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	<title>Arquivos dinheiro - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos dinheiro - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O Dinheiro como Espelho da Psique &#8211; o que o inconsciente revela sobre poder, valor e manejo do financeiro</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-dinheiro-como-espelho-da-psique-o-que-o-inconsciente-revela-sobre-poder-valor-e-manejo-do-financeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patricia Moura Vernalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 17:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[energia psíquica]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[material]]></category>
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		<category><![CDATA[Psique]]></category>
		<category><![CDATA[valor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este artigo explora a temática financeira, onde o dinheiro como um símbolo, espelha dinâmicas inconscientes ligadas ao poder, ao valor e ao merecimento. Com base na Psicologia Analitica, discute-se como crenças profundas podem influenciar o manejo financeiro e explicar porque algumas pessoas vivem maior fluidez econômica, enquanto outras enfrentam tensão ou medo, mesmo com esforços contínuos. O estudo propõe a compreensão do dinheiro como expressão da energia psíquica, convidando a uma relação mais consciente e integrada com a dimensão material da vida.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Resumo: </strong>Este artigo explora a temática financeira, onde o dinheiro como um símbolo, espelha dinâmicas inconscientes ligadas ao poder, ao valor e ao merecimento. Com base na Psicologia Analitica, discute-se como crenças profundas podem influenciar o manejo financeiro e explicar porque algumas pessoas vivem maior fluidez econômica, enquanto outras enfrentam tensão ou medo, mesmo com esforços contínuos. O estudo propõe a compreensão do dinheiro como expressão da energia psíquica, convidando a uma relação mais consciente e integrada com a dimensão material da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O dinheiro é uma temática de intensas emoções, pois além de um veículo de troca, é um símbolo carregado de energia psíquica refletindo a relação do individuo com o próprio poder e também com o principio de valor interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">As atitudes e comportamentos assumidos frente ao dinheiro, impregnados da herança familiar, transgeracional e cultural, reverberam positiva ou negativamente, não só em suas trajetórias pessoais, mas também na sociedade, no presente e adiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Tema recorrente, é gerador de preocupações e angústias, circulando como principal meio de troca de bens e serviços humanos. É inegável que participamos de uma sociedade estruturada na produção e no consumo incessante de bens – particularmente supérfluos, que atraem afetos, ativam desejos e impulsionam praticas de compras que, muitas vezes não atendem a necessidades reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Na história do desenvolvimento da humanidade, em diversas culturas o dinheiro se fez presente, ocupando um lugar de importância e influenciando a vida dos indivíduos, desde a criação das primeiras moedas até o surgimento das cédulas. (MEIRELLES, 2012)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-de-acordo-com-ferreira-2007-o-dinheiro-e" style="font-size:19px"><strong>De acordo com Ferreira (2007) o dinheiro é:</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Estoque de valor, unidade de contabilidade, padrão de pagamento adiantado. Possui múltiplas dimensões simbólicas, entre elas: extensão de nosso self, poder, talento, habilidade, beleza, saúde, inteligência e oferece aquela possibilidade da pessoa sentir-se sempre especial. Nas sociedades capitalistas, o dinheiro está associado à segurança, sucesso, liberdade, independência, esperteza, benção de Deus, status, merecimento, bem estar, comparação social.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Jung nos convida a observar que aquilo que não é conscientizado tende a se manifestar como destino. Nesse sentido, nossas dificuldades ou excessos na relação com o dinheiro podem ser entendidos como expressões simbólicas de conflitos mais profundos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O presente estudo tem por objetivo uma breve analise sobre o dinheiro como um símbolo psíquico cuja manifestação está diretamente ligada à dinâmica inconsciente que atravessa o individuo no que se refere a poder, valor e também merecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Observa-se que sua investigação em pesquisa parece ainda se apresentar de forma mais limitada, sendo frequentemente tangenciada muito mais por aspectos econômicos e sociais, do que simbólicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-qual-seria-a-contribuicao-da-psicologia-analitica-junguiana-para-o-entendimento-da-relacao-entre-as-questoes-psiquicas-e-monetarias" style="font-size:19px">Qual seria a contribuição da psicologia analítica junguiana para o entendimento da relação entre as questões psíquicas e monetárias?