Browsing: Processo de Individuação

Neste artigo, a proposta é aproximar a costura, um recurso usado no campo da arteterapia, através do tecido, a aspectos da psicologia analítica e pensar na magia que dá origem a imagem do encontro entre a arte e o próprio processo de análise. O tecido nesse artigo se apresenta como tela de expressão de alma. O texto apresenta o simbolismo do tecido e o tecer relacionando com a estrutura psíquica dentro do referencial Junguiano.

Uma leitura dos Dez Quadros do Pastoreio do Boi, do mestre Zen Kaku-an, como um mapa simbólico do processo de individuação. Através da gramática alquímica da nigredo, da albedo e da rubedo, e à luz de Jung e von Franz, acompanho o caminho do pastor rumo ao boi — do extravio inicial ao retorno transformado ao mundo —, reconhecendo entre o Zen e a alquimia ocidental a mesma trajetória arquetípica em direção ao si-mesmo.

O artigo aborda o cuidado como dimensão essencial da existência humana, articulando as contribuições de Leonardo Boff e da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Defende que o cuidado ultrapassa o campo ético e constitui uma condição ontológica do ser humano, presente desde a origem da vida e fundamental aos processos de transformação psíquica, às relações interpessoais e à reconexão com a natureza. Em um contexto de crises ecológicas, sociais e psíquicas, propõe o cuidado como caminho de regeneração da vida e de construção de uma cultura de paz.

A propaganda atual, para o caminho da felicidade, é: quanto mais conforto, melhor. As dificuldades são colocadas como inimigas a serem evitadas. Cada vez mais, somos ensinados a termos o que desejamos, sem limites. A nossa capacidade de suportar as contrariedades, saber esperar e conviver com os obstáculos é cada vez menor. Ficamos mais frágeis e impacientes. A insatisfação aumenta. Neste breve artigo, discorro sobre a resiliência e sua importância para o caminho de autoconhecimento. E as consequências de sua falta, nas pequenas coisas cotidianas corriqueiras, nas relações, no processo de autodesenvolvimento espiritual e no caminho da individuação.

A perimenopausa e a menopausa constituem uma das transições mais significativas da vida física e psíquica da mulher e, paradoxalmente, uma das mais silenciadas culturalmente. Este artigo propõe uma leitura desta fase fundamentada na Psicologia Analítica, com o objetivo de sensibilizar analistas e profissionais de saúde sobre a complexidade deste momento e a importância de reconhecê-lo e validá-lo. Para tanto, articula dimensões biopsíquicas e socioculturais, situando a perimenopausa e a menopausa como um momento propulsor da individuação.

No filme “O Labirinto do fauno” (2006), a trajetória de Ofélia, interpretada pela atriz Ivana Baquero, pode ser compreendida como um processo simbólico de individuação, onde o sofrimento é ressignificado por meio de uma escolha ética. Ofélia não foge do mundo, ela o atravessa por dentro, transformando a dor em uma escolha que dá sentido ao caos. Em vez de evasão da realidade, observa-se uma integração psíquica que a reconcilia com a brutalidade do mundo externo. No labirinto, não há fuga, mas um retorno à própria alma.

O presente artigo propõe uma leitura do tédio à luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, articulando-o com o cenário contemporâneo marcado pela aceleração do tempo, com uma visão utilitarista e um bem a ser gerenciado, e uma vida fugaz preenchida com inúmeras atividades e consumos, sem entender que o tempo é o tecido de nossas vidas e não permitindo desfrutar da verdadeira experiência que é o viver presente. Os indivíduos nesta corrida sem destino e sentido evitam a qualquer custo a experiência do vazio, do silêncio e da introspecção permanecendo em uma vivência exclusivamente externa e nos papéis representados na vida cotidiana

Esse artigo levanta a questão da tão buscada realização, ser realizado. Como podemos entender o que é real, o que é concreto? Coloca-se a figura arquetípica do diabo, passando pelos conceitos de sombra, persona e individuação, bem como as falas e expressões socias na prática clínica sobre o alienar-se em prol de uma chancela social de ser realizado.