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	<title>Arquivos Epigenética - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Wed, 27 Sep 2023 16:30:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Epigenética - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Reflexões sobre o Amadurecimento Feminino</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/amadurecimento-feminino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Michella Paula Cechinel Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 12:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Epigenética]]></category>
		<category><![CDATA[Metanoia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[#saúde]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente artigo trás reflexões sobre algumas dificuldades encontradas pelas mulheres no seu processo de amadurecimento.<br />
As mudanças corporais são visíveis diante do espelho, como rugas, melasma, flacidez, perda de colágeno e massa muscular, além de desgaste nas articulações e coluna, osteoporose, menopausa, queda da vitalidade, entre outros.<br />
As mudanças também ocorrem no mundo interno e somos<br />
convidadas a olhar aspectos mais inconscientes, guardados nas sombras. O que antes cabia como personas e atitudes, talvez já não caiba mais nessa etapa o que traz reflexões sobre o futuro.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/amadurecimento-feminino/">Reflexões sobre o Amadurecimento Feminino</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Como amadurecer de modo saudável?</em> </strong>A imagem pessoal e corporal é construída desde antes de nascermos, quando estamos imersos no inconsciente materno. Jung nos fala que <strong>não nascemos como uma página em branco</strong>, como muitos pensam, e faz sentido sua fala quando olhamos para os reflexos e instintos já existentes no bebê desde seu nascimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Soma-se a isso estudos em epigenética que vão ao encontro da teoria junguiana e falam sobre a influência do meio sobre a genética humana. Os genes que nos constituem podem ser ligados ou desligados conforme as circunstâncias e a nossa necessidade de adaptação, o que nos leva a pensar que o envelhecimento também pode ser modificado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jung em suas obras fala sobre a <strong>metanoia</strong>, que seria o entardecer da vida, quando cruzamos o pico de nossas vidas e começamos uma curva descendente, em rumo ao envelhecimento e a morte. Complexos estão atuando nessa fase da vida, que chamamos de segunda metade, e que tem se tornado cada vez mais tardia com o prolongamento da expectativa de vida. <strong>A meia vida que ocorria aos 35 anos, hoje ocorre entre 40 e 45 anos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-amadurecimento-da-mulher">Amadurecimento da mulher</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O amadurecer para mulher representa o cessar do período reprodutivo chamado<strong> menopausa</strong>, promovendo muitas alterações físicas e psíquicas, com diversos sintomas, como calores ou fogachos, alterações bruscas de humor, melancolia, alterações hormonais que levam a ressecamentos do corpo e mucosas, perda acentuada de massa muscular, aumento do risco cardiovascular e assim por diante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na realidade, o amadurecimento, processo natural da vida biológica, pode ser encarado de maneiras muito distintas. Desde a aceitação e aprendizado até uma paralisação em comportamentos infantilizados (complexo de <em>puella</em>)*.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando simbolicamente os hormônios produzidos pelas mulheres, podemos depreender que o comportamento mais maternal pode ser relacionado à progesterona, o comportamento mais sensual com o estrogênio e o comportamento testosterônico mais sexual. Muitas mulheres que na juventude tinham um padrão de comportamento mais sensual, podem buscar na metanoia um padrão mais maternal; e vice-versa. É um período de mudança de paradigmas, revisão de comportamentos e vivências; com grande possibilidade de guinadas de vida, em diferentes aspectos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-envelhecimento-x-sonho-de-imortalidade">Envelhecimento x Sonho de imortalidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um grande volume de produtos com objetivo de retardar o envelhecimento aquecem o mercado: cosméticos anti-idade, massagens, procedimentos, polivitamínicos, tratamentos hormonais, intervenções cirúrgicas e estéticas, entre outros. E ao final, quem lucra mais? As companhias e profissionais de saúde, ou aqueles