IJEP ACADÊMICO
Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.
1. Pendahuluan 2. Tinjauan Pustaka 3. Metodologi Penelitian 4. Analisis dan Temuan (Hipotetis) 5. Kesimpulan…
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Professores do IJEP
Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.
Selecionados da semana
Este ensaio aborda a sociedade contemporânea a partir do conceito de “sociedade do cansaço”, de Byung-Chul Han, marcada pelo excesso de desempenho e pela perda da interioridade. Analisa o impacto desse cenário no aumento dos adoecimentos psíquicos e na ausência de uma vida contemplativa. Nesse contexto, apresenta-se a direção espiritual como prática de escuta e acompanhamento individual. Além disso, apresenta a análise junguiana como processo dialético de autoconhecimento e individuação.
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Nestes tempos de ultra conexão virtual, o “lastro” de uma pessoa pode ser mensurado pelos números de likes e acúmulos de seguidores nas redes sociais. Numa espécie de narcisismo marcado pela ansiedade, algumas pessoas são impulsionadas a uma ávida corrida rumo ao desejo de reconhecimento e apreço.
Este texto nos traz uma reflexão de que a comunicação puramente online pode nos segregar do mundo e de nós mesmos, pois a convivência entre os avatares da rede dificilmente permite intimidade entre as pessoas reais por trás dos teclados.
A urgência em acumular seguidores e likes fez com que as relações ficassem artificiais e instantâneas, deixando os vínculos e a intimidade fugazes e sem ressonância de alma.
Intimidade está entrelaçada ao sentimento, emoção, proximidade. Se não conseguimos manter um elo de intimidade conosco, como conseguiremos manter com o outro?
Teoria Junguiana
Este artigo aborda a questão do ator como porta-voz do inconsciente coletivo, à luz da Psicologia junguiana, da filosofia de Nietzsche e de alguns teóricos do teatro.
A Psicossomática considera o indivíduo como um ser biopsicosocioespiritual, ou seja, sua parte psíquica, física e espiritual, interagem dentro de um ambiente socioeconômico-cultural e que o adoecimento é um desequilíbrio que acontece quando existe um conflito da consciência com o inconsciente. Com esse olhar holístico, ela vai em busca do sentido dos sintomas, que são um sinal de desordem.
Quais seriam essas desordens na psique do alcoolista?
Qual seria a razão desse desejo irresistível em beber?
O que leva uma pessoa a chegar ao fundo do poço e mesmo assim querer continuar a beber?
Podemos pensar simbolicamente que a alma que não se embriaga com a vida, necessita embriagar-se com o álcool? Boa leitura!
O presente artigo analisa a contribuição de Nise da Silveira para a psiquiatria brasileira a partir do referencial da Psicologia Analítica, enfatizando o conceito de afeto catalisador como operador clínico, ético e político. A autora introduziu uma ruptura radical com práticas psiquiátricas coercitivas, ao reconhecer a expressão simbólica e imagética como linguagem legítima do inconsciente, especialmente em quadros psicóticos. O texto discute a centralidade do vínculo, do ambiente afetivo e da criatividade como fundamentos do cuidado em saúde mental, relacionando-os ao processo histórico da Reforma Psiquiátrica brasileira. Por fim, problematiza-se o atual cenário de reorientação e fragilização das políticas públicas de saúde mental, compreendido por diversos autores como um processo de desmonte do modelo psicossocial, apontando os riscos de uma retomada de práticas manicomiais incompatíveis com o legado de Nise da Silveira.
Na obra de Carl Gustav Jung, a elegância não se configura como um conceito técnico, estético ou como um arquétipo específico. Ainda assim, o tema encontra-se de forma implícita e transversal em seus escritos, podendo ser compreendido como expressão da totalidade e da harmonia psíquica, intimamente relacionada ao processo de individuação. Nesse sentido, a elegância articula-se com conceitos fundamentais da psicologia analítica, tais como individuação, persona, sombra, e Self, bem como com o funcionamento dos tipos e funções psicológicas. Este ensaio propõe-se a ampliar a reflexão sobre a elegância no pensar, no sentir e no agir, tal como se manifesta na vida cotidiana, estabelecendo conexões com a teoria junguiana.
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“(…) é algo de grande e misterioso o que designamos por ‘personalidade(…)” (JUNG, 2013a, §312)
Este artigo apresenta uma reflexão inspirada no texto traduzido como “Da formação da personalidade” publicado no Volume VII da Obras completas de C.G. Jung. (JUNG, 2013a, p.178)
A narrativa, de forma interessante, não começa definindo ou conceituando o que se quer dizer com “personalidade”, mas enfatizando sua importância através de um verso de Goethe. Segue afirmando uma “opinião” de quão forte são os desejos de desenvolver a totalidade do ser humano – “à qual se dá o nome de personalidade” (JUNG, 2013a, p.178) itálico do autor. “Se dá o nome” não é a mesma coisa do que dizer que é! Ou seja, pode-se entender que Jung aproxima-se do tema falando dos discursos sobre este e não afirmando positivamente sua literalidade.
