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	<title>Arquivos autoestima - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos autoestima - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O procedimento estético mais cobiçado da modernidade: o resgate da autoestima</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-procedimento-estetico-mais-cobicado-da-modernidade-o-resgate-da-autoestima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Pimentel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 23:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Persona e Sombra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O constante avanço dos procedimentos estéticos e a construção de uma autoestima. Nesse artigo, se aborda a relação desses dois elementos, perpassando pelo conceito e pela ampliação do que é ter uma autoestima saudável, bem como seu processo de construção. Inúmeros casos de deformação corporal e prejuízos na saúde, alguns levando até a morte, [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>Resumo</strong>: O constante avanço dos procedimentos estéticos e a construção de uma <strong>autoestima</strong>. Nesse artigo, se aborda a relação desses dois elementos, perpassando pelo conceito e pela ampliação do que é ter uma autoestima saudável, bem como seu processo de construção. Inúmeros casos de deformação corporal e prejuízos na saúde, alguns levando até a morte, são noticiados pela mídia a todo instante. Afinal, qual o sentido de tudo isso? Como a culpa e a vergonha de ser quem somos interferem nessa intrincada construção? <strong>Será que a persona tem influência nessa busca desmedida pelo belo através de seringas e ampolas</strong>? Este artigo explora essas questões sensíveis e angustiantes pontudas e estimuladas a todo instante pela cultura, pela mídia, por nós mesmos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-injecoes-de-alegria-e-ampolas-de-autoestima-nunca-foi-tao-facil-comprar" style="font-size:21px">Injeções de alegria e ampolas de autoestima, nunca foi tão fácil comprar.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">O conceito de autoestima atravessa dois campos principais: a valorização das próprias competências e uma relação harmoniosa com o corpo. O gostar de si mesmo é uma conquista difícil de ser alcançada nos tempos atuais, quando se há uma padronização daquilo que é considerado saudável, aceito e belo. Com isso, as diferenças são jogadas na sombra. Assim, o valorizar o que há de singular e de diferente em nós acaba sendo um processo não estimulado ou visto como falta de empatia com o próximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">Ter uma visão honesta e completa daquilo que somos e do que nos constitui lança o ego em uma encruzilhada de contradições e paradoxos. Não há possibilidade de amar pontos cegos, negados e desconhecidos pela consciência. Quando mais se rejeita, mais energia psíquica este conteúdo ganha, impactando e constrangendo o ego de maneira intensa e incontrolável. Portanto, o primeiro passo para desenvolver uma autoimagem consistente é aceitar as próprias falhas; é reconhecer que perfeição não há, mas sim inteireza.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-espelho-espelho-meu-existe-alguem-mais-bela-do-que-eu" style="font-size:21px">Espelho, espelho meu; existe alguém mais bela do que eu?</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">Ter uma autoestima bem trabalhada não é algo fixo, imutável e permanente no tempo, tampouco um processo estanque. É um trabalho pessoal dinâmico, com oscilações e repleto de incertezas e descobertas. É de suma importância estabelecer uma conexão do Eu com o Si-mesmo, pois é nesse diálogo e integração que residem os valores mais genuínos e autênticos de cada indivíduo. A busca desmedida e constante por seringas e ampolas para aplacar o vazio existencial e de sentido interno nunca foi tão procurado; e simultaneamente tão ineficaz.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“O valor tanto energético como moral da personalidade consciente e inconsciente está sujeito às maiores variações no indivíduo.” (JUNG, OC.14/2, §281)</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nas-redes-sociais-filtros-sao-criados-a-todos-instante-se-tornando-uma-regra-para-a-validacao-social-de-corpo-estetica-e-imagem" style="font-size:19px">Nas redes sociais, filtros são criados a todos instante, se tornando uma regra para a validação social de corpo, estética e imagem.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">Um sequestro coletivo de traços de humanidade e diversidade é autorizado de forma subliminar a todo instante. A insegurança natural de ser quem se é acaba sendo anulada e exterminada a todo custo. A possibilidade de criação e desenvolvimento de consciência, permeada de riscos, incertezas e dúvidas, é esterilizada. Como consequência, insônias, crises de ansiedade, fobias sociais e distorção de imagem, viram queixas constantes e diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>É bom ressaltar que o corpo é a extensão da psique</strong>. O não reconhecimento daquilo que se enxerga no espelho afeta intensamente o gostar e a liberdade de expor a própria imagem. Estamos cada vez mais inclusivos, humanos e fraternos. Será? <strong>É público e notório o aumento crescente e intenso por procedimentos estéticos, como a harmonização. Cirurgias plásticas, a