que se endividam para consumir um <strong>sonho de se tornar imortal</strong>. Observamos um enfoque no combate ao envelhecimento como algo que precisa ser derrotado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chopra (1994, p. 10) questiona o paradigma do envelhecimento criado pela humanidade. O amadurecer é vivenciado de acordo com a crença coletiva que nos condiciona. Se acreditamos que envelhecer é sinônimo de adoecimento e decrepitude, essa será a vivência que teremos. Entretanto, corpo e alma são parte do mesmo ser, um proporciona as relações objetivas com o mundo, e o outro proporciona vivências subjetivas, como os pensamentos, sentimentos e desejos. Se mudarmos nossa percepção, mudaremos nossa experiência com o corpo e com o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maturidade pode vir associada ao adoecimento físico e psíquico, embora não haja idade para isso. O que ocorre é o aumento ou predisposição ao adoecimento em decorrência das relações estabelecidas com o mundo externo (trabalho, comportamento social, familiar, autocuidado, influências do meio ambiente etc.), e com o mundo interno (desenvolvimento intelectual, cultural, psíquico e emocional).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-corpo-fisico-e-envelhecimento">Corpo físico e envelhecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A nível celular, as coisas que nos trouxeram sofrimentos ou alegrias estão presentes. E mesmo situações estressantes, que já foram esquecidas, deixam marcas e reações, que constituem o que somos (CHOPRA, 1994, p. 24).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Ramos</strong>: “a doença orgânica é uma reação do organismo, uma compensação, com a finalidade de levar o indivíduo a integrar o reprimido, religar o ego ao seu eixo com o Self”  (2018, p. 73). Por seu turno, conforme  <strong>Dahlke</strong> : “os sintomas são manifestações da sombra muito acessíveis devido ao fato de terem emergido das profundezas da alma para a superfície do mundo corpóreo, tornando-se assim excepcionais indicadores do caminho da perfeição.” (2007, p. 19)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, a sombra constitui-se de conteúdos inconscientes que muitas vezes não queremos olhar, e quando somatizamos esses conteúdos em nossos corpos, ocorre uma espécie de desvio de energia, pois ficamos presos às dificuldades físicas e poupamos a energia necessária para aproximarmo-nos da sombra em questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o adoecimento entra em nossa jornada para nos ajustar, trazer oportunidades de aprendizado, mas não descartamos os resultados das práticas de saúde incorporadas durante a vida, como exercícios físicos, alimentação equilibrada e regularidade de sono.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-autocuidado-e-essencial-para-termos-uma-boa-saude-o-processo-de-amadurecer">O autocuidado é essencial para termos uma boa saúde: o processo de amadurecer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se acreditamos que a vida não vale muito, é pesada, um sacrifício, o corpo entenderá o recado e pode trazer retorno às crenças que possuímos. Se acreditamos que a vida deve ser vivida, com alegria e leveza, a energia psíquica se apresenta de outra forma. Crenças e valores auxiliam na construção ou desconstrução que eu possa vir a experienciar, se considerar que somos energia e informação, como as pesquisas em física quântica vem evidenciando. A epigenética é uma área em franco crescimento, que estuda as influências externas ao ambiente celular e genético. A modulação gênica é complexa e influenciada pelo meio e a forma que vivemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Georg Grodeck </strong>apud<strong> Dahlke</strong> (2007, p. 292): “<em>a torrente de comprimidos coloridos que serve de prevenção à cinzenta velhice hoje em dia mostra que a medicina moderna concebe os sinais de velhice como sintomas de uma doença digna de ser combatida</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É interessante essa unilateralidade da nossa época, com fixação na juventude e, ao mesmo tempo, com envelhecimento de boa parte dos países. Os impactos desse envelhecimento populacional em termos socioeconômicos podem ser metrificados. Contudo, <strong>os impactos no inconsciente não podem ser medidos de forma direta, mas sentidos pelo consciente como afetos ou incômodos, intuições, sonhos ou sentimentos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coletivamente, nas sociedades ocidentais, o que se propaga sobre a mulher mais madura? Podemos resumir em uma palavra: perfeição. <strong>A mulher madura precisa se manter jovem e atraente, ser bem-sucedida, independente, ter filhos bem-educados, um marido e u</strong>ma <strong>casa, um corpo atlético, andar muito bem</strong> <strong>vestida e ser reconhecida pela comunidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que essa é a busca para todas as mulheres? Ou podemos ter chamados diferentes? Poderíamos dizer que é exigido que a mulher madura atinja o ápice de uma heroína, a <strong>mulher maravilha</strong>, que luta incansavelmente sem quebrar nenhuma unha.