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	<title>Arquivos Estética - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos Estética - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O procedimento estético mais cobiçado da modernidade: o resgate da autoestima</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-procedimento-estetico-mais-cobicado-da-modernidade-o-resgate-da-autoestima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Pimentel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 23:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Persona e Sombra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O constante avanço dos procedimentos estéticos e a construção de uma autoestima. Nesse artigo, se aborda a relação desses dois elementos, perpassando pelo conceito e pela ampliação do que é ter uma autoestima saudável, bem como seu processo de construção. Inúmeros casos de deformação corporal e prejuízos na saúde, alguns levando até a morte, [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>Resumo</strong>: O constante avanço dos procedimentos estéticos e a construção de uma <strong>autoestima</strong>. Nesse artigo, se aborda a relação desses dois elementos, perpassando pelo conceito e pela ampliação do que é ter uma autoestima saudável, bem como seu processo de construção. Inúmeros casos de deformação corporal e prejuízos na saúde, alguns levando até a morte, são noticiados pela mídia a todo instante. Afinal, qual o sentido de tudo isso? Como a culpa e a vergonha de ser quem somos interferem nessa intrincada construção? <strong>Será que a persona tem influência nessa busca desmedida pelo belo através de seringas e ampolas</strong>? Este artigo explora essas questões sensíveis e angustiantes pontudas e estimuladas a todo instante pela cultura, pela mídia, por nós mesmos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-injecoes-de-alegria-e-ampolas-de-autoestima-nunca-foi-tao-facil-comprar" style="font-size:21px">Injeções de alegria e ampolas de autoestima, nunca foi tão fácil comprar.</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">O conceito de autoestima atravessa dois campos principais: a valorização das próprias competências e uma relação harmoniosa com o corpo. O gostar de si mesmo é uma conquista difícil de ser alcançada nos tempos atuais, quando se há uma padronização daquilo que é considerado saudável, aceito e belo. Com isso, as diferenças são jogadas na sombra. Assim, o valorizar o que há de singular e de diferente em nós acaba sendo um processo não estimulado ou visto como falta de empatia com o próximo.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">Ter uma visão honesta e completa daquilo que somos e do que nos constitui lança o ego em uma encruzilhada de contradições e paradoxos. Não há possibilidade de amar pontos cegos, negados e desconhecidos pela consciência. Quando mais se rejeita, mais energia psíquica este conteúdo ganha, impactando e constrangendo o ego de maneira intensa e incontrolável. Portanto, o primeiro passo para desenvolver uma autoimagem consistente é aceitar as próprias falhas; é reconhecer que perfeição não há, mas sim inteireza.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-espelho-espelho-meu-existe-alguem-mais-bela-do-que-eu" style="font-size:21px">Espelho, espelho meu; existe alguém mais bela do que eu?</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">Ter uma autoestima bem trabalhada não é algo fixo, imutável e permanente no tempo, tampouco um processo estanque. É um trabalho pessoal dinâmico, com oscilações e repleto de incertezas e descobertas. É de suma importância estabelecer uma conexão do Eu com o Si-mesmo, pois é nesse diálogo e integração que residem os valores mais genuínos e autênticos de cada indivíduo. A busca desmedida e constante por seringas e ampolas para aplacar o vazio existencial e de sentido interno nunca foi tão procurado; e simultaneamente tão ineficaz.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“O valor tanto energético como moral da personalidade consciente e inconsciente está sujeito às maiores variações no indivíduo.” (JUNG, OC.14/2, §281)</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nas-redes-sociais-filtros-sao-criados-a-todos-instante-se-tornando-uma-regra-para-a-validacao-social-de-corpo-estetica-e-imagem" style="font-size:19px">Nas redes sociais, filtros são criados a todos instante, se tornando uma regra para a validação social de corpo, estética e imagem.</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">Um sequestro coletivo de traços de humanidade e diversidade é autorizado de forma subliminar a todo instante. A insegurança natural de ser quem se é acaba sendo anulada e exterminada a todo custo. A possibilidade de criação e desenvolvimento de consciência, permeada de riscos, incertezas e dúvidas, é esterilizada. Como consequência, insônias, crises de ansiedade, fobias sociais e distorção de imagem, viram queixas constantes e diárias.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>É bom ressaltar que o corpo é a extensão da psique</strong>. O não reconhecimento daquilo que se enxerga no espelho afeta intensamente o gostar e a liberdade de expor a própria imagem. Estamos cada vez mais inclusivos, humanos e fraternos. Será? <strong>É público e notório o aumento crescente e intenso por procedimentos estéticos, como a harmonização. Cirurgias plásticas, a busca pelo rosto quadrado, o levantamento de linhas de expressão. Qual a finalidade de todas essas intervenções</strong>? O cuidado consigo mesmo não pode ser álibi para um assassinato da própria natureza.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">O senso de autoestima conversa diretamente com o conceito de <strong>persona</strong>, desenvolvido por <strong>Jung</strong>. <strong>Persona é uma construção psicológica constituída por valores, aspectos, ideias e comportamentos, selecionados por todos nós com a finalidade de aceitação e movimentação no mundo social e coletivo. É tudo aquilo que escolho para me apresentar ao outro.