busca pelo rosto quadrado, o levantamento de linhas de expressão. Qual a finalidade de todas essas intervenções</strong>? O cuidado consigo mesmo não pode ser álibi para um assassinato da própria natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">O senso de autoestima conversa diretamente com o conceito de <strong>persona</strong>, desenvolvido por <strong>Jung</strong>. <strong>Persona é uma construção psicológica constituída por valores, aspectos, ideias e comportamentos, selecionados por todos nós com a finalidade de aceitação e movimentação no mundo social e coletivo. É tudo aquilo que escolho para me apresentar ao outro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">O grande paradoxo começa quando há uma<strong> identificação com a persona</strong>. Mesmo sendo uma estrutura necessária, ao se identificar com esses aspectos, pode-se criar um falso eu, uma ilusão, uma fragmentação daquilo que somos em essência. Logo, ocorre um choque com a nossa natureza, criando dúvidas, confusões, angústias e incertezas sobre a nossa individualidade. Deste modo <strong>a autoestima e a espontaneidade são enterradas e solapadas</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Ao analisarmos a persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é no fundo coletiva; em outras palavras, a persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade, acerca daquilo que “alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.” (JUNG, OC.7/2, §246)</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-expectativa-de-terceiros-seja-na-forma-do-nucleo-familiar-ou-de-um-coletivo-social-impacta-diretamente-a-autopercepcao-do-individuo" style="font-size:21px">A expectativa de terceiros, seja na forma do núcleo familiar ou de um coletivo social, impacta diretamente a autopercepção do indivíduo.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">Quando há um conflito entre aquilo que sabemos sobre nós, a nossa função no mundo e a qualidade das relações subjetivas estabelecidas e o que a sociedade cria como expectativa de bom, moral e justo, o senso de identidade é o primeiro a ser sacrificado. É um sacrifício caro e contra a natureza, fortalecendo o sentimento de inadequação e o enfraquecimento da autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">A culpa e a vergonha são aspectos a serem amplificados nessa jornada da busca ao amor próprio. Um dos pontos cruciais a se pensar é a própria autorização de ser quem se é e viver harmoniosamente e coerentemente com sua singularidade, independente da avaliação constante do mundo e seus pilares de eficiência e alegria constante. A culpa por não seguir um padrão estimula a correção do dito imperfeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>O que fazemos com a culpa? Uma das grandes questões de um processo psicoterapêutico</strong>. É um mecanismo legítimo que nos coloca frente a frente com a responsabilidade e conscientização dos nossos atos, retirando a sua projeção nos outros, ou é uma algema instalada por ideais e ofensas falsas coletivas que impede o autorrespeito?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-experiencias-da-infancia-quando-sao-permeadas-por-episodios-de-humilhacao-ofensa-e-descredito-podem-abrir-feridas-emocionais-profundas-e-dolorosas" style="font-size:19px">As experiências da infância quando são permeadas por episódios de humilhação, ofensa e descrédito podem abrir feridas emocionais profundas e dolorosas. </h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">Dessa maneira, imagens de experiências desafiadoras (que são atraídas e circundam complexos com um núcleo arquetípico) surgem e deixam rastros capazes de desvendar temas e conteúdos preciosos necessários à consciência. Ter a coragem e a honestidade demandadas ao lidar com questões arquetípicas como vaidade, soberba, inferioridade, rejeição, auxiliam fortemente o desenvolvimento e a formação do senso de existência e amor próprio.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-constrangimento-decorrente-do-olhar-a-realidade-que-se-e-nunca-sera-maior-do-que-o-desconforto-de-viver-refem-de-dogmas-e-mandos-sem-sentido" style="font-size:19px">O constrangimento decorrente do olhar a realidade que se é nunca será maior do que o desconforto de viver refém de dogmas e mandos sem sentido.</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Mas se esse homem conscientizar seus conteúdos inconscientes, tais como aparecerem inicialmente nos conteúdos fáticos de seu inconsciente pessoal e depois nas fantasias do inconsciente coletivo, chegará às raízes de seus complexos.” (JUNG, OC. 7/2, §387)</p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>Jacoby </strong>cita: “<strong><em>Com que rapidez nos sentimos envergonhados e com que intensidade, afinal de contas, depende da medida de tolerância que somos capazes de concentrar para nossos próprios lados sombrios</em></strong>.” (2023. p.41).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-lidar-com-a-autoestima-e-um-convite-de-paz-com-os-nossos-proprios-demonios-e-questoes-sombrias-demonstrando-uma-autocompaixao-por-nos-e-pelos-outros" style="font-size:19px">Lidar com a autoestima é um convite de paz com os nossos próprios demônios e questões sombrias, demonstrando uma autocompaixão por nós e pelos outros.