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-sintomas-que-surgem-no-amadurecimento-feminino">Sintomas que surgem no Amadurecimento Feminino</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, desejar é uma coisa, obter é outra. Alguns sintomas podem surgir com o avanço da idade, como a osteoporose ou descalcificação dos ossos. É como se o próprio corpo pedisse um outro ritmo de vida, com mudança de enfoque. O aparecimento de barba (pelos no rosto das mulheres) após a menopausa pode ser um sinal de que precisamos dar atenção ao polo masculino. Com a queda dos hormônios femininos, aspectos masculinos podem vir à tona, indicando que o animus deve se realizar em planos mais sutis, como o espiritual, por exemplo (DAHLKE, 2007).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros sintomas físicos podem ser vivenciados com o amadurecimento. Simbolizando essa necessidade premente de conexão com o mundo interno, como a presbiopia, o desgaste das articulações do corpo, a surdez e a mudança da pele (Melasma, rugas e flacidez). O mal de Alzheimer, com incidência entre 50 e 60 anos, acomete principalmente as mulheres. E por fim, a crise da meia-idade, muito comum, reflete um desacerto ou descompasso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento em que a pessoa deveria harmonizar sua criança interna com a sabedoria alcançada ao longo da vida, o que vemos com certa frequência é uma regressão ou infantilidade. Uma recusa por visualizar outras camadas, mais sutis, interiores – as sombras e luzes ignoradas até o momento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-autocuidado-e-busca-de-sentido-no-envelhecimento-sadio">Autocuidado e busca de Sentido no envelhecimento sadio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Reitero que o objetivo desse artigo não é estimular o desleixo e falta de cuidado com o corpo e com a saúde. Ao contrário disso, nós mulheres podemos envelhecer sim, com dignidade, respeito aos nossos limites e desejos, com autocuidado, amorosidade e aceitação. É importante vivermos com saúde e bem-estar físico, financeiro, psíquico e espiritual. Entretanto, podemos encontrar espaços para reflexões sobre as exigências feitas pela sociedade de consumo vigente ou feitas por nós mesmas. O que estamos nos impondo? É algo realmente nosso ou vem de fora, de um lugar mais coletivo? E para quê ou para quem? Estamos felizes assim?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>James Hollis</strong> (1995) trata da busca de sentido para a vida e das transformações pelas quais somos levados nessa fase (a famosa crise dos quarenta). As projeções em relacionamentos com o outro perdem força e podemos entrar em contato com conteúdos inconscientes, num convite para a conexão com o Si Mesmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meia idade é um período de muitas mudanças – físicas, psíquicas, na vida profissional ou nos relacionamentos. Mas, acima de tudo, é uma fase de amadurecimento e que podemos nos questionar sobre o que foi vivido até ali, e a quem pertence, pois muitas de nós vive a vida não vivida dos pais, compensando questões familiares.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-e-o-meio-da-vida">Jung e o meio da vida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Jung (2013, p. 351), fala que ao nos aproximarmos do meio da existência, com atitudes pessoais e posição social mais estabelecidas, cresce em nós o sentimento de haver descoberto o verdadeiro curso da vida, princípios e ideais de comportamento, o que nos leva a ficar presos a eles.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-sao-muitos-os-aspectos-da-vida-que-poderiam-ser-vividos-e-jazem-depositados-nas-sombras-do-inconsciente">São muitos os aspectos da vida que poderiam ser vividos e jazem depositados nas sombras do inconsciente.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ao atingirmos o ponto mais alto de nossa vida, entramos em outro movimento, de descida, e os princípios que antes faziam sentido, podem começar a endurecer, levando ao fanatismo, intolerância, ou a sensação de insegurança. É muito comum a projeção em ameaças externas nessa fase, afastando o indivíduo de olhar os conteúdos que estão pedindo licença para emergir.