</strong></p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">O grande paradoxo começa quando há uma<strong> identificação com a persona</strong>. Mesmo sendo uma estrutura necessária, ao se identificar com esses aspectos, pode-se criar um falso eu, uma ilusão, uma fragmentação daquilo que somos em essência. Logo, ocorre um choque com a nossa natureza, criando dúvidas, confusões, angústias e incertezas sobre a nossa individualidade. Deste modo <strong>a autoestima e a espontaneidade são enterradas e solapadas</strong>.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Ao analisarmos a persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é no fundo coletiva; em outras palavras, a persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade, acerca daquilo que “alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.” (JUNG, OC.7/2, §246)</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-expectativa-de-terceiros-seja-na-forma-do-nucleo-familiar-ou-de-um-coletivo-social-impacta-diretamente-a-autopercepcao-do-individuo" style="font-size:21px">A expectativa de terceiros, seja na forma do núcleo familiar ou de um coletivo social, impacta diretamente a autopercepção do indivíduo.</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">Quando há um conflito entre aquilo que sabemos sobre nós, a nossa função no mundo e a qualidade das relações subjetivas estabelecidas e o que a sociedade cria como expectativa de bom, moral e justo, o senso de identidade é o primeiro a ser sacrificado. É um sacrifício caro e contra a natureza, fortalecendo o sentimento de inadequação e o enfraquecimento da autoestima.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">A culpa e a vergonha são aspectos a serem amplificados nessa jornada da busca ao amor próprio. Um dos pontos cruciais a se pensar é a própria autorização de ser quem se é e viver harmoniosamente e coerentemente com sua singularidade, independente da avaliação constante do mundo e seus pilares de eficiência e alegria constante. A culpa por não seguir um padrão estimula a correção do dito imperfeito.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>O que fazemos com a culpa? Uma das grandes questões de um processo psicoterapêutico</strong>. É um mecanismo legítimo que nos coloca frente a frente com a responsabilidade e conscientização dos nossos atos, retirando a sua projeção nos outros, ou é uma algema instalada por ideais e ofensas falsas coletivas que impede o autorrespeito?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-experiencias-da-infancia-quando-sao-permeadas-por-episodios-de-humilhacao-ofensa-e-descredito-podem-abrir-feridas-emocionais-profundas-e-dolorosas" style="font-size:19px">As experiências da infância quando são permeadas por episódios de humilhação, ofensa e descrédito podem abrir feridas emocionais profundas e dolorosas. </h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">Dessa maneira, imagens de experiências desafiadoras (que são atraídas e circundam complexos com um núcleo arquetípico) surgem e deixam rastros capazes de desvendar temas e conteúdos preciosos necessários à consciência. Ter a coragem e a honestidade demandadas ao lidar com questões arquetípicas como vaidade, soberba, inferioridade, rejeição, auxiliam fortemente o desenvolvimento e a formação do senso de existência e amor próprio.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-constrangimento-decorrente-do-olhar-a-realidade-que-se-e-nunca-sera-maior-do-que-o-desconforto-de-viver-refem-de-dogmas-e-mandos-sem-sentido" style="font-size:19px">O constrangimento decorrente do olhar a realidade que se é nunca será maior do que o desconforto de viver refém de dogmas e mandos sem sentido.</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Mas se esse homem conscientizar seus conteúdos inconscientes, tais como aparecerem inicialmente nos conteúdos fáticos de seu inconsciente pessoal e depois nas fantasias do inconsciente coletivo, chegará às raízes de seus complexos.” (JUNG, OC. 7/2, §387)</p></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong>Jacoby </strong>cita: “<strong><em>Com que rapidez nos sentimos envergonhados e com que intensidade, afinal de contas, depende da medida de tolerância que somos capazes de concentrar para nossos próprios lados sombrios</em></strong>.” (2023. p.41).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-lidar-com-a-autoestima-e-um-convite-de-paz-com-os-nossos-proprios-demonios-e-questoes-sombrias-demonstrando-uma-autocompaixao-por-nos-e-pelos-outros" style="font-size:19px">Lidar com a autoestima é um convite de paz com os nossos próprios demônios e questões sombrias, demonstrando uma autocompaixão por nós e pelos outros.</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">À medida que me reconheço e tenho consciência das minhas imperfeições, consigo respeitar e ser tolerante com o outro. Com a tolerância, uma união pode ocorrer e uma estima nascer. Eros pode reestabelecer o vínculo com a vida, com o corpo e com o autorrespeito.</p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">A capacidade de estabelecer limites e de dizer não sem ter a compressão desse ato como uma ofensa ao outro é um aspecto rico a ser debatido. Se colocar na posição de humilde e sempre prestativo para que a aceitação de quem se é ocorra é um perigo, que pode camuflar compensações inconscientes das mais variadas formas e conteúdo. A partir do momento que não estabeleço uma distância com o que chega até mim, uma simbiose inconsciente pode ocorrer, afastando cada vez mais a possibilidade de diferenciação e individualização. Por consequência, se não sei quem sou, uma dificuldade em valorar o que faço, o que penso, se instala.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-por-fim-a-autenticidade-e-o-fruto-de-uma-autoestima-trabalhada" style="font-size:19px">Por fim, <strong>a autenticidade é o fruto de uma autoestima trabalhada</strong>.</h2>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4">O centro da totalidade psíquica, o Si-mesmo, abre caminhos simbólicos, seja por sonhos, sincronicidade, expressões criativas, para que uma união seja realizada. Antes de mais nada, ter autoestima é ter conhecimento do mundo interno; dos paradoxos e das polaridades subjetivas; dos diálogos com conteúdos inconscientes. Processo impossível de acontecer se rejeitarmos a voz e o encontro com esse centro mandálico.</p>



