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	<title>Arquivos intuição - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos intuição - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O QUE DIZ SEU DAIMON?</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-que-diz-seu-daimon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cristiane dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:37:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arquétipos]]></category>
		<category><![CDATA[Não Categorizado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
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		<category><![CDATA[sentido de vida]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Fazendo alusão ao Mito de Er, contado por Platão no livro A República, em que cada pessoa entra no mundo ao ser chamada e recebe um daimon particular que acompanhará essa alma, guiando-a e intuindo-a, pois quando aqui chegamos esquecemos do que combinamos, o que tem norteado a sua vida? Qual o seu propósito? O que o inspira e o motiva?</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>Até você tornar o inconsciente consciente, ele irá dirigir sua vida e você vai chamar isso de destino.</p><cite>C.G. JUNG </cite></blockquote></figure>



<h2 id="h-resumo-fazendo-alusao-ao-mito-de-er-contado-por-platao-no-livro-a-republica-em-que-cada-pessoa-entra-no-mundo-ao-ser-chamada-e-recebe-um-daimon-particular-que-acompanhara-essa-alma-guiando-a-e-intuindo-a-pois-quando-aqui-chegamos-esquecemos-do-que-combinamos-o-que-tem-norteado-a-sua-vida-qual-o-seu-proposito-o-que-o-inspira-e-o-motiva" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Resumo: Fazendo alusão ao Mito de Er, contado por Platão no livro <em>A República</em>, em que cada pessoa entra no mundo ao ser chamada e recebe um daimon particular que acompanhará essa alma, guiando-a e intuindo-a, pois quando aqui chegamos esquecemos do que combinamos, o que tem norteado a sua vida? Qual o seu propósito? O que o inspira e o motiva?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você pode dizer que se esqueceu desse chamado, ou que ele se perdeu diante das demandas da vida, ou pode tentar evitá-lo com força hercúlea, mas a verdade é que ele sempre vai manifestar-se, o daimon não desaparece.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Daimon</strong> era o termo usado pelos antigos gregos quando se referiam à força espiritual ou entidade guardiã, um anjo da guarda, que guiava o indivíduo por toda sua vida, e <strong>Hillman </strong>(2025, p. 13) descreve o daimon como “um guia espiritual que nos conecta à nossa vocação mais profunda, ajudando-nos a perceber aquilo que é essencial para a realização do nosso potencial”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Hillman, a vida é uma jornada com foco na busca do sentido e do significado e o daimon é a nossa bússola nesse caminho, que nos orienta e nos faz lembrar da nossa verdadeira natureza e que, muitas vezes, nos tira da zona de conforto, para que atendamos ao chamado da nossa alma, fazendo com que nossa vida se torne mais autêntica, com mais propósito e nos transformemos em quem, realmente, fomos destinados a ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão corrobora com a teoria do fruto do carvalho, “segundo a qual cada pessoa tem uma singularidade que demanda ser vivida e que já existe mesmo antes de poder ser vivida” (HILLMAN, 2025, p. 28).</p>



<h2 id="h-hillman-diz-que-as-implicacoes-praticas-ocorrem-assim" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Hillman diz que as implicações práticas ocorrem assim:</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px;line-height:1.4">(a) Reconhecer o chamado como o fato primordial da existência humana; (b) alinhar a vida com esse chamado; (c) ter o bom senso de perceber que os acidentes, inclusive o coração partido e os choques naturais herdados pelo corpo, pertencem ao padrão da imagem, são necessários a ela e ajudam a consumá-la). (HILLMAN, 2025, p. 30)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">E aqui começa o desafio: “reconhecer o chamado”, que é algo individual, genuíno, que nos diferencia ou nos destaca das demais pessoas, e isso, muitas vezes, é assustador, pois vivemos em uma sociedade que normatiza, que rotula, que classifica, exclui e banaliza quem está fora do padrão social tido como normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas deixam de atender, ou alinhar sua vida a esse chamado por diversas razões: desde a influência castradora dos pais, a pobreza que aniquila as forças, a falta de fé, os diagnósticos médicos que rotulam essa característica como doença e até o simples comodismo na zona de conforto. (Cf. HILLMAN, 2025, p. 259)</p>



