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	<title>Arquivos relações de gênero - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<item>
		<title>MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) e a Misoginia</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/mulheres-que-amam-demais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euflausina Goes dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 18:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
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		<category><![CDATA[solidariedade feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presente artigo traz uma reflexão sobre a misoginia no contexto atual, e uma irmandade de doze passos, MADA, mulheres que amam demais anônimas, como recurso para uma maior consciência nas relações.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/mulheres-que-amam-demais/">MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) e a Misoginia</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong>: O presente artigo traz uma reflexão sobre a misoginia no contexto atual e uma irmandade de doze passos, MADA, mulheres que amam demais anônimas, como recurso para uma maior consciência nas relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos abordar a questão da<strong> misoginia</strong>, pois a informação é crucial. Movimentos como o <strong>RedPill</strong>, que objetificam a figura feminina, projetos de lei, como a criminalização da misoginia e a tese da legítima defesa da honra (que permitiria ao homem o direito de matar uma mulher cujas ações desonrar sua reputação, considerada inconstitucional apenas em agosto de 2023), destacam a necessidade de mais informações sobre práticas discriminatórias que disseminam preconceitos contra as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao explorar a palavra misoginia etimologicamente, &#8220;miseó&#8221; significa ódio, e &#8220;gyné&#8221; significa mulher. Portanto, misoginia representa <strong>repulsa e ódio em relação às mulheres</strong>, gerando movimentos que buscam inferiorizar, rebaixar ou desumanizar, em nome do preconceito, acreditando em uma suposta superioridade masculina.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-movimento-redpill">Movimento RedPill</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas redes sociais, observa-se um discurso dos chamados <strong>RedPill</strong>, em referência à trilogia Matrix, no qual tomar a pílula vermelha significa apropriação da verdade. E que verdade é essa que o movimento prega? Eles expressam <strong>críticas severas a qualquer movimento a favor de um maior desenvolvimento e liberdade das mulheres</strong>. Defendem uma forma arcaica de se relacionar, caracterizada por uma ampla <strong>dominação masculina</strong>, tolhendo a expansão feminina, e abominam mudanças sociais nas dinâmicas de gênero, relatando que estas representam verdadeiras ameaças à masculinidade tradicional.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-misoginia-esta-infiltrada-em-processos-judiciais-em-lares-marcados-pela-violencia-de-forma-estrutural-em-empresas-e-frequentemente-de-maneira-velada-nas-redes-sociais-e-na-musica" style="font-size:18px">A misoginia está infiltrada em processos judiciais, em lares marcados pela violência, de forma estrutural em empresas e frequentemente de maneira velada nas redes sociais e na música.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, ao considerar as relações na contemporaneidade, como as mulheres podem adquirir uma maior consciência e uma autopercepção do ambiente que as cercam, protegendo-se de encontros amorosos com homens misóginos? A resposta perpassa pelo<strong> autoconhecimento</strong>. Aqui, além da psicoterapia para uma exploração profunda do eu, da autenticidade, e autonomia, desejo destacar o poder dos grupos de mútua ajuda, como as denominadas irmandades de doze passos, em especial o <strong>MADA</strong> &#8211; Mulheres que Amam Demais Anônimas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mada-mulheres-que-amam-demais-anonimas">MADA &#8211; Mulheres que Amam Demais Anônimas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Neste grupo, frequentado exclusivamente por mulheres, não há qualquer vínculo com religião, mas destaca-se como um programa espiritual. Para participar, basta estar disposta a evitar <strong>relacionamentos destrutivos</strong>. A proposta é realizar um verdadeiro mergulho na história pessoal por meio dos doze passos, construindo assim uma relação mais saudável consigo mesma. Isso implica ter a coragem de encarar a própria realidade, e muitas delas percebem que mantêm um relacionamento abusivo consigo mesmas, na qual pode ter suas raízes no machismo estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A negação da realidade, em busca de um relacionamento que as salvem, frequentemente está relacionada a uma história de infância em famílias disfuncionais. O medo de encarar essa dinâmica pode levá-las a passar toda uma vida em busca do acolhimento e amor que não receberam quando crianças. Ao mesmo tempo, a busca de parceiros que reproduzam o hostil ambiente tão familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa de doze passos em MADA indica várias transformações, incluindo a autoaceitação, mesmo ao identificar mudanças necessárias, a aceitação do outro como ele é, assim identificando possíveis misóginos e seu poder de escolha, um contato saudável com todos os aspectos da vida, incluindo a sexualidade, e o autocuidado de cada um desses aspectos, frequentemente negligenciados. A busca por relacionamentos mais autênticos, nos quais não seja necessário provar a própria dignidade para receber amor e respeito, permite conexões com pessoas adequadas que inspiram confiança para se conhecer profundamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-programa-incentiva-a-reflexao-sobre-as-pessoas-presentes-na-vida-da-participante" style="font-size:23px"><strong>O programa incentiva a reflexão sobre as pessoas presentes na vida da participante</strong>.