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	<title>Arquivos maternagem - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos maternagem - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Mãe devoradora e seus filhos</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/mae-devoradora-e-seus-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Natalhe Vieni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 20:38:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Complexo Materno]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[complexo]]></category>
		<category><![CDATA[maternagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O termo arquétipo não foi cunhado por Carl Jung (OC,9/1,§1), mas sua imensa contribuição se deu quando usou a ideia de arquétipo no sentido psicológico. Jung explica que os conteúdos do inconsciente coletivo são os arquétipos. Segundo Jung em OC,9/1, §5:&#160;&#160;&#160; ¨&#8230;estamos tratando de tipos arcaicos &#8211; ou melhor &#8211; primordiais, isto &#160;é, de imagens [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O termo arquétipo não foi cunhado por Carl Jung (OC,9/1,§1), mas sua imensa contribuição se deu quando usou a ideia de arquétipo no sentido psicológico.</p>



<p>Jung explica que os conteúdos do inconsciente coletivo são os arquétipos. Segundo Jung em OC,9/1, §5:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p><em>¨&#8230;estamos tratando de tipos arcaicos &#8211; ou melhor &#8211; primordiais, isto &nbsp;é, de imagens universais que existiram desde os tempos mais remotos. ¨</em></p>



<p>De uma forma mais clara, podemos dizer que o arquétipo é um molde psíquico, onde as experiências pessoais e coletivas são arquivadas, tomam forma e posteriormente se manifestam na vida das pessoas. Neste contexto, encontramos como um dos arquétipos mais importantes o da mãe, ou complexo materno, denominação usada para a manifestação do arquétipo na psique individual. Sobre este tema, foram feitas inúmeras pesquisas, tanto pelo próprio Jung, como por seus seguidores, muito se foi falado sobre a imagem arquetípica da mãe, que está por trás do complexo de mãe do indivíduo.&nbsp;</p>



<p>Em toda a obra sobre este assunto, podemos perceber que a importância da mãe na vida de todos os seres humanos é indiscutível, sendo esta responsável, inclusive, pela capacidade de um indivíduo em se relacionar e ter intimidade.&nbsp;</p>



<p>Quando essa mãe está tomada por um dos aspectos negativos deste complexo, temos o que comumente chamamos de mãe devoradora, ou seja, aquela que acredita que o filho lhe pertence de alguma forma, que se ofende quando tal não se desenvolve ou não acata aos seus comandos.&nbsp;</p>



<p>Na clínica, temos exemplos abundantes desse tipo de situação. Quem não conhece esse tipo de mãe?&nbsp;</p>



<p>Ela, de alguma forma, nos lembra Deméter, uma grande mãe, que vivia para sua filha e através dela, e na falta desta caiu em total desespero, tornando-se incapaz de exercer suas próprias obrigações. Passando aqui o enfoque aos filhos dessa mãe &#8211; não nos cabe especular como deveriam ser os sentimentos de Perséfone, mas sim dos filhos contemporâneos dessa mãe que, diferente de Deméter, que é um feminino ferido e amoroso, muitas vezes são pura e simplesmente castradoras, narcisistas e/ou com feridas transgeracionais carregadas via inconsciente coletivo da família, e que, se não analisadas, ampliadas e ressignificadas, certamente serão passadas para sua prole e assim por diante.&nbsp;</p>



<p>Ainda sobre o complexo materno:</p>



<p><em>̈O arquétipo materno é a base do chamado complexo materno. (&#8230;) segundo minha experiência, parece-me que a mãe sempre está ativamente presente na origem da perturbação, particularmente em neuroses infantis ou naquela em cuja etiologia recua até a primeira infância.¨ (OC 9/1,§161)</em></p>



<p>Sobre tal efeito, Jung esclarece que, devido ao contato inicial se dar com esta figura, e pela sua importância na vida de todo indivíduo, a mãe acaba adquirindo uma parte da numinosidade do próprio arquétipo, por isso é comum que a mãe pareça sagrada de alguma forma e, por isso mesmo, livre de repreensões, como se esta pessoa fosse livre de erros comuns ao ser humano.</p>



<p>Conclui ainda que os efeitos de um complexo materno negativo difere no filho e na filha (OC 9/1,§162). Claro que respeitando a individualidade e as possibilidades infinitas dos possíveis impactos na vida de cada um, Jung descreve aquilo que empiricamente pode comprovar e posteriormente documentar, para fins didáticos.</p>



<p>No filho, os efeitos típicos podem ser o dom-juanismo e, eventualmente, a impotência. Claro que devemos levar em consideração que o complexo materno no filho nunca é puro, na medida que existe dessemelhança devido ao sexo, essa é a razão pela qual a anima do parceiro sexual exerce um papel importante<em>&nbsp;</em>(OC 9/1,§162).</p>