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">À medida que me reconheço e tenho consciência das minhas imperfeições, consigo respeitar e ser tolerante com o outro. Com a tolerância, uma união pode ocorrer e uma estima nascer. Eros pode reestabelecer o vínculo com a vida, com o corpo e com o autorrespeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">A capacidade de estabelecer limites e de dizer não sem ter a compressão desse ato como uma ofensa ao outro é um aspecto rico a ser debatido. Se colocar na posição de humilde e sempre prestativo para que a aceitação de quem se é ocorra é um perigo, que pode camuflar compensações inconscientes das mais variadas formas e conteúdo. A partir do momento que não estabeleço uma distância com o que chega até mim, uma simbiose inconsciente pode ocorrer, afastando cada vez mais a possibilidade de diferenciação e individualização. Por consequência, se não sei quem sou, uma dificuldade em valorar o que faço, o que penso, se instala.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-fim-a-autenticidade-e-o-fruto-de-uma-autoestima-trabalhada" style="font-size:19px">Por fim, <strong>a autenticidade é o fruto de uma autoestima trabalhada</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4">O centro da totalidade psíquica, o Si-mesmo, abre caminhos simbólicos, seja por sonhos, sincronicidade, expressões criativas, para que uma união seja realizada. Antes de mais nada, ter autoestima é ter conhecimento do mundo interno; dos paradoxos e das polaridades subjetivas; dos diálogos com conteúdos inconscientes. Processo impossível de acontecer se rejeitarmos a voz e o encontro com esse centro mandálico.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="📝Artigo novo: &quot;O procedimento estético mais cobiçado da modernidade: o resgate da autoestima&quot;" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/blFXwiWV6wg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pedro-rocha/">Pedro Pimentel Rocha – Analista em Formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px;line-height:1.4"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/"><strong>Waldemar Magaldi – Analista Didata</strong> <strong>do IJEP</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><strong>Referências:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px;line-height:1.4">JACOBY, M. <strong>A vergonha e as origens da autoestima. Abordagem Junguiana</strong>. Petrópolis, RJ: Vozes, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px;line-height:1.4">JUNG, C. G. <strong>O eu e o inconsciente</strong>. OC.7/2. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px;line-height:1.4">JUNG, C. G. <strong>Mysterium Coniunctionis</strong>. OC.14/2. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p class="has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-fc40df6cbddff4d11be9709c55dbd258 wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em><strong>X Congresso Junguiano IJEP&nbsp;(9, 10, 11 Junho/2025)</strong>&nbsp;–&nbsp;<strong>Online e Gravado – 30h Certificação</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.institutojunguiano.com.br/x-congresso-ijep"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="532" src="https://blog.sudamar.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-1024x532.png" alt="" class="wp-image-10410" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-1024x532.png 1024w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-300x156.png 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-768x399.png 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-150x78.png 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2-450x234.png 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-2.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>30 palestras com os Professores e Analistas Junguianos do IJEP: Saiba mais e se inscreva:</em><strong>&nbsp;</strong><a href="https://www.institutojunguiano.com.br/x-congresso-ijep">https://www.institutojunguiano.com.br/x-congresso-ijep</a></p>



<p class="has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-c40715b522ea1a85eca82db21cd14f75 wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><em>Acompanhe nosso Canal no YouTube:&nbsp;https://www.youtube.com/@IJEPJung</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Você está pronto para ser protagonista da sua própria vida?</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/busca-da-autonomia-e-da-realizacao-pessoal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcella Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 20:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia anal[itica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=7837</guid>

					<description><![CDATA[<p>Toda vez que nos encontramos diante de uma tarefa que nos parece desafiadora demais e que exige de nós uma grande transformação, tendemos a estagnar. Quando resistimos à tomada de consciência ou rejeitamos a tarefa do novo, experimentamos a sensação de perda de controle. A vida vai perdendo sentindo, nossos dias se tornam mais difíceis até que nos sentimos sem saída e somos forçados a agir.<br />
Talvez o motivo de tanto sofrimento diante das tarefas seja o medo de correr riscos e nos expor. Nem sempre estaremos prontos para agir e tomar qualquer decisão e, pensar em fazer algo nessas circunstâncias parece assustador.<br />
