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O ensaio “A mediunidade à luz da Psicologia Analítica” propõe uma reflexão sobre a mediunidade a partir da obra de Carl Gustav Jung, buscando superar tanto as interpretações estritamente religiosas quanto as explicações que reduzem o fenômeno à psicopatologia. Articulando contribuições da tradição espírita, da psicologia da religião e dos estudos sobre consciência, o texto compreende as experiências mediúnicas como possíveis expressões da relação entre o ego e o inconsciente. Seu principal mérito está na aproximação entre conceitos junguianos, como Self, inconsciente coletivo e complexos autônomos, e a experiência mediúnica, oferecendo uma leitura simbólica e integradora do fenômeno. Sem confirmar ou negar a existência objetiva dos espíritos, o ensaio propõe compreender a mediunidade como uma linguagem da alma, capaz de expressar conteúdos profundos da psique e favorecer a ampliação da consciência. Assim, contribui para o diálogo entre psicologia, espiritualidade e cultura, destacando a dimensão simbólica e transformadora dessas experiências.
Uma análise, à luz da psicologia junguiana, sobre como a espiritualidade contemporânea pode ser transformada em produto de luxo e status, afastando-se do verdadeiro processo de individuação, que exige o encontro e a integração da própria sombra.
O sofrimento é inerente à condição humana e neste ensaio nos questionamos o que, tendo como base a teoria junguiana, poderia amparar indivíduos que atravessam sofrimentos intensos. Partimos do livro bíblico de Jó para fazer essa análise, sobre o qual Carl Gustav Jung destacou a relação entre o humano e o divino, enfatizando a presença de aspectos sombrios na própria imagem de Deus. No presente artigo, procuraremos olhar a história a partir de outro ponto de vista do funcionamento da psique, buscando compreender o que pode ter dado sustentação para que o personagem não sucumbisse diante de tantas provações. Para tanto, recorremos ao princípio de Eros, concebido como amor primordial, enquanto fundamento deste amparo psíquico.
“Oxalá meu Pai,venha nos valer.Com seu manto brancovenha nos cobrir.” (Ponto de Umbanda, autor desconhecido) Oxalá não chega com urgência.Ele…
Eu sou protestante há mais de 40 anos e sempre gostei de me apresentar como evangélica, no entanto, eu tenho…
Resumo: O artigo propõe uma reflexão crítica sobre o uso contemporâneo da figura de Deus, destacando a crescente instrumentalização do…
Resumo: Este artigo aborda as perspectivas junguianas do dogma da Assunção de Maria, proclamado em 1950, tendo em vista as…
Neste artigo, exploraremos a importância da ética na prática religiosa da Umbanda, com foco na responsabilidade do sacerdote. Descubra como a religião, nascida da fusão de várias tradições, promove valores espirituais e o encontro com o Si-Mesmo. Abordaremos questões éticas, o papel do sacerdote como curador, a relação com o poder, e a necessidade de integração das sombras para uma prática religiosa genuína e transformadora.
A partir de uma aula dada durante o curso de especialização em psicologia junguiana do IJEP, durante a qual aprofundamos o conceito de sincronicidade e sua relação com o funcionamento das técnicas mânticas e, mais especificamente, do I Ching, propomos uma consulta ao oráculo e perguntamos: “O que devemos fazer com o conhecimento adquirido durante esse curso?”. Nesse artigo revelo a resposta dada pelo livro e amplio brevemente o significado do hexagrama obtido.
É muito triste vermos religiosos totalmente vendidos para o mercado capitalista, verdadeiros vendilhões dos templos, transformando-os em teatros para servir ao dinheiro, o deus deles, enganando os crédulos iludidos em prosperidade. Este ensaio reflete um pouco a esse respeito.