</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A representação monetária é alvo de projeções, pois o dinheiro e seu caráter psicológico encontram-se profundamente vinculado à dinâmica psíquica dos sujeitos, não se ligando somente à esfera pessoal, mas também ao coletivo, como os arquétipos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-segundo-weatherford-2005-o-dinheiro" style="font-size:19px"><strong>Segundo Weatherford (2005) o dinheiro:</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><em>Permite que os seres humanos estruturem a vida de formas incrivelmente complexas que não se encontravam disponíveis antes da invenção do dinheiro. A qualidade metafórica concede-lhe um papel de enfoque na organização do significado da vida. O dinheiro representa uma forma infinitamente ampliável de estruturar o valor e as relações sociais e pessoais, politicas e religiosas, bem como as comerciais e econômicas.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Chama a atenção o fato de que, enquanto algumas pessoas conseguem estabelecer uma relação tranquila, saudável e fluida com o dinheiro – experimentando organização e planejamento, sensação de segurança e ainda prosperidade; outras, apesar da produção e competência, parecem viver em constante tensão financeira e a relação com o dinheiro pode ser permeada tanto pela escassez quanto pelo exagero.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">&nbsp; Uma investigação mais aprofundada sobre a construção desses conceitos na psique, de modo pessoal se faz importante. O dinheiro “em si”, por vezes, não é o ponto central, mas pode estar a serviço de uma representação de suma importância para o indivíduo dentro de sua história de vida e também familiar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-seria-conveniente-fazer-referencia-aqui-ao-conceito-da-psicologia-analitica-acerca-dos-complexos" style="font-size:19px">Seria conveniente fazer referencia aqui ao conceito da Psicologia analítica acerca dos complexos.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Para Jung os complexos se constituem a partir de ideias com forte carga afetiva, capazes de influenciar os pensamentos e ações. “<em>[&#8230;]</em> <em>uma determinada situação de forte carga emocional incompatível com as disposições ou atitude habitual da consciência</em>.” (JUNG, 2013, p. 47).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Jung explicou que a palavra “complexo”, no seu sentido psicológico, introduziu-se na língua alemã e que hoje em dia todo mundo sabe que as pessoas “tem complexos”, mas acabam desconhecendo algo de grande importância: que os complexos podem nos ter.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-em-estudos-experimentais-trabalhando-com-as-associacoes-jung-aponta-a-existencia-do-complexo-financeiro" style="font-size:19px">Em Estudos experimentais, trabalhando com as associações, Jung aponta a existência do <strong>complexo financeiro</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A temática financeira não aparece em grande quantidade nos referenciais teóricos da psicologia e, de forma similar, assuntos sobre dinheiro ainda geram desconforto e podem ser evitados, por isso “<em>[&#8230;] é considerado de bom tom escamotear assuntos de dinheiro</em>” (JUNG, 2013, p.254).</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Dessa forma vai se revelando as relações estabelecidas no cenário financeiro, de acordo com o funcionamento interno de cada um. Jung, 2012, aponta, por exemplo, que economizar dinheiro pode trazer mais prazer do que despender, enquanto que para outros, o contentamento está em esbanja-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Alcançamos, assim, a compreensão de que no traço psicológico do dinheiro, além da existência do complexo monetário, há ainda espaço para as projeções pessoais sobre sua figura. Na relação estabelecida com o dinheiro, fica claro como os afetos estão dispostos, desde os temores existentes em sua vida, até os sonhos que pretende viver no futuro. &nbsp;LOCKHART <em>et al</em> ,1997)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Somando-se a isso temos os arquétipos e o inconsciente coletivo, onde os arquétipos como instancias psíquicas relativamente autônomas não são capazes de se integrar a consciência por meio racionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-os-arquetipos-como-estruturas-psiquicas-inatas-e-universais-desempenham-um-papel-essencial-na-compreensao-da-abordagem-analitica" style="font-size:19px">Os arquétipos, como estruturas psíquicas inatas e universais, desempenham um papel essencial na compreensão da abordagem analítica.