IJEP ACADÊMICO

Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

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Este artigo propõe uma reflexão, sobre as chamadas “conversas difíceis”, compreendidas aqui como diálogos que mobilizam conteúdos inconscientes e ameaçam a imagem consciente que o sujeito sustenta de si mesmo. A partir dos conceitos de complexo, sombra e ampliação da consciência de Carl Gustav Jung, discute-se a dificuldade contemporânea de sustentar conflitos, diferenças e tensões relacionais. O texto aborda ainda o papel do outro como espelho psíquico e a importância da reflexão como possibilidade de elaboração simbólica dos afetos mobilizados nas relações humanas. Conclui-se que as conversas difíceis, embora frequentemente evitadas, podem constituir importantes oportunidades de transformação psíquica e desenvolvimento da consciência.

Professores do IJEP

Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.

Selecionados da semana

Antigos manuscritos alquímicos ainda tem muito a nos ensinar, dentre as diferentes lições que eles nos deixam, podemos aprender com a atitude dos alquimistas frente ao seu trabalho, sua obra, o opus alchymicum. Aprendemos com os alquimistas como podemos olhar para nossos conteúdos e comportamentos com profunda curiosidade e dedicação, nos colocando, dessa forma, na posição de questionar, por exemplo, opiniões formadas e pouco flexíveis, nos abrindo a novas possibilidades e formas de viver, mantendo o fluxo vivo do “dissolve e coagula”.

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DAC é a doença que produz uma variedade enorme de sintomas que vão desde a adicção de substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas, usadas como drogas, passando por distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia, hiperfagia ou ortorexia, e comportamentais, com oneomaia, que é compulsão pelas compras, vigorexia, da busca de vigor, vicio em jogos, indivíduos workaholic, parafilias sexuais, entre outras manias compulsórias que interditam a liberdade dos doentes (atualmente já existem mais de cem classificações psiquiátricas, mas todas possuem o mesmo núcleo, que é a ferida do amor próprio).

Teoria Junguiana

O sofrimento é inerente à condição humana e neste ensaio nos questionamos o que, tendo como base a teoria junguiana, poderia amparar indivíduos que atravessam sofrimentos intensos. Partimos do livro bíblico de Jó para fazer essa análise, sobre o qual Carl Gustav Jung destacou a relação entre o humano e o divino, enfatizando a presença de aspectos sombrios na própria imagem de Deus. No presente artigo, procuraremos olhar a história a partir de outro ponto de vista do funcionamento da psique, buscando compreender o que pode ter dado sustentação para que o personagem não sucumbisse diante de tantas provações. Para tanto, recorremos ao princípio de Eros, concebido como amor primordial, enquanto fundamento deste amparo psíquico.

Este artigo tem como objetivo provocar uma reflexão sobre os efeitos da atuação da sombra, como complexo, na vida do indivíduo e sua consequente influência em processos de adoecimento. O adoecimento surge como uma forma simbólica da psique manifestar aspectos inconscientes que pedem reconhecimento e integração. O quanto menos reconhecemos as mensagens do inconsciente, mais força e energia o complexo acumula e os sintomas e doenças surgem, como tentativa de uma autorregularão psíquica. O autoconhecimento para compreensão do indivíduo, de suas motivações inconscientes e de suas decisões de vida são um caminho para uma adaptação saudável a um mundo cada vez mais adoecido.

ste ensaio propõe um percurso simbólico pelas imagens do filme As Pontes de Madison de 1995, tecendo reflexões sobre a paradoxal condição humana em sua relação com as forças arquetípicas, a partir da psicologia de Carl Gustav Jung. Um encontro de cada indivíduo com a alma que passa, necessariamente, pelo encontro com o outro.

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Este artigo aborda o quanto que a maioria dos psiquiatrias estão submetidos aos interesses desta medicina da sociedade de consumo abandonando, cada vez mais, a alma para louvarem os psicofármacos, estimulando o consumo exagerado de medicamentos psicotrópicos para “normatizar” a atividade mental, o comportamento e a percepção dos seus pacientes!