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	<title>Arquivos intuição - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos intuição - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Quando a vida finalmente dá certo</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/quando-a-vida-finalmente-da-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patricia Moura Vernalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 21:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[individuação]]></category>
		<category><![CDATA[intuição]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[sombra]]></category>
		<category><![CDATA[zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este artigo fala sobre o desejo de alcançar a plenitude da vida em todos os seus segmentos, destacando porém, que responsabilidade, racionalidade e trabalho com afinco podem não ser suficientes, se as expectativas não estiverem alinhadas a um significado interior maior. E ainda, que este processo estaria altamente vinculado ao conhecimento cada vez mais crescente e aprofundado de si mesmo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:18px">Em algum tempo de nossa jornada, é quase inevitável o surgimento de pensamentos ou questionamentos sobre o momento em que seremos surpreendidos por grandes mudanças em nossas vidas, mudanças estas que nos conduzirão positivamente a novos patamares, novas frentes e fases.</p>



<p style="font-size:18px">Estas expectativas são diferentes pra cada pessoa, pois encontram-se apoiadas nas experiências passadas, crenças e valores de cada um. Porém, saliento um modo peculiar na forma de pensar &#8211; que não me atreveria a chamar de mágica -, uma forma de pensamento muitas vezes relacionado à busca por controle sobre os eventos, mas no mínimo de uma projeção ingênua sobre a forma de pensar e viver a vida, caracterizada, por vezes, por expectativas irreais, simplistas e também reducionistas.</p>



<p style="font-size:18px">As habilidades latentes que nos acompanham desde o nascimento, e que podem ser desenvolvidas ao longo do tempo, são influenciadas direta ou indiretamente pelo ambiente, educação, estímulos recebidos, oportunidades e vivências pessoais.</p>



<p style="font-size:18px">É importante lembrar que a vida nem sempre segue o curso que esperamos e que desafios surgem no meio do caminho. Exigindo flexibilidade e resiliência no enfrentamento das adversidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-acreditava-na-importancia-do-autoconhecimento" style="font-size:19px">Jung acreditava na importância do autoconhecimento.</h2>



<p style="font-size:18px">Neste ponto, o fio que conduz à elevação de níveis mais sutis de desenvolvimento, envolve o equilíbrio entre os aspectos do inconsciente e da consciência, na busca por integração e individuação como caminhos para a realização e o desenvolvimento pessoal, a fim de se alcançar um estado de totalidade.</p>



<p style="font-size:18px">A partir do autoconhecimento, uma consciência livre de um mundo mesquinho e aberta à participação de um mundo mais amplo de interesses vai emergindo, e esta consciência ampliada já não é aquela pertencente ao novelo egoísta das ambições, temores e desejos de caráter pessoal, compensados inconscientemente por contratendências ( Jung, 2014)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-seguimos-na-ilusao-de-ja-nos-conhecer-e-nao-entendemos-a-importancia-da-cosmovisao-que-se-refere-ao-modo-como-o-individuo-enxerga-e-interpreta-a-realidade-ao-seu-redor" style="font-size:19px"><strong>Seguimos na ilusão de já nos conhecer</strong> e não entendemos a importância da cosmovisão, que se refere ao modo como o indivíduo enxerga e interpreta a realidade ao seu redor.</h2>



<p style="font-size:18px">A reflexão sobre si mesmo nos leva a entender que esta cosmovisão não é para o mundo e sim para nós próprios. E que ao formarmos uma imagem global do mundo seremos capazes de ver a nós mesmos, que somos cópias fiéis deste mundo. Não existe um momento exato em que a vida começa a dar certo, mas sim um processo contínuo de evolução.</p>



<p style="font-size:18px">Não é fácil manter foco e disciplina; a motivação muitas vezes faz falta e com isso, um planejamento que exige clareza, direcionamento e objetivos concretos pode gerar falsas expectativas. </p>



<p style="font-size:18px">Seria correto então afirmar que o sucesso de uma vida bem vivida, em todos os seus aspectos, não depende somente das virtudes do indivíduo. tais como responsabilidade, caráter e desejo de desenvolvimento e, ainda, de estrutura familiar com ambiente favorável e oportunidades do meio externo?</p>



<p style="font-size:18px">Tudo nos leva a crer que sim, pois estas características, isoladas da integração das diferentes partes da personalidade e aceitação de seus aspectos tanto positivos quanto negativos pode revelar uma vida &#8221; segura&#8221;, &#8221; funcional&#8221; e aparentemente &#8220;aprazível &#8220;, porém à margem do <strong>propósito </strong>e sem conexão com algo maior que a própria individualidade.</p>