	Crescer dói, não crescer mutila a nossa alma. Este processo de lapidação egóica é uma tarefa realmente árdua, mas inevitável se quisermos ir em busca de uma realização pessoal. A atitude de ficar escondido, apenas sendo coadjuvante das histórias, em algum momento, não será mais sustentado pela alma. Por mais que o ego busque alternativas para se proteger da situação, a alma apresentará desconfortos deixando em evidência que é preciso mudar. Mesmo com resistências, nós devemos buscar meios para abandonar os papéis secundários e nos tornarmos protagonistas das histórias ao nosso redor.  Resgatar a autonomia diante da nossa própria história é a tarefa a qual não conseguiremos escapar. Uma hora ou outra nós vamos ter que encarar o palco e a plateia e mostrar para todos, quem somos e como queremos viver a nossa história. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O resgate da autonomia como parte da ampliação da consciência e a busca da realização pessoal. &nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“Deus, tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo na minha vida que as vezes parece que estou dentro de um vagão descontrolado, sendo levada a situações que não escolhi, tendo que resolvê-las sem tempo de me preparar para elas, sem entender ao certo para onde elas vão me levar&#8230;só espero que você seja o condutor deste trem, Deus, e esteja realmente me levando para o lugar onde eu devo estar&#8230;”</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem nunca se sentiu assim diante da própria vida? Nem sempre as coisas vão seguir o nosso planejamento e a vida vai nos dar tempo de nos prepararmos para encontrar a melhor resposta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Confesso que quando me dei conta desta minha conversa com Deus antes de dormir eu me assustei. Não por ser algo inédito na minha vida, mas por entender que diante deste momento, eu realmente esperava que Deus estivesse sob o comando, no meu lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo não tem a finalidade de questionar a ação de Deus em nossas vidas. Isso é muito pessoal e nós devemos respeitar as diferentes visões sobre o tema. Mas quero ampliar aqui uma questão que eu já vinha elaborando diante dos casos que acompanho e de algumas leituras que fiz: <strong>haverá sempre um momento em que a vida vai cobrar da gente uma posição</strong> e, quando isso acontecer, não restará mais nada a fazer além da gente se tornar protagonista da própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como visto, o processo de evolução é um trabalho contínuo. A psique é trabalhada e a consciência é lapidada graças ao enfrentamento das situações. Este processo não se dá exclusivamente na fase do amadurecimento onde vamos nos tornando adultos, mas sim, acontece de forma <strong>constante</strong> <strong>por toda a vida</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-desenvolvimento-da-personalidade-e-formacao-do-ego">Desenvolvimento da personalidade e formação do ego</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O <strong>desenvolvimento da personalidade e a formação do ego</strong> devem ser trabalhados continuamente</em>,<em> independentemente da idade.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, este pensamento ilustra bem o caminho da individuação, onde somos convidados a construir, transformar, desconstruir ideias, valores, conceitos, sempre e de novo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “<strong>Ego e Arquétipo</strong>”, <strong>Edinger</strong> (2012) ilustra essa ideia de evolução da consciência com um modelo espiral. Onde cada fase a ser vivida passa necessariamente por papéis, desafios de construção e desconstrução, de modo que seja trabalhado o Ego e conquistado o autoconhecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E fica evidente que esta caminhada é cíclica, ou seja, a cada novo momento ficaremos frente a frente com nossas sombras, nossos potenciais e vamos descobrindo maneiras de responder e amadurecer diante das experiências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos então pensar que este processo é cíclico, espiral e cônico, pois conforme vamos aprendendo as lições que a vida traz e vamos expandindo a nossa consciência. Encontramos saídas e respostas mais rápidas, ou vamos tendo menos necessidade de ficarmos parados em um ponto, identificados com o momento presente.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-psique-passa-por-esses-movimentos-constantes-mas-nunca-da-mesma-forma" style="font-size:18px">A psique passa por esses movimentos constantes mas nunca da mesma forma.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, quando estamos diante de uma tarefa que nos parece desafiadora demais, que exige uma grande transformação ou mesmo constela nossos complexos, tendemos a estagnar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Toda vez que resistimos à tomada de consciência ou rejeitamos a tarefa do novo, experimentamos a sensação de perda de controle</strong>. Ficamos com o emocional confuso e começamos a produzir sintomas em suas mais diversas formas. Seja diante de pequenas tarefas corriqueiras do dia a dia ou de grandes mudanças impostas pela vida, se não enfrentarmos nossa sombra os sintomas vão nos cobrar uma atitude.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-procrastinacao-preguica-ou-falta-de-prontidao" style="font-size:21px">Procrastinação: preguiça ou falta de prontidão?