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No filme “O Labirinto do fauno” (2006), a trajetória de Ofélia, interpretada pela atriz Ivana Baquero, pode ser compreendida como um processo simbólico de individuação, onde o sofrimento é ressignificado por meio de uma escolha ética. Ofélia não foge do mundo, ela o atravessa por dentro, transformando a dor em uma escolha que dá sentido ao caos. Em vez de evasão da realidade, observa-se uma integração psíquica que a reconcilia com a brutalidade do mundo externo. No labirinto, não há fuga, mas um retorno à própria alma.

Neste ensaio convido o leitor a uma leitura simbólica da série “Ruptura” (Severance) dentro da perspectiva da psicologia de profundidade de Carl G. Jung, investigando, principalmente, o fenômeno da cisão psíquica como forma de expressão do monoteísmo da consciência. A partir disso, ampliaremos como esse fenômeno, quando patologicamente unilateral, promove no indivíduo o distanciamento do processo de individuação e a recusa da experiência de vida em sua totalidade.

Este ensaio aborda o conceito de Sombra, conforme definido por C. G.  Jung, examinando suas manifestações na mitologia e na arte cinematográfica. A fúria e a loucura, como manifestações sombrias, ocupam lugar central nas ampliações analisadas: o filme A Noiva e a deusa grega Lyssa. Ambas as manifestações dão contorno para a fúria e a loucura de uma perspectiva feminina, sendo ao mesmo tempo um chamado para o reconhecimento e integração desses aspectos sombrios que nos habitam.

ste ensaio propõe um percurso simbólico pelas imagens do filme As Pontes de Madison de 1995, tecendo reflexões sobre a paradoxal condição humana em sua relação com as forças arquetípicas, a partir da psicologia de Carl Gustav Jung. Um encontro de cada indivíduo com a alma que passa, necessariamente, pelo encontro com o outro.

Há um tempo que me ocupo com produções literárias e cinematográficas. Já falei sobre os filmes Sete Minutos Depois da Meia-Noite, Oblivion, O Pequeno Príncipe e Divertida Mente, além de livros de Hermann Hesse e Khalil Gibran. Devo confessar, no entanto, que nunca me senti tão tocado quanto pelo filme O Filho de Mil Homens. As críticas já destacavam que o filme superou brilhantemente o livro homônimo de Valter Hugo Mãe.

Não basta perceber a Matrix, é necessário enxergá-la. Para tal, o indivíduo precisa enxergar a si mesmo, compreender quem ele é de fato. A clareza da visão interior transformará radicalmente a sua visão do mundo. Ele precisa se iluminar para trazer luz à humanidade que padece pelas trevas da ilusão coletiva. Este artigo analisa o arquétipo do iluminado a partir do filme Matrix, sucesso de bilheteria e de grande profundidade filosófica. Nele, o caminho do herói é demonstrado de forma bem elaborada, enquanto conversa com a individuação proposta por C. G. Jung e a sabedoria oriental.

Star Wars (Guerra nas Estrelas), é uma franquia de filmes americanos muito além das incríveis batalhas espaciais do bem contra o mal. O diretor George Lucas se serviu fartamente de padrões mitológicos nos roteiros dos filmes: a jornada do herói, luta do bem contra o mal, discussões políticas e carismáticos personagens. Um assunto presente nos temas míticos é o embate de filhos contra os pais. Na mitologia cosmogônica grega, a tríade de Deuses-pais Urano-Crono-Zeus exemplificam o exposto, quando Crono castra o pai e o destrona, para mais tarde ser confrontado e destronado por Zeus. Star Wars também traz um olhar sobre a busca do pai e sobre o complexo paterno negativo que abarcam os personagens Anakin-Vader-Luke. A história começa em Tatooine, com o nascimento do pequeno Anakin Skywalker.