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-large is-style-modern has-small-font-size"><blockquote><p>“Todos os distúrbios neuróticos da idade adulta têm em comum o fato de quererem prolongar a psicologia da fase juvenil para além do limiar da idade do siso.”</p><cite><em>JUNG, 2013, p. 352</em></cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ele menciona que entramos totalmente despreparados na segunda metade da vida, com a falsa suposição que nossas verdades e ideais continuarão como antes. Não podemos viver a tarde de nossa vida com a programação da manhã” (JUNG, 2013, p. 355).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nesse momento, o que chamamos de<strong> crise da meia idade</strong> vem à tona. É, em suma, um chamado para o contato com o mundo interno, para olhar outras questões, como a espiritualidade, os potenciais criativos deixados de lado. Esse período de transformação do meio da vida, Jung chamou de metanoia.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-busca-pela-eterna-juventude">A busca pela eterna juventude</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O conto da <strong>Branca de Neve</strong> representa bem essa ideia de resistência ao amadurecimento. A madrasta, que chega na meia idade, fica rivalizando com a enteada jovem e bonita (Branca de Neve), competindo com sua juventude. Sua dificuldade em aceitar as mudanças vindas com o tempo fica evidente nos diálogos que ela tem com o espelho, ou sua imagem. E a trama mostra que a projeção na enteada, fruto de sua insatisfação consigo mesma, leva a um caminho desastroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desconexão do eixo ego-self e o medo do envelhecimento a paralisa em um comportamento, o complexo de <em>puella </em>ganha força, uma obsessividade em matar a jovem donzela externa ao invés de deixar morrer as demandas da primeira fase da vida, impedindo-a de viver com leveza e plenitude seu processo de amadurecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que clama por atenção é a identificação com o masculino. Ao longo da vida, muitas mulheres se afastaram do feminino mais profundo, lidando com as questões da rotina, se identificando com a energia do pai ou masculina. Essa energia mais masculina normalmente é exigida pelo mundo do trabalho e fazem sentido quando estamos construindo nossas vidas. Contudo, depois dos 40 anos estamos mais estabelecidas e uma sensação de ausência ou vazio começa a despontar. Essa fase convida para reconexão com as forças da grande Mãe, como fonte de energia, possibilidades, criatividade, viabilizando novos projetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-arquetipo-da-meia-idade">O arquétipo da meia-idade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Brewi &amp; Brennan (2004, p. 10-11), a meia-idade é tão arquetípica como a gestação, a crise da adolescência, a transição e a morte. As três perspectivas arquetípicas da espiritualidade na meia-idade compõem-se de: a <strong>Sombra</strong>, a <strong>Criança</strong> e a <strong>Sabedoria</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sombra representa as experiências não vividas ou desconhecidas, ora assustadoras, ora estimulantes. É um momento de confronto entre a vida não vivida por nós e aquela que de fato aconteceu. A Criança nos lembra de nossa capacidade de admiração e contemplação: é a Sábia Mulher Velha em potencial. A conexão com a criança divina proporciona leveza, humor e flexibilidade. Por final,a Sabedoria nos permite lidar com as ambiguidades e paradoxos em busca de unidade e integração das dualidades. A Sabedoria é nossa capacidade de discernimento e compreensão.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-etapas-de-transicao">Etapas de transição</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso ciclo humano é constituído de nascimentos e mortes. A transição da meia-idade não é somente uma movimentação da juventude para a meia-idade. Ela é a retirada da energia psíquica de tarefas, objetivos e valores que eram importantes na primeira metade da vida. Essa etapa nos chama para uma jornada interna, para a aventura de integração de conteúdos inconscientes da psique com a consciência. O processo de integração e completude deve fluir na segunda metade da vida, nos preparando para o processo de morte e nosso quarto e último nascimento. O nascimento em direção à vida eterna (Brewi &amp; Brenan, 2004, p. 41-42).