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	<title>Arquivos mendigo - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos mendigo - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Abandono Social</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/abandono-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Maluf]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 12:27:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Dependência Química]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[Sociabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismos]]></category>
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		<category><![CDATA[mendigo]]></category>
		<category><![CDATA[morador de rua]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos hoje um estado de calamidade pública. A população em situação de rua vem crescendo de forma acentuadamente drástica. Basta olhar pela janela e trilhar as calçadas. Segundo fontes SISAB de 2020, 221.869 pessoas se encontram em situação de rua, sendo 34,7% mulheres e 65,35% homens.&#160; Parece que na pandemia o número dobrou nas grandes [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vivemos hoje um estado de calamidade pública. A população em situação de rua vem crescendo de forma acentuadamente drástica. Basta olhar pela janela e trilhar as calçadas. Segundo fontes SISAB de 2020, 221.869 pessoas se encontram em situação de rua, sendo 34,7% mulheres e 65,35% homens.&nbsp;</p>



<p><strong>Parece que na pandemia o número dobrou nas grandes cidades.</strong></p>



<p>A população vulnerável socialmente&nbsp;que vive a pobreza extrema é formada também por trabalhadores que exercem atividades informais. 70% dos moradores de rua trabalham como catadores de reciclagem, flanelinhas, em construção, limpeza e carregadores. 15,7% da população em SP são pedintes.</p>



<p>Encontramos na rua uma diversidade de pessoas e circunstâncias. A questão da saúde é um problema bastante grave também. As drogas são bastante presentes entre moradores de ruas e as patologias psiquiátricas.</p>



<p><strong>A maioria de quem mora na rua faz pelo menos uma refeição ao dia.</strong></p>



<p>Em dezembro de 2019, foi instituído um decreto (decreto n°7053) que define população em situação de rua como grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos de as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou moradia provisória.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="816" height="518" src="https://blog.sudamar.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1.jpg" alt="" class="wp-image-4100" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1.jpg 816w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1-300x190.webp 300w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1-768x488.webp 768w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1-150x95.webp 150w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem1-450x286.webp 450w" sizes="(max-width: 816px) 100vw, 816px" /></figure>



<p>É um tema bastante amplo pois mesmo em situação de rua encontramos situações das mais diversas pois falamos de humanos. Faltam-nos políticas públicas e iniciativas sociais privadas para adentrar a essa realidade. Que situação é essa vivida por alguém na rua que conseguiu muitas vezes se libertar dos compromissos e pressões coletivas sociais, mas abraça a dor e a ferida social da invisibilidade?</p>



<p>Ao pensarmos em rua e pobreza, pensamos em bem e mal e logo somos arremessados a uma instância rígida de nossa criação cristã, precisamos muitas vezes alimentar o mau fora de nós para sermos bons. Essa ideia acaba sendo alimentada por muitas igrejas, constelando o arquétipo do salvador e alimentando no morador em situação de rua o arquétipo do invalido nutrindo a pobreza.</p>



<p>&#8230;pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino de Deus (Lucas 18: 24-25). Numa sociedade unilateralizada que carrega a literalidade&nbsp;como característica, acaba entendendo a citação acima de forma literal. Logo que nos deparamos com essa imagem de pessoas habitando ruas que se contrasta com nossas mansões, pensamos no sentido da vida e de alguma forma a representação da imagem de Deus</p>



<p>Jung afirma que, desde que “todos os opostos são de Deus”, devemos nos curvar diante desse “peso”. Os opostos são a pré-condição indestrutível e indispensável de toda vida psíquica escreveu Jung em 1955 no Mysterium Coniunctions.</p>



<p>Jung afirma também que é através da psique que podemos estabelecer que Deus age sobre nós. E a expressão da psique se dá através de nossa cosmovisão e, portanto, atitude diante do mundo. Então&#8230; o que será que acontece com a nossa sociedade, com os indivíduos que se tornam indiferentes aos que habitam as ruas? O que será que leva um indivíduo a habitar as ruas?&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Quem são esses indivíduos que perambulam pelas noites sombrias quando a luz cai; já que diante da luz são rejeitados e expelidos às sarjetas? São expelidos à margem de nossos caminhos. Para reconhecer esses “corpos perambulantes” preciso de alma e no mundo desalmado, o olhar é pelos olhos da razão.</p>



<p>&nbsp;Sem alma não há relação entre as polaridades que constituem a natureza humana. Sem diálogo entre os lados, não há alcance ao que é divino e caímos na experiência de um aparthaid que julgamos ser natural. Separamos do mundo o imundo gerando cisão, rompimento, negação e violência social. </p>