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Quando resistimos ou nos sentimos paralisados diante de coisas que são julgadas como pequenas, costumamos dizer que estamos <strong>procrastinando</strong>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Interessante pensar que nesses casos, muitos associam a resistência em fazer algo como <strong>preguiça</strong>. Mas será que realmente a pessoa que paralisa ou que arrasta uma situação deixa de fazer apenas por preguiça ou irresponsabilidade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “<strong>Pare de procrastinar</strong>” de Nils <strong>Salzgeber</strong> (2021), fica evidente que muitas vezes essa resistência comportamental vem diante de tarefas julgadas como difíceis. Mas é quase sempre uma reação natural à uma emoção negativa ou desconfortável que é acionada, gerando ansiedade, dor, culpa, entre outros sentimentos. <strong>Por isso, a pessoa tenta mudar o foco para outra tarefa que desperte emoções mais agradáveis</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, será que nós não podemos pensar que, diante de grandes mudanças de vida ou grandes tarefas, paralisamos por também nos sentirmos <strong>desconfortáveis</strong> com as nossas emoções?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos pensar neste conflito interno como uma resistência profunda em olhar para a situação e assumir um papel diferente do que estávamos acostumados até então? A diferença talvez seja que nesses casos não julgamos como procrastinação, mas sim uma <strong>falta de prontidão para realizar tais tarefas</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:20px">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><em>“A procrastinação geralmente decorre de alguma espécie de medo – do fracasso, do sucesso, do desconhecido, de ser julgado, da reprovação. É muito mais fácil procrastinar do que escrever um livro e correr o risco de ninguém gostar dele. É muito mais fácil procrastinar do que começar um negócio e correr o risco de falir.”</em> </p>
<cite>Salzgeber, 2021, p. 22</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-medo-de-correr-riscos-nao-seria-este-o-motivo-de-encontrarmos-pessoas-em-sofrimento-diante-de-desafios-que-a-vida-impoe" style="font-size:18px">Medo de correr riscos: não seria este o motivo de encontrarmos pessoas em sofrimento diante de desafios que a vida impõe?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Viver é correr riscos</strong>: de fracassarmos, mas também de nos surpreendemos com o sucesso. Como saber se estaremos prontos para lidar com o que vier, sendo algo positivo ou negativo? Quais partes minhas eu terei que conhecer para dar conta deste novo? Tantas perguntas para um processo que é <strong>inevitável</strong>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este comportamento até então visto em <strong>adolescentes </strong>agora virou tema também de muitos <strong>adultos</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O medo da vida e do viver, a sensação de despreparo diante das batalhas e responsabilidades, seja ela na vida pessoal ou na coletiva, tem feito com que adultos se sintam impotentes diante da própria vida</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum o relato de que grande parte do sofrimento vem pela falta de escolha, mas a verdade é que sempre a fazemos.  <strong>De forma consciente ou inconsciente, o tempo todo escolhemos</strong>: se queremos ou não, se vamos agir ou não, como vamos enfrentar o que nos parece inevitável – e essas decisões cabem somente a cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande aprendizado é aprender a lidar com os desafios que vão aparecer pelo caminho, mesmo diante de uma escolha certeira. Independente da escolha (ou da aparente não escolha), inevitavelmente vamos ter que lidar com alguns desafios.  </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:20px">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px">“<em>Enquanto uma pessoa continua a se desenvolver, a paz interior, mesmo para aqueles cuja vida foi enriquecida pelo encontro com o inconsciente, é apenas um breve intervalo entre o conflito resolvido e o conflito que virá, entre respostas e perguntas que nos lançam no tumulto e no sofrimento, até que novos vislumbres ou a própria transformação tragram nova solução, e o interior e o exterior em oposição se reconciliem novamente.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px"><em>A experiência do significado, que é, finalmente, aquilo com que se ocupa a vida, não é, de nenhum modo, equivalente ao não sofrimento; no entanto, a elasticidade da consciência que se dá conta de si e se transforma a si mesma pode nos fortalecer contra os perigos do irracional e do racional, contra o mundo interior e o exterior.</em>” </p>