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao perceber a toxicidade de uma relação, a mulher aprende a se desvencilhar sem criar grandes sofrimentos. Falando neste sofrimento, no programa, a participante aprende a aceitar a serenidade em sua vida, abandonando o caos vivido anteriormente. Nas relações, ela compreende a importância de ter afinidades, compartilhar valores, interesses e objetivos semelhantes, e ambos possuírem a capacidade de serem íntimos. Além disso, ela reconhece que é digna do melhor que a vida tem a oferecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analisando à luz da teoria de<strong> Carl Gustav Jung</strong>, percebe-se que um relacionamento verdadeiro exige a presença da consciência. Isso implica estar ciente do ambiente em que se está inserido, bem como reconhecer a existência do machismo dentro da própria mulher.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:21px"><blockquote><p>“Desde o momento em que aparece a consciência coerente, existe a possibilidade do relacionamento psíquico. Consciência, segundo nossa concepção, é sempre consciência do “eu”. Para tornar-me consciente de mim mesmo, devo poder distinguir-me dos outros. Apenas onde existe essa distinção, pode aparecer um relacionamento” ( JUNG, 2017, p.202)</p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma irmandade de doze passos, observamos um processo de<strong> entrega do ego</strong> à sua própria condição. Isso envolve encarar a própria sombra, reconhecer as dinâmicas internas que facilitam o abuso, explorar a história pessoal e desvelar a existência de uma totalidade, seja Deus ou um Poder Superior, conforme cada uma o concebe, Ao permitir esse contato, pode-se alcançar a sanidade, ou seja, a luz da consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste processo gradual, em um ambiente de completa identificação, as mulheres se conectam, oferecem apoio mútuo e estabelecem relações de “amadrinhamento”, formando uma espécie de ninho</strong>. Essa rede de apoio proporciona acolhimento, amorosidade e solidariedade, gerando um sentido autêntico de pertencimento. É possível observar a melhoria da autoestima, à medida que aprendem a estabelecer limites, retomam sua autonomia, reconhecem a importância de si mesmas, cultivam o respeito próprio e tomam decisões mais assertivas em seus relacionamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-mito-de-eco-e-narciso">O Mito de Eco e Narciso</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Mito<strong> Eco e Narciso</strong>, Narciso, procurando por seus companheiros, grita:</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>&#8220;- Há alguém aqui?”</em></strong><br><strong><em>“- Aqui”, responde Eco.</em></strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Embora ela tenha ecoado as próprias palavras de Narciso, seu significado literal foi transformado por seu eco</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, quando ela tenta se aproximar de Narciso, este grita: </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>“-Não me toque! Não me abrace! Prefiro morrer, mas não te dou poder sobre mim!”</em></strong><br><strong><em>“-Te dou poder sobre mim” ecoa Eco.</em></strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De maneira que o eco não é somente eco de alguma coisa, mas também um tipo de resposta que completa a palavra para ela mesma.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo sobre a misoginia, podemos nos lançar a uma nova era mais equânime, com uma compreensão mais consciente do feminino e masculino, promovendo relações mais saudáveis e rompendo com padrões retrógrados e machistas em nossa sociedade.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Euflausina Goes dos Santos – Membro Analista em Formação IJEP</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/simonemagaldi/">Dra. E. Simone Magaldi – Membro Didata IJEP</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias">Referências:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. O desenvolvimento da personalidade. 13.ed. Petrópolis: Vozes, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BERRY, Patricia. O corpo sutil de Eco: contribuições para uma psicologia arquetípica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FOWARD, Susan Dra. e TORRES, Joan – “Homens que odeiam suas mulheres e as mulheres que os amam. Quando amar é sofrer e você não sabe por quê. 9ª edição Rio de Janeiro, RJ: Ed. Rocco, 1989</p>



<p class="wp-block-paragraph">NORWOOD, Robin. Mulheres que Amam Demais. São Paulo: Siciliano, 1995</p>



<p class="wp-block-paragraph">Site MADA: <a href="https://grupomadabrasil.com.br/">Grupo MADA Brasil – Mulheres que Amam Demais Anônimas – Site do Grupo MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas). Se você sofre por amor e quer ajuda, compareça a uma de nossas reuniões!</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o site do IJEP: <a href="https://www.ijep.com.br/">IJEP | Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça nossos Congressos Junguianos: <a href="https://ijep.pages.net.br/congressos-carl-jung-ijep">Congressos IJEP (pages.net.br)</a></p>
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