<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos guerras - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/guerras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/guerras/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Sat, 02 Aug 2025 14:22:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos guerras - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/guerras/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A nova pandemia global: o vírus da indiferença</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/a-nova-pandemia-global-o-virus-da-indiferenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Pedro Pimentel Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 14:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquétipos]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[guerras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=10984</guid>

					<description><![CDATA[<p>Resumo: Neste artigo, a indiferença ganha palco, mostrando como esse vírus simbólico atua em diferentes campos da vida humana e coletiva. Como também seus efeitos e como todos nós estamos propensos à anestesia da nossa alma em uma época na qual o Eu individualista é constantemente estimulado. Um paralelo com os rumores de guerra é [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/a-nova-pandemia-global-o-virus-da-indiferenca/">A nova pandemia global: o vírus da indiferença</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: Neste artigo, a indiferença ganha palco, mostrando como esse vírus simbólico atua em diferentes campos da vida humana e coletiva. Como também seus efeitos e como todos nós estamos propensos à anestesia da nossa alma em uma época na qual o Eu individualista é constantemente estimulado. Um paralelo com os rumores de guerra é levantado como fenômeno colateral da contaminação do ser indiferente à vida, às pessoas, ao mundo.</p>



<p style="font-size:19px">Entre rumores de guerra e comportamentos cada vez mais destoantes daquilo considerado como alma, um vírus invisível se espalha pela sociedade levantando muros e promovendo a anestesia da vida e das relações: a indiferença.</p>



<p style="font-size:19px">Nunca foi tão comum nos depararmos com frases e súplicas anunciando: “<strong>o que está acontecendo com as pessoas? Todo mundo ficou doido? Estamos regredindo para um estado animalesco? A cegueira se tornou coletiva? Estamos na geração de zumbis</strong>?”</p>



<p style="font-size:19px">Uma característica fundamental do ser humano é a possibilidade de se sentir afetado, tocado, remexido, por algo; afinal a alma e o corpo possuem poros que permitem a penetração das experiências do mundo e a consecutiva expressão da sensibilidade. Na psicologia junguiana, a anima mundi é um conceito bastante difundido, embora negado e coibido a todo instante na atualidade.</p>



<p style="font-size:19px">A <em><strong>anima mundi</strong></em> é uma sensibilidade primordial presente desde quando o homem vive imerso na natureza intercambiando ações, construções e interrelações. É a alma do mundo, a alma que liga todos os seres, a natureza e formas de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-discorre-sobre-anima-mundi-ao-citar" style="font-size:19px">Jung discorre sobre anima mundi ao citar:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Diz ele que o <em>sensus naturae</em> é um sentido superior à capacidade perceptível do homem, e insiste, que os animais também o possuem.  A doutrina do <em>sensus naturae</em> desenvolveu-se a partir da ideia da alma do mundo que tudo penetra e da qual se ocupou também um outro Guilielmus Parisiensis, predecessor de Alvernus, e conhecido por Guillaume de Conches, escolástico platônico que ensinou em paris.” (OC 8/2, §393)</p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-alma-do-mundo-e-uma-forca-natural-responsavel-por-todos-os-fenomenos-da-vida-e-da-psique-jung-oc-8-2-393" style="font-size:19px">“A alma do mundo é uma força natural, responsável por todos os fenômenos da vida e da psique.” (Jung; OC.8/2, §393)</h2>



