IJEP ACADÊMICO
Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.
Este artigo busca analisar os elos entre os acontecimentos ligados à crise hídrica em tempos de emergência climática e a experiência tão humana e profunda de aridez e sede, aprofundando os paradigmas do combate à seca e da convivência com o Semiárido na psique individual e coletiva, à luz das reflexões da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.
Mais lidos do mês
Professores do IJEP
Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.
Selecionados da semana
Antigos manuscritos alquímicos ainda tem muito a nos ensinar, dentre as diferentes lições que eles nos deixam, podemos aprender com a atitude dos alquimistas frente ao seu trabalho, sua obra, o opus alchymicum. Aprendemos com os alquimistas como podemos olhar para nossos conteúdos e comportamentos com profunda curiosidade e dedicação, nos colocando, dessa forma, na posição de questionar, por exemplo, opiniões formadas e pouco flexíveis, nos abrindo a novas possibilidades e formas de viver, mantendo o fluxo vivo do “dissolve e coagula”.
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O povo japonês é admirado por um lado pela sua disciplina, determinação e por muitos comportamentos que refletem um conceito de cidadania e uma preocupação com o outro que nos espantam. Quem não se lembra de como chamou a nossa atenção os torcedores japoneses recolhendo o lixo nos estádios nos…
Teoria Junguiana
Este artigo propõe uma reflexão acerca dos tipos psicológicos e do abuso de poder na clínica a partir de uma leitura de O Alienista, de Machado de Assis. Mediante a interpretação do personagem Simão Bacamarte como expressão do tipo pensamento extrovertido, discute-se a identificação unilateral do ego com a função principal e seus desdobramentos éticos e clínicos. O texto articula contribuições de Carl Gustav Jung, Marie-Louise von Franz, Daryl Sharp e Adolf Guggenbühl-Craig para refletir sobre o problema tipológico, a função inferior, a sombra e os riscos inerentes à posição de autoridade do analista. Conclui-se pela necessidade de uma postura crítica, dialógica e autorreflexiva, capaz de sustentar a tensão entre tipologia e singularidade, evitando reducionismos e favorecendo uma escuta ética e transformadora.
Como somos capazes de nos acostumar com o intolerável? Neste ensaio, guiado pela psicologia de Carl Gustav Jung e pelo impacto do filme A Voz de Hind Rajab, reflito sobre as raízes psicológicas da barbárie em Gaza. O texto investiga como projetamos nossas sombras no outro e faz um chamado necessário: precisamos despertar da nossa letargia ética e resgatar a empatia antes que a perda da humanidade se torne a nossa rotina.
A reflexão sobre a sincronicidade…
Este artigo aborda a questão do ator como porta-voz do inconsciente coletivo, à luz da Psicologia junguiana, da filosofia de Nietzsche e de alguns teóricos do teatro.
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Minha intenção, com o termo: “Marionetes do Self”, é possibilitar aos analisandos, por meio deste recurso expressivo e criativo, a conscientização da existência do inconsciente, e dos vários “personagens” que habitam nele, muitas vezes interferindo naquilo que imaginamos ser a nossa realidade. Vale lembrar que 80% dos indivíduos nem sabem da existência do inconsciente, e de sua importância e influência no destino humano. Infelizmente, a maioria que o reconhece, tem a ilusão pretensiosa de controla-lo, com técnicas comportamentais e ou racionais. Acredito que grande parte da nossa atuação “consciente” acontece de forma automática, repetitiva e irrefletida, porque os conteúdos inconscientes, como complexos, sombra, condicionamentos, entre outros, são expressos por meio do Self, que é o verdadeiro marionetista ou titereiro, que domina os vários personagens, fantoches, autômatos ou marionetes, muitas vezes representados por imagens arquetípicas unilaterais, com movimentos e vozes próprias, anárquicas, independentes, conflituosas e autônomas, atuando com liberdade e revelia, deixando o Ego absolutamente rendido.