<p>Descreveremos aqui um contexto mostrado no dorama Meninos Antes de Flores, nome comumente difundido na atualidade para novelas asiáticas, trata-se da palavra drama no japonês&nbsp;&nbsp;テレビドラマ, aqui no Brasil chamamos este tipo de entretenimento de novela ou minissérie. Trata-se do dorama&nbsp;<em>Boys Over Flowers</em>&nbsp;ou&nbsp;<em>Boys Before Flowers</em>, um&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Drama">drama</a>&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Coreia_do_Sul">sul-coreano</a>&nbsp;baseado no&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1_sh%C5%8Djo">mangá shōjo</a>&nbsp;japonês&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hana_Yori_Dango">Hana Yori Dango</a>&nbsp;(em&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_japonesa">japonês</a>:&nbsp;花&nbsp;より&nbsp;男子), escrito por&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Yoko_Kamio">Yoko Kamio</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para situar o leitor no contexto da história, vamos expor sua sinopse:</p>



<p><em>Jan Di&nbsp;</em>é uma garota comum de origem humilde que mora com seus pais e seu irmão mais novo, e trabalha na lavanderia da família fazendo as entregas das roupas dos clientes. Ela não é uma garota rebelde e nem gosta de criar confusões, mas quando é para ajudar seus amigos ou não deixar que a humilhem, faz o que é preciso para se defender. Certo dia, enquanto levava a roupa de um estudante da Escola Shinhwa, considerada a melhor do país,&nbsp;<em>Jan Di</em>&nbsp;o salva do suicídio, sem saber o porquê de tal ato. Com isso ela ganha uma bolsa de estudos nessa mesma escola, algo que ninguém nunca havia imaginado antes, já que a escola é de elite e apenas para a nata da sociedade. De início ela não aceita a proposta para frequentar tal escola, mas pela pressão da família acaba cedendo, sem saber o que lhe espera. Na escola, quatro jovens chamados F4 (Flower Four), possuem o respeito de todos e usam do poder para humilhar os estudantes. Para ajudar uma amiga,&nbsp;<em>Jan Di</em>&nbsp;acaba enfrentando o líder do grupo,&nbsp;<em>Gu Jun Pyo</em>, sem pensar duas vezes, e esse, revoltado por tal insolência, faz sua vida impossível dentro da escola. Mas ela não desiste e sempre acaba ridicularizando. Com o passar do tempo ele percebe que é apaixonado por ela, porém a garota começa a sentir algo mais por outro membro do F4,&nbsp;<em>Yoon Ji Hoo</em>, um rapaz frio e fechado, mas que aos poucos, e por causa dela, começa a se abrir ao exterior e ao amor, tornando-se rival do seu amigo&nbsp;<em>Gu Jun Pyo</em>.&nbsp;</p>



<p>Nesta história, encontramos o personagem Gu Jun Pyo, que possui esta mãe que descrevemos acima: autoritária, abusiva, controladora, e absolutamente inflexível, que domina quase todos os aspectos da vida deste filho, ela vive através dele. Seu sucesso e todas suas atitudes de agora e do futuro devem assentar na projeção de contribuir ou refletir o próprio sucesso, como mãe e como empresária bem-sucedida que é, no contexto em que aparece no dorama ela quer inclusive escolher a profissão e a esposa do filho para tal intento. Ela vive através deste filho. Falta-lhe amor? Não sabemos, esta pergunta só pode ser respondida pelo próprio indivíduo em cada situação particular. O que nos importa aqui observar é que esta situação comumente vemos na vida cotidiana, nos consultórios e ao nosso redor.&nbsp;</p>



<p>No mesmo dorama, encontramos outro exemplo desta mãe agora na dita classe C, na mãe (e pai) da personagem Jan Di, onde estes pais, ambos tomados pelo aspecto negativo do complexo materno além de viverem e projetarem suas vidas não vividas nesta filha, querendo escolher por ela a fim de também alcançarem suas ambições e objetivos, mas percebamos que a questão aqui vai muito além desta ambição , se trata do seguinte: Não é você quem vive e sim eu quem vivo através de ti.&nbsp;</p>



<p>Podemos concluir desta parte que este tipo de mãe (e pai), tomados por um complexo materno negativo, pode ocorrer em qualquer lugar e em qualquer classe social, a depender da vivência e carga transgeracional de cada um, nunca nos esquecendo que o arquétipo é uma forma vazia, a ser preenchida, e o que a preenche? As imagens arquetípicas, que são justamente as vivências pessoais, a história da família, principalmente no que concerne a três gerações atrás, sem esquecer do espírito do nosso tempo.</p>



<p>Na mulher, Jung viu outras possibilidades como resultado dessa mãe: a hipertrofia do aspecto maternal, a exacerbação do Eros, a identificação com a mãe e a defesa contra a mãe.</p>