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Para Jung são formas típicas de comportamento que ocorrem sempre e em toda parte; padrões recorrentes que moldam a experiência humana e de forma espontânea aparecem nos sonhos e narrativas culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">O dinheiro atua como uma força de caráter arquetípico, portanto, passível de múltiplas leituras e aplicações de acordo com aquele que dele faz menção. Nessa direção, o dinheiro não se fixa em uma única definição, seja como troca, valor ou energia, pois possui múltiplas raízes, preservando um caráter de incerteza e indeterminação. Podemos dizer: “[&#8230;] <em>o dinheiro é tão amplo e profundo quanto o oceano, o inconsciente primordial, e nos torna assim também. Ele sempre nos leva a enormes profundezas</em>” (LOCKHART <em>ET al</em>. 1997, p.29).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-dinheiro-pode-ser-entendido-como-uma-expressao-de-padroes-arquetipicos-impactando-no-desenvolvimento-psicologico-poderiamos-citar-arquetipos-financeiros-tais-quais-o-arquetipo-do-provedor-do-perdulario-do-avarento-e-outros" style="font-size:19px">O dinheiro pode ser entendido como uma expressão de padrões arquetípicos, impactando no desenvolvimento psicológico. Poderíamos citar arquétipos financeiros tais quais: o arquétipo do <strong>provedor</strong>, do <strong>perdulário</strong>, do <strong>avarento</strong> e outros.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Lockhart</strong> complementa que a influência desses arquétipos financeiros vai além dos aspectos racionais das decisões, trazendo as historias inconscientes que moldam as escolhas econômicas associadas ao dinheiro. Com isso, entende-se que quando as questões relativas ao dinheiro não encontram um espaço reconhecido na consciência, sua dimensão arquetípica pode adquirir autonomia e tornar-se invasiva, irrompendo na vida psíquica sem pedir consentimento ao ego.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Consequentemente, compreender o arquétipo do dinheiro exige ainda a ponderação de uma característica central dessa instancia psíquica: o seu caráter simbólico. Esses aspectos simbólicos mostram-se capazes de estabelecer uma ligação com os conteúdos monetários, resultando numa dimensão simbólica que se inscreve no próprio fenômeno do dinheiro; ou seja, o entendimento de símbolo guarda aproximações importantes com a maneira como o dinheiro é concebido.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Convém ressaltar que o dinheiro, embora atue como instrumento de troca, mobiliza também forças psicológicas que permeiam a vida interior e as relações humanas. Na perspectiva da psicologia analítica, pode ser compreendido como um arquétipo contemporâneo, um símbolo que excede o domínio material e revela sentidos profundos, enraizados tanto no inconsciente coletivo quanto na jornada de individuação.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-embora-o-dinheiro-apresente-aspectos-universais-sua-leitura-e-compreensao-estarao-conectadas-a-experiencia-pessoal-e-subjetiva-do-self" style="font-size:19px">Embora o dinheiro apresente aspectos universais, sua leitura e compreensão estarão conectadas a experiência pessoal e subjetiva do Self.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>Magaldi</strong> (2004) analisa intersecções culturais, religiosas e econômicas, mostrando como o dinheiro, compreendido como símbolo arquetípico, interfere nas questões existenciais e na própria busca do sagrado na sociedade atual. Para o autor, o dinheiro ultrapassa sua utilidade econômica e adquire uma função psíquica e arquetípica de grande peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Mantendo um diálogo constante com o inconsciente e configurando valores e motivações pessoais e coletivas. Diz ainda que, em muitas situações, nota-se que a falta de saúde produz perda de dinheiro e aumento de sagrado. Em outras, a falta do sagrado produz aumento do dinheiro e a perda da saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ao-assumir-a-funcao-de-instrumento-de-poder-e-autonomia-o-dinheiro-e-igualmente-capaz-de-desestabilizar-a-psique-provocando-compulsoes-e-tensoes-emocionais" style="font-size:19px">Ao assumir a função de instrumento de poder e autonomia, o dinheiro é igualmente capaz de desestabilizar a psique, provocando compulsões e tensões emocionais.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Pode atuar como uma projeção psíquica, condensando afetos e desejos inconscientes, tornando-se assim, tanto um agente de alienação quanto um potencial caminho para a integração.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong>O dinheiro funciona como um mediador entre o mundo material e o espiritual</strong>. Quando acolhido de modo equilibrado pode encarnar liberdade e sentido; mas, quando mal elaborado, converte-se em símbolo de alienação e aprisionamento. Tal compreensão vincula o dinheiro ao percurso de individuação proposto por Jung, no qual se busca a integração entre os aspectos da consciência e do inconsciente. (LOCKHART 2001)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Quando o dinheiro é percebido como um fim em si mesmo, ele pode se tornar um elemento alienante, desconectando o indivíduo de seus valores essenciais, pois, se relacionar de modo saudável com o dinheiro envolve sua percepção a fim de um propósito maior e não como finalidade em si.