<p style="font-size:18px">Quando olhamos para nossa realidade com plena consciência, somos capazes de enxergar oportunidades de aprendizado e transformação em tudo que nos acontece. Sejam estas toda sorte de bênçãos ou mesmo os indesejados reveses. Através das funções da consciência, o estudo determinante de Jung no contexto do funcionamento da psique enfatiza a intuição- descrita muitas vezes como uma compreensão profunda e instantânea sobre algo sem a necessidade da razão, desempenhando um papel importante em nos avisar sobre algo novo que está prestes a entrar em nossa consciência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-estamos-abertos-e-receptivos-aumentamos-a-chance-de-perceber-sinais-sutis-de-que-algo-novo-se-aproxima" style="font-size:19px">Quando estamos abertos e receptivos aumentamos a chance de perceber sinais sutis de que algo novo se aproxima.</h2>



<p style="font-size:18px">Buscando lugar em nossa consciência, nos preparando, ou até mesmo encorajando na exploração daquilo que esta se apresentando. Porém, é comum o estranhamento frente ao novo. Muito mais fácil seria se pudéssemos nos entregar a sensação interna e, imediatamente estarmos preparados para grandes mudanças e decisões.</p>



<p style="font-size:18px">Muitos, frente à angústia, podem viver esse cenário interno com paralisia e retrocesso, ou até mesmo uma tentativa de adaptação ao que se apresenta externamente, sem a paciência, que pode trazer o tempo necessário para descobrir o que devemos levar adiante ou deixar no caminho, com leveza e acima de tudo com muita responsabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-falemos-entao-da-famosa-zona-de-conforto" style="font-size:19px">Falemos então da famosa &#8220;zona de conforto &#8220;</h2>



<p style="font-size:18px">Esse estado mental, familiar onde o risco de estresse é mínimo, pois as situações são previsíveis, permitindo um estado constante de segurança e confiança. Sair dessa zona implica exposição e desafios, que podem ser intimidantes, mas também podem levar ao desenvolvimento e crescimento pessoal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-dessa-maneira-comecamos-a-nos-aproximar-da-ideia-do-que-pode-ser-uma-vida-que-se-realiza-e-que-atrelada-ao-autoconhecimento-pode-revelar-a-chave-que-abre-todas-as-portas" style="font-size:19px">Dessa maneira, começamos a nos aproximar da ideia do que pode ser uma vida que se realiza e que, atrelada ao autoconhecimento, pode revelar a chave que abre todas as portas.</h2>



<p style="font-size:18px">Segundo <strong>Jung</strong>, (2013 p. 86) o processo de tornar-se homem acontece através da tomada de consciência das pretensões egoísticas. Onde o indivíduo percebe os seus motivos e procura formar uma ideia mais completa possível de sua própria natureza.</p>



<p style="font-size:18px">Uma reflexão e confronto consigo mesmo que, embora muito desconfortável para aquele que se encontra predominantemente inconsciente, é uma operação necessária, que reúne partes dispersas do eu, levando a um aflorar espontâneo do si-mesmo que já existia.</p>



<p style="font-size:18px">A sombra é uma parte viva da personalidade e por isso quer comparecer de alguma forma, não sendo possível anula-la argumentando ou torná-la inofensiva através da racionalização.</p>



<p style="font-size:18px">Temos, porém que reconhecê-la afim de nos tornarmos verdadeiramente honestos e autênticos ( Jung, 2016). Assim, para Jung (2011) o homem se mostra tal como é, revelando o que antes estava oculto sob a máscara da adaptação convencional: a sombra, que ao se tornar consciente pode ser integrada ao eu, fazendo que se opere uma aproximação da totalidade, totalidade esta que não é a perfeição, mas o ser completo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-agora-entendemos-que-a-vida-finalmente-da-certo-quando-vivenciamos-cada-experiencia-sem-queimar-as-etapas-necessarias" style="font-size:19px">Agora entendemos, que a vida finalmente dá certo quando vivenciamos cada experiência sem queimar as etapas necessárias:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p><em>“Onde há uma lacuna,</em><br><em>onde falta o verdadeiro saber,</em><br><em>ainda hoje o espaço é preenchido</em><br><em>com projeções.”</em><br></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nao-existe-o-certo-pra-vida-dar-certo" style="font-size:19px">Não existe o &#8220;CERTO&#8221; pra vida dar certo.</h2>