<h2 id="h-aceitar-o-chamado-implica-tambem-em-resignar-se-as-adversidades-e-assumir-as-consequencias-que-esse-direcionamento-do-daimon-nos-conduz" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Aceitar o chamado implica também em resignar-se às adversidades e assumir as consequências que esse direcionamento do daimon nos conduz.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O daimon começa a dar seus indícios na infância, é nessa época que ele indica o caminho, o que muitas vezes é classificado de pirraça ou teimosia é o próprio daimon em ação em resposta a esse chamado.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:17px"><blockquote><p>Toda criança é dotada e já nasce com uma série de dados, de dons que lhes são peculiares e que se mostram de formas peculiares, muitas vezes inapropriadas e causando sofrimento.</p><cite>HILLMAN, 2025, p. 35</cite></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Essa teoria explica a infinidade de casos de crianças, que na mais tenra idade apresentam determinadas habilidades inatas ou características de personalidade extremamente desenvolvidas, o que nos leva a certeza de que as pessoas não chegam aqui nesse mundo como “tábulas rasas”, elas trazem&nbsp; consigo, “dentro de uma bolota” (alma), o fruto do carvalho, que podemos nomear como o Mito do Significado, o propósito de suas vidas, e que têm como protetor dessa missão, o daimon, que irá lembrá-las desse compromisso &nbsp;e redirecioná-las,&nbsp; quando elas desviarem do percurso.</p>



<h2 id="h-hillman-relata-diversas-historias-de-celebridades-que-desde-a-infancia-apresentam-caracteristicas-que-independentemente-das-condicoes-culturais-sociais-economicas-e-afetivas-se-mostravam-predeterminadas-a-algo-muito-maior" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Hillman relata diversas histórias de celebridades que, desde a infância, apresentam características que, independentemente das condições culturais, sociais, econômicas e afetivas, se mostravam predeterminadas a algo muito maior.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o caso de Josephine Baker. Nascida em 3 de junho de 1906, no Hospital St. Louis Social Evil, nos Estados Unidos, pelo nome do hospital, poder-se-ia dizer que nada de bom poderia vir de lá, mas Freda J. McDonald, registraria sua passagem por esse mundo como exemplo do fruto que cumpriu o desejo do Self.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui já encontramos uma força interior muito intensa, pois muitas pessoas se deixam sucumbir por um sistema de crenças depreciativo e limitante decorrente de sua origem ou situação financeira, acreditando estarem fadadas a um destino previsível e pré-determinado.</p>



<h2 id="h-josephine-teve-uma-infancia-de-extrema-pobreza-trabalhava-em-casa-de-familia-desde-crianca-para-sobreviver-a-comida-era-escassa-ao-contrario-das-pulgas-que-eram-muitas-e-compartilhadas-com-seu-cachorro-ja-que-ambos-dividiam-o-chao-para-dormir" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Josephine teve uma infância de extrema pobreza, trabalhava em casa de família desde criança para sobreviver. A comida era escassa, ao contrário das pulgas, que eram muitas e compartilhadas com seu cachorro, já que ambos dividiam o chão para dormir.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ela vivia apanhando de uma de suas patroas, que a deixava constantemente nua, porque as roupas eram caras demais. (Cf. HILLMAN, 2025, 77). Talvez seja por esse motivo, que Josephine quando iniciou sua carreira artística, se sentia tão à vontade em se apresentar quase nua e despertar tanto fascínio na plateia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conta-se que quando criança, Josephine montava um palco no porão com caixotes e que batia nas crianças quando elas não prestavam atenção em sua apresentação. Aqui podemos perceber o daimon dando seus primeiros indícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 19 anos ela se torna conhecida pelo mundo no Teatro Champs-Élysées, em Paris, e deste momento em diante, o sucesso, a fortuna e a luxúria, passam a ser suas companheiras de jornada, mas como foi dito inicialmente, o daimon não desaparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1939 estoura a Segunda Guerra Mundial e Josephine aos 32 anos, tem a rota de sua vida redirecionada pelo daimon novamente: ela quer servir à França, país que adotou e se torna espiã, arriscando sua vida levando informações escondidas nas partituras musicais, até Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Josephine por ser negra, muitas vezes foi expulsa de teatros e quase sofreu o risco de deportação e execução, mas isso não a intimidou e nem a fez desistir de seu ideal.</p>