<p>Gostaríamos de destacar um dos aspectos descritos por Jung, por meio das observações de diferentes casos clínicos, onde as mulheres eram totalmente dependentes dessa mãe, apresentando muitos aspectos de PUELLA, se sentiam incapazes. Isso acontece com frequência, uma vez que essa mãe, como o nome pressupõe, domina todos os aspectos, como se só ela fosse capaz e sem ela os filhos não pudessem dar continuidade à vida.</p>



<p>Geralmente ocorrem com jovens entre 25 a 40 anos, filhas únicas ou única filha mulher entre homens mais velhos, bom nível de formação, mas com círculo de amizades restrito. Algumas trabalhando em&nbsp; empresa da família,&nbsp; onde seu salário não era apenas fruto de seu trabalho e sim uma ajuda financeira que lhe concediam para pagar suas pequenas despesas. Uma visão um tanto deturpada, mas real, visão de algumas mulheres que chegam em clínicas e consultórios com sintomas de ansiedade e depressão. Pessoas que não se valorizam profissionalmente, muito menos em seus relacionamentos.</p>



<p>São jovens com muitos medos: medo de não conseguirem se relacionar e constituir uma família; medo de não conseguir evoluir profissionalmente e se manter na posição de “menininha da mamãe”; medo de continuarem submissas aos familiares e não atingirem a autonomia financeira e, finalmente, de sair de casa, constituir uma família e se libertar deste sentimento de inferioridade moral e/ou intelectual, onde consideram-se feias aos olhos dos pais, companheiros e de outras pessoas ao redor. A maneira que usam em acusar os pais remete ao alívio da própria culpa, algo que é conveniente e momentâneo.</p>



<p>A filha, acometida pelo medo mortal dessa mãe devoradora que devora sua juventude e projeta seus anseios, frustrações e expectativas, acaba fugindo da realidade, isolando-se e permanecendo nesta persona de “menininha da mamãe”.</p>



<p>Durante o processo terapêutico, algumas jovens, ao mesmo tempo que queriam se libertar dessa mãe autoritária e perseguidora, se sentiam culpadas das vezes que saíam de suas casas ou se negavam a fazer as coisas que a mãe ordenava. Liberdade? Libertação? Como pensar no sentido dessas palavras que exprimem sentimentos avassaladores e geram ações inoportunas e inadequadas nesta fase da vida?</p>



<p>Com o passar do tempo e a evolução do processo terapêutico, as mudanças começam a dar sinais. Sinais de angústia, rejeição, sentimento de culpa por pensar “mal” da mãe, que, como Jung menciona, é vista como numinoso, um ser sagrado, aquela que sustenta e nutre. Será que era pensar mal ou tomar consciência de todo mal que sua mãe lhe causara?</p>



<p>Quanto mais nos aprofundarmos e analisarmos a trajetória dessas mulheres, nos deparamos com femininos massacrados, não-vividos, adulterados. Para o desenvolvimento pessoal e psíquico, num processo analítico, temos que levar à consciência as próprias sombras. Um aspecto em comum e muito relevante entre essas mulheres é a compulsão alimentar.&nbsp;</p>



<p>Observa-se que, em diferentes momentos, sentimos fome, em momentos de raiva principalmente. Sentir fome, comer, comer em demasia. Daria sensação de alívio, como se fosse um sistema de recompensa e punição. Uma colocação totalmente paradoxal e, ao mesmo tempo, ambígua. Alívio ou punição? Alívio por saciar sua fome de amor e de raiva, a fúria presente dentro dela e punição por ainda não saber enfrentar os seus problemas e não reagir diante da vida.</p>



<p>Segundo Jung (1985), o fenômeno da fome, o ato de comer é visto como um instinto psiquificado, ou seja, que os instintos, enquanto forças psíquicas motivadoras do processo de desenvolvimento da psique, ao ser ligado à consciência humana, podem ser modificados, transformados em outros fins, por meio das necessidades internas nos diferenciando dos animais.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<em>“A fome como expressão característica do instinto de autoconservação é, sem dúvida, um dos fatores mais primitivos e mais poderosos que influenciam o comportamento humano. A vida do homem primitivo, por exemplo, é mais fortemente influenciado por ele do que pela sexualidade. A este nível, a fome é o A e o O da própria existência.” (OC 8/2, §237).&nbsp;</em></p>



<p>Assim podemos entender melhor o que ocorre com algumas mulheres ao comer: agindo instintivamente, são impulsionadas por um estímulo que gera o ato de comer. O alimento age como um sistema de compensação, saciando momentaneamente sua fome. O sentimento de raiva vive enjaulado, sua energia está agora bloqueada em seu próprio corpo e ela sente-se incapaz de libertá-la.</p>



<p>Quando conseguimos compreender os efeitos que a criação teve sobre nós, começamos a compreender a nós mesmas, a nos curarmos, e a sermos capazes de assimilar o que pensamos de nosso corpo ou a explorar o que consideramos possível conseguir na vida.</p>