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<iframe title="📝Artigo novo: &quot;O procedimento estético mais cobiçado da modernidade: o resgate da autoestima&quot;" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/blFXwiWV6wg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pedro-rocha/">Pedro Pimentel Rocha – Analista em Formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p style="font-size:19px;line-height:1.4"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/"><strong>Waldemar Magaldi – Analista Didata</strong> <strong>do IJEP</strong></a></p>



<p style="font-size:22px"><strong>Referências:</strong></p>



<p style="font-size:18px;line-height:1.4">JACOBY, M. <strong>A vergonha e as origens da autoestima. Abordagem Junguiana</strong>. Petrópolis, RJ: Vozes, 2023.</p>



<p style="font-size:18px;line-height:1.4">JUNG, C. G. <strong>O eu e o inconsciente</strong>. OC.7/2. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p style="font-size:18px;line-height:1.4">JUNG, C. G. <strong>Mysterium Coniunctionis</strong>. OC.14/2. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p class="has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-fc40df6cbddff4d11be9709c55dbd258" style="font-size:18px"><em><strong>X Congresso Junguiano IJEP&nbsp;(9, 10, 11 Junho/2025)</strong>&nbsp;–&nbsp;<strong>Online e Gravado – 30h Certificação</strong></em></p>



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<p class="has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-c40715b522ea1a85eca82db21cd14f75" style="font-size:18px"><strong><em>Acompanhe nosso Canal no YouTube:&nbsp;https://www.youtube.com/@IJEPJung</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estética em Walter Benjamin a obra de arte na época de suas reproduções técnicas</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/estetica-em-walter-benjamin-a-obra-de-arte-na-epoca-de-suas-reproducoes-tecnicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simone Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 21:25:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arteterapia e Expressões Criativas]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Beijamin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=6019</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma breve leitura das "madona" em Walter Benjamin</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/estetica-em-walter-benjamin-a-obra-de-arte-na-epoca-de-suas-reproducoes-tecnicas/">Estética em Walter Benjamin a obra de arte na época de suas reproduções técnicas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>As “Madona” do Renascimento possuem aura. A Madona do mundo musical também possui sua aura. Qual a diferença entre as auras dessas Madonas?</em></strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em primeiro lugar, para se compreender a relação da aura com as obras de arte, devemos esclarecer os conceitos dos termos que iremos trabalhar e relacionar:</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<em>Arte&nbsp;</em>significa que são produções decorrentes de certas manifestações da atividade humana diante das quais ficamos admirados e as privilegiamos através de nossos incentivos. Existe dentro das obras de arte valores em ordem de excelência, ou seja, hierarquizamos as obras de arte de acordo com os valores que lhes atribuímos por sua originalidade, autenticidade e papel histórico.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<em>Aura</em>, para Walter Benjamin, está relacionada, principalmente, ao objeto natural ou artístico, trazendo para a nossa proximidade, aquilo que estava distante, mas que é único e representativo de seu lugar e seu tempo e que é, sobretudo, autêntico, algo que nos leva a contemplação.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vemos, portanto, como nos dias atuais, deparar-se com a aura de uma obra de arte se torna praticamente impossível. Podemos até admirar a obra de arte mas, não chegamos mais a contemplá-la.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por que?</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porque as obras de arte, através do desenvolvimento tecnológico, através das sucessivas mudanças de proprietários, perdendo seu “altar”, ou seja, o espaço para o qual foram criadas especificamente e, através de suas contínuas reproduções, dissolveram suas auras num “continuum” histórico.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As técnicas de reprodução “massificaram” muitas obras de arte. Não me refiro aqui as reproduções mais antigas, as cópias, mas as reproduções em série, que ao longo de seu trajeto e visando o lucro e/ou a divulgação da arte, acabam por destruir-lhe completamente a aura.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quem não viu um calendário trazendo em estampa a reprodução da “Mona Lisa”, ou em alguma revista a estampa de “A Virgem dos Rochedos”?