<p><strong>Se tudo é uno, quando integro o outro em mim, me aproximo do coletivo.</strong></p>



<p>&nbsp;Pensar em mundo é vislumbrar a totalidade que envolve sistemas e contradições relacionais devido à diversidade de experiências vivas. Jung fala da busca de totalidade no processo de individuação, e a totalidade compreende as oposições e aproximação entre elas. Portanto se me distancio e nego o imundo, nego parte do meu mundo.</p>



<p>“Completude ou unidade é a condição original de existência, antes que o primeiro “pensamento” entre e comece a discriminar e diferenciar isso “daquilo”. (DONALD, pensamentos de Jung sobre Deus pg25.)</p>



<p>Da mistura de conteúdos no princípio da criação, separamos através da função de discriminar durante o processo de desenvolvimento para poder posteriormente unir de forma consciente. Mas o homem contemporâneo parece literalizar essa ideia e vivê-la fora de si.</p>



<p>A totalidade é um estado onde consciência e inconsciente trabalham juntos em harmonia, onde estas instancias estabelecem um diálogo possibilitando a integração de aspectos sombrios.</p>



<p>Esse apartado da sociedade faz parte de uma “classe” a parte, (termo usado por alguns indivíduos que vivem essa situação.)&nbsp; São invisíveis no meio de tanta gente por serem incômodos pela sua aparência suja e seu fedor. </p>



<p>Nós?! Somos limpos e polidos e assim somos aceitos e não nos misturamos e nem sequer dialogamos com esse outro lado. Esse corpo negado e rejeitado a ponto de se tornar invisível é a própria sombra que projetamos no pedinte imundo.</p>



<p>“A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem dispender energias morais. Mas nesta tomada de consciência da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade. Este ato é a base indispensável para qualquer tipo de autoconhecimento e, por isso, em geral, ele se defronta com considerável resistência”. (Jung &#8211; OC 9/2 § 14)</p>



<p>“Hoje em dia, defrontamo-nos com o lado escuro da natureza humana toda vez que abrimos um jornal ou ouvimos o noticiário. Os efeitos mais repulsivos da sombra tornam-se visíveis na esmagadora mensagem diária dos meios de comunicação, transmitida em massa para toda a nossa moderna aldeia global eletrônica. O mundo tornou-se um palco para a sombra coletiva.”</p>



<p>“O lado escuro não é nenhuma conquista evolucionária recente, resultado de civilização e educação. Ele tem suas raízes numa sombra biológica, que se baseia em nossas próprias células. Nossos ancestrais animalescos, afinal de contas, sobreviveram graças às presas e às garras. A besta em nós está viva, muito viva — só que a maior parte do tempo encarcerada.” (Ao encontro da sombra – Robert Bly pag. 20)</p>



<p>Essa sombra materializada nesses indivíduos não é anônima, ela têm nome e história com muitas marcas. Somos “Josés” somados a cada parte de nós que lê esse texto e reverbera essas ideias e imagens em si, pois formamos uma unidade. Essa é a totalidade.</p>



<p><strong>&nbsp;Cada um, uma história que vai além do pessoal e é coletiva também.</strong></p>



<p>&nbsp;Um corpo tem que ocupar um lugar no espaço. Qual é esse espaço que o morador em situação de rua ocupa? Esse corpo nos assusta e desperta nossos medos de fracasso já que ainda não tomamos ciência de quê fracassamos como sociedade.</p>



<p>É o medo pelo que ele nos representa. Vivemos em bolhas distantes umas das outras onde não há relação e diálogo entre elas, empobrecendo a nossa condição humana. Não comungamos de ideias e perdemos propósitos.</p>



<p>Na visão da psicologia analítica se não aproximarmos essas polaridades continuaremos tomados pelo monoteísmo da consciência e corremos o risco do aprisionamento em nossas certezas e verdades que são frutos de nossos complexos de poder que habitam as sombras e um ego rígido que nos acorrenta.&nbsp;</p>



<p>Esses indivíduos caminham lentamente pois não tem energia, enquanto nós corremos, pois temos pressa e assim não aprofundamos nosso olhar. Vivem a fome, o frio e a solidão em seus corpos enquanto nós nos fartamos a mesa e vivemos com 5.000 likes nas redes sociais.</p>



<p>Seus olhos&#8230; Um olhar perdido sem sentido, sem direção enquanto nós focados fixamente no sucesso. Esses indivíduos têm uma pisada desalinhada com os pés sujos e cascudos para dar conta da realidade árida e dura enquanto nós fazemos malabarismos em nossos saltos altos.</p>