<p>No decorrer do&nbsp;processo terapêutico, tomamos consciência das nossas &nbsp; sombras, sentindo e tentando transformar as expectativas frustrantes em ações conflitantes, elaborando e fortalecendo o&nbsp; ego. Ego fraco leva à incapacidade de lidar com a própria realidade fugindo para uma fantasia delirante e inflada.</p>



<p>Trazendo às sessões temas relacionados ao feminino, castração e sexualidade, desde sua infância até a fase adulta, podemos trazer à tona a oportunidade de nos relacionarmos com o próprio corpo e, consequentemente com outras pessoas. Apesar de causar sofrimento, trabalhando com os aspectos sombrios,&nbsp; desenvolvemos a aceitação do corpo e, gradativamente, libertamos o lado criativo.</p>



<p>Cada psique individual tem sua própria realidade peculiar, apesar de seres distintos. Tanto no homem como na mulher, podemos observar que o complexo materno negativo possui algumas características semelhantes: as mães não querem que seus filhos cresçam, sabotam a autonomia de seus filhos, não por serem boazinhas, mas sim para terem o controle. Controlando-os através de seus relacionamentos restritos, tornando-os dependentes financeiros, reprimindo seus sentimentos e ocasionando uma mistura de depressão, ansiedade, raiva, sexualidade reprimida.</p>



<p>O caminho para a ressignificação deste complexo e pelo encontro do indivíduo com a sua mãe interior é diverso, e pode na verdade nem acontecer, dependendo dos ganhos secundários, da disponibilidade interior e prontidão de cada um, mas acreditamos que ele necessariamente passa pelo fortalecimento do ego, tomada de consciência da sua realidade, que muitas vezes ocorre após a reconexão com o corpo, muito embora Jung descreva o corpo e a psique como um só, nestes indivíduos é visível a desconexão deste corpo, até mesmo das sensações.</p>



<p><strong>Elaine Bedin e Natalhe Costa</strong><br>Analistas em formação pelo IJEP, em São Paulo<br>&nbsp;</p>



<p><em>Jung, C. G. (1985).&nbsp;<strong>Natureza da psique.</strong>&nbsp;In Obras completas de C. G. Jung (Vol. 8/2). Rio de Janeiro: Vozes.</em></p>



<p><em>JUNG, C.G.&nbsp;<strong>Os Arquétipos e o inconsciente Coletivo</strong>&nbsp;&#8211; 11. Ed.&nbsp;<strong>OC 9\1</strong>&nbsp;Petrópolis, RJ: Vozes,2014.</em></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>ELAINE BEDIN e NATALHE COSTA&nbsp;</em></strong></h4>
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			</item>
		<item>
		<title>O amor de uma mãe</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-amor-de-uma-mae/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Simone Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2019 22:48:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[adoção]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;A partir do dia em que conhece seu primeiro amor, a mulher se transforma. Isso continua a ocorrer por toda a sua vida. O homem passa a noite com a mulher e vai-se embora. Sua vida e o seu corpo são sempre os mesmos. A mulher concebe. Como mãe, ela é uma pessoa diferente da [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;A partir do dia em que conhece seu primeiro amor, a mulher se transforma. Isso continua a ocorrer por toda a sua vida. O homem passa a noite com a mulher e vai-se embora. Sua vida e o seu corpo são sempre os mesmos. A mulher concebe. Como mãe, ela é uma pessoa diferente da mulher sem filhos. Ela traz o fruto da noite em seu corpo durante nove meses. Alguma coisa se desenvolve. Desenvolve-se em sua vida algo que jamais se vai. ELA É MÃE. É e permanece mãe mesmo que o filho morra, mesmo que lhe morram todos os filhos. Porque, num certo momento, ela trouxe o filho sob o próprio coração. E ele jamais lhe sai do coração. Mesmo quando morre. Tudo isso o homem ignora; ele nada sabe. Ele não sabe a diferença entre o amor e o depois do amor; entre antes e depois da maternidade. Ele nada pode saber. Somente uma mulher pode saber disso e falar sobre isso. Eis porque não queremos que nossos maridos nos digam o que fazer.&#8221; Jung e Kerényi, Introdução à ciência e mitologia.<br>Eu sou mãe do coração, gestei meu filho por longos anos na alma e no peito. Eu o reconheci em seu corpo aos 9 meses e imediatamente soube que o havia encontrado. O filho que habitara meus sonhos desde a infância estava na minha frente em corpo e espírito. Esta é outra maneira de ser mãe, mas tão intensa e transformadora quanto a maternidade, porque o que conta, no final, é a maternagem; o amor e o cuidado dedicado.<br>E que amor é esse? Impossível explicar, nada, absolutamente nada pode explicar. É a experiência mais arrebatadora, em que seu peito se expande ao infinito e reconhecemos o milagre do Divino.&nbsp;<br>Um filho é presente do Amor Maior de Deus pela humanidade. Nos permitir criar sua criatura é sagrado, só Deus amando incondicionalmente a humanidade entrega todos os seus filhos aos cuidados de um pai e uma mãe.<br>Ao mesmo tempo sermos responsáveis pela humanidade futura nos torna seres igualmente sagrados. Criamos todos e todas os filhos de Deus. Cada novo ser é um filho de Deus enviado aos homens por amor, por confiança.<br>A experiência ao mesmo tempo mais profundamente humana e sagrada é amar um filho. Experienciar a plenitude da existência através do outro. Desejar o melhor com toda intensidade. Aprender a dar de si incondicionalmente. Amar profundamente e, ainda assim, impor limites à démesure dos filhos é tarefa que só o profundo amor pode entender. Sentir-se ATMAN (a centelha de Deus em nós = si mesmo), um com Deus, porque através do meu filho sei que Brahman (Deus) habita em mim como habita nele. É a experiência sagrada por excelência.<br><a href="https://www.facebook.com/simonemagaldi">Ercilia Simone Magaldi</a>, IJEP</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Simone Magaldi &#8211; 15/06/2019</em></strong></h4>