</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como, através dessas reproduções em massa, editadas em papéis, que podem ser afixados numa oficina mecânica suja, ou folheados num trem da Central, encontrar a aura que somente um Leonardo da Vinci seria capaz de criar?</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leonardo usava o método sfumato; sombreado de contornos e fundos em oposição às áreas de luz interna, esse jogo expressivo de luz e sombra criava uma atmosfera muito especial, a meio caminho entre o sonho e a realidade, por isso suas pinturas tem muito de mágico, apesar da perfeição das formas e cores, ao presenciarmos seus quadros, o que passa ao nosso espírito está muito além do que os olhos vêem; é a nossa percepção da aura, criada por um gênio em determinado período histórico, onde suas obras nos impelem a uma série de especulações: “o por que do sorriso enigmático&nbsp; e expressão profunda de Mona Lisa?”, “o por que de nosso temor e deslumbramento frente&nbsp; à Virgem dos Rochedos?”. Esse maravilhamento traz para nosso presente um momento único criado por volta de 1500.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que percebemos é que, para Benjamin, no momento que dissociamos a obra de arte de sua atmosfera religiosa e aristocrática, ou seja, para ser admirada por poucos privilegiados, e as reproduzimos em massa, ou as colocamos ao lado de várias outras, de técnicas e períodos diferentes, em museus ou galerias, tiramos lhe o status de raridade, fazemos com que perca sua condição de objeto de culto e a consequência disso é que a dissolução de sua aura atinge dimensões sociais, na medida que essas são o resultado das transformações técnicas da sociedade em relação as modificações de percepção estética.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se as “Madona” do Renascimento tem aura, cada vez torna-se mais difícil o nosso contato com essa aura. Porque que elas tiveram é certo e indiscutível, mas se ainda hoje a possuem fica mais difícil a constatação, devido ao processo histórico a que foram submetidas.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Já a Madona do mundo musical, possui uma aura diferenciada da aura da obra de arte, enquanto objeto único.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela, Madona, é o objeto. Ela se faz deslumbrante, única, rara, original e autêntica. É resultado de uma produção visando projeção e consumo.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Num curso que fiz em 1993, o professor George Bacart equiparou Madona a Nietzsche, no sentido de que ambos chocaram seus contemporâneos, derrubaram valores e contestaram o tempo presente. É óbvio que a equiparação acaba aí.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto a proposta do filósofo era uma transformação do homem, a da Madona é a transformação do seu status socioeconômico e, quiçá, aumentar a consciência das mulheres.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As “Madona” do Renascimento foram criadas para o ritual sacro, o culto, a contemplação. A Madona é criada e recriada, vemos isso por suas performances sempre em constante transformação, para ser, também, cultuada.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porém, se ao contemplarmos as “Madona” elevamos nosso pensamento à mãe de Deus e buscamos consolo em nosso espírito; ao contemplarmos (os fãs, é claro) a Madona cantora, nosso pensamento é encaminhado à luxúria.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; São cultos diferentes, mas não se pode negar o culto que os fãs fazem a seus ídolos, por isso mesmo é que são idolatrados, como é o caso da Madona.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sua aura é consequência de sua produção, que a faz parecer: autêntica, única.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lembremos que a Madona não é somente a “pop star”, cantora, bailarina. Ela também é atriz e seus filmes possuem forte apelo às massas de consumo. Embora o cinema exija o uso de toda personalidade viva do ator, nesse caso atriz, esta priva-se de sua aura.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Madona do cinema não tem a aura daquela que superlota os shows e leva os fãs ao êxtase. Pois, para Benjamin, a natureza vista pelos olhos difere da natureza vista pela câmera.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de tudo, Benjamin acredita que, apesar das técnicas de reprodução das obras de arte provocarem a destruição da aura, há aí um aspecto positivo na medida em que existe a possibilidade de relacionamento das massas com a arte. O cinema, por exemplo, seria um instrumento eficaz de renovação das estruturas.</strong></p>



<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a pergunta: qual Madona te encanta?</strong></p>



<p><strong>Dra E. Simone Magaldi</strong></p>



<p><strong>Fundadora do IJEP</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Simone Magaldi &#8211; 20/05/2021</em></strong></h4>
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