quarta-feira, fevereiro 25

IJEP ACADÊMICO

Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

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A crença de que a função paterna depende da presença de um homem ainda orienta discursos sobre família e desenvolvimento, embora não encontre sustentação psicológica. Com base em Jung, o ensaio argumenta que esta função é simbólica: um princípio de direção, limite e abertura ao mundo que pode ser vivido por qualquer pessoa cuidadora. Examina-se como a psique projeta o arquétipo do Pai sobre quem oferece presença e orientação, e como a experiência concreta — não o gênero — organiza o complexo paterno. A história de Crisóstomo, em O Filho de Mil Homens, mostra que o mundo, o trabalho e os encontros também podem desempenhar essa função. Por fim, o texto convida a ampliar o olhar: mais do que uma figura, trata-se de reconhecer as muitas formas pelas quais a vida pode sustentar a formação da criança.

Professores do IJEP

Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.

Selecionados da semana

Antigos manuscritos alquímicos ainda tem muito a nos ensinar, dentre as diferentes lições que eles nos deixam, podemos aprender com a atitude dos alquimistas frente ao seu trabalho, sua obra, o opus alchymicum. Aprendemos com os alquimistas como podemos olhar para nossos conteúdos e comportamentos com profunda curiosidade e dedicação, nos colocando, dessa forma, na posição de questionar, por exemplo, opiniões formadas e pouco flexíveis, nos abrindo a novas possibilidades e formas de viver, mantendo o fluxo vivo do “dissolve e coagula”.

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Falamos de sonhos, fantasias, imaginação, de vôos, de jornada, de margem, fogo, paixão, de homens e mulheres, de comunidades utópicas, relações, amizades, de criatividade e de Ser. Essas idéias, símbolos e modos de ser representam meu renascimento para a vida. Esse círculo sagrado que nos abarca hoje simboliza a nova…

Teoria Junguiana

O presente ensaio busca relacionar a psicologia analítica apresentada por Carl Gustav Jung e os ensinamentos contidos no novo testamento, base da religião cristã. A ideia de confrontar essas duas áreas do conhecimento humano veio da reflexão de que o principal ensinamento pregado por Jesus Cristo foi o amor ao próximo, que tem como consequência uma melhor convivência entre os seres humanos, sendo essa também uma consequência do processo de individuação, principal meta humana segundo a teoria de Carl Gustav Jung.

Ainda que não tenhamos uma estatística formal, a percepção tácita indica que cada vez mais pessoas de diversas formações pessoais e profissionais têm se interessado pelas ideias junguianas, seja para atuarem como terapeutas/analistas, seja para aplicarem sua psicologia em áreas de pesquisas eminentemente das humanas, tais como Comunicação, Ciências da Religião, Administração e outras. Entram nesse grupo também os entusiastas das terapias holísticas (barras de access, florais de bach, aromaterapia etc.) e práticas mânticas (tarot, astrologia, “arquétipo-terapeutas” e outras).

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O presente trabalho discute a força que exercem sobre as pessoas os padrões ou imagens arquetípicas coletivas e como pode a consciência lidar com elas. Para tanto, no contexto da psicologia analítica são revistos e comentados conceitos como os de arquétipo, complexo, consciência e psicologia de massa, e processos como a contaminação psíquica, a função transcendente e o processo de individuação; são apresentados exemplos. É então, desenvolvida uma discussão sobre o tema, abrangendo a importância do desenvolvimento ético da personalidade humana e da nossa disponibilidade para a transformação.