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			</item>
		<item>
		<title>A Influência da Psique dos Pais na Psique dos Filhos</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/a-influencia-da-psique-dos-pais-na-psique-dos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciana Antonioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 19:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
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		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde a concepção do ser humano, muitos fatores podem interferir no relacionamento pais e filhos, temos conhecimento do que ocorre na nossa consciência e desconhecemos como o inconsciente dos cuidadores influência o desenvolvimento da psique das crianças, impedindo que se desenvolvam verdadeiros laços afetivos entre a criança e os responsáveis, colocando toda a família na [...]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desde a concepção do ser humano, muitos fatores podem interferir no relacionamento pais e filhos, temos conhecimento do que ocorre na nossa consciência e desconhecemos como o inconsciente dos cuidadores influência o desenvolvimento da psique das crianças, impedindo que se desenvolvam verdadeiros laços afetivos entre a criança e os responsáveis, colocando toda a família na faixa de risco para os diversos desvios de relacionamento, incluindo a negligencia, o desinteresse pelo bem estar do filho através de condutas que podem desencadear todos os tipos de doenças na criança, até os acidentes e a violência.</p>



<p>Esta influência do inconsciente dos cuidadores sob a psique das crianças podem acontecer em qualquer idade, entre a criança ou adolescente e seus responsáveis, seja na gravidez e ao nascimento os períodos mais frágeis.</p>



<p>As atuais pesquisas mostradas por <strong>Figueiró</strong> (2009, p.10), apontam ser o adulto resultado da sua natureza, das relações com a família e grupos sociais, da cultura, valores, crenças, normas e práticas. O argumento de que a primeira infância é decisiva na formação do adolescente e do adulto passou a sustentar-se em estudos e pesquisas científicas nos últimos cem anos. Recentemente, a neurociência evidencia que episódios precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda existência nas conexões sinápticas do ser humano. Este fenômeno é possível diante da neuroplasticidade e das atividades biomoleculares.</p>



<p>Os fatores de risco e proteção da violência, sua emergência e prevenção, são conhecidos da literatura médica, começa no período da pré concepção com fetos indesejados ou rejeitados e permanece nas gestações mal cuidadas, tensas e desamparadas. Estes fatores continuam atuando na primeira infância com a privação de nutrientes afetivos fundamentais ao saudável desenvolvimento psíquico, social e cultural. Oitenta por cento da violência é transgeracional, passa de uma geração a outra e é possível prevenir esta violência através do apego seguro com o desenvolvimento da empatia na formação do individuo. A prevenção depende de uma base segura, da sensibilidade e da resiliência, que é a capacidade deste indivíduo de lidar com problemas e superar obstáculos.</p>



<p>A ciência tem comprovado a importância da educação e dos cuidados de qualidade durante os primeiros anos de uma criança para o seu desempenho escolar satisfatório e para uma vida adulta plena. O período que vai da gestação até o sexto ano de vida, e particularmente de zero a três anos incluindo o período gestacional, são os mais importantes na preparação dos alicerces das competências, habilidades emocionais e cognitivas futuras. É neste período que a criança aprende, com mais intensidade, a agir, a sentir, a se relacionar, e a desenvolver importantes valores a partir de suas relações na família, na escola e na comunidade.</p>



<p>A partir destes conceitos da literatura médica acrescentamos os conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung&nbsp;e do Método Acesso Direto do Inconsciente / Terapia de Integração Pessoal da autora Renate Jost de Morais&nbsp;para entendermos o desenvolvimento da psique na infância e como ocorre a influência da psique dos pais sobre a psique dos filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-jung-no-desenvolvimento-da-psique-da-crianca-existe-uma-relacao-de-identidade-entre-o-inconsciente-dos-pais-e-filhos" style="font-size:20px"><strong>Para Jung, no desenvolvimento da psique da criança existe uma relação de identidade entre o inconsciente dos pais e filhos</strong>.</h2>



