IJEP ACADÊMICO

Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

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O presente ensaio busca relacionar a psicologia analítica apresentada por Carl Gustav Jung e os ensinamentos contidos no novo testamento, base da religião cristã. A ideia de confrontar essas duas áreas do conhecimento humano veio da reflexão de que o principal ensinamento pregado por Jesus Cristo foi o amor ao próximo, que tem como consequência uma melhor convivência entre os seres humanos, sendo essa também uma consequência do processo de individuação, principal meta humana segundo a teoria de Carl Gustav Jung.

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Neste artigo proponho uma ampliação simbólica do princípio taoísta conhecido como Wu Wei. De maneira reduzida, a expressão é comumente traduzida como “não ação”, mas veremos que essa explicação, apesar de não estar errada, é insuficiente para englobar o princípio psicológico que ela trás. C. G. Jung utilizou essa mesma expressão em vários momentos de sua obra depois de entrar em contato com essa ideia no texto taoísta O segredo da flor de ouro, por isso, para estudiosos da obra junguiana, é importante dar atenção ao tema.

Teoria Junguiana

O texto alerta novos estudantes da psicologia analítica sobre a figura crescente do pseudomístico junguiano — aquele que transforma Jung em profeta, a clínica em culto e o símbolo em fetiche. Enquanto o verdadeiro místico, no sentido clássico, aceita o mistério e suporta o numinoso, o pseudomístico vulgariza o termo, reduzindo a experiência simbólica a espiritualismo fácil e revelações instantâneas. Em vez do rigor metodológico defendido por Jung e da dialética necessária à clínica, entrega-se à inflação espiritual. Vende arquétipos como amuletos, prescreve mandalas como talismãs e confunde autoridade analítica com poder mediúnico. O ensaio aponta que a psicologia analítica não é religião, e que o maior risco do analista é tornar-se mágico do inconsciente — seduzido por certezas, respostas prontas e protagonismo espiritual — esquecendo que a psique não se abre a quem a idolatra, mas a quem a pensa com humildade, rigor e dúvida.

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O que é arte?  O dicionário Houaiss utiliza-se de vinte e duas acepções vernaculares para tentar aclarar o conceito de arte, uma delas é: “produção consciente de obras, formas ou objetos, voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana”. Embora de definição complexa, principalmente na contemporaneidade, fato é que o homem sempre se expressou através da arte. Vários filósofos já decantaram seu amor e prestígio por ela. Arthur Schopenhauer via na arte, na compaixão e no ascetismo as únicas saídas do homem para a miséria da vida e sua falta de sentido. Nietzsche e Sartre, claramente influenciados por aquele filósofo, também vislumbravam na arte a possibilidade de penetração mais profunda na alma humana, produzindo subjetividades que salvariam o homem do enquadramento rasteiro e massificado da vida. Freud citava os poetas que, segundo ele, podiam traduzir o intraduzível; penetrar enigmas que a consciência só de longe se aproximava; trazer à luz compreensões e profundidades psicológicas só acessíveis à poesia.