<h2 id="h-podemos-perceber-que-josephine-realmente-estava-empenhada-em-seguir-sua-vocacao-sem-se-importar-com-as-consequencias-que-pudessem-advir-de-suas-acoes-ela-estava-sendo-guiada-pelo-seu-proposito" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Podemos perceber que Josephine realmente estava empenhada em seguir sua vocação, sem se importar com as consequências que pudessem advir de suas ações. Ela estava sendo guiada pelo seu propósito.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px;line-height:1.4">A vocação (do latim vocatus) é o que somos chamados a fazer com a energia da nossa vida. Sentir que somos produtivos é uma parte fundamental da nossa individuação, e deixar de responder à nossa vocação pode causar dano à alma. Não escolhemos realmente uma vocação; na verdade é ela que nos escolhe. Nossa única escolha é o modo como respondemos. (HOLLIS, 1995, p. 101)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">No Marrocos onde tinha bom relacionamento com a família dos Governantes, resgatou judeus da repressão e após a libertação de Paris, arrecadou centenas de quilos de alimentos para auxiliar os necessitados, devido a essas ações, foi condecorada com a Cruz de Guerra das Forças Armadas Francesas e a Medalha da Resistência, além de receber do presidente Charles de Gaulle, o grau de Cavaleiro da Legião de Honra.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="h-o-daimon-tambem-direcionou-josephine-a-auxiliar-na-luta-contra-o-racismo-e-pela-emancipacao-dos-negros-nos-estados-unidos-onde-apoiou-o-movimento-dos-direitos-civis-de-martin-luther-king" style="font-size:16px">O daimon também direcionou Josephine a auxiliar na luta contra o racismo e pela emancipação dos negros nos Estados Unidos, onde apoiou o Movimento dos Direitos Civis de Martin Luther King.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu último feito foi empregar todo seu dinheiro para manter um imóvel abrigando onze crianças de diversos países e etnias, que ela adotou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1975, dias antes de morrer, falida, sem teto e envelhecida, Josephine fez seu último show em Paris, onde foi ovacionada pelo público. (Cf. HILLMAN, 2025, p. 79)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Josephine Baker cumpriu com o Mito do seu Significado e deixou registrado ao mundo seu propósito de servir ao daimon, buscando aliviar o sofrimento e permitir que outras pessoas tivessem possibilidade de viver e não apenas sobreviver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Josephine poderia continuar em sua vida de estrelado, com a fama, riqueza e a luxúria características, mas seu caráter a impulsionou a fazer algo mais relevante, que pudesse servir à coletividade e a uma finalidade maior e o daimon a conduziu nesse sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa visão do coletivo corrobora com uma característica do conceito de Processo de Individuação desenvolvido por Jung (2015), em que o indivíduo não é direcionado ao isolamento, mas a um relacionamento coletivo mais intenso. “A meta da individuação não é outra senão a de despojar o si mesmo dos invólucros falsos da persona, assim como do poder sugestivo das imagens primordiais” (JUNG, 2015, p. 64).</p>



<h2 id="h-algumas-pessoas-poderao-argumentar-que-nao-possuem-talento-ou-um-dom-especial-para-atender-ao-chamado-mas-em-relacao-a-essa-questao-hillman-nos-diz-que-nao-devemos-confundir-um-dom-especial-com-o-chamado" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Algumas pessoas poderão argumentar que não possuem talento ou um dom especial para atender ao chamado, mas em relação à essa questão, Hillman nos diz que não devemos confundir um dom especial com o chamado.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px;line-height:1.4">O talento é apenas uma parte da imagem; muitos nascem com talento para música, matemática e mecânica, mas apenas quando esse talento contribui para a imagem como um todo e é levado à frente pelo caráter é que reconhecemos a excepcionalidade. Muitos são chamados, poucos são escolhidos, muitos tem talento, poucos têm o caráter que consegue realizar o talento. O caráter é o mistério individual. (HILLMAN, 2025, p. 256)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O caráter é essa força interna, que faz com que o indivíduo seja incapaz de realizar algo diferente daquilo que ele foi destinado a fazer (fruto do carvalho), e quando o indivíduo está alinhado a esse propósito, independentemente da atividade que exerça, ele executará de forma peculiar e integral, pois estará sendo guiado pelo seu daimon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Hillman, “A teoria do carvalho defende que todos somos escolhidos. A própria questão da individualidade presume que há um fruto do carvalho único que caracteriza cada pessoa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande problema é que a sociedade atual patologiza o chamado, medicalizando o sintoma, fazendo com que o indivíduo se mantenha anestesiado e preso ao <em>status quo</em>, afastando-se desta maneira do destino orientado pelo daimon.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme Hillman (2025, p. 54), a nossa cultura classifica o sintoma como algo “ruim”, mas, para onde ele vai quando é eliminado? Ele realmente desaparece? O que estava tentando expressar? “Há ‘algo mais’ no sintoma além de sua negatividade antissocial, disfuncional e obstaculizante.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais paradoxal que isso possa soar, os sintomas devem ser encarados como presentes, pois são convites para o indivíduo reajustar a rota da sua vida, como uma exigência do Si-Mesmo. “O indivíduo é intimado, psicologicamente, a morrer para o velho eu para que o novo possa nascer” (HOLLIS, 1995, p. 20).</p>