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-dinheiro-enquanto-simbolo-traz-projecoes-inconscientes-revelando-complexos-relevantes" style="font-size:19px">O dinheiro, enquanto símbolo traz projeções inconscientes, revelando complexos relevantes. </h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Entre eles, destacam-se o medo da escassez e a compulsão pela acumulação, que frequentemente expressam conflitos internos ligados à segurança e autovalorização. Essas projeções podem atuar de forma limitante ou transformadora, conforme sejam ou não integradas ao processo de individuação. Quando esses temas são trazidos para consciência e trabalhados, pode-se chegar ao crescimento psicológico, direcionando o individuo para uma relação mais equilibrada com o dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Transformar a relação com o dinheiro de uma forma livre e criativa é o sentido maior e isso nada tem haver com falta de dividas ou condições e capacidade para gastar. A transformação chega quando se transita suavemente entre as escolhas conscientes e os valores pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Magaldi nos lembra de que é a partir do uso consciente do dinheiro que todas essas demandas serão conciliadas; ou seja, é preciso transformar o dinheiro em um elemento facilitador tanto para o sagrado, com sua estrutura ética e moral, quanto para a saúde, não só do individuo, mas da sociedade e do meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">E ainda, com o passar do tempo fica claro que a falta de autoconhecimento, produz o desejo do poder e, neste caso, o dinheiro, e o seu acumulo, servem de instrumento que sustenta a ilusão do poder e o enfrentamento do medo. Logo, os princípios universais da evolução, com sua dinâmica do dar, receber e retribuir ficam comprometidos. A ambição do indivíduo que atingiu o autoconhecimento e encontrou o prazer em servir, não abre mão da sua qualidade de vida, mas esta voltada para a própria humanidade. O dinheiro é uma energia capaz de produzir transformações. (MAGALDI 2004).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-na-perspectiva-da-psicologia-analitica-ele-e-mais-do-que-um-meio-de-troca-e-um-simbolo-carregado-de-energia-psiquica-um-reflexo-da-relacao-do-individuo-com-o-proprio-poder-e-com-o-principio-de-valor-interior" style="font-size:19px">Na perspectiva da psicologia analítica, ele é mais do que um meio de troca, é um símbolo carregado de energia psíquica, um reflexo da relação do individuo com o próprio poder e com o princípio de valor interior.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A forma como cada pessoa lida com ele revela aspectos profundos de sua historia psíquica e de suas crenças inconscientes. Reconhecer a parte sombria do dinheiro é integrar o poder pessoal sem se deixar dominar por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Outra limitação diz respeito à sensação de não merecer prosperar; uma vivencia ligada ao complexo, muitas vezes formado nos primórdios da vida, quando a autoestima se molda a partir da aceitação ou rejeição das figuras de autoridade. Ao alimentar a ideia de perfeição ou sofrimento relacionada a merecimento, o dinheiro passa a simbolizar uma recompensa proibida. A partir disso, barreiras invisíveis a abundancia são criadas, e a prosperidade se associa assim à culpa ou ate mesmo perda de amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">As pessoas que estabelecem uma relação difícil com o dinheiro não vivem apenas um estado de escassez em seu aspecto material, mas experimentam um estado interno de constante tensão, insegurança e significado distorcido em relação ao valor – tanto financeiro quanto pessoal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-observa-se-muitas-vezes-uma-dissociacao-entre-competencia-e-merecimento" style="font-size:19px">Observa-se muitas vezes, uma dissociação entre competência e merecimento.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A capacidade até pode ser reconhecida racionalmente, mas emocionalmente permanece vinculada a uma imagem interna de insuficiência. O dinheiro, então, passa a representar uma medida simbólica de amor, segurança e aceitação – e sua ausência pode reativar feridas antigas ligada ao abandono, rejeição e desamparo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Já, para aqueles que vivenciam o dinheiro com maior fluidez, parece haver uma relação mais integrada com o próprio valor, com a noção de merecimento e com o exercício do poder pessoal. O dinheiro é percebido como um meio, não como uma ameaça ou única fonte de identidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-na-visao-simbolica-o-dinheiro-representa-energia-em-movimento" style="font-size:19px">Na <strong>visão simbólica</strong>, o dinheiro representa <strong>energia em movimento</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Ao fluir livremente encontramos vitalidade e o principal, criatividade. Quando bloqueada, há estagnação e medo. Assim como o ouro na alquimia, o dinheiro simboliza a transformação da matéria bruta em valor consciente, onde a verdadeira riqueza não esta em acumular, mas em fazer circular – dentro e fora de si.