IJEP ACADÊMICO

Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

Pesquisar

Este texto é um convite a refletir sobre os desafios e as possibilidades da segunda metade da vida. A partir de Jung, James Hollis e Santo Agostinho, proponho pensar sobre a crise da meia-idade, o tempo, o envelhecimento e a necessidade de reorientar a alma. Mais do que uma fase de perdas, esse período pode ser uma oportunidade de ressignificar a vida, abandonar o que já não faz sentido e aprender a estar mais presente no tempo que nos é dado.

Professores do IJEP

Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.

Selecionados da semana

A supervisão ocupa um lugar fundamental na formação e na prática do analista junguiano, oferecendo um espaço de reflexão, aprendizado e amadurecimento clínico. Neste texto, exploramos a figura do Mentor como metáfora para o papel do supervisor, aquele que orienta sem substituir e favorece o desenvolvimento da autoridade interior do supervisionando. Em contraponto, o mito de Pigmalião nos alerta para os riscos de uma supervisão atravessada pelo narcisismo, na qual o supervisor tenta moldar o outro à sua própria imagem. Entre esses dois polos, propomos pensar a supervisão como um espaço ético de troca, no qual conhecimento, experiência e singularidade podem se encontrar para favorecer o florescimento de cada analista.

Veja mais

Poderia o transtorno depressivo ser reimaginado como a dominação unilateral de um conjunto de sistema de valores que, em cisão e reação de oposição e embate, produzem o que surge como sintomas? 
Através da narrativa Junguiana a noção de doença mental (psicopatologia) pode ser revista como o momento em que se configura a dominação unilateral de um padrão arquetípico que, em complexos, torna-se governo interior tirânico e com grande intensidade se coloca em oposição e embate contra manifestações diversas. Os complexos dominantes viveriam os elementos em cisão como inimigos a serem combatidos, o que constelaria todos os mecanismos automáticos de defesa e fariam com que estas manifestações surgissem como sintomas. 
Pode-se partir da descrição do episódio depressivo no X Código Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (CID-10 OMS , 1993) em que este é apresentado como:
“Em episódios depressivos típicos, (…) o indivíduo usual¬mente sofre de humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida levando a uma fatigabilidade aumentada e atividade diminuída. Cansaço marcante após esforços apenas leves é comum (…)” (CID-10 OMS, 1993, p.117)

Teoria Junguiana

Um ensaio que encontra com Miss Miller para além dos prognósticos simbólicos de Jung no seu livro Símbolos da Transformação. Com base na pesquisa do historiador Sonu Shamdasani, procuro compreender a voz dela com a perspectiva de uma mulher do meu tempo.

Este artigo tem como objetivo apresentar como o avanço da inteligência artificial (IA), sobretudo a IA generativa, tem transformado as formas de relacionamento humano. Em uma sociedade hiperconectada e orientada por dados, emergem novas formas de vínculo afetivo entre humanos e sistemas artificiais, como chatbots e assistentes digitais. A partir de um panorama contemporâneo, este artigo articula conceitos relacionados à inteligência artificial, IA generativa, engenharia de prompts e interfaces virtuais conversacionais com uma leitura fundamentada na psicologia analítica, perspectiva que contribui para compreender as conexões entre humanos e modelos de IA. Mais do que interpretar tais relações como meramente tecnológicas, trata-se de reconhecê-las como fenômenos psíquicos nos quais conteúdos inconscientes são mobilizados, projetados e, por vezes, intensificados. São abordados conceitos como inflação do ego, anima, animus e sombra, bem como uma leitura simbólica à luz do mito de Narciso e Eco.

O presente trabalho percebe a cidade contemporânea como um espaço desanimado pelo racionalismo absoluto do “meio-dia de Apolo”, que transformou a urbe em um cenário de espetáculo e desempenho. Diante do risco da enantiodromia — a irrupção caótica e violenta do irracional reprimido —, o ensaio defende a aisthesis como caminho para resgatar a anima mundi, devolvendo a alma ao mundo através da capacidade de notar e sentir a interioridade das coisas.

Este ensaio propõe uma leitura simbólica da violência masculina na adolescência a partir da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, das ampliações realizadas por Marie-Louise von Franz em O Asno de Ouro e da compreensão de Bernard Lievegoed acerca das fases da vida. Discute-se a adolescência como um momento crítico da constituição da consciência, marcado pela separação psíquica em relação ao mundo infantil, pela emergência da sexualidade e pela busca de pertencimento e identidade. Von Franz aprofunda essa reflexão ao descrever determinadas manifestações de brutalidade juvenil como expressões de uma masculinidade imatura e impulsiva, associada a formas degradadas de passagem para o mundo adulto. Em diálogo com essas formulações, Lievegoed compreende a adolescência como o grande despertar da realidade, período marcado pela busca de sentido e lugar no mundo. O ensaio propõe compreender determinadas formas contemporâneas de violência juvenil como expressões de falhas na elaboração simbólica da entrada na vida adulta.

Continue lendo

Você vê apenas o que está à sua frente? A Sensação vê o fato. A Intuição vê a possibilidade. Carl Jung nos ensinou que, sem a intuição, vivemos presos na “prisão do óbvio”. Neste artigo, desvendamos como a Intuição serviu de instrumento para a construção da teoria de Jung e como podemos e devemos utilizá-la para alinhar nossas decisões com nosso verdadeiro destino. Liberte-se da ditadura do concreto.