<p style="font-size:18px">Uma rotina simples de viver pode ser o ápice da felicidade, desde que o manancial das potencialidades tenha sido esgotado, para que se possa lidar de forma assertiva e funcional com os conflitos que vem e vão pela vida, nos levando a viver o melhor das coisas e aproveitando cada momento.</p>



<p style="font-size:18px">Os sinais externos não poderão jamais definir o valor humano de cada indivíduo, mas para que isso não nos paralise, é necessário enfrentar o medo de uma batalha competitiva, que por vezes, nós mesmos criamos dentro de nós.</p>



<p style="font-size:18px">Quando nos deparamos com a motivação que orienta nossas escolhas e ações, entendemos que estamos no caminho que escolhemos cautelosa e respeitosamente, e nesta estrada quem nos faz companhia é o PROPÓSITO, que revela nossa missão nessa viagem, e que finalmente podemos dizer que deu certo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: &quot;Quando a vida finalmente dá certo&quot;" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/h4TeA3pmtms?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pmoura/">Patrícia Moura Vernalha &#8211; Membro Analista em formação pelo Ijep</a></strong></p>



<p style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/">Waldemar Magaldi &#8211; Analista Didata Ijep</a></strong></p>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:19px">Referências:</h1>



<p>JUNG, C.G. <em>O eu e o inconsciente</em>. Vol. 7/2 &#8211; Editora Vozes, 2014</p>



<p>JUNG,C.G. <em>O símbolo da transformação na missa.</em> Vol. 11/3 &#8211; Editora Vozes, 2013 JUNG,C.G. OS arquétipos e o inconsciente coletivo. vol.9/1 &#8211; Editora Vozes, 2016</p>



<p>JUNG,C.G. <em>Ab-reação- análise doa sonhos e transferência</em>. Vol. 16/2 &#8211; Editora Vozes, 2011 JUNG, C.G. Psicologia e Religião. vol. 11/1 &#8211; Editora Vozes, 2013.</p>
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		<title>Tipos Psicológicos de Carl Gustav Jung</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/tipos-psicologicos-de-carl-gustav-jung/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2022 14:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
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		<category><![CDATA[extrovertido]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[teste de personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[tipos psicológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho de pesquisa e de exploração do comportamento humano que Jung fazia, tanto da consciência quanto do inconsciente, nas relações com o meio exterior, permitiu-lhe perceber tipos diferentes de comportamento. Muitas vezes gerando desavenças e desentendimentos, não pelo princípio básico de um determinado assunto, mas pela forma de cada um agir e reagir frente [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O trabalho de pesquisa e de exploração do comportamento humano que <strong>Jung</strong> fazia, tanto da consciência quanto do inconsciente, nas relações com o meio exterior, permitiu-lhe perceber tipos diferentes de comportamento. Muitas vezes gerando desavenças e desentendimentos, não pelo princípio básico de um determinado assunto, mas pela forma de cada um agir e reagir frente ao tema ou, ao mundo.</p>



<p>Com isso, <strong>Jung</strong> desenvolveu o estudo dos <strong>tipos psicológicos</strong>. Não como um quadro de referência classificatória e esteriotipante, mas como uma orientação para percebermos <strong>como as funções autorreguladoras da energia psíquica atuam compensatoriamente entre a consciência e o inconsciente.</strong> Sendo a função compensatória análoga à homeostase do organismo físico, mantendo e objetivando sempre o equilíbrio dinâmico da psique.</p>



<p>Inicialmente, <strong>Jung</strong> percebeu <strong>dois grandes grupos de indivíduos</strong>, uns partiam de forma rápida e confiante aos <strong>estímulos externos</strong> e, outros hesitam, recuam, parecendo sentir <strong>receio em se relacionar com o externo</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-extrovertidos">Extrovertidos</h2>



<p>O primeiro grupo era de pessoas muito adaptadas ao meio coletivo, mas com um grande subdesenvolvimento do plano individual, o qual ele denominou de <strong>extrovertidos</strong>, <strong>onde a energia fluí, sem maior dificuldade, na direção dos objetos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-introvertidos">Introvertidos</h2>



<p>O segundo grupo era formado por indivíduos desadaptados ao meio, por serem mais individualistas apesar de terem desejos íntimos de viverem mais voltados para a coletividade, denominando-os <strong>introvertidos</strong>, <strong>onde o fluxo de energia recua diante dos objetos, pois estes parecem ameaçadores.</strong></p>