<p>Como opção nós caminhamos muitas vezes para nos buscar e muitos deles caminham para fugir de si&#8230; A população de rua vem aumentando drasticamente, o que reflete o aumento da exclusão social fruto de valores sociais que nutrem um modelo econômico que vivemos, onde nem todos se enquadram.</p>



<p><strong>“Muito para poucos e pouco para muitos&#8230;”&nbsp;</strong></p>



<p>Esse é o corpo social que se torna fruto dos corpos individuais.</p>



<p>&nbsp;O mendigo pedinte e sem teto é a antítese da imagem e vida desejada por nós cidadãos de “sucesso” &#8230; Esse é o espírito da nossa época que eles também fazem parte. Como seria se perceber menos perfeito e mais inteiro com todas as carências e sujeiras que carregamos na alma?</p>



<p>Como é se deparar com corpos desnutridos, arcados e sujos, famintos de comida, já que estamos em corpos famintos de espiritualidade e humanidade que se expressa na materialidade do excluído? Só atingiremos a divindade quando mudarmos o olhar para com o tema da espiritualidade que se realiza de forma concreta, inclusive no corpo. Nessa desunião que vivemos, separamos o bom do mal sem condição para o diálogo e adoecemos como indivíduo e sociedade.</p>



<p><strong>“Não posso perfumar e nem performar a alma”</strong></p>



<p>&nbsp;Essa é uma das batalhas internas em tempos modernos onde a ilusão do controle é alimentada socialmente para manter a persona polida. Sendo assim a tendência é projetar e rejeitar todo o dejeto naquele que em mim não cabe em lugar nenhum.</p>



<p>&nbsp;Minha intenção é questionar e quem sabe despertar outros olhares sobre o tema invocando assim algo dessa energia ligada ao feminino, resgatando quem sabe a capacidade em acolher e se relacionar com o outro em mim para perceber o outro nele nessa aproximação.</p>



<p>Tentar entender a dinâmica desse grupo de indivíduos na tentativa de desenvolver aquilo que de forma consciente ou inconsciente “tiramos” deles em relações de uso, abuso e poder. É uma tentativa mais consciente de reparação, não para aliviar a culpa, mas sim por sentir-se parte integrante e ativa dessa sociedade com propósito de evoluir como humano.</p>



<p><strong>&nbsp;Precisamos nos aproximar para olhar de forma mais profunda.</strong></p>



<p>“Sim, uma pessoa nunca é representada por ela mesma. Uma pessoa só é alguma coisa em relação a outros indivíduos. Só obtemos dela um retrato completo quando a vemos em relação, a seu entorno, assim como não sabemos nada sobre uma planta ou um animal quando não conhecemos seu habitat”. (traumanalyse,253 sobre o amor- Jung)</p>



<p>Todos fazemos parte desse cenário, cada corpo em seu lugar e todos direta ou indiretamente pagamos o preço da fome, da miséria e da violência. Como num mosaico somos pedaços que compõem o TODO.</p>



<p>“Se você não quiser arruinar se moralmente só existe uma pergunta a fazer: Qual é a necessidade que você mesmo carrega quando se comove com a situação aflitiva de seu irmão?” (Briefi II, 395, Jung Sobre o amor) Vamos repensar caminhos e sentidos e para isso preciso parar e mergulhar nesse universo.</p>



<p>&nbsp;Sim&#8230; sofremos de fome, fome de alma e de espírito. Vivemos em corpos “sarados” lustrados por personas ajustadas, polidas e perfumadas. Isso é um problema? Não, se não negarmos seu contraponto, mas, como diz Jung:&nbsp;</p>



<p>“Reconheçamos que nada é tão difícil quanto suporta-se a si mesmo” o que também explica a projeção da sombra social. Segundo Jung “ninguém vive fora de sua pele,” e só acessamos o outro através da empatia no olhar que conectar a ferida do outro a minha. (Jung pag 373. Oc7/2)</p>



<p>A partir dessa fala entendemos nossas projeções sombrias sobre esses indivíduos, esquecendo assim de nossas faltas e também dos excessos que formam essa dinâmica polar.</p>



<p>O que não achar lugar na consciência para ser constelado, fica excluído e pode se associar aos complexos sociais dominantes, nos tornando em seguida dominados pela nossa própria dominação. Assim como a rua abraça o não acolhido, esses complexos sociais são âncora à sombra coletiva.</p>