<h2 id="h-essa-e-uma-caracteristica-marcante-da-crise-da-meia-idade-onde-o-individuo-se-ve-impelido-a-encontrar-respostas-a-dilemas-existenciais-e-enfrentar-situacoes-muitas-vezes-evitadas" class="wp-block-heading" style="font-size:17px">Essa é uma característica marcante da “Crise da Meia Idade”, onde o indivíduo se vê impelido a encontrar respostas a dilemas existenciais e enfrentar situações muitas vezes evitadas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As crenças que nos sustentaram na primeira fase da vida se tornam ineficazes. Ideais e ídolos antes venerados se transformam como “poeira ao vento”. Jung (2013, p. 784) diz que: “Não podemos viver a tarde de nossa vida segundo o programa da manhã, porque aquilo que era muito na manhã, será pouco na tarde, e o que era verdadeiro na manhã, será falso no entardecer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Iniciamos essa reflexão com o Mito de Er, que afirma que a cada um de nós recebe um daimon para nos auxiliar nessa jornada, você já conseguiu identificar esse seu guia pessoal?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você tem seguido as orientações dadas por ele?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seu propósito de vida está alinhado ao objetivo que seu daimon está lhe propondo, ou você ainda coloca seu “destino” nas mãos de um guia externo baseado nos interesses e opiniões da nossa sociedade capitalista, midiática e consumista?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boa reflexão!</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/cristiane-santos/">Cristiane dos Santos &#8211; Analista Junguiana em formação pelo IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/"><strong>Dra. E. Simone Magaldi &#8211; Analista Didata</strong> <strong>IJEP</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vídeo de apresentação: </p>



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<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Referências:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">HILLMAN, James. <em>O código da alma: </em>em busca da essência e do chamado. São Paulo: ed. Goya, 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOLLIS, James. <em>A Passagem do Meio:</em> da miséria ao significado na meia-idade. São Paulo: ed. Paulus, 1995.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav.<em> </em><em>A Natureza da Psique.</em> 10.ed. Petrópolis: Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______ <em>O Eu e o Inconsciente</em>.27.ed. Petrópolis: Vozes, 2015.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="369" src="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-1024x369.png" alt="" class="wp-image-13336" style="aspect-ratio:2.7767271109133387;width:752px;height:auto" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-1024x369.png 1024w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-300x108.png 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-768x277.png 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-150x54.png 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-450x162.png 450w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1-1200x432.png 1200w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2026/07/banner-pos-graduacao-29.6.26-1.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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			</item>
		<item>
		<title>Quando a vida finalmente dá certo</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/quando-a-vida-finalmente-da-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Patricia Moura Vernalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 21:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[individuação]]></category>
		<category><![CDATA[intuição]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[sombra]]></category>