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mulher que consegue superar as etapas da jornada, se reconectando com o feminino, olhando para suas sombras e acolhendo-as, se aproxima de Sofia ou a sabedoria. E Sofia nos mostra que temos o sagrado e profano em nós, somos paradoxais, e com essa consciência, seremos capazes de escolher o que faz sentido dali para frente, e aquilo que já pode ser deixado de lado. O processo de autoconhecimento é contínuo, havendo a possibilidade de alcançarmos outros patamares do estado de consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>E a cada mergulho e retomada que somos capazes de fazer, um novo conteúdo pode ser adicionado ou revisitado. Essa é a beleza da vida, a eterna capacidade de crescimento humano, seja individualmente, seja de forma coletiva.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/michellacechinel/">Michella Paula Cechinel Reis</a> &#8211; Mestre e analista em formação pelo IJEP</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/simonemagaldi/">Ercília Simone Magaldi</a> – Doutora e membro didata do IJEP</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><a>Referências</a></h2>



<p class="wp-block-paragraph">BREWI, J.; BRENNAN, A. <em>Arquétipos junguianos</em>: a espiritualidade na meia-idade. São Paulo: Ed. Madras, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHOPRA, D. Corpo sem idade, mente sem fronteiras: a alternativa quântica para o envelhecimento. Tradução Haroldo Netto. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DAHLKE, R. <em>A doença como linguagem da alma</em>: os sintomas como oportunidades de desenvolvimento. São Paulo, Cultrix, 2007, pág. 292-317.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOLLIS, James. <em>A passagem do meio</em>: da miséria ao significado da meia idade. São Paulo: Paulus, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>A natureza da psique</em>: a dinâmica do inconsciente. 10 ed. Petrópolis, Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, D.G. <em>A psique do corpo</em>: a dimensão simbólica da doença. 6 ed. São Paulo: Sumus, 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Contribuição da Epigenética na Psicossomática</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/contribuicao-da-epigenetica-na-psicossomatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lia Romano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 13:18:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Epigenética]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[epigenética]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicossomática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mente que se abre a uma nova ideia&#160;jamais voltará ao seu tamanho original. Albert Einstein&#160; Uma das áreas mais pesquisadas na atualidade demonstra como os estímulos ambientais, os fatores estressantes e os pensamentos/ sentimentos vivenciados por uma pessoa interferem no binômio saúde-doença. Esta área é a Epigenética, o estudo dos mecanismos moleculares através dos [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">A mente que se abre a uma nova ideia&nbsp;jamais voltará ao seu tamanho original. Albert Einstein&nbsp;</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das áreas mais pesquisadas na atualidade demonstra como os estímulos ambientais, os fatores estressantes e os pensamentos/ sentimentos vivenciados por uma pessoa interferem no binômio saúde-doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta área é a <strong>Epigenética</strong>, o estudo dos mecanismos moleculares através dos quais os&nbsp;fatores psicossociais controlam a expressão dos genes, ligando ou desligando sua manifestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fatores epigenéticos não alteram a fita de DNA (a herança genética continua a mesma), mas promovem alterações na expressão genética, que são transmitidas através das gerações como uma herança <strong>epigenética</strong>, mas que podem ser&nbsp;revertidas&nbsp;por outros estímulos psicossociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os genes e suas funções</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender esses mecanismos relatados, cabe uma recordação sumária sobre os genes e suas funções. Caso sinta que esta parte é entediante passe para o próximo item, que vai elucidar os fatores psicossociais envolvidos na <strong>Epigenética</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada célula humana é composta de membrana celular, citoplasma e núcleo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A&nbsp;membrana&nbsp;celular promove a comunicação do meio intracelular com o extracelular, que são as células vizinhas e o tecido de preenchimento entre elas.</li>



