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O ensaio “A mediunidade à luz da Psicologia Analítica” propõe uma reflexão sobre a mediunidade a partir da obra de Carl Gustav Jung, buscando superar tanto as interpretações estritamente religiosas quanto as explicações que reduzem o fenômeno à psicopatologia. Articulando contribuições da tradição espírita, da psicologia da religião e dos estudos sobre consciência, o texto compreende as experiências mediúnicas como possíveis expressões da relação entre o ego e o inconsciente. Seu principal mérito está na aproximação entre conceitos junguianos, como Self, inconsciente coletivo e complexos autônomos, e a experiência mediúnica, oferecendo uma leitura simbólica e integradora do fenômeno. Sem confirmar ou negar a existência objetiva dos espíritos, o ensaio propõe compreender a mediunidade como uma linguagem da alma, capaz de expressar conteúdos profundos da psique e favorecer a ampliação da consciência. Assim, contribui para o diálogo entre psicologia, espiritualidade e cultura, destacando a dimensão simbólica e transformadora dessas experiências.

O sofrimento é inerente à condição humana e neste ensaio nos questionamos o que, tendo como base a teoria junguiana, poderia amparar indivíduos que atravessam sofrimentos intensos. Partimos do livro bíblico de Jó para fazer essa análise, sobre o qual Carl Gustav Jung destacou a relação entre o humano e o divino, enfatizando a presença de aspectos sombrios na própria imagem de Deus. No presente artigo, procuraremos olhar a história a partir de outro ponto de vista do funcionamento da psique, buscando compreender o que pode ter dado sustentação para que o personagem não sucumbisse diante de tantas provações. Para tanto, recorremos ao princípio de Eros, concebido como amor primordial, enquanto fundamento deste amparo psíquico.

Neste artigo, exploraremos a importância da ética na prática religiosa da Umbanda, com foco na responsabilidade do sacerdote. Descubra como a religião, nascida da fusão de várias tradições, promove valores espirituais e o encontro com o Si-Mesmo. Abordaremos questões éticas, o papel do sacerdote como curador, a relação com o poder, e a necessidade de integração das sombras para uma prática religiosa genuína e transformadora.

A partir de uma aula dada durante o curso de especialização em psicologia junguiana do IJEP, durante a qual aprofundamos o conceito de sincronicidade e sua relação com o funcionamento das técnicas mânticas e, mais especificamente, do I Ching, propomos uma consulta ao oráculo e perguntamos: “O que devemos fazer com o conhecimento adquirido durante esse curso?”. Nesse artigo revelo a resposta dada pelo livro e amplio brevemente o significado do hexagrama obtido.

É muito triste vermos religiosos totalmente vendidos para o mercado capitalista, verdadeiros vendilhões dos templos, transformando-os em teatros para servir ao dinheiro, o deus deles, enganando os crédulos iludidos em prosperidade. Este ensaio reflete um pouco a esse respeito.