<cite>Jaffé, 1995, p.59</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-crescer-doi-nao-crescer-mutila-a-nossa-alma">Crescer dói, não crescer mutila a nossa alma.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Este processo de <strong>lapidação egóica</strong>, buscando a totalidade individual proposto por<strong> Jung </strong>é uma tarefa realmente árdua, mas inevitável se quisermos ir em busca de uma realização pessoal.<strong> Não importa a idade ou o momento de vida, seremos convocados a algumas batalhas pessoais</strong> as quais não poderemos nos ausentar, a não ser que estivermos dispostos a adoecer, física e psiquicamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para algumas pessoas fica mais fácil associar esse chamado com a <strong>jornada do herói</strong>, e posso até concordar, desde que a jornada do herói seja compreendida de fato na sua essência: uma <strong>jornada de autoconhecimento</strong> e<strong> ampliação da consciência</strong> <strong>diante do inconsciente</strong> e não uma tarefa meramente egóica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse artigo, quero destacar os momentos em que realmente nos sentimos inundados por tarefas, mudanças e surpresas que anunciam grandes transformações de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Situações em que teremos que rever alguns padrões, crenças, despertar para os aprendizados e realmente partir para o próximo nível da nossa jornada. Quando de fato nos lançamos para o processo, descobrimos que em alguns momentos nós devemos agir junto com os pedidos que a própria vida vai nos fazer. Ou seja, mesmo sem ter a compreensão absoluta do próximo passo, só nos resta fazer um esforço e nos apropriar da situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-atitude-de-ficar-escondido-apenas-sendo-coadjuvante-das-historias-em-algum-momento-nao-sera-mais-sustentado-pela-alma" style="font-size:20px">A atitude de ficar escondido, apenas sendo coadjuvante das histórias, em algum momento, não será mais sustentado pela alma.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais que o ego busque alternativas para se proteger da situação, a alma apresentará desconfortos deixando em evidência que é preciso mudar. Mesmo com resistências, nós devemos buscar meios para abandonar os papéis secundários e nos tornarmos protagonistas das histórias ao nosso redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Este é um processo realmente difícil, mas necessário</strong>. Muitos recursos do processo analítico nos ajudam neste enfrentamento, seja escutando a sombra, olhando para as fantasias, imaginando soluções, ponderando riscos, buscando um diálogo entre os conteúdos conscientes e inconscientes. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-investigando-o-inconsciente" style="font-size:20px">Investigando o inconsciente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No livro “<strong>O Eu e o Inconsciente</strong>” (OC, v.7/2, §369), Jung fala que não podemos usar ferramentas como meio de escapar da vida, mas sim para <strong>investigar</strong> aquilo que não se consegue ainda ter clareza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando esta ideia, ele pontua que dar voz as fantasias e ao inconsciente “<em>não são um substituto da vida; são frutos do espírito que cabem àquele que paga o seu tributo à vida. Quem se exime não experimenta nada, salvo o seu próprio medo mórbido, e este não lhe concede nenhum significado”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos, então, entender que esses momentos de grandes mudanças e tumultos emocionais fazem parte do processo de <strong>individuação</strong> e que nós não deveríamos resistir ao enfrentamento das mudanças solicitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é preciso deixar claro que há uma diferença entre se sentir receoso diante da mudança imposta pela vida, e de se sentir totalmente descontrolado e desconectado da própria vida e das decisões a serem tomadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro caso, devemos enfrentar essas <strong>emoções</strong> como um ajuste psíquico necessário para a nossa ampliação da consciência, e esta tarefa pode ser sim enfrentada pela nossa versão protagonista. A nossa versão protagonista entenderá a necessidade de agir apesar do receio e buscará recursos e ajuda necessárias, com a compreensão que desta forma ele poderá atuar a favor da demanda necessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no segundo caso, onde o sentimento é o descontrole diante dos acontecimentos, surgirá a necessidade maior em buscar uma <strong>reconexão</strong> com a própria história, emoções e desejos, entendendo que o papel de coadjuvante, na verdade, aprisiona a pessoa em sofrimentos que não a pertence, mas que a mantém refém de complexos e sombras.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-fica-claro-entao-que-fugir-de-algumas-responsabilidades-nao-e-uma-opcao" style="font-size:18px">Fica claro, então, que fugir de algumas responsabilidades não é uma opção.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, teremos sempre liberdade no modo de agir diante delas. <strong>Aniela Jaffé</strong> em “O Mito do Significado” (1995, p.91) fala que “<strong>o homem é livre e não é livre</strong>”. Ela diz que “n<strong>ão é livre para escolher o seu destino, mas sua consciência lhe dá a liberdade para aceitá-lo como uma tarefa que lhe foi atribuída pela natureza</strong>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estamos dispostos a contribuir com o <strong>processo de individuação</strong>, nos tornamos responsáveis por este processo e nos submetendo voluntariamente ao Self. <strong>O homem é livre para ampliar a sua consciência e, para isso, enfrentar seus medos e todo o desconhecido que habita a sua psique</strong>. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:20px">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>“Quando alguém toma a si, voluntariamente, a integridade, não precisa vivenciar que ela lhe ‘acontece’ contra a sua vontade e de modo negativo” </em></p>
