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	<title>Arquivos polarização - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos polarização - Blog IJEP</title>
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		<title>Alienação Existencial e Polaridade Sociocultural à luz da Psicologia Junguiana</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/alienacao-existencial-e-polaridade-sociocultural-a-luz-da-psicologia-junguiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2022 03:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[alienação]]></category>
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		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vinda de Cristo anuncia a nova era, mas o patriarcado vigente, há dois mil anos atrás, criou a institucionalização das tradições religiosas, que destruíram os conceitos revolucionários do evangelho cristão, a boa nova, por vaidade, poder e enriquecimento. Atualmente, infelizmente, a maioria dos templos viraram teatros à serviço do mercado, retroagindo ao velho testamento.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/alienacao-existencial-e-polaridade-sociocultural-a-luz-da-psicologia-junguiana/">Alienação Existencial e Polaridade Sociocultural à luz da Psicologia Junguiana</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br>A metáfora da árvore descrita por C. G. Jung (JUNG, O Eu e o Inconsciente, par. 151): &#8220;Qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de tocar os infernos&#8221;, é de extrema importância! Infelizmente, nesta época do espetáculo, onde o hedonismo imediatista e efêmero, nos condicionou a buscar todos os reforços positivos, de prazer e gratificação, deixando-nos intolerantes com os diferentes, os divergentes e todas as frustações, nos fez passar a estabelecer relações, cada vez mais superficiais, rasas, efêmeras, líquidas e descartáveis, por conta dos mecanismos de defesa contra o medo do vazio interior, devido à negação da sombra, da história da evolução da humanidade, a falta de sentido, de significado existencial e, consequentemente, de ética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, transformamo-nos em autômatos consumistas, egoístas, individualistas e acumuladores, extremamente competitivos, em busca da ilusão do poder e do sucesso material. Triste humanidade desumanizada, retroagindo para épocas passadas, onde vivíamos sob a égide do patriarcado mais bruto e cruel da nossa história, com autoritarismo, hierarquia e exclusões, negando todo futuro evolutivo apresentado pela dimensão cristã, que surgiu para nos ensinar a alteridade, a inclusão igualitária e o amor ágape, para que a liberdade, a igualdade, a fraternidade e a solidariedade passem a ser regra e prática comum, e não exceção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">C. G. Jung, nos seus estudos a respeito do desenvolvimento da personalidade e evolução da consciência humana, brilhantemente, em seu livro: &#8220;Resposta a Jó&#8221;, nos apresenta a hipótese de que toda expressão violenta, territorialista, vaidosa, autoritarista, machista, tirana e cruel, descrita no antigo testamento, após o confronto de Javé com Jó, possibilitou o despertar da alteridade divina, onde Javé, ou Deus, evolutivamente, precisou encarnar como Cristo, anunciando o início da desconstrução do patriarcado dominante, para despertar mais um salto evolutivo com o surgimento da alteridade, onde a hierarquia daria lugar à sinarquia, a exclusão à inclusão igualitária e o ódio ao amor ágape. Porém, como sabemos, diante das crises, principalmente esta que está trazendo esta mudança de paradigma, seria inevitável o surgimento das defesas extremistas e, neste caso, o sistema dominante está reagindo violentamente para não abrir mão do patriarcado vigente, com seu poder excludente e hierarquizante, do territorialismo e dos muros. Ativando muito mais medo e todos os mecanismos de defesa possíveis!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vinda de Cristo anuncia a nova era, mas o patriarcado vigente, há dois mil anos atrás, criou a institucionalização das tradições religiosas, que destruíram os conceitos revolucionários do evangelho cristão, a boa nova, por vaidade, poder e enriquecimento. Atualmente, infelizmente, a maioria dos templos viraram teatros à serviço do mercado, retroagindo ao velho testamento. Estamos vendo isso acontecer, principalmente, nas religiões agora representadas pela bancada da Bíblia no Congresso Nacional do Brasil, incluindo o presidente eleito para 2019. O patriarcado patrimonialista retrógrado está mais ativo e evidente em todo o mundo! Por isso, estamos acompanhando o movimento neossionista da IURD, alinhado tanto com a religião judaica quanto com a muçulmana, que estão fundamentadas no patriarca Abraão, tento como base o antigo testamento na sua essência, permanecendo-se totalmente territorialistas, machistas e competitivas!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse fenômeno é mundial, funcionando como um pêndulo evolutivo, quem sabe, para fazer com que as ideologias de esquerda, que da mesma forma que as instituições religiosas, se encantaram com o poder, possam ficar atuantes contra a corrupção, a favor da inclusão humana e social em todos os sentidos, evitando a corrosão do caráter da humanidade, exigindo e oferecendo educação e cultura universal e de qualidade, principalmente no ensino fundamental, despertando capacidade crítica, reflexiva, servidão altruísta e o despertar da dimensão espiritual. Porque, a verdadeira salvação acontece quando nos tornamos espiritualistas e praticamos nossa religiosidade, independentemente de acreditarmos e praticarmos religiões, sejam elas salvacionistas ou reencarnacionistas. Somente assim nos libertaremos dos sistemas religiosos que, Infelizmente, a maioria deles, só servem para escravizar a humanidade, mantendo as pessoas como bens de produção, adestrados para agirem direito (destros), ao aceitar a dominação conservadora, egoísta e falso puritana do patriarcado patrimonialista, de acordo com o sistema capitalista dominante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise evolutiva, mundialmente vivenciada, fez aflorar o medo do novo sistema que está por vir, associada à cultura capitalista, do imediatismo e do consumismo hedônico, onde as relações são liquidas, porque os sujeitos estão vazios de sentimentos, contribuiu para a atual polarização entre as pessoas. Precisamos compreender como as potencialidades arquetípicas de Ares e Atena, deuses gregos que nasceram sem a semente do seu gênero sexual, por conta de uma disputa entre seus pais, Zeus e Hera, contribuiem para o aparecimento dos seus desdobramentos/epítetos: Phobos, Terror, Discórdia, Harmonia, Fúrias e Vingança. Porque Ares, sem eros, só sabe destruir e guerrear, assim como Atena, sem logos, sentencia de forma cruel, tratando os desiguais de forma igual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses deuses sempre interagiram em nós, por fazerem parte do nosso inconsciente coletivo. Quando eles assumem o comando egóico, porque algum complexo foi constelado, somos levados aos extremos. A humanidade está dilacerada e tomada por sentimentos que vão do temor aterrorizante da tirania, da crueldade capitalista que levanta a bandeira da meritocracia, sem igualdade nas bases, do fascismo, do ódio à corrupção, da fantasia do advento de um pai salvador e protetor ou de uma mãe acolhedora e nutridora. Todos estes sentimentos, na realidade, fazem parte de nós mesmos e precisam ser reconhecidos, conscientemente, por nós. Caso contrário, iremos projetar, aversiva ou atrativamente, nos outros. Desta forma, surge a polarização intrapsíquica e extra psíquica, fazendo-nos odiar o que incomoda em nós, projetado nos outros, obviamente por possuem algum gancho para receber essa projeção, com intenção de destruí-los, ou ficando passionalmente encantados e eufóricos, com aquele que representa aquilo que está em nós, mas não consequimos reconheçer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para superarmos essa crise é preciso estimular reflexões, epistemologicamente, coerentes, proporcionando o confronto com a sombra, para que o terceiro elemento não dado, a função transcendente, na sua dimensão simbólica, metafórica e não literal, apareça na forma de produções criativas e revolucionárias. Revolução é sinônimo de voltar a evoluir! Muito diferente de revolta, que produz destruição estéril, devido a fixação no passado! Por isso, não faz sentido ficarmos estagnados ou até retroagirmos, como indivíduos e, consequentemente, como nação, devido a manutenção deste atual estado de ignorância, deliberada e maldosamente, imposta pelos últimos governantes, com o objetivo de manter o povo sendo usado apenas como bem de produção, anestesiado no tradicional &#8220;pão e circo&#8221;,&nbsp; fomentando, cada vez mais, a exclusão, em detrimento da manutenção de muitos poucos que estão no topo da pirâmide econômica, obcecados pela dinâmica circular do:&nbsp;poder, lucro e acúmulo,&nbsp;para manter a maioria aprisionada na dinâmica oposta do: consumo, dívida e trabalho!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, precisamos aprender a confiar em nós mesmos. Somente através do autoconhecimento é que passamos a reconhecer e aceitar a sabedoria do Self, tanto para os rumos macro políticos, quanto nas relações micropolíticas. Principalmente agora, depois de que um enorme conteúdo sombrio veio à tona, expondo complexos, valores ideológicos, angustia existencial e os aspectos mais primitivos, selvagens, egoístas e individualistas da sociedade. Por isso, precisamos seguir adiante com fé, amor e atenção crítica! Sem perder nosso sonho de liberdade, igualdade e fraternidade, com muita serenidade para lidar com todos os complexos e suas representações divinas que agora estão fazendo estripulias nas nossas relações, para evitarmos ficarmos estagnados no estado de alienação existencial, atuando de forma unilateral e até literal, partidos, repartidos e apartados, em todos os sentidos, em uma das polaridades, para fugirmos de nós mesmos de do Self, recordando que estamos no mesmo barco chamado Gaia!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paz e Bem</p>



