IJEP ACADÊMICO
Ensaios, Artigos e Produções Acadêmicas
dos membros didatas e membros analistas
do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.
O presente artigo propõe uma aproximação entre o processo analítico e a construção de uma ética amorosa por meio do confronto com a sombra individual. A partir dos textos de Jung, hooks e Neumann, conclui-se que o envolvimento do indivíduo em seu processo de autoconhecimento favorece uma atitude de alteridade, promovendo uma prática relacional mais amorosa e justa.
Professores do IJEP
A velhice é um tema demasiado evitado por boa parte das pessoas. O medo do envelhecimento é uma sombra que paira sobre a sociedade contemporânea, profundamente enraizado em valores culturais…
Selecionados da semana
A senda da psicoterapia analítica junguiana é, com todo o…
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Este artigo apresenta uma reflexão inspirada no texto traduzido como “Da formação da personalidade” publicado no Volume VII da Obras completas de C.G. Jung. (JUNG, 2013a, p.178)
Teoria Junguiana
Ainda que não tenhamos uma estatística formal, a percepção tácita indica que cada vez mais pessoas de diversas formações pessoais e profissionais têm se interessado pelas ideias junguianas, seja para atuarem como terapeutas/analistas, seja para aplicarem sua psicologia em áreas de pesquisas eminentemente das humanas, tais como Comunicação, Ciências da Religião, Administração e outras. Entram nesse grupo também os entusiastas das terapias holísticas (barras de access, florais de bach, aromaterapia etc.) e práticas mânticas (tarot, astrologia, “arquétipo-terapeutas” e outras).
Resumo: Este artigo propõe uma…
O presente artigo busca refletir sobre a dinâmica de construção da relação da mulher (ou de uma consciência identificada com aspectos do feminino) com o arquétipo do animus, buscando visualizar como este se manifesta nas imagens oníricas em diferentes momentos da vida e também como tais imagens colaboram para um maior entendimento e integração de seus conteúdos inconscientes.
O texto alerta novos estudantes da psicologia analítica sobre a figura crescente do pseudomístico junguiano — aquele que transforma Jung em profeta, a clínica em culto e o símbolo em fetiche. Enquanto o verdadeiro místico, no sentido clássico, aceita o mistério e suporta o numinoso, o pseudomístico vulgariza o termo, reduzindo a experiência simbólica a espiritualismo fácil e revelações instantâneas. Em vez do rigor metodológico defendido por Jung e da dialética necessária à clínica, entrega-se à inflação espiritual. Vende arquétipos como amuletos, prescreve mandalas como talismãs e confunde autoridade analítica com poder mediúnico. O ensaio aponta que a psicologia analítica não é religião, e que o maior risco do analista é tornar-se mágico do inconsciente — seduzido por certezas, respostas prontas e protagonismo espiritual — esquecendo que a psique não se abre a quem a idolatra, mas a quem a pensa com humildade, rigor e dúvida.
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A busca de ajuda pelos clientes nos consultórios em grande…