		<category><![CDATA[zona de conforto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=9357</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este artigo fala sobre o desejo de alcançar a plenitude da vida em todos os seus segmentos, destacando porém, que responsabilidade, racionalidade e trabalho com afinco podem não ser suficientes, se as expectativas não estiverem alinhadas a um significado interior maior. E ainda, que este processo estaria altamente vinculado ao conhecimento cada vez mais crescente e aprofundado de si mesmo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Em algum tempo de nossa jornada, é quase inevitável o surgimento de pensamentos ou questionamentos sobre o momento em que seremos surpreendidos por grandes mudanças em nossas vidas, mudanças estas que nos conduzirão positivamente a novos patamares, novas frentes e fases.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Estas expectativas são diferentes pra cada pessoa, pois encontram-se apoiadas nas experiências passadas, crenças e valores de cada um. Porém, saliento um modo peculiar na forma de pensar &#8211; que não me atreveria a chamar de mágica -, uma forma de pensamento muitas vezes relacionado à busca por controle sobre os eventos, mas no mínimo de uma projeção ingênua sobre a forma de pensar e viver a vida, caracterizada, por vezes, por expectativas irreais, simplistas e também reducionistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">As habilidades latentes que nos acompanham desde o nascimento, e que podem ser desenvolvidas ao longo do tempo, são influenciadas direta ou indiretamente pelo ambiente, educação, estímulos recebidos, oportunidades e vivências pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">É importante lembrar que a vida nem sempre segue o curso que esperamos e que desafios surgem no meio do caminho. Exigindo flexibilidade e resiliência no enfrentamento das adversidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-acreditava-na-importancia-do-autoconhecimento" style="font-size:19px">Jung acreditava na importância do autoconhecimento.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Neste ponto, o fio que conduz à elevação de níveis mais sutis de desenvolvimento, envolve o equilíbrio entre os aspectos do inconsciente e da consciência, na busca por integração e individuação como caminhos para a realização e o desenvolvimento pessoal, a fim de se alcançar um estado de totalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A partir do autoconhecimento, uma consciência livre de um mundo mesquinho e aberta à participação de um mundo mais amplo de interesses vai emergindo, e esta consciência ampliada já não é aquela pertencente ao novelo egoísta das ambições, temores e desejos de caráter pessoal, compensados inconscientemente por contratendências ( Jung, 2014)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-seguimos-na-ilusao-de-ja-nos-conhecer-e-nao-entendemos-a-importancia-da-cosmovisao-que-se-refere-ao-modo-como-o-individuo-enxerga-e-interpreta-a-realidade-ao-seu-redor" style="font-size:19px"><strong>Seguimos na ilusão de já nos conhecer</strong> e não entendemos a importância da cosmovisão, que se refere ao modo como o indivíduo enxerga e interpreta a realidade ao seu redor.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A reflexão sobre si mesmo nos leva a entender que esta cosmovisão não é para o mundo e sim para nós próprios. E que ao formarmos uma imagem global do mundo seremos capazes de ver a nós mesmos, que somos cópias fiéis deste mundo. Não existe um momento exato em que a vida começa a dar certo, mas sim um processo contínuo de evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Não é fácil manter foco e disciplina; a motivação muitas vezes faz falta e com isso, um planejamento que exige clareza, direcionamento e objetivos concretos pode gerar falsas expectativas. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Seria correto então afirmar que o sucesso de uma vida bem vivida, em todos os seus aspectos, não depende somente das virtudes do indivíduo. tais como responsabilidade, caráter e desejo de desenvolvimento e, ainda, de estrutura familiar com ambiente favorável e oportunidades do meio externo?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Tudo nos leva a crer que sim, pois estas características, isoladas da integração das diferentes partes da personalidade e aceitação de seus aspectos tanto positivos quanto negativos pode revelar uma vida &#8221; segura&#8221;, &#8221; funcional&#8221; e aparentemente &#8220;aprazível &#8220;, porém à margem do <strong>propósito </strong>e sem conexão com algo maior que a própria individualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quando olhamos para nossa realidade com plena consciência, somos capazes de enxergar oportunidades de aprendizado e transformação em tudo que nos acontece. Sejam estas toda sorte de bênçãos ou mesmo os indesejados reveses. Através das funções da consciência, o estudo determinante de Jung no contexto do funcionamento da psique enfatiza a intuição- descrita muitas vezes como uma compreensão profunda e instantânea sobre algo sem a necessidade da razão, desempenhando um papel importante em nos avisar sobre algo novo que está prestes a entrar em nossa consciência.