<p style="font-size:19px">Os significados e a profundidade basilar da experiência humana são construídos pela relação, pelo intercambiar, nunca por isolamento ou apatia. Jung, de forma bastante esclarecedora, comenta:</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“Da mesma forma que as diversas partes de um organismo vivo atuam simultaneamente, numa harmonia recíproca e significativa, assim também os acontecimentos do mundo se acham mutuamente numa relação significativa, que não pode ser deduzida da causalidade imanente” (Jung, OC.8/3, §917).</p></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Quando viver é algo pesado, sem sentido e totalmente automático, não há mais o Eros, a capacidade de se relacionar com aquilo que chega até mim, seja por anestesiar a minha existência ou por um isolamento narcísico daquilo que me toca. Se não há relacionamento, a tensão necessária para que ocorra a transformação e o desenvolvimento da consciência é enterrada, solapando potências e a possibilidade de diferenciação e integração da multiplicidade da vida. A <em><strong>anima mundi</strong></em> e o encanto perfumando da Anima entram na lista dos procurados; e, contaminadas pelo vírus da indiferença, pessoas e estruturas de uma sociedade (baseada no consumo, na disputa e na concorrência) acabam sendo drenadas e desconfiguradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-emma-jung-contribui-recitando-as-seguintes-palavras" style="font-size:19px">Emma Jung contribui recitando as seguintes palavras:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“O papel de transmitir conteúdos inconscientes, no sentido de torná-los visíveis, recai acima de tudo sobre a anima. Ela ajuda na percepção de coisas que de outra maneira permanecem no escuro. Há uma condição prévia para isso: trata-se de uma espécie de escurecimento da consciência, portanto da instalação de uma consciência mais feminina, que é menos penetrante e clara que a masculina, mas que num âmbito mais amplo percebe coisas ainda vagas” (Emma, p. 45, 2020).</p></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Os rumores de guerra externas clamam pela conscientização da cisão interna presente na subjetividade da massa e pela identificação de si com a disputa emocional com aqueles que habitam o mundo &#8211; pautado no vencer a todo custo. Na ausência da relação com o outro, as referências são perdidas e impossíveis de serem construídas, reformuladas. Tanto as referências pessoais como as coletivas se perdem. Assim, o <strong>inconsciente coletivo</strong> ganha energia psíquica e seus conteúdos primitivos e arcaicos, representados por imagens arquetípicas, invadem o campo consciente.</p>



<p style="font-size:19px">Como resultado, a função primordial do discernimento, da mediação e da correlação do ego e do campo da consciência ficam abalados, prejudicados. Deste modo, o comportamento de massa e a indiferença e apatia, a incapacidade de se indignar, se alastram como um vírus. O mais letal de todos, sucumbindo a humanidade e provocando uma guerra consigo mesmo, com a natureza, com as diferentes formas de vida, com o outro.</p>



<p style="font-size:19px">&nbsp;A criatividade, a capacitar de criar, é possível quando a opostos se tensionam, se relacionam. A apatia e o sentimento de solidão se fortalecem quando nada mais é criado, nada mais é tensionado. Várias terapias e técnicas são criadas com o intuito de trazer sentido e significado para uma realidade seca e fria, sem contatos, sem troca e sem a capacidade de se indignar perante a realidade imposta. Será que são eficientes em um mundo contaminado pela indiferença?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-todo-ser-criador-e-uma-dualidade-ou-uma-sintese-de-qualidades-paradoxais-por-um-lado-ele-e-uma-personalidade-humana-e-por-outro-um-processo-criador-impessoal-jung-oc-15-157" style="font-size:19px">“Todo ser criador é uma dualidade ou uma síntese de qualidades paradoxais. Por um lado, ele é uma personalidade humana, e por outro, um processo criador, impessoal.” (Jung, OC 15, §157)</h2>



<p style="font-size:19px">A capacidade de ação e de escolha criativa, rica, múltipla perpassa pelo conhecimento do mundo do outro, pelo palco desconhecido por mim. É no cruzar fronteiras, é o sair da estagnação, é ouvindo o grito do arquétipo do herói que realidades são transformadas e nosso mundo interno renovado.</p>



<p style="font-size:19px">Com a inovação da inteligência artificial (que chegou no mundo levantando dúvidas sobre o futuro da humanidade), a fantasia de uma solução imediata, virtual e fria se tornou uma obsessão. Algo a se conquistar a todo custo. Campo fértil para que o vírus da indiferença se alastre.</p>



<p style="font-size:19px"><strong>Logo, vale a pena destacar as principais áreas de atuação do vírus da indiferença</strong>: relacionamentos afetivos que não mais se sustentam; a vivência interna que aumenta o conhecimento de nós mesmos se tornando cursos de coaching; e a diminuição do contato com outro ser humano estimulando a loucura. Deste modo, a subvalorização dos elementos do princípio feminino (como receptividade, sensibilidade, acolhimento, abertura para o outro, se relacionar) se torna um efeito colateral perigoso, indesejado e brutal.  </p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“ela (a anima) é algo que vive por si mesma e que nos faz viver; é uma vida por detrás da consciência, que nela não pode ser completamente integrada, mas da qual pelo contrário esta última emerge” (Jung, OC.9/1. §57)</p></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Há uma demanda crescente na prática clínica sobre a dificuldade em construir relacionamentos ricos em troca, em encontrar pessoas abertas e disponíveis para uma união, em sustentar os desafios e os sabores amargos presentes em um se relacionar, em se entregar para um outro corpo tanto nas relações sexuais como no conhecimento do próprio prazer e seus limites. O vírus da indiferença contamina o campo relacional e a possibilidade do vínculo, pois todo encontro é também uma transformação de sistemas psíquicos diferentes interagindo constantemente.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quanto-mais-se-busca-a-independencia-e-a-indiferenca-mais-guerras-pela-busca-do-amor-sao-travadas" style="font-size:19px">Quanto mais se busca a independência e a indiferença, mais guerras pela busca do amor são travadas.</h2>