<li>O&nbsp;citoplasma&nbsp;contém várias organelas que são estruturas funcionais equivalentes aos sistemas orgânicos e suas respectivas funções: nervoso, digestório, respiratório, excretório, muscular, esquelético e circulatório.</li>



<li>O&nbsp;núcleo&nbsp;contém 23 pares de cromossomos com o material genético que orienta a produção das proteínas. Algumas são enzimas, outras são transportadoras de elementos e substâncias essenciais, outras são os elementos estruturais dos órgãos, como se fossem seus tijolos.</li>



<li>Os&nbsp;cromossomos&nbsp;são formados por dois compostos: o DNA e as proteínas chamadas de histonas. Isto é muito importante porque a fita de DNA é extremamente longa e não caberia dentro do núcleo se não estivesse enrolada ao redor das histonas, numa estrutura que lembra um carretel e a linha enrolada no mesmo, sendo a linha a fita de DNA e o carretel a histona. Existem ao longo da fita de DNA vários ¨carreteis¨ que são os lugares onde a fita está mais compactada. Nessas regiões mais compactadas a expressão gênica está inibida e quando a expressão gênica está ativada, a região desse gene está desenrolada. É assim que ocorre o desligar e o ligar dos genes.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.ijep.com.br/admin/jscripts/tiny_mce3/plugins/ajaxfilemanager/upload_files/2.png" alt=""/></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li>A&nbsp;molécula de DNA&nbsp;tem duas fitas que se enrolam formando uma dupla hélice, com os seguintes elementos:</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Um&nbsp;açúcar&nbsp;(Dexoribose) está ligado a outro açúcar por moléculas de&nbsp;fosfato&nbsp;formando a espinha dorsal da molécula de DNA (uma das fitas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Cada açúcar de uma fita está ligado a uma&nbsp;base&nbsp;(que pode ser&nbsp;Adenina,&nbsp;Citosina,&nbsp;Guanina ou&nbsp;Timina), sendo que cada base de uma fita se liga à base da outra fita, como se fossem os degraus de uma escada unindo cada haste lateral. Existem quatro possibilidades de ¨degraus¨:&nbsp;A-T,&nbsp;T-A,&nbsp;C-G,&nbsp;G-C.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da replicação do DNA, cópias de cada gene são fornecidas a todas as células de um organismo, da mesma forma como às gerações seguintes.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>RNA mensageiro&nbsp;é uma cópia do DNA com uma só fita (transcrição&nbsp;do DNA em RNA), diferindo do DNA, pois seu açúcar é a ribose e no lugar da base Timina existe a&nbsp;Uracila.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As proteínas são geradas pela&nbsp;tradução&nbsp;da mensagem da sequência de bases, escolhendo os aminoácidos que se unem para formar as proteínas, pois cada proteína tem sua própria sequência de aminoácidos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>As&nbsp;proteínas&nbsp;são os principais agentes fisiológicos no interior das células, pois estão ligadas às diferentes funções exercidas pelos tecidos do organismo. Os genes influenciam nossos traços característicos através das proteínas que são construídas a partir deles.</li>



<li>Cada&nbsp;gene&nbsp;é formado por dois componentes: uma&nbsp;sequência codificadora&nbsp;de proteínas&nbsp;e um&nbsp;painel de controle, que é a região reguladora em que se ligam outras proteínas e algumas substâncias (como o grupo metila), para inibir ou promover a produção de novas proteínas. Em outras palavras, os fatores epigenéticos ligam ou desligam a expressão gênica. Lembrando que cada célula do organismo contém DNA com todos os genes, mas apenas expressa um subconjunto específico de seus genes, de acordo com suas funções.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mecanismos epigenéticos</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem algumas formas de regulação <strong>epigenética</strong> que podem ocorrer da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;&nbsp;metilação do DNA: um grupo metila (-CH3) se une ao DNA inibindo a atividade daquela região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;&nbsp;modificações das histonas: metilação, acetilação, fosforilação. Podem inibir ou ativar a expressão gênica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;&nbsp;ação dos microRNAs: que inibem a formação da proteína, ou seja, inibem a expressão do gene.