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-estamos-abertos-e-receptivos-aumentamos-a-chance-de-perceber-sinais-sutis-de-que-algo-novo-se-aproxima" style="font-size:19px">Quando estamos abertos e receptivos aumentamos a chance de perceber sinais sutis de que algo novo se aproxima.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Buscando lugar em nossa consciência, nos preparando, ou até mesmo encorajando na exploração daquilo que esta se apresentando. Porém, é comum o estranhamento frente ao novo. Muito mais fácil seria se pudéssemos nos entregar a sensação interna e, imediatamente estarmos preparados para grandes mudanças e decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Muitos, frente à angústia, podem viver esse cenário interno com paralisia e retrocesso, ou até mesmo uma tentativa de adaptação ao que se apresenta externamente, sem a paciência, que pode trazer o tempo necessário para descobrir o que devemos levar adiante ou deixar no caminho, com leveza e acima de tudo com muita responsabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-falemos-entao-da-famosa-zona-de-conforto" style="font-size:19px">Falemos então da famosa &#8220;zona de conforto &#8220;</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Esse estado mental, familiar onde o risco de estresse é mínimo, pois as situações são previsíveis, permitindo um estado constante de segurança e confiança. Sair dessa zona implica exposição e desafios, que podem ser intimidantes, mas também podem levar ao desenvolvimento e crescimento pessoal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-dessa-maneira-comecamos-a-nos-aproximar-da-ideia-do-que-pode-ser-uma-vida-que-se-realiza-e-que-atrelada-ao-autoconhecimento-pode-revelar-a-chave-que-abre-todas-as-portas" style="font-size:19px">Dessa maneira, começamos a nos aproximar da ideia do que pode ser uma vida que se realiza e que, atrelada ao autoconhecimento, pode revelar a chave que abre todas as portas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Segundo <strong>Jung</strong>, (2013 p. 86) o processo de tornar-se homem acontece através da tomada de consciência das pretensões egoísticas. Onde o indivíduo percebe os seus motivos e procura formar uma ideia mais completa possível de sua própria natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Uma reflexão e confronto consigo mesmo que, embora muito desconfortável para aquele que se encontra predominantemente inconsciente, é uma operação necessária, que reúne partes dispersas do eu, levando a um aflorar espontâneo do si-mesmo que já existia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A sombra é uma parte viva da personalidade e por isso quer comparecer de alguma forma, não sendo possível anula-la argumentando ou torná-la inofensiva através da racionalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Temos, porém que reconhecê-la afim de nos tornarmos verdadeiramente honestos e autênticos ( Jung, 2016). Assim, para Jung (2011) o homem se mostra tal como é, revelando o que antes estava oculto sob a máscara da adaptação convencional: a sombra, que ao se tornar consciente pode ser integrada ao eu, fazendo que se opere uma aproximação da totalidade, totalidade esta que não é a perfeição, mas o ser completo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-agora-entendemos-que-a-vida-finalmente-da-certo-quando-vivenciamos-cada-experiencia-sem-queimar-as-etapas-necessarias" style="font-size:19px">Agora entendemos, que a vida finalmente dá certo quando vivenciamos cada experiência sem queimar as etapas necessárias:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p><em>“Onde há uma lacuna,</em><br><em>onde falta o verdadeiro saber,</em><br><em>ainda hoje o espaço é preenchido</em><br><em>com projeções.”</em><br></p></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-nao-existe-o-certo-pra-vida-dar-certo" style="font-size:19px">Não existe o &#8220;CERTO&#8221; pra vida dar certo.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Uma rotina simples de viver pode ser o ápice da felicidade, desde que o manancial das potencialidades tenha sido esgotado, para que se possa lidar de forma assertiva e funcional com os conflitos que vem e vão pela vida, nos levando a viver o melhor das coisas e aproveitando cada momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Os sinais externos não poderão jamais definir o valor humano de cada indivíduo, mas para que isso não nos paralise, é necessário enfrentar o medo de uma batalha competitiva, que por vezes, nós mesmos criamos dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Quando nos deparamos com a motivação que orienta nossas escolhas e ações, entendemos que estamos no caminho que escolhemos cautelosa e respeitosamente, e nesta estrada quem nos faz companhia é o PROPÓSITO, que revela nossa missão nessa viagem, e que finalmente podemos dizer que deu certo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: &quot;Quando a vida finalmente dá certo&quot;" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/h4TeA3pmtms?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/pmoura/">Patrícia Moura Vernalha &#8211; Membro Analista em formação pelo Ijep</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/waldemarmagaldi/">Waldemar Magaldi &#8211; Analista Didata Ijep</a></strong></p>