<p>E esta relação de identidade pode ser a causadora de futuras neuroses, doenças físicas, atos de criminalidade e acidentes destas crianças. Os profissionais da área da saúde, que se ocupam em cuidar de crianças recebem diariamente cuidadores que relatam sintomas orgânicos, ou psíquicos, que apesar dos estudos médicos avançados, constituem verdadeiros enigmas que desafiam diariamente as modalidades diagnósticas e terapêuticas. </p>



<p>Como disse <strong>Jung</strong> (1972, p. 129), “Procura-se às vezes uma causa orgânica para alguma perturbação e não sabe que deveria procurá-la em outro lugar”. Este “outro lugar” pode ser evidente para os psicólogos analistas que conhecem a possibilidade de que as dificuldades psíquicas no relacionamento entre pai e mãe possam ser responsabilizadas por alterações orgânicas e psicológicas dos seus filhos. Jung (1972, p.129) diz que “a criança faz de tal modo parte da atmosfera psíquica dos pais que as dificuldades ocultas aí existentes e não resolvidas podem influir consideravelmente na saúde dela”.</p>



<p>De acordo com<strong> Jung</strong>, existe um <strong>estado de identidade </strong>do inconsciente entre pais e filhos através do desenvolvimento da psique desde o nascimento da criança ao primeiro ano de vida, continuando até a adolescência.  </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-psique-da-crianca-nao-nasce-tabula-rasa-ja-existe-nesta-crianca-um-inconsciente-e-um-germe-do-nucleo-da-consciencia-que-sera-o-ego" style="font-size:19px">A psique da criança não nasce “Tábula Rasa”, já existe nesta criança um inconsciente e um “germe” do núcleo da consciência, que será o ego. </h2>



<p><em>Que vai proporcionar e promover a proteção da psique infantil e as escolhas de quais estímulos permanecerão na consciência e quais permanecerão no inconsciente. </em></p>



<p>Considerando-se o fato que a criança se desenvolve lentamente do estado inconsciente para o estado consciente, compreende-se também que a maioria das influências do ambiente são inconscientes. As primeiras impressões recebidas da vida são as mais fortes e as mais ricas em consequências, mesmo sendo inconscientes, e talvez justamente porque jamais se tornaram conscientes, ficando assim inalteradas.</p>



<p>E para <strong>Moraes</strong> (2008, p.213) “isto é possível graças a característica de comunicabilidade absoluta do inconsciente, que não é limitado pelo tempo, pelo espaço e pela matéria”. Este conceito referente ao inconsciente está presente também na Psicologia Analítica de C. G. Jung, Stein (2006, p. 179) relata em uma carta de Jung: “foi Einstein quem primeiro me levou a pensar sobre uma possível relatividade tanto do tempo quanto do espaço, a sua condicionalidade psíquica”.</p>



<p>O período vital da criança, Moraes afirma que, a criança tem percepção ampla e profunda dos acontecimentos que a cercam, sendo esta percepção inconsciente. Moraes (2007, p.163) diz “a criança, quando nasce, já traz em si – e bem elaborada – toda a estrutura básica de seu psiquismo e a programação orgânica. E na infância, a criança continua mentalmente mais comandada pelo inconsciente que pelo consciente”. </p>



<p><strong>Jung</strong> (1972, p.121) diria ainda que “<em>a maioria das impressões surgidas nos primeiros anos de vida se torna rapidamente inconsciente e forma a camada infantil do inconsciente pessoal</em>”. Para <strong>Moraes </strong>(2007, p. 96) as crianças “costumam expressar a sua dor através de comportamentos simbólicos, doenças, acidentes, bloqueios de aprendizagem, agressividade&#8230;”.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-atraves-da-sua-pesquisa-moraes-consegue-quantificar-o-quanto-o-inconsciente-dos-pais-afeta-a-crianca-tracando-a-dinamica-pais-e-filhos" style="font-size:18px">Através da sua pesquisa, <strong>Moraes </strong>consegue quantificar o quanto o inconsciente dos pais afeta a criança, traçando a dinâmica pais e filhos</h2>



<p>A grande força de influência inconsciente que os pais têm sobre a criança diminui gradativamente à medida que esta cresce. Em proporção estimativa, não estatística, eu diria que a influencia dos pais na fase do útero materno é de 90%, restringindo-se gradativamente a 75% até cinco anos de idade, a 65% dos cinco aos dez anos, e a 50% na adolescência, sendo que após essa idade o jovem a censura e se defende dessa influencia conscientemente (MORAES, 2008, p. 96).</p>



<p>E, de acordo com a mesma autora, um dos “mecanismos de defesa” da criança no período da infância, principalmente no primeiro ano de vida, é a doença física e a provocação de acidentes. Para Moraes (2007, p.169) “a criança adoece sem medir muito as consequências e percebe, com astúcia, que em torno das doenças dela os pais se unem quando não estão bem em seu relacionamento”. A criança se expõe com facilidade a perigos, riscos de vida e morte quando não se sente amada, ou melhor, quando não se sentiu amada na fase do útero materno.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-a-psicologia-analitica-de-c-g-jung-e-importante-promover-a-autoeducacao-dos-adultos" style="font-size:21px">Para a Psicologia Analítica de C. G. Jung é importante promover a autoeducação dos adultos.</h2>