<p style="font-size:19px"><strong>Emma Jung</strong> explica: “<strong><em>A configuração de relações pertence preferencialmente à configuração da vida, e esta é a área apropriada para a energia criativa feminina</em></strong>” (Emma, p.39, 2020)</p>



<p style="font-size:19px">A terceirização do próprio processo de conhecimento e desenvolvimento de consciência é o mais novo produto das prateleiras digitais e marketing em redes sociais. Um requisito fundamental para qualquer jornada de individuação é sair da postura de indiferença consigo mesmo e olhar todos os contrastes e conteúdos sombrios que nos tocam e provocam. Não há curso digital que substituirá a própria jornada e construção de um conhecimento de si próprio. Não há integração de conteúdo inconsciente de forma automática e paga, mas sim através de um processo pessoal, singular, subjetivo, reflexivo. Assim, ser indiferente ao próprio processo é se identificar com o processo do outro.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-von-franz-comenta" style="font-size:19px">Von franz comenta:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>“A única orientação que recebem é na reunião com outros xamãs, mediante a troca de experiências, o que lhes possibilita não estarem a sós com suas experiências interiores. De um modo geral, os mais jovens procuram os xamãs mais velhos, receosos de que se não o fizerem poderão enlouquecer, como também nos aconteceria” (Franz, p.30, 2022).</p></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Quando não se tem com quem compartilhar nossas angústias, sonhos e temores, quando a indiferença assume o palco da vida, a loucura se torna uma via de escape, uma via para a expressão dos conteúdos inconscientes, compensando a vida que deixou de ser humana e ficou estéril.</p>



<p style="font-size:19px">Por fim, é no comungar, no se aproximar, no se permitir afetar e ser tocado, no contato com o outro, que se reconhece a verdade natureza da alma humana. Como consequência, se afasta o autoritarismo e a ilusão da individualidade absoluta preponderante que vai dominando e destruindo outras formas de vida diferentes. Rompantes autoritários pelo mundo nunca foram tão frequentes. Demostrando assim que <strong>o</strong> <strong>vírus letal da indiferença não é mais apenas individual, mas coletivo</strong>. Reforçando a ideia junguiana de uma psicologia pautada em um intercâmbio entre o individual e o coletivo, entre o singular e o arquetípico.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: A nova pandemia global: o vírus da indiferença" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/MZ-gZStTXkE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pedro-rocha/">Pedro Pimentel Rocha &#8211; Analista em formação IJEP</a></strong></p>



<p style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/">Waldemar Magaldi &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<p>FRANZ, V. <strong>Alquimia. Uma introdução ao simbolismo e seu significado na psicologia de Carl. G. Jung. </strong>2º. Ed<strong>.</strong> São Paulo: Editora Cultrix, 2022.</p>



<p>JUNG, E. <strong>Animus e anima. Uma introdução à psicologia analítica sobre os arquétipos do masculino e feminino inconscientes</strong>. 2º. Ed<strong>.</strong> São Paulo: Editora Pensamento Cultrix, 2020</p>



<p>JUNG, C. G. <strong>O espírito na arte e na ciência</strong>. OC.15. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p>JUNG, C. G. <strong>A natureza da psique</strong>. OC.8/2. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p>JUNG, C. G. <strong>Sincronicidade</strong>. OC.8/3. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p>JUNG, C. G. <strong>Os arquétipos e o inconsciente coletivo</strong>. OC.9/1. Petrópolis: Vozes, 2021</p>



<p><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/a-nova-pandemia-global-o-virus-da-indiferenca/">A nova pandemia global: o vírus da indiferença</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
