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Atualmente vivemos sob o signo de um paradoxo avassalador. De um lado, um patriarcado abstrato e onipresente, que governa através do poder tecnológico e dos algoritmos do mercado financeiro dominados por um pai-máquina que tudo controla e nada abraça. De outro, uma ausência de paternagem que deixa um vazio ensurdecedor nos lares. Esta não é apenas a falta de um corpo, mas a do amparo que guia e fortalece. No lugar do pai amoroso, impera a sombra de uma estrutura tirânica que, por sua própria rigidez, gera uma geração de órfãos de pais vivos, com a alma marcada pela tristeza, o abandono e a rejeição.
A perimenopausa e a menopausa constituem uma das transições mais significativas da vida física e psíquica da mulher e, paradoxalmente, uma das mais silenciadas culturalmente. Este artigo propõe uma leitura desta fase fundamentada na Psicologia Analítica, com o objetivo de sensibilizar analistas e profissionais de saúde sobre a complexidade deste momento e a importância de reconhecê-lo e validá-lo. Para tanto, articula dimensões biopsíquicas e socioculturais, situando a perimenopausa e a menopausa como um momento propulsor da individuação.
Este artigo aborda a importância de trabalharmos para reconhecer as influências de animus e anima em nossas vidas. Essas influências podem ter consequências desastrosas ou auspiciosas, dependendo da relação que construímos com essas figuras psíquicas. Jung encontrou na mitologia alquímica imagens que nos ajudam a olhar para a consciência. Esta, é formada por pares de opostos que na alquimia muitas vezes aparecem representados por imagens da união do rei vermelho e a rainha branca, onde o rei e a rainha podem representar qualquer um ou todos os pares de opostos, como por exemplo, eros e logos.
Existe um momento da vida em que aquilo que sustentava nossa existência deixa de funcionar. O trabalho perde o sentido, as relações já não oferecem a mesma nutrição e surge uma sensação de vazio. Este ensaio, passa pelo desenvolvimento da consciência, discute a formação da persona como adaptação às exigências da vida adulta e o que acontece quando ela se torna ineficaz. A partir do olhar da Psicologia Analítica sobre energia psíquica, o texto propõe uma reflexão sobre o amadurecimento humano diante da tensão entre o desejo de regressar à proteção perdida e a necessidade inevitável de construir uma existência própria.
O presente artigo analisa, à luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o fenômeno das relações amorosas tóxicas, tomando como referência simbólica o romance Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë (1847), e suas adaptações cinematográficas. A partir dos conceitos junguianos de anima, animus, projeção, sombra e individuação, e em diálogo com as elaborações de Emma Jung, John A. Sanford e James Hollis, discute-se de que modo a paixão fusional, frequentemente confundida com o amor verdadeiro, constitui na realidade uma identificação inconsciente entre dois psiquismos cativos das próprias imagens internas.
A relação entre Catherine Earnshaw e Heathcliff é tomada como expressão arquetípica de um amor que, por não atravessar a tarefa do reconhecimento da alteridade, se converte em possessão e destruição. Ao final, propõe-se que somente a retirada das projeções e a integração dos opostos permitem a passagem do amor arquetípico ao amor real — passagem que a própria narrativa de Brontë sugere no desfecho, quando a segunda geração se reconcilia com aquilo que havia sido devorado pela primeira.
Observando a situação em que Gaia se encontra atualmente, esse artigo propõe uma pequena reflexão sobre uma mudança de paradigma embasando-se em conceitos da Psicologia Junguiana (soberania da consciência, o rebaixamento do inconsciente, a antinomia poder – amor) e do Bem-Viver (filosofia ancestral dos povos originários). Esse artigo reflete sobre a soberania da consciência e o consequente rebaixamento inconsciente, a antinomia poder-amor, conforme C.G. Jung, e a filosofia do Bem-Viver.
Ao conhecer o conceito Tekoá-porã – termo guarani, que significa Bem-Viver – não pude deixar de pensar sobre o que estamos presenciando atualmente em relação ao mundo natural. Embaso-me na Psicologia Junguiana para fazer uma pequena reflexão sobre esse tema tão importante para o contexto atual da humanidade onde Gaia se encontra ameaçada.
O artigo investiga, à luz de Jung e Neumann, o papel decisivo da mãe na formação da Anima no homem e do Animus na mulher. Mais do que figura afetiva, a mãe aparece como matriz simbólica da alteridade, mediando a construção do feminino e do masculino interiores. Ao articular herança transgeracional, função do Logos, dinâmica arquetípica e processo de individuação, o texto propõe uma leitura simbólica, clínica e não reducionista da psique, culminando na reflexão sobre alteridade e coniunctio como núcleos da transformação interior.
O objetivo deste artigo é apresentar algumas das categorias da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung que contribuem para o aprofundamento de questões que permeiam o par de opostos evolução-retrocesso no tocante à cultura e à sociedade.
Este ensaio nasce da reflexão do desencontro e do desenlace entre o erotismo, as projeções (tantas vezes sombrias) e da solidão humana, culminando no vício em pornografia do masculino.
Muita coisa mudou nos últimos 100 anos nas vidas das mulheres ocidentais, especialmente aquelas que vivem nas grandes cidades. Algo do aspecto masculino (Animus) tornou-se bastante consciente e ativo, usando muito da energia psíquica das mulheres. Será que, de forma compensatória, teria algo do feminino nas mulheres foi tornado inconsciente, criando uma “nova” Anima?