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Para apreender as atitudes e valores que moldam nossa relação com o dinheiro, é essencial voltar o olhar também à família, matriz primeira de transmissão simbólica, pois dela recebemos identidade e reconhecimento, bem como um modo de agir que se desdobra e se renova ao longo das gerações. Este valor familiar pode ser transmitido entre as gerações, influenciando comportamentos e perpetuando os mais diversos padrões de comportamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">A <strong>educação financeira</strong> é considerada instrumento central para aprimorar a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro. Entretanto, os programas atuais, voltados, sobretudo para aspectos técnicos e operacionais acabam negligenciando a dimensão simbólico-psíquico que permeia e orienta grande parte das condutas financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Em síntese, comprova-se a necessidade de uma reflexão critica sobre o manejo dos indivíduos acerca de suas finanças e como essas interações podem impactar emocionalmente, pois as questões financeiras podem ser causas frequentes de sofrimento psíquico na contemporaneidade, em um contexto social pressionado pelo ideal de sucesso econômico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nesse-cenario-a-psicologia-analitica-pode-muito-contribuir" style="font-size:19px">Nesse cenário, a psicologia analítica pode muito contribuir.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Trabalhar as crenças sobre o dinheiro é, na verdade, um convite à integração psíquica; olhar para o poder, o medo e o merecimento como partes legitimas do ser. Ao reconhecer que o dinheiro é apenas um veículo do próprio poder criativo, deixa-se de ser escravo dessas “verdades” inconscientes para se tornar coautor de sua própria prosperidade. O dinheiro deixara de ser tabu, para voltar a ser o que sempre foi: energia a serviço da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Desse modo, torna-se possível evitar que o dinheiro, à semelhança de qualquer conteúdo psíquico não reconhecido, deslize para a sombra e assuma um caráter destrutivo, incidindo tanto sobre a vida pessoal quanto sobre a dimensão coletiva. (JUNG, 2015)</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Integrar todas essa dimensões não significa apenas aprender a administrar melhor as finanças, mas reconectar-se com o próprio valor essencial, permitindo que o dinheiro deixe de ser campo de batalha e passe a ser expressão coerente de uma vida que se sente legitimada a prosperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/pmoura/">Patrícia Moura Vernalha – Analista em Formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/waldemarmagaldi/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/waldemarmagaldi/">Waldemar Magaldi &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias">Referências:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">FERREIRA, Vera Rita. <em>Psicologia Econômica:</em> <em>Estudo do Comportamento econômico da tomada de decisão</em>. 1 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2008.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>A Natureza da psique</em>. ed. Vozes: Petrópolis, 2013</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>Aspectos do drama contemporâneo</em>. ed. Vozes: Petrópolis, 2012</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>Civilização em transição</em>. &nbsp;ed. Vozes: Petrópolis, 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>Vida Simbólica: escritos diversos</em>. ed. Vozes: Petrópolis, 2015</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. Estudos Experimentais. ed. Vozes: Petrópolis, 2011</p>



<p class="wp-block-paragraph">LOCKHART, Russel <em>et al</em>. <em>Dinheiro e Alma</em>. Dallas: Spring Publications, 1997</p>



<p class="wp-block-paragraph">MEIRELLES, <em>Valéria Maria. Atitudes, crenças e comportamentos de homens e &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;mulheres em relação ao dinheiro na vida adulta</em>. 2012. 155f. TESE (Doutorado em Psicologia Clinica) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, Waldemar. <em>Dinheiro, Saúde e Sagrado</em>. Eleva, 2004</p>



<p class="wp-block-paragraph">WEATHERFORD, J. <em>A História do Dinheiro</em>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



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