<p>Assim, visto no conjunto, todos os <strong>introvertidos</strong> tem um fluxo de energia <strong>extrovertida</strong> em seu inconsciente, da mesma forma que os <strong>extrovertidos</strong> possuem um fluxo de energia <strong>introvertida</strong>. Desta maneira, percebemos a circulação constante da energia, num caráter contínuo, inesgotável e compensatório. Sendo que o ego deve contemplar ambas as direções para que a totalidade do ser esteja plena.</p>



<p>Posteriormente, <strong>Jung</strong> percebeu que existiam muitas outras variações dentro de cada um destes grandes grupos de atitudes típicas, pois dois indivíduos introvertidos poderiam divergir muito na forma de pensar. Assim <strong>Jung</strong> concluiu que a função psíquica, que cada indivíduo usava de maneira predominante e preferencial para lidar adaptativamente com o mundo externo, era o que os diferencia ainda mais.</p>



<p>São dois <strong>subgrupos</strong> que originam duas funções antagônicas cada, perfazendo-se um total de quatro funções de adaptação, onde reconhecemos o mundo exterior e, nos adaptamos a ele.</p>



<p><strong>O primeiro subgrupo Jung denominou de racionais, que atuam ou na função pensamento ou na função sentimento. O segundo subgrupo são os empíricos, que atuam ou na função sensação / percepção ou na função intuição. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcao-principal">Função principal</h2>



<p><strong>Todos nós possuímos as quatro funções,</strong> porém uma delas vai se apresentar mais atuante e desenvolvida, por ser mais próxima da consciência. A esta função chamamos de <strong>função principal.</strong> </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcao-inferior">Função inferior</h2>



<p>Em oposição à função principal, temos a função inferior. <strong>A função inferior está muito mais próxima do inconsciente, vindo muitas vezes junto com as projeções da sombra e sendo grande auxiliar no processo analítico &#8211; pois irá fazer a ponte entre o consciente e o inconsciente. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcoes-auxiliares">Funções auxiliares</h2>



<p>As outras duas funções são chamadas de auxiliares, com menor grau de diferenciação que a função principal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-existe-desta-forma-a-possibilidade-de-8-tipos-de-funcoes-principais" style="font-size:18px">Existe, desta forma, a possibilidade de 8<strong> tipos de funções principais</strong>.</h2>



<p>Ao conhecermos a função principal de um indivíduo imediatamente saberemos qual é a sua função inferior, por estar em oposição a ela. Assim, se um indivíduo for sensação extrovertida sua função inferior será intuição introvertida. Isto nos dá uma cruz, onde as funções auxiliares serão o sentimento e o pensamento.</p>



<p><strong>Combinado com as fuções auxiliares, chegamos a 64 possíveis combinações.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tipos-psicologicos">Tipos psicológicos</h2>



<p>Com o conhecimento de cada<strong> tipo psicológico</strong> poderemos perceber como o indivíduo estabelece as relações com o meio e, ajudá-lo a diminuir a carga de energia investida na <strong>função principal</strong>, para permitir que as funções auxiliares e até a função inferior contribuam com a totalidade.</p>



<p>Assim não acontecerá a extrema diferenciação de um determinado tipo e função no ego, mas o rebaixamento desta, permitindo a percepção dos seus pares complementares mais <strong>inconscientes</strong>. Sendo a adaptação um mecanismo psíquico extremamente importante para equilibrar fatores internos e externos. Porém, devemos distinguir a adaptação do conformismo, da normose ou da normopatia. Pois a adaptação é um mecanismo psíquico muito importante para o processo de <strong>individuação</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-adaptacao-ao-meio">Adaptação ao meio</h2>



<p>Para <strong>Jung</strong>, a falha na adaptação é um sintoma da <strong>neurose</strong>. Pois ela é responsável em conciliar as demandas tanto do mundo interno quanto do mundo externo, que podem fazer solicitações completamente antagônicas, gerando muita tensão e angústia.</p>



<p>Porém, para o <strong>ego heróico</strong>, muitas vezes a adaptação vira normopatia, deixando o indivíduo fixado. Desta forma, no início da análise, muitas vezes acontece uma espécie de destruição desta adaptação estagnaste que a pessoa construiu, na maioria das vezes, por meio dos mecanismos de gratificação e recompensa social e cerebral, deixando de lado o <strong>Self</strong>.</p>



<p class="has-text-align-right"><strong><a href="Autor: Waldemar Magaldi">Autor: Waldemar Magaldi</a></strong></p>
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