovem de 20 anos que estava queixosa por ter tido que terminar seu relacionamento com um colega. Ela tinha grande atração por ele, mas o achava um &#8220;careta&#8221;, porque ele queria transformar a relação deles para de ficante, fixo e fiel! Ou seja, aquilo que antigamente chamávamos de namoro sério.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando começamos a buscar melhor compreensão da queixa, chegamos ao cerne do sofrimento, a moça tem fortes convicções de se manter identificada com a&nbsp;pansexualidade, surpreendendo-nos inclusive com um discurso de que ela é até partidária do sexo incestuoso, afirmando que se &#8220;rolar&#8221; desejo e atração bilateral entre mãe e filha ou filho, pai e filha ou filho, e entre irmãos, hétero ou homossexualmente, qual o problema?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa exposição nos leva a refletir a respeito dessa imensa diversidade de identificação sexual. Creio que já temos catalogadas 69 possibilidades de tipos de orientação sexual e sexualidade, quando são combinados a identidade sexual mentalmente reconhecida e aceita, a atração sexual, a forma de expressão e a condição fisiológica de cada indivíduo, que agora pode ser modificada por intervenções cirúrgicas e químicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o que tudo isso significa? Será que existe alguma razão para que essa diversidade, atualmente, esteja tão evidenciada, despertando ativistas de todas as crenças, validando ou negando a ideologia de gênero e todas as demais teorias, geralmente influenciadas pela identificação de seu idealizador e seguidores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parece que essa realidade vem confirmar a teoria de Freud, de que o princípio do prazer, via sexualidade, é a base fundante de todas as motivações humanas! Isso nos coloca numa condição de absoluto hedonismo, onde o corpo e o ego viram referências absolutas e dominantes. Já a alma, coitada, fica num plano secundário, a meu ver, tentando se expressar nos inúmeros sintomas psiquiátricos e todos os demais, que são psicossomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra possibilidade de compreensão desse quadro seria considerar que estamos tratando do contrário do prazer, isto é, de um processo de alienação da propriocepção corporal. Desse modo, a performance substitui a vivência, reiterando essa cisão entre corpo e alma. Neste caso, o corpo passa a ser apenas um laboratório alheio de toda e qualquer experiência, que não pertence à essência do ser. Este pode sofrer qualquer tipo de estímulo, independentemente de estar atrelado à dor ou ao prazer, inclusive justificando a crescente onda de automutilação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspectiva da analise junguiana, vamos em busca do simbólico, restabelecendo a capacidade imaginativa e toda sua potencialidade curativa. Isso se faz no sentido de promover a integralidade do ser, contribuindo para diminuir essa triste realidade, onde o literal passou a ser a única condição aceita!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, precisamos refletir simbolicamente qual o significado e o sentido desse momento para a natureza anímica da humanidade, onde o ego está absolutamente encantado pela imagem da persona materialista, idealizada e projetada nas redes sociais. Nesse contexto ele atua como senhor absoluto sobre o corpo e o princípio de prazer ou alívio do desprazer imediato e, não raro, inconsequente. Por isso, temos tantas meninas de 13 anos grávidas, sem saber quem é o pai, porque a concepção aconteceu no bonde do baile funk, ou em qualquer tipo de balada!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso desafio é tirarmos a primazia da imagem superficial, para que a alma possa assumir seu lugar de centro direcionador da vida. E, assim, diminuir a exuberância da perspectiva unilateral e materialista. Arquétipos e instintos são a priori. Já o gênero é biológico, pois vem de gene. Tanto que só existem duas possibilidades genéticas em função dos cromossomos: XY, para o masculino (Yang), e XX, para o feminino (Ying). Cada um destes princípios confere características únicas e universais para formas, cores, sons, texturas, cheiros e sabores. Salvo, obviamente, exceções raras e que possuem condições aberrantes e patológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se faz com a identidade, atração e comportamento sexual é outra questão e, salvaguardando a pressão sócio cultural deste hedonismo e supervalorização do prazer corporal, não são opções. Tratam-se, na verdade, de condições anímicas, na forma de um imperativo da alma sobre o corpo. Por isso mesmo, qualquer forma de expressão deve ser respeitada, acolhida e amada, desde que não seja promiscua, abusiva e invasiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estamos dominados pelo pensamento binário e excludente, sofremos as consequências do conflito entre a ideologia de gênero. Esta acredita na ausência de sexo a priori, afirmando que ele vai surgindo como resultado de construções culturais e sociais. Do outro lado, a ciência biológica, reduz tudo ao gene, eliminando as influências culturais e sociais, chegando a negar a epigenética, isto é, a influência da crença na expressão genética. Para superarmos essa crise, precisamos encontrar o caminho do meio, aquele vai integrar a polaridade, por meio da função transcendente. A alma habita o corpo e vive na sociedade e é ela que deve ser valorizada, respeitada e aceita, independentemente da forma de expressão criativa que cada um assuma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos resgatar a relação com a alma e valorizar a condição única, complexa e criativa de cada ser humano. Tratar o ser integral, ajudando-o a ingressar conscientemente no processo de individuação. Ao invés de ficarmos tentando catalogar e definir sua identidade, atração e atitude sexual, patologizando ou engessando-o num estereótipo qualquer, onde sua característica peculiar passe a ser mais importante do que sua alma.&nbsp;A alma é perene, hospede transitória de matérias orgânicas compostas em organismos que são finitos e decompostos, apesar de animar o corpo. Acho que a dimensão genética do gênero do organismo hospedeiro, apesar de influencia-la na sua experiência existencial, não é preponderante, porque alma não tem gênero!&nbsp;Evidenciar a matéria é uma ilusão transitória. A Psique é a informação que permanece na forma de energia. Esta sim, de forma perene!</p>



<p class="wp-block-paragraph">*WALDEMAR MAGALDI FILHO. Psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: &#8220;Dinheiro, Saúde e Sagrado&#8221;, Ed. Eleva Cultural, coordenador dos cursos de especialização em Psicologia Junguiana, Psicossomática, Arteterapia e Expressões Criativas do IJEP (www.ijep.com.br), oferecidos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Identidade de gênero e a alma*, texto de Waldemar Magaldi, analista junguiano do IJEP.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Waldemar Magaldi Filho &#8211; 15/06/2019</em></strong></h4>



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