<p>&nbsp;Olhar no olho desse outro e estabelecer diálogo é possibilitar olhar com os olhos subjetivos para o interior de si e recordar assim “quem sou” de forma mais inteira, atualizando o passado e presente em aspectos emocionais que foram rasgados, arranhados e que se tornaram feridas veladas. Olho para o outro como espelho do outro de mim&#8230;</p>



<p>Vivemos individualmente o que vivemos coletivamente e vice-versa. Entendo que precisamos desenvolver consciência mais ecológica para entender esse corpo que vive no corpo de Gaia.&nbsp;O corpo negado de Gaia é a própria negação da energia do feminino, que acaba projetado no corpo do indigente imundo, negando parte do corpo social.</p>



<p><strong>&nbsp;Que corpo é esse sofrido e não amado?</strong></p>



<p>Que relação é essa que estabelecemos com o outro onde nos esfriamos e nos distanciamos do amor em seu sentido maior, potencializando o nosso complexo de poder criando adversários fora de nós Como lidar com a pobreza social se não começamos pela nossa pobreza e vulnerabilidades de alma. O complexo negado atua em nós, nos conduzindo á trágica realidade onde geramos mais pobreza e nos anestesiamos diante dela.</p>



<p>&nbsp;<strong>“A invisibilidade só deixará de existir pela mudança no olhar.”</strong></p>



<p>Me pergunto se todas as guerras, derramamento de sangue e miséria não assaltaram a criação quando um homem procurou ser senhor de outro (&#8230;) E essa miséria não irá embora (&#8230;) quando todas as ramificações da humanidade considerarem a terra como um tesouro comum a todos.”&nbsp;(Gerrard winstannley, the new law rightteouness, 1649 – Calibã e a Bruxa pag 112)</p>



<p>Enquanto isso consideramos esse grupo de moradores em situação de rua como o metaverso da “nossa” sociedade sombria. Nos falta amorosidade e maturidade para olharmos esse assunto com pés no chão.</p>



<p><strong>Enquanto buscamos poder anulamos o poder do amor.</strong></p>



<p>“Ali onde predomina o amor não há vontade de poder, e onde há predominância do poder, não há amor. Um é a sombra do outro.&nbsp;&nbsp;Aquele que se coloca no ponto de vista do Eros tem um oposto compensador da vontade de poder. Mas aquele que enfatiza o poder tem como compensação o Eros. Vista do ângulo unilateral do posicionamento da consciência, a sombra é uma parte de menor importância da personalidade, e por isso é reprimida por uma intensa resistência. Mas aquilo que é reprimido precisa tornar-se consciente para que se crie uma tensão dos opostos, sem a qual não há possibilidade de continuidade de movimento. De certa forma, a consciência é em cima e a sombra é embaixo e como que está no alto sempre tende a descer às profundezas. O quente ao frio, assim toda a consciência, talvez até sem se perceber, busca por seu oposto inconsciente, sem o qual ela é condenada à estagnação, ao assoreamento ou à fossilização. Só nós o posto é que a vida se acende.” (Jung OC 7&nbsp;<a>§&nbsp;</a>78)</p>



<p>A vida e a psique nos impulsionam a realizar potencial. Tornar-se si mesmo nos aproximando do coletivo.&nbsp;Buscamos nosso lugar através do sentimento de pertencimento a si e ao mundo. Desenvolver a centelha divina em nós é realizar o inconsciente no sentido do servir para vir a ser. <strong>Muitos de nós nunca foi sonhado, então como pode sonhar?</strong></p>



<p><strong>Infelizmente deixamos de ser Homem de argila para sermos Homens de lata!</strong></p>



<p><strong>&nbsp;“E apesar de todas as diferenças, a unidade da humanidade haverá de se impor de modo inexorável.”(Jung Oc 10/1§ 568)</strong></p>



<p><strong>Ana Paula Maluf</strong></p>



<p><strong>Bibliografia&nbsp;</strong></p>



<p>Calibã e a Bruxa – SILVA FEDERICI – Ed. Elefante</p>



<p>Aspectos do feminino – C.G JUNG – Ed. Vozes&nbsp;</p>



<p>Pensamentos de Jung sobre Deus – DONALD R. DYER, PH.D.- Ed. Madras</p>



<p>Psicologia do inconsciente – C.G JUNG 7/1 – Ed. Vozes&nbsp;</p>



<p>A natureza da psique – C.G JUNG 8/2 – Ed. Vozes</p>



<p>Ao encontro das sombras – Connie Zweig e Jeremiah&nbsp;&nbsp;Abrams -Ed. CULTRIX</p>



<p>Presente e futuro – C.G. JUNG 10/1&nbsp;&nbsp;&#8211; Ed. Vozes</p>



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