<cite>Jung, Aion, v. 9/2, §16</cite></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-busca-da-autonomia-e-a-da-realizacao-pessoal" style="font-size:18px">A busca da autonomia e a da realização pessoal</h2>



<p class="wp-block-paragraph"> Assumir o <strong>protagonismo</strong> da situação é uma tarefa a qual não vamos conseguir escapar na busca da autonomia e da realização pessoal. É trabalhoso mudar a postura e assumir novos papéis, principalmente quando estamos <strong>acomodados</strong> diante dos nossos complexos. Porém, faz parte da vida resgatar a <strong>autonomia</strong> da nossa história pois, uma hora ou outra, vamos ter que encarar o palco e a platéia e nos expor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:20px">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">“<em>Tornar-se autônomo é algo que nos é exigido, sem sombra de dúvida, como ideal e como reivindicação de nossa vida. Mas uma vez que a autonomia, em todas as suas formas, vem ligada sempre também com um processo de distinção e separação em relação ao outro, gerando assim perda, sentimentos de culpa de um lado, e de outro, sentimentos de mágoa, com medo e angústia frente à separação, de ambos os lados, via de regra, procuramos evitá-la”</em>. </p>
<cite>Kast, 2016, p. 34</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A totalidade do ser humano consiste em aprender conscientemente suportar conflitos, desenvolver a capacidade de buscar soluções para eles através de uma decisão ou de uma aceitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A vida ensina que devemos tentar maneiras de mudar aquilo que nos incomoda, mas que, algumas vezes, quando sem alternativa, devemos apenas aprender a suportar.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-isso-tambem-e-amadurecimento-psiquico" style="font-size:19px">Isso também é amadurecimento psíquico. </h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>“&#8230;Só espero que você seja o condutor deste trem, Self, e esteja realmente me levando para o lugar onde eu devo estar&#8230;” . Tornar-se <strong>protagonista</strong> é realmente um grande desafio, mas é o primeiro grande passo na <strong>autonomia</strong> da nossa história.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando entendermos isso, poderemos então pensar “<strong>quando é que eu irei conseguir me tornar roteirista da minha própria história?</strong>” Talvez a <strong>consciência </strong>ainda tenha um trabalho a fazer antes de conseguir escutar a resposta do <strong>Self</strong> e tomar posse desta autonomia. É possível que esta resposta (ou confirmação) seja dada apenas no <strong>desembarque do trem</strong>. Mas nós chegaremos lá.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/marcellaferreira/"><strong>Marcella Helena Ferreira</strong> &#8211; Analista em formação IJEP</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/cristinaguarnieri/"><strong>Maria Cristina Guarnieri</strong> &#8211; Analista Didata IJEP</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias">Referências:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">EDINGER, Edward F., <em>Ego e Arquétipo</em>. São Paulo – SP: Ed. Cultrix, 2012</p>



<p class="wp-block-paragraph">JAFFÉ, Aniela. <em>O Mito do Significado</em>. São Paulo – SP: Ed. Cultrix, 1995</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>O Eu e o Inconsciente</em>. OC v.7/2. Petrópolis – RJ: Ed. Vozes, 2015</p>



<p class="wp-block-paragraph">________________ <em>Aion</em>. OC v.9/2. Petrópolis – RJ: Ed. Vozes, 2013</p>



<p class="wp-block-paragraph">KAST, Verena. <em>O Caminho para si mesmo</em>. Petropolis – RJ: Ed. Vozes, 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">SALZGEBER, Nils. <em>Pare de Procrastinar.</em> Campinas – SP: Ed. Auster, 2021</p>



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		<title>Motivação e Autoestima do Educador</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/motivacao-e-autoestima-do-educador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Apr 2022 13:07:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[educador]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É interessante constatarmos que estas características humanas, quando presentes, podem transformar a vida da pessoa e de seu entorno. <strong>Motivação</strong> está ligada ao conceito de movimento como emoção, <strong>palavras advindas do latim:&nbsp;movere e emovere &#8211; mover-se para dentro e para fora simultaneamente</strong>. Por isso, quando não existe um alinhamento harmonioso entre o que está dentro, a dimensão instintiva, voltada para a manutenção da vida biológica, e o que está fora, os vínculos relacionais na direção da evolução psicológica, com seu potencial anímico e espiritual, surgem os conflitos neuróticos e a ameaça do fracasso existencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong>utoestima</strong>, por sua vez, envolve confiança e crenças autossignificantes de autoaceitação e amor próprio, somadas à certeza de que está a serviço de algo maior. Com isso, chegamos ao conceito de fé, que proporciona sentido e significado existencial, despertando o altruísmo pela consciência do servir para ser. Neste sentido, acredito que a união da <strong>motivação</strong> com a <strong>autoestima</strong> é o&nbsp;<strong>entusiasmo, do grego&nbsp;en + theos&nbsp;&#8211; em Deus.