<h1 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:19px">Referências:</h1>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G. <em>O eu e o inconsciente</em>. Vol. 7/2 &#8211; Editora Vozes, 2014</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG,C.G. <em>O símbolo da transformação na missa.</em> Vol. 11/3 &#8211; Editora Vozes, 2013 JUNG,C.G. OS arquétipos e o inconsciente coletivo. vol.9/1 &#8211; Editora Vozes, 2016</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG,C.G. <em>Ab-reação- análise doa sonhos e transferência</em>. Vol. 16/2 &#8211; Editora Vozes, 2011 JUNG, C.G. Psicologia e Religião. vol. 11/1 &#8211; Editora Vozes, 2013.</p>
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		<title>Tipos Psicológicos de Carl Gustav Jung</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/tipos-psicologicos-de-carl-gustav-jung/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2022 14:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[extrovertido]]></category>
		<category><![CDATA[função inferior]]></category>
		<category><![CDATA[função principal]]></category>
		<category><![CDATA[introvertido]]></category>
		<category><![CDATA[intuição]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[sensação]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[teste de personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[tipos psicológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O trabalho de pesquisa e de exploração do comportamento humano que Jung fazia, tanto da consciência quanto do inconsciente, nas relações com o meio exterior, permitiu-lhe perceber tipos diferentes de comportamento. Muitas vezes gerando desavenças e desentendimentos, não pelo princípio básico de um determinado assunto, mas pela forma de cada um agir e reagir frente [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de pesquisa e de exploração do comportamento humano que <strong>Jung</strong> fazia, tanto da consciência quanto do inconsciente, nas relações com o meio exterior, permitiu-lhe perceber tipos diferentes de comportamento. Muitas vezes gerando desavenças e desentendimentos, não pelo princípio básico de um determinado assunto, mas pela forma de cada um agir e reagir frente ao tema ou, ao mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, <strong>Jung</strong> desenvolveu o estudo dos <strong>tipos psicológicos</strong>. Não como um quadro de referência classificatória e esteriotipante, mas como uma orientação para percebermos <strong>como as funções autorreguladoras da energia psíquica atuam compensatoriamente entre a consciência e o inconsciente.</strong> Sendo a função compensatória análoga à homeostase do organismo físico, mantendo e objetivando sempre o equilíbrio dinâmico da psique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, <strong>Jung</strong> percebeu <strong>dois grandes grupos de indivíduos</strong>, uns partiam de forma rápida e confiante aos <strong>estímulos externos</strong> e, outros hesitam, recuam, parecendo sentir <strong>receio em se relacionar com o externo</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-extrovertidos">Extrovertidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro grupo era de pessoas muito adaptadas ao meio coletivo, mas com um grande subdesenvolvimento do plano individual, o qual ele denominou de <strong>extrovertidos</strong>, <strong>onde a energia fluí, sem maior dificuldade, na direção dos objetos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-introvertidos">Introvertidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo grupo era formado por indivíduos desadaptados ao meio, por serem mais individualistas apesar de terem desejos íntimos de viverem mais voltados para a coletividade, denominando-os <strong>introvertidos</strong>, <strong>onde o fluxo de energia recua diante dos objetos, pois estes parecem ameaçadores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, visto no conjunto, todos os <strong>introvertidos</strong> tem um fluxo de energia <strong>extrovertida</strong> em seu inconsciente, da mesma forma que os <strong>extrovertidos</strong> possuem um fluxo de energia <strong>introvertida</strong>. Desta maneira, percebemos a circulação constante da energia, num caráter