<p>Como disse Jung sobre a educação do adulto (1972, p. 63) “<strong>sua cultura não deve jamais estacionar, pois de outro modo começará a corrigir nas crianças os defeitos que não corrigiu em si mesmo</strong>”. É muito importante a atitude sincera dos pais.</p>



<p>Quanto mais impressionantes forem os pais e quanto menos quiserem assumir seus próprios problemas (muitas vezes pensando diretamente no bem dos filhos!), por um tempo mais longo e de modo mais intenso terão os filhos de carregar o peso da vida que seus pais não viveram, como que forçados a realizar aquilo que eles recalcaram e mantiveram inconsciente (JUNG, 1972, p. 84).</p>



<p>Entendemos que para Jung <strong>o erro dos pais estaria em fugir das dificuldades da vida levando tudo para o inconscient</strong>e, acarretando com esta atitude, indeléveis consequências na psique da criança.</p>



<p>Os conceitos apresentados nestes estudos colaboram com a medicina acadêmica que diz ser o&nbsp;cérebro construído dentro de um modelo homeostático (auto ajustado, buscando o equilíbrio) dentro de uma tríade: mãe, pai e sociedade. Suas influências, e por consequência as melhores medidas de prevenção de patologias, tanto orgânicas e como vimos neste estudo, patologias psíquicas, são da genética, da vida intrauterina, experiências durante o nascimento, amamentação no pós-parto exclusiva e depreferência até seis meses (a amamentação é a melhor medida de prevenção neuronal, afetiva e social), dos primeiros dias de vida extrauterina e do tipo de amparo (acolhimento e recepção na família e sociedade). De acordo com experiências vividas no período pós-natal (físicas e afetivas, positivas ou negativas) é que se formarão os novos caminhos neuronais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-ser-humano-como-visto-nestes-estudos-encontra-se-ao-nascer-imaturo-prematuro-e-totalmente-dependente-dos-seus-cuidadores" style="font-size:18px">O ser humano como visto nestes estudos encontra-se ao nascer imaturo, prematuro e totalmente dependente dos seus cuidadores.</h2>



<p>Os mecanismos do desenvolvimento da psique e relação primal também auxiliam promover a construção e constituição do sujeito e seu ingresso normal ou patológico na sociedade. Ressalta-se neste processo o fundamental papel parental, de seus substitutos e da sociedade na apresentação do mundo.</p>



<p>Neste estudo os conceitos trazidos por Jung e Moraes colaboram com o argumento de que a primeira infância é decisiva na formação do adolescente e do adulto. A prevenção depende de uma base segura, da sensibilidade e da resiliência, que é a capacidade deste indivíduo de lidar com problemas e superar obstáculos.</p>



<p>Apesar de tudo, para Jung não convém exagerar em demasia a importância desse fato das atuações inconscientes, este fenômeno como relatado neste estudo, pertence ao desenvolvimento da psique da criança. Também aqui, como em outros pontos da prática psicológica, se constata o fato de que numa família de vários filhos apenas um ou outro deles reage no sentido de uma identidade marcante em relação ao inconsciente dos pais, enquanto os demais nada manifestam. A disposição específica de cada indivíduo é que desempenha o papel quase decisivo.</p>



<p><strong>Para pais e educadores seria uma omissão deixar de considerar a causalidade psíquica, mas seria erro atribuir a essa instância a culpa de tudo</strong>. Em cada caso influem os dois fatores, a influência dos cuidadores e a disposição de cada indivíduo, sem que um deles precise excluir o outro. Muitas vezes, para Jung e Moraes, a influência da psique dos pais sobre a psique da criança, atua mais como simples ca­talisador a desencadear reações que podem ser explica­das de modo melhor a partir da massa hereditária.</p>



<p>Acrescentamos aos conceitos de Jung a precocidade da influência da psique dos pais sobre a psique dos filhos, através da experiência clínica do Método ADI / TIP, que verificou a existência de uma instância humanística, a pessoalidade do ser humano, denominada no Método ADI / TIP, de Eu-Pessoal. Este visualizará o gameta feminino, o óvulo, o gameta masculino, a espermatozoide que formarão o futuro embrião; este fenômeno acontece três dias antes da concepção. Para Moraes a pessoalidade, ou Eu-Pessoal, estará presente nos fatos marcantes da vida do ser humano e será responsável pelas reações no desenvolvimento do corpo físico e do desenvolvimento da psique.</p>