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A atual condição humana, voltada apenas para a manutenção da vida biológica, dessacralizada, competitiva e egoísta, quase que interdita o surgimento do entusiasmo. A vida biológica,&nbsp;Bios, é finita e destrutível e só se mantém consumindo outra vida biológica. Literalmente, matamos para não morrer, comemos para não sermos comidos, mas sabemos que um dia perderemos essa luta. Esquecemos que a vida psíquica,&nbsp;Zoé, é infinita e indestrutível. Esta situação alienante gera angústia e medo e, infelizmente, <strong>o homem contemporâneo, tomado por esta infelicidade comum, ao invés de seguir o caminho da religação ao si mesmo, resgatando sua alma, acabou iludidamente, tomado pelo desejo de poder.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder é antagônico ao amor, ele necessita de acúmulo e defesas, para ter a sensação de controle. Onde um está o outro desaparece. <strong>Essa condição de necessidade de poder desperta mais angústia e ansiedade, criando o ciclo vicioso que desemboca nas doenças psíquicas, como a depressão, e físicas como o câncer</strong>. Atualmente a medicina psicossomática, que constata que todos os sintomas de adoecimento são reflexos das emoções destrutivas, de baixa <strong>autoestima</strong> e falta de <strong>motivação</strong> para a vida. Ou seja, a perda do entusiasmo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O educador, nesta perspectiva, precisa resgatar o entusiasmo para poder despertar este sentimento nos seus educandos. Essa é uma empreitada hercúlea, porque os governos, totalmente engajados na dimensão do poder, desprezam a educação, deixando de valorizar tanto os educadores, quanto a própria educação, no sentido de estimular a crítica reflexiva diante desta realidade materialista. Porque assim o poder continua perpetuado. Daí que surge a necessidade de engajamento dos educadores, como agentes revolucionários, para exigir valor para eles e para a educação. Está é a única possibilidade de revertermos esta situação insustentável de iniquidades e desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem é o educador? </strong>Porque um indivíduo resolve dedicar sua vida para educar as outras pessoas? Será que ele se acha superior, mais conhecedor e capaz frente às demais pessoas e, por isso, se dedica a essa prática? Mas, se é essa a sua razão porque ele se sujeita a tantos maus tratos, desprestígio e baixa remuneração? O educador escolheu ou foi escolhido para exercer a sua profissão? Do que adianta pensarmos em construir um mundo melhor se não deixarmos herdeiros melhores para esse mundo? Ensinamos para que o aluno se sirva do aprendizado ou passe a servir melhor graças ao que aprendeu?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante destas perguntas acredito que todo educador vocacionado sabe que sua profissão é missionária, ou seja, ele está sob uma missão maior que é a de ser um agente de transformação. Porém, como a neuropsicologia nos ensina, toda vez que um ser humano é exposto a algum tipo de mudança ele sai da zona do conforto, ou seja, seu circuito de gratificação e recompensa dá lugar ao circuito de aversão, medo, punição e exclusão.<strong> Deve ser essa a razão que justifica a sociedade, com a conivência da maioria silenciosa que somos nós, contribuir ou ficar omissa na transformação do educador missionário, que é vocacionado, em um indivíduo submisso, desqualificado e excluído!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Educar deveria ser o fim ultimo de todo ser humano. Creio que não existe profissão mais nobre e importante. Contribuir para o aprimoramento humano é sagrado. Quem está neste chamado precisa reconhecer seu valor e missão, para poder exigir que seu entorno relacional também reconheça. Ninguém pode dar o que não tem, mas também não receberá o que não deu. Ou seja, só um educador motivado e com boa <strong>autoestima</strong> poderá despertar a <strong>motivação</strong> e a <strong>autoestima</strong> de seus educandos, reestabelecendo o ciclo virtuoso, que valoriza o educador e a educação, colocando-os em primeiro lugar na escala de prioridades para que a humanidade passe a ser mais consequente, amorosa e altruísta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, para que isso possa acontecer, é necessário, antes de tudo, o investimento maciço no autoconhecimento do educador, para que ele adquira a autoconsciência porque, só quando sofrermos o choque de ver a nós mesmos como realmente somos (e não como gostaríamos ou esperançosamente presumimos ser), é que poderemos dar o primeiro passo em direção à realidade individual. O objetivo desta auto-observação desperta a capacidade de modificar a nós mesmos, tornando-nos agentes da mudança, começando a sacrificar todo tipo de sofrimento! Existe algo mais fácil a sacrificar? Porém, com <strong>a atual educação da manutenção da opressão e do oprimido, aprendemos e ficamos condicionados em sacrificam tudo, exceto nossas emoções negativas e as crenças necessárias parra a manutenção desta situação desigual.</strong> Não há prazer nem gozo que não estamos pronto a sacrificar por razões fúteis, mas jamais sacrificamos nosso sofrimento. Isso nos dá a ilusão de valor, apesar de aprisionados se sem mobilidade sociocultural.</p>
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