IJEP ACADÊMICO
Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.
Uma Leitura Junguiana da Evolução do Boato RESUMO: Este artigo propõe uma articulação inédita entre…
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Professores do IJEP
Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.
Selecionados da semana
Aprender a ouvir — mas não com os ouvidos que filtram, classificam e arquivam. Ouvir com aquele órgão que não tem nome nos manuais, mas que os antigos chamavam de kardia, o coração-pensante. O terapeuta que ouve de verdade não está buscando o que encaixar no DSM-V ou CID; está buscando o que emerge entre as palavras, no intervalo, no suspiro que antecede a confissão, no silêncio que grita.
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Omulu ou Obaluaê são os nomes do orixá do Candomblé que é o senhor da peste, da varíola, das doenças infectocontagiosas, das epidemias. É o conhecedor dos mistérios da doença, assim como de sua cura. Este orixá se apresenta usando uma roupa feita de palha que lhe cobre da cabeça aos pés para esconder suas cicatrizes. Este artigo pretende correlacionar o mito de Omulu ao arquétipo do curador ferido, que se constela em cada médico, terapeuta, ou profissional da saúde que se dedique ao cuidado do paciente.
Teoria Junguiana
O presente trabalho percebe a cidade contemporânea como um espaço desanimado pelo racionalismo absoluto do “meio-dia de Apolo”, que transformou a urbe em um cenário de espetáculo e desempenho. Diante do risco da enantiodromia — a irrupção caótica e violenta do irracional reprimido —, o ensaio defende a aisthesis como caminho para resgatar a anima mundi, devolvendo a alma ao mundo através da capacidade de notar e sentir a interioridade das coisas.
Este ensaio propõe uma leitura simbólica da violência masculina na adolescência a partir da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, das ampliações realizadas por Marie-Louise von Franz em O Asno de Ouro e da compreensão de Bernard Lievegoed acerca das fases da vida. Discute-se a adolescência como um momento crítico da constituição da consciência, marcado pela separação psíquica em relação ao mundo infantil, pela emergência da sexualidade e pela busca de pertencimento e identidade. Von Franz aprofunda essa reflexão ao descrever determinadas manifestações de brutalidade juvenil como expressões de uma masculinidade imatura e impulsiva, associada a formas degradadas de passagem para o mundo adulto. Em diálogo com essas formulações, Lievegoed compreende a adolescência como o grande despertar da realidade, período marcado pela busca de sentido e lugar no mundo. O ensaio propõe compreender determinadas formas contemporâneas de violência juvenil como expressões de falhas na elaboração simbólica da entrada na vida adulta.
Apoiado na perspectiva da psicologia analítica, este ensaio propõe uma reflexão sobre a evolução da vida e da consciência humana, destacando que, apesar dos avanços civilizatórios, permanecemos intimamente conectados a dimensão coletiva da psique. O artigo discorre sobre como a diferenciação dos pares de opostos, unidos originalmente no pleroma, é condição fundamental para o surgimento da individualidade, da consciência e do próprio desenvolvimento psíquico e da vida. Nesse sentido, a tensão entre polaridades não deve ser eliminada ou rechaçada, mas sustentada como um campo criativo e autorregulador, capaz de promover transformação e ampliação da consciência através de uma compreensão mais integrada da existência. Assim, uma importante tarefa evolutiva do ser humano consiste em evitar as fixações unilaterais, mantendo o diálogo entre opostos e resgatando a conexão com a unidade essencial que sustenta e integra toda a vida.
O sofrimento é inerente à condição humana e neste ensaio nos questionamos o que, tendo como base a teoria junguiana, poderia amparar indivíduos que atravessam sofrimentos intensos. Partimos do livro bíblico de Jó para fazer essa análise, sobre o qual Carl Gustav Jung destacou a relação entre o humano e o divino, enfatizando a presença de aspectos sombrios na própria imagem de Deus. No presente artigo, procuraremos olhar a história a partir de outro ponto de vista do funcionamento da psique, buscando compreender o que pode ter dado sustentação para que o personagem não sucumbisse diante de tantas provações. Para tanto, recorremos ao princípio de Eros, concebido como amor primordial, enquanto fundamento deste amparo psíquico.
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Complexa é a humanidade e complexos são os relacionamentos afetivos…
