Browsing: Mitologia e Símbolos

Os símbolos presentes nos diálogos com os conteúdos inconscientes, aqui estudados na figura do pequeno Jung diante do grande Izdubar, oferecem algumas chaves de compreensão para as diversas maneiras como mulheres e homens contemporâneos trabalham o encontro com a própria alma, o encontro com o sagrado.

A partir da percepção de que aos conceitos da psicologia junguiana vem sofrendo uma popularização que traz aspectos positivos, mas que também projeta uma sombra que pode ser maior do que imaginamos, o presente artigo propõe uma reflexão sobre a consciência metafórica da albedo. Em oposição ao monoteísmo da consciência que unilateraliza e literaliza tudo, inclusive os conceitos da psicologia de profundidade, faz-se necessário refletir sobre esse fenômeno com o objetivo de desenvolvimento de uma consciência lunar, paradoxal e metafórica que abarque tanto os elementos de Logos quanto de Eros.

O mito de Narciso e Eco expressa um traço atemporal da psique humana que, no mundo contemporâneo, parece potencializado pelas relações que temos estabelecido com e por meio das redes sociais. Essa relação, entre mito e “tecnologia”, não é novidade e a ideia deste artigo não é inventar a roda, mas mergulhar nesta narrativa mitológica e em sua simbologia, trazendo personagens muitas vezes esquecidos e mais elementos que, espero, nos ajudarão a transcender o senso comum e a ampliar o significado dessa milenar história. Tudo isso sob o prisma da psicologia analítica.

O artigo explora a transformação masculina através da anima, com base no Mito de Percival e nas teorias de Jung e Johnson. Destaca-se a importância da anima como uma força primitiva que desafia abstrações, enfatizando sua natureza complexa. A dualidade, confronto com obstáculos externos, e a necessidade de cura interna são abordados, assim como o papel do mito na busca pela totalidade. A influência duradoura da figura materna é analisada através do mito do dragão. Em conclusão, destaca-se o processo de integração como essencial para a realização pessoal. O artigo oferece uma exploração profunda da jornada do homem em busca de autenticidade através da transformação da anima.

Pégaso, o cavalo alado, ou Crisaor, o gerador de monstros? Como colocar compreensivamente um “e” onde nossa cultura prefere um “ou”, que ordinariamente nos atola no pântano do dualismo e nos transforma em vítimas de unilateralidades perversas? O símbolo (syn+ballein) une, em vez de separar.

Esse artigo propõe uma leitura mitopoética a partir de um olhar que reflita sobre o sintoma como um chamado da alma, uma tentativa do Self de estabelecer uma comunicação com o sujeito, onde ele (o Self) lança mão de um sistema de códigos próprio (os símbolos), de suas próprias ferramentas de comunicação (sintomas, sonhos, expressões criativas, sincronicidades) e de interpretação (a leitura mitopoética), apresentando-os como elementos que constituiriam as bases do processo analítico.

No Brasil, a relação entre torcedores e seus clubes é uma paixão profunda, integrada à identidade cultural. Além do apoio esportivo, essa conexão cria uma comunidade única, onde as emoções durante as partidas são intensas. Vitórias geram celebrações efusivas, enquanto derrotas podem causar tristeza palpável. Os estádios se tornam templos onde rituais, superstições e tradições fortalecem esse vínculo. As rivalidades entre clubes acentuam ainda mais essa paixão, transformando jogos em embates culturais carregados de história e emoção.
Isso nos leva a questionar se existe uma mitologia do futebol e o que observar essa experiência cultural e emocional que une pessoas de diferentes origens em torno de uma mesma paixão poderia nos ensinar sobre a sociedade contemporânea.

Ao longo de sua carreira e processo de elaboração de sua Psicologia Analítica, Jung emitiu críticas em relação às correntes filosóficas que pregam o racionalismo e o cientificismo como o único caminho válido para desvendar os segredos do conhecimento e da compreensão da alma humana.
Como observador perspicaz, Jung traçou uma crítica importante a tudo o que reduz a riqueza da vida a meros conceitos pragmáticos e racionais, ao desprezar ou literalizar a vastidão da dimensão simbólica.
É fundamental reconhecer que, ao buscarmos o equilíbrio entre símbolo, alma e razão, abrimos portas para uma compreensão mais ampla e holística da vida.