<p>A influência da psique dos pais sobre a psique dos filhos trazido por Jung e Moraes, desde o período pré concepção e principalmente no primeiro ano de vida, abre novas possibilidades e responsabilidades, aos cuidadores, profissionais da área da saúde e profissionais da área da educação preocupados com a promoção da saúde integral do ser humano, assim é que além da hereditariedade, dos agentes infecciosos, é de suma importância levar em consideração o desenvolvimento da psique da criança. Para estes autores os pais, ou cuidadores, deveriam promover uma relação saudável em suas uniões e criar um ambiente saudável para conviverem com a criança. Para tanto é fundamental que a própria psique dos adultos que convivem diariamente com a criança estejam em contínuo processo de educação.</p>



<p>Entendemos finalmente que o desenvolvimento da psique saudável da criança está diretamente relacionado à psique saudável dos adultos. Concluímos que psiques saudáveis geram ambientes saudáveis, sendo redundante afirmar ser necessário um processo consciente de autoeducação deflagrado por adultos responsáveis e conscientes.</p>



<p><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/lucianaantonioli/">Autora: Luciana Antonioli</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>REFERÊNCIAS</strong>:</h2>



<p>FIGUEIRÓ, João Augusto.&nbsp;<em>A primeira infância e a inviabilização do possível</em>. São Paulo:&nbsp;Publicações Cremesp:&nbsp;Revista Ser Médico, pg. 10, edição 48 – Julho/Agosto/Setembro de 2009.</p>



<p>FORDHAM, Michael.&nbsp;<em>A criança e o indivíduo.</em>&nbsp;São Paulo: Ed. Pensamento &#8211; Cultrix, 1994.</p>



<p>HALL, Calvin Springer.<em>&nbsp;Introdução à psicologia junguiana.</em>&nbsp;São Paulo: Ed. Cultrix, 2005.</p>



<p>JACOBY, Mario.&nbsp;<em>Psicoterapia junguiana e a pesquisa contemporânea com crianças; padrões básicos de intercâmbio emocional.</em>São Paulo: Ed. Paulus, 2010.</p>



<p>JUNG, Carl Gustav.&nbsp;<em>Obras Completas de C. G. Jung.&nbsp;</em>Petrópolis:Vozes. Os seguintes volumes são mencionados no texto:</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol. VII / 1 –&nbsp;<em>Psicologia do inconsciente,&nbsp;</em>1971.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol. VII / 2 –&nbsp;<em>O eu e o inconsciente,</em>&nbsp;1971.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol.VIII / 2 –&nbsp;<em>A natureza da psique,&nbsp;</em>1971.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol. IX / 2 –&nbsp;<em>AION estudo sobre o simbolismo do si &#8211; mesmo</em>, 1976.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol. XVII &#8211;&nbsp;<em>O desenvolvimento da personalidade,&nbsp;</em>1972.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Vol. XVIII / 1 –&nbsp;<em>Fundamentos da psicologia analítica,</em>&nbsp;1981.</p>



<p>______ &#8211;&nbsp;&nbsp;<em>Memórias, sonhos e reflexões.</em>&nbsp;Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2006.</p>



<p>LIPTON, Bruce H.<em>&nbsp;A biologia da crença;&nbsp;</em>ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres. São Paulo: Butterfly Editora, 2007</p>



<p>MORAES, Renate Jost.&nbsp;<em>O inconsciente sem fronteiras</em>. Petrópolis: Ed. Idéias &amp; letras, 2007.</p>



<p>______ .<em>&nbsp;As chaves do inconsciente.&nbsp;</em>&nbsp;Petrópolis: Ed. Vozes, 2008.</p>



<p>NEUMANN, Erich.<em>&nbsp;A criança.</em>&nbsp;São Paulo: Cultrix, 1980</p>



<p>STEIN, Murray.&nbsp;<em>Jung, o mapa da alma: uma introdução</em>. São Paulo: Ed. Cultrix, 2006.</p>



<p>CENTRO BRASILEIRO DE PSICOLOGIA JUNGUIANA.&nbsp;<em>Jung e o Ocultismo</em>&nbsp;&#8211; Millenium Vídeos Produção &#8211;&nbsp;psifer@vento.com.br</p>



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<p><em>Figueiró,&nbsp;</em>João Augusto – Médico clínico e psicoterapeuta. Membro fundador, vice-presidente e diretor cientifico do Instituto Zero a Seis – Primeira Infância e Cultura de Paz.</p>



<p>&nbsp;<em>Moraes</em>, Renate Jost de. Brasileira, gaúcha, residente em Belo Horizonte desde 1979. É criadora do Método ADI/TIP – Abordagem Direta do Inconsciente/Terapia de Integração Pessoal. É psicóloga graduada e pós-graduada (Latu Sensu) em Psicologia pela PUC-MG, tendo formação em Serviço Social&nbsp;e&nbsp;em Enfermagem. Defendeu tese sobre “O Problema Social do Hanseniano”. Foi Conselheira Nacional do Serviço Social.</p>



<p> <em>Jung, </em>Letters, Vol.2. pp. 108-9.</p>



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