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O olhar que recebemos pode expandir a vida psíquica — ou restringi-la. Neste artigo, exploramos como as expectativas do outro moldam profundamente a experiência humana, articulando dois conceitos da psicologia social: o Efeito Pigmaleão, que eleva, e o Efeito Golem, que rebaixa. A partir de mitos, pesquisas clássicas e da clínica junguiana, refletimos sobre o poder criativo ou destrutivo do olhar que incide sobre o sujeito. No setting analítico, essa dinâmica se manifesta na forma como o terapeuta sustenta — ou limita — a emergência do Self. Enquanto o olhar pigmaleônico favorece o florescimento da potência psíquica, o olhar golem pode cristalizar defesas, sintomas e identificações empobrecidas. O texto convida, assim, a uma pergunta ética e clínica fundamental: que imagem ajudamos a esculpir no outro — e em nós mesmos? Afinal, o olhar que reconhece o “suficientemente bom” não apenas vê: ele cria condições para que a vida se torne mais inteira.

O Olhar que Cria e o Olhar que Destrói: Os Efeitos Pigmaleão e Golem na Clínica e na Vida

O olhar que recebemos pode expandir a vida psíquica — ou restringi-la. Neste artigo, exploramos como as expectativas do outro moldam profundamente a experiência humana, articulando dois conceitos da psicologia social: o Efeito Pigmaleão, que eleva, e o Efeito Golem, que rebaixa. A partir de mitos, pesquisas clássicas e da clínica junguiana, refletimos sobre o poder criativo ou destrutivo do olhar que incide sobre o sujeito. No setting analítico, essa dinâmica se manifesta na forma como o terapeuta sustenta — ou limita — a emergência do Self. Enquanto o olhar pigmaleônico favorece o florescimento da potência psíquica, o olhar golem pode cristalizar defesas, sintomas e identificações empobrecidas. O texto convida, assim, a uma pergunta ética e clínica fundamental: que imagem ajudamos a esculpir no outro — e em nós mesmos? Afinal, o olhar que reconhece o “suficientemente bom” não apenas vê: ele cria condições para que a vida se torne mais inteira.

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Este artigo enfatiza o papel crucial de Emma Rauschenbach, esposa de Jung na sustentação emocional e financeira de Jung. O texto explora o encontro inicial dos dois, a complexidade do casamento e a participação ativa de Emma na vida profissional do marido. Além disso, destaca a presença significativa de outras mulheres, como Sabina Spielrein e Toni Wolff, na vida e na obra de Jung, ressaltando os desafios éticos enfrentados nas primeiras décadas da Psicanálise e da Psicologia Analítica. O texto conclui que Jung deve muito do seu sucesso e desenvolvimento pessoal à influência positiva das mulheres ao seu redor.

O Casamento e a Influência Feminina na Vida de C.G. Jung

Este artigo enfatiza o papel crucial de Emma Rauschenbach, esposa de Jung na sustentação emocional e financeira de Jung. O texto explora o encontro inicial dos dois, a complexidade do casamento e a participação ativa de Emma na vida profissional do marido. Além disso, destaca a presença significativa de outras mulheres, como Sabina Spielrein e Toni Wolff, na vida e na obra de Jung, ressaltando os desafios éticos enfrentados nas primeiras décadas da Psicanálise e da Psicologia Analítica. O texto conclui que Jung deve muito do seu sucesso e desenvolvimento pessoal à influência positiva das mulheres ao seu redor.

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O artigo destaca o relançamento literário de 2023, "Cartas de Freud e Jung", pela Editora Vozes, focando no complexo paterno de Jung em relação a Freud. Explora a troca de correspondências entre os dois pesquisadores do inconsciente, revelando momentos marcantes que evidenciam o descompasso na relação, incluindo a demora de Jung em responder às cartas, provocando reações de Freud. A análise revela a intensidade da batalha consciente entre os dois para lidar com projeções relacionadas ao complexo paterno. O texto enfatiza a importância da obra para estudiosos e praticantes do campo, apresentando reflexões sobre a natureza humana dos pioneiros e a fantasia de um curso conjunto para a psicanálise e a psicologia analítica junguiana.

O complexo paterno de Jung em relação a Freud

O artigo destaca o relançamento literário de 2023, “Cartas de Freud e Jung”, pela Editora Vozes, focando no complexo paterno de Jung em relação a Freud. Explora a troca de correspondências entre os dois pesquisadores do inconsciente, revelando momentos marcantes que evidenciam o descompasso na relação, incluindo a demora de Jung em responder às cartas, provocando reações de Freud. A análise revela a intensidade da batalha consciente entre os dois para lidar com projeções relacionadas ao complexo paterno. O texto enfatiza a importância da obra para estudiosos e praticantes do campo, apresentando reflexões sobre a natureza humana dos pioneiros e a fantasia de um curso conjunto para a psicanálise e a psicologia analítica junguiana.

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No mundo desalmado em que vivemos, como podemos dar tempo e espaço ao universo sutil? E como realizar isso? A psicologia analítica junguiana pode ser uma ajuda valiosa. Grande parte do trabalho analítico visa estabelecer uma conexão entre o mundo externo e o interno, enriquecendo a aridez do cotidiano com as imagens ricas da alma. A ponte entre esses dois universos é construída por meio do que Freud chamou desde o início de 'via régia': os sonhos. Além disso, é construída pelo método posteriormente desenvolvido por Jung, envolvendo estímulo através da imaginação ativa e expressões criativas. Neste campo fértil, a interface com a mitologia é preciosa. Afinal, como Joseph Campbell afirmava, o sonho é para o indivíduo o que o mito representa para a coletividade.

A cotransferência no processo de análise de sonhos

No mundo desalmado em que vivemos, como podemos dar tempo e espaço ao universo sutil? E como realizar isso? A psicologia analítica junguiana pode ser uma ajuda valiosa. Grande parte do trabalho analítico visa estabelecer uma conexão entre o mundo externo e o interno, enriquecendo a aridez do cotidiano com as imagens ricas da alma. A ponte entre esses dois universos é construída por meio do que Freud chamou desde o início de ‘via régia’: os sonhos. Além disso, é construída pelo método posteriormente desenvolvido por Jung, envolvendo estímulo através da imaginação ativa e expressões criativas. Neste campo fértil, a interface com a mitologia é preciosa. Afinal, como Joseph Campbell afirmava, o sonho é para o indivíduo o que o mito representa para a coletividade.

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Esquizofrenia, arteterapia e Bispo do Rosário

Esquizofrenia, arteterapia e Bispo do Rosário

Arte ou loucura? Difícil dizer quando se está na frente de uma peça produzida por Bispo do Rosário. Nascido em 1911 em Sergipe, ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde em 1938 teve seu primeiro surto psicótico. Foi diagnosticado como esquizofrênico paranoico. Entre 1940 e 1960, alternou períodos de internação e de moradia em outros lugares até se internar na Colônia Juliano Moreira em 1964, onde ficou até morrer em 1989. Talvez a resposta seja uma arte divinamente louca. No melhor sentido. Boa leitura!

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