<p class="wp-block-paragraph">Waldemar Magaldi Filho</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analista didata e fundador do IJEP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outubro de 2018</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender melhor essas reflexões sugiro estes livros, que amparam este texto:</p>



<p class="wp-block-paragraph">ARENDT, Hannah. A condição humana, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1991.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed.2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GLASSNER, Barry. Cultura do Medo. São Paulo: Francis, 2003</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo, Rio de Janeiro, Contraponto, 1977.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GIRARD, René. O bode expiatório, São Paulo, Paulus, 2004</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G. Aspectos do drama contemporâneo, Vol. X/2, Petrópolis, Vozes, 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G. Civilização em transição, Vol. X/3, Petrópolis, Vozes, 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C. G. O eu e o Inconsciente, Vol. X/3, Petrópolis, Vozes, 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MAGALDI, Waldemar Filho. Dinheiro, Saúde e Sagrado &#8211; Interfaces culturais, econômicas e religiosas à luz da Psicologia Analítica, São Paulo, Eleva Cultural, 2004</p>



<p class="wp-block-paragraph">MORIN, Edgar. Cultura de massas no século XX &#8211; o espírito do tempo &#8211; Vol.1 e Vol.2 &#8211; Neurose e Necrose. Rio de Janeiro, Forense-Universitária, 1977.</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio, Lisboa, Relógio DAgua, 1989.</p>



<p class="wp-block-paragraph">REICH, Wilhelm. Psicologia de massas do fascismo, São Paulo, Martins Fontes, 1972.</p>



<p class="wp-block-paragraph">WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo, 14a Ed. São Paulo, Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais, 1999.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZWEIG, Connie, e ABRAMS, Jeremiah (org.), Ao encontro da sombra, São Paulo, Cultrix, 1994.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Waldemar Magaldi Filho, Psicólogo, Analista Junguiano, Especialista em Psicologia Analítica, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: &#8220;Dinheiro, Saúde e Sagrado&#8221; Ed. Eleva Cultural (www.elevacultural.com.br), coordenador e professor dos cursos de especialização em Psicologia Junguiana, Arteterapia e Psicossomática do do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de ensino e Pesquisa</p>



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