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta perspectiva <strong>epigenética</strong> os genes atuam durante a síntese proteica, que vai atuar sobre os genes. Assim, os genes têm duas faces, uma voltada para fora (produção de proteínas) e outra voltada para dentro (o ambiente citoplasmático influencia na regulação gênica). Portanto, os genes são a um só tempo instrutores e instruídos, diretores e dirigidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São muitos os fatores psicossociais envolvidos nos mecanismos epigenéticos. Pode-se citar: o estresse em todas as suas modalidades (psicológica, biológica, física, química, social), hábitos e vícios, atividade física, alimentação, e outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; As interações psicossociais como mecanismo importante de regulação gênica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para elucidar como os fatores psicossociais atuam é interessante descrever algumas pesquisas e alguns relatos científicos que exemplificam claramente o tema que está sendo abordado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas substâncias agem mimetizando os estrógenos, como o bisfenol (usado na fabricação das garrafas de plástico), alguns fungicidas e herbicidas. Os genes podem ser marcados por essas substâncias e levarem a falhas no desenvolvimento de células, com incidência aumentada de câncer de próstata, doenças renais e anormalidades nos testículos (produção de espermatozoides defeituosos e queda da fertilidade).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram realizados experimentos em ratos expostos ao fungicida Vinclozolin, que mostraram espermatozoides defeituosos e queda da fertilidade quando adultos. O uso desse fungicida causou&nbsp;efeito transgeracional,&nbsp;pois seus filhotes do sexo masculino também apresentaram os mesmos problemas, sem que tivesse havido exposição ao fungicida. O mesmo se repetiu na terceira e quarta geração, lembrando que não houve alteração do DNA, somente ocorreu alteração na expressão dos genes e subsequentes eventos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em gêmeos idênticos que nasceram com uma doença genética chamada Síndrome de Kallmann (em que há mutação do DNA, com alteração do desenvolvimento sexual e redução do olfato) houve uma surpreendente ocorrência. Quando se esperava que ambos apresentassem os mesmos sintomas, já que possuíam a mesma carga genética, estes se manifestaram de forma diferente em cada um dos gêmeos: ambos tiveram redução no olfato, mas num deles o desenvolvimento sexual foi adequado, mostrando que&nbsp;mecanismos epigenéticos inibiram ou reduziram a atividade do gene mutante, corroborando com a abordagem <strong>psicossomática</strong>, que enfatiza a maneira individual que cada ser humano interage com o&nbsp; ambiente sócio-econômico-cultural que está inserido, &nbsp;com as experiências vivenciadas na suas relações familiares e com suas primeiras experiências de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos realizados em cérebros de pessoas que cometeram suicídio encontraram uma associação entre maior metilação da região do gene que sintetiza RNA ribossômico e história de negligência e/ou abuso identificada no perfil psicopatológico do indivíduo. A metilação impede a síntese proteica,</p>



<p class="wp-block-paragraph">interferindo na expressão de genes na região do hipocampo (estrutura associada à impulsividade), fato que resulta em menores volumes dessa região. A redução do hipocampo em crianças vítimas de maus-tratos já era conhecida, mas esses estudos ajudam na compreensão do fenômeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe elucidar que estudos da Neurociência evidenciaram que as conexões neurais podem ser modificadas pelas experiências vivenciadas pelos indivíduos, o que é chamada de plasticidade cerebral.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As sinapses químicas são modificadas na parte funcional, aumentando ou reduzindo sua efetividade.&nbsp;E também podem sofrer&nbsp;alterações anatômicas, inclusive com redução do número de sinapses preexistentes ou mesmo do crescimento de novas conexões. É essa plasticidade funcional dos neurônios que caracteriza cada um de nós como seres individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa com ratos e seus filhotes mostraram respostas diferentes ao estresse:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Filhotes retirados do ninho materno por longos períodos foram recebidos pela mãe como estranhos, e não recebiam lambidas: tornaram-se estressados por toda vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Filhotes retirados por curtos períodos, manipulados com cuidado por humanos, receberam lambidas com vigor: a reação ao estresse se mostrou reduzida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Filhotes criados por mães mais dedicadas a lambê-los demonstraram uma redução da reação ao estresse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Filhotes retirados de uma mãe má lambedora e misturados à ninhada de uma boa lambedora, tiveram reação ao estresse