contínuo, inesgotável e compensatório. Sendo que o ego deve contemplar ambas as direções para que a totalidade do ser esteja plena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, <strong>Jung</strong> percebeu que existiam muitas outras variações dentro de cada um destes grandes grupos de atitudes típicas, pois dois indivíduos introvertidos poderiam divergir muito na forma de pensar. Assim <strong>Jung</strong> concluiu que a função psíquica, que cada indivíduo usava de maneira predominante e preferencial para lidar adaptativamente com o mundo externo, era o que os diferencia ainda mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São dois <strong>subgrupos</strong> que originam duas funções antagônicas cada, perfazendo-se um total de quatro funções de adaptação, onde reconhecemos o mundo exterior e, nos adaptamos a ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O primeiro subgrupo Jung denominou de racionais, que atuam ou na função pensamento ou na função sentimento. O segundo subgrupo são os empíricos, que atuam ou na função sensação / percepção ou na função intuição. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcao-principal">Função principal</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Todos nós possuímos as quatro funções,</strong> porém uma delas vai se apresentar mais atuante e desenvolvida, por ser mais próxima da consciência. A esta função chamamos de <strong>função principal.</strong> </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcao-inferior">Função inferior</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em oposição à função principal, temos a função inferior. <strong>A função inferior está muito mais próxima do inconsciente, vindo muitas vezes junto com as projeções da sombra e sendo grande auxiliar no processo analítico &#8211; pois irá fazer a ponte entre o consciente e o inconsciente. </strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-funcoes-auxiliares">Funções auxiliares</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As outras duas funções são chamadas de auxiliares, com menor grau de diferenciação que a função principal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-existe-desta-forma-a-possibilidade-de-8-tipos-de-funcoes-principais" style="font-size:18px">Existe, desta forma, a possibilidade de 8<strong> tipos de funções principais</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao conhecermos a função principal de um indivíduo imediatamente saberemos qual é a sua função inferior, por estar em oposição a ela. Assim, se um indivíduo for sensação extrovertida sua função inferior será intuição introvertida. Isto nos dá uma cruz, onde as funções auxiliares serão o sentimento e o pensamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Combinado com as fuções auxiliares, chegamos a 64 possíveis combinações.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tipos-psicologicos">Tipos psicológicos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o conhecimento de cada<strong> tipo psicológico</strong> poderemos perceber como o indivíduo estabelece as relações com o meio e, ajudá-lo a diminuir a carga de energia investida na <strong>função principal</strong>, para permitir que as funções auxiliares e até a função inferior contribuam com a totalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim não acontecerá a extrema diferenciação de um determinado tipo e função no ego, mas o rebaixamento desta, permitindo a percepção dos seus pares complementares mais <strong>inconscientes</strong>. Sendo a adaptação um mecanismo psíquico extremamente importante para equilibrar fatores internos e externos. Porém, devemos distinguir a adaptação do conformismo, da normose ou da normopatia. Pois a adaptação é um mecanismo psíquico muito importante para o processo de <strong>individuação</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-adaptacao-ao-meio">Adaptação ao meio</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para <strong>Jung</strong>, a falha na adaptação é um sintoma da <strong>neurose</strong>. Pois ela é responsável em conciliar as demandas tanto do mundo interno quanto do mundo externo, que podem fazer solicitações completamente antagônicas, gerando muita tensão e angústia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, para o <strong>ego heróico</strong>, muitas vezes a adaptação vira normopatia, deixando o indivíduo fixado. Desta forma, no início da análise, muitas vezes acontece uma espécie de destruição desta adaptação estagnaste que a pessoa construiu, na maioria das vezes, por meio dos mecanismos de gratificação e recompensa social e cerebral, deixando de lado o <strong>Self</strong>.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong><a href="Autor: Waldemar Magaldi">Autor: Waldemar Magaldi</a></strong></p>
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