mais semelhante aos filhotes da boa lambedora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que os animais lambidos tornaram-se adultos mais tranquilos, porque o&nbsp;amor materno alterou os níveis de metilação&nbsp;no gene do receptor de glicocorticoides nas regiões do hipocampo, alterando assim a regulação dos níveis de hormônio do estresse durante a vida adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao câncer a <strong>Epigenética</strong> tem uma perspectiva inovadora. A desmetilação (perda de um grupo metila -CH3) provoca um aumento na expressão dos oncogenes, e o desligamento de histonas do DNA provoca um aumento na atividade desses genes, ambas levando a uma proliferação celular desenfreada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer decorre de uma interação intercelular rompida, ou seja, o microambiente apresenta uma perturbação nas interações intercelulares normais. A matriz extracelular é um dos meios principais pelos quais as células interagem umas com as outras, tanto no desenvolvimento adequado, quanto no câncer. A perturbação altera o ambiente interno das células, que resulta na hipometilação e outras mudanças <strong>epigenética</strong>s.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um carcinógeno é algo que altera a regulação <strong>epigenética</strong> e como os processos são reversíveis, ao contrário das genéticas, existem inúmeras implicações terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O foco do tratamento do câncer deveria estar mais atento a ajudar a população de células normais a lidar com o problema. O que é o contrário do que se vê no arsenal quimioterápico e radiológico dos tratamentos vigentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta breve exposição sobre a <strong>Epigenética</strong>, fica claro que não são os genes os responsáveis pela saúde/ doença, mas sim o que cada um de nós faz com suas emoções, memórias, expectativas positivas ou negativas, com suas imaginações e fantasias, com as relações internas e externas, com suas crenças, com sua espiritualidade, com seu ambiente sócio-econômico-cultural, com sua interação familiar e profissional, com sua relação corporal, ou seja, com todos os fatores psicossociais envolvidos desde nossa concepção e mesmo antes dela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Psicossomática</strong> enfatiza a inter-relação entre o sistema nervoso, o sistema endócrino e o imunológico numa troca de informações ininterrupta para manutenção do equilíbrio do soma e da psique, além da promoção de sistemas adaptativos para manter o organismo estável frente às mais diversas situações desestabilizantes, do ponto de vista físico, psíquico, social e espiritual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As intervenções <strong>epigenética</strong>s podem ser realizadas por meio da psicoterapia, da meditação, da espiritualidade, da mudança de crenças, dos hábitos alimentares saudáveis, dos exercícios físicos regulares, enfim, de qualquer situação que possa ser terapêutica, no sentido de proporcionar alteração do mal sentir/ mal pensar/ mal agir, uma vez que essas abordagens podem reverter as marcações <strong>epigenética</strong>s existentes, interferindo na saúde/ doença pessoal, além de atuar minimizando ou impedindo a repetição dos padrões familiares que permeiam muitas gerações de indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências</p>



<p class="wp-block-paragraph">FRANCIS, Richard C,&nbsp;Epigenética. Como a ciência está revolucionando o que sabemos sobre hereditariedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HAMILTON, David R.&nbsp;Mente e emoções. O poder do pensamento sobre a matéria e sua influência para o bem-estar do nosso corpo. São Paulo: Cultrix, 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KANDEL, Eric R, SCHWARTZ, James H, SIEGELBAUM, Steven A, HUDSPETH, A. J. Princípios de neurociências. 5 ed. Porto Alegre: AMGH Editora Ltda, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIPTON, Bruce H.&nbsp;A biologia da crença. Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres. São Paulo: Editora Butterfly, 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ROSSI, Ernest. Psychosocial genomics: gene expression, neurogenesis and human experience in mind-body medicine,&nbsp;Advances, 18(2), p. 22-30, 2002.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WANG, S. BARTOLOME, J. SCHANBERG, S. Heonatal deprivation of maternal touch may suppress ornithine descarboxylase via downregulation of the protooncogenes c-myc and max.&nbsp;J. Neuroscience, 16 (2), p. 836-842, 1996.</p>



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