<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Sair de casa - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/sair-de-casa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/sair-de-casa/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2023 13:35:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Sair de casa - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/sair-de-casa/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/mae-eu-te-amo-mas-amo-ainda-mais-a-minha-jornada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Torres]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 17:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Metanoia]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia e Símbolos]]></category>
		<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Sair de casa]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=4844</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este artigo propõe refletir sobre a simbiose família/mãe/filho e o distanciamento necessário entre eles para o filho ganhar sua autonomia na vida. Buscou-se dados quantitativos para ilustrar o tamanho do fenômeno no Brasil bem como uma análise do conto de Percival, dos ciclos Arturianos.&#160; O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que nas [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/mae-eu-te-amo-mas-amo-ainda-mais-a-minha-jornada/">Mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.ijep.com.br/img/artigos/artigo_430.jpeg" alt="Mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada Psicologia Junguiana" width="280" height="460"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo propõe refletir sobre a simbiose família/mãe/filho e o distanciamento necessário entre eles para o filho ganhar sua autonomia na vida. Buscou-se dados quantitativos para ilustrar o tamanho do fenômeno no Brasil bem como uma análise do conto de Percival, dos ciclos Arturianos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que nas últimas duas décadas indivíduos entre 25 e 34 anos estão considerando cada vez menos sair de casa. No final da década de 1990, 20% dos indivíduos dessa faixa etária morava com os pais; já, no final de 2010, a taxa aumentou para 25%. O IBGE ainda aponta que 60,2% desses jovens são homens.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sair de casa na maioridade é um processo natural do ciclo familiar, apontam Cerveny e Berthoud (2010), pois existe uma necessidade de diferenciar-se da família e buscar autonomia, contudo, parece que esta faixa etária tem modificado o comportamento coletivo. Vale a ressalva que aqui não estamos pensando nesta autonomia como um individualismo e ascensão de carreira, mas como a autonomia integral do ser humano maduro – bio-psico-socio-espiritual: o processo de individuação. Sobre o individualismo, Jung (2013) aponta que “nunca foi um desenvolvimento natural, mas sim uma usurpação contrária à natureza, uma atitude inadequada e impertinente, que muitas vezes se revela oca e sem consistência, por desabar à primeira dificuldade encontrada”. (JUNG, 2013, §292).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerveny e Berthoud (2010) ainda denominam estes jovens de “Geração Canguru”, devido ao marsúpio, a bolsa epidérmica que&nbsp;cobre a parte dos seios da canguru fêmea, servindo como uma incubadora para os filhotes, na região do ventre, que transporta e protege o canguru filhote.&nbsp;Ferreira, Rezende e Lourenço (2011, p.14) discorrem que fatores como “a comodidade, o conforto, a segurança financeira, um bom padrão de vida, a progressão na carreira profissional são tidos como prioridades” por esses jovens adultos. Mesmo com a preocupação com a carreira, os autores revelam que&nbsp;o consumo desta geração tende à compra de produtos supérfluos – de roupas caras ou em exagero a vídeo games do ano, etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juntando isso à aspiração do individualismo tão estrutural na sociedade por estes jovens e à crítica a este modelo por Jung, pode-se reconhecer que há uma fragilidade psíquica para o enfrentamento das adversidades sociais. Jung (1995, §456) explica que “o medo do mundo e o dos homens causa um recuo maior [&#8230;] o que leva ao infantilismo e à volta ‘para dentro da mãe’”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator de grande importância para os filhos permanecerem em casa são os pais que, em sua maioria, não tem discutido, cobrado ou incentivado seus filhos a buscarem autonomia de vida. Como a família é composta por poucos filhos, os pais parecem não sentir tanto o ônus de sustentar mais um indivíduo, abrindo espaço para o adulto que trabalha e tenta subir na carreira com custo zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ainda somar este fenômeno ao número de crianças e jovens brasileiros que crescem sem seus pais no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro do Direito de Família, 5,5 milhões de crianças e jovens não possuem o nome do pai na certidão de nascimento. Além disso, ainda temos uma infinidade de famílias onde a figura paterna inexiste e os filhos são criados pelas avós ou terceirizados para outros cuidadores ou instituições. Desta forma, este artigo faz um recorte de um segmento socioeconômico menos excluído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este exemplo não é único e nem localizado. Pelo mundo existe o fenômeno dos&nbsp;<em>Hikikomori,&nbsp;</em>indivíduos que não saem de casa e não estabelecem contato interpessoal com ninguém, vivendo em seus quartos e conectados na internet, explanado em meu livro “Contágio Psíquico: a loucura das massas e suas reverberações na mídia”. E também, indivíduos que mesmo após saírem de casa buscam no parceiro o vínculo inicial do pai ou da mãe, reconfigurando assim, a estrutura familiar inicial, assim como Jung (1995) aponta:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um indivíduo é infantil porque se libertou insuficientemente ou não se libertou do ambiente da infância, isto é, da adaptação aos pais, razão por que reage perante o mundo como uma criança perante os pais, sempre exigindo amor e recompensa afetiva imediata. Por outro lado, identificado&nbsp; com os pais devido à forte ligação aos mesmos, o indivíduo infantil comporta-se como o pai e como a mãe. (JUNG, 1995, §431)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se lançarmos o olhar à literatura a fim de encontrar uma lenda, um conto que faça uma homologia ao descrito acima, encontraremos Percival. Percival, de acordo com Chrétien de Troyes, é filho de um nobre cavalheiro morto em batalha e da mulher Heartsorrow. Esta, por sua vez, traduzindo seu nome para o português, é “Tristeza no Coração”. Na lenda, conta-se que ela perdeu seu marido e demais filhos para as batalhas cavalheirescas, tendo que criar Percival sozinha. O jovem era o grande e único vínculo que a mulher possuía, pois ambos viviam isolados na floresta. Sobre Heartsorrow, pode-se conferir Nichíle (2021) refletindo sobre o papel cultural da maternidade ao longo da história e na contemporaneidade. A autora aponta que a cultura patriarcal trouxe a partir do séc. XVIII como positivo o comportamento da mãe demasiadamente protetora e altamente atuante em sua maternagem, sendo ela criticada e condenada caso não cumpra este papel exaustivo, esquecendo-se até sua integralidade bio-psico-sócio-espiritual em prol da maternidade, promovendo as mais variadas frustrações nas mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Retomando a lenda, Percival encontrava-se em uma grande simbiose com este feminino materno, simbolizado pela floresta e pela sua mãe. Já os jovens e adultos “cangurus” também parecem estar em simbiose com a família de origem. Assim como marsúpio, estes jovens e o próprio Percival permanecem em um estado de passividade e de fantasia. A imagem da Árvore Wak-wak que Jung (1995, p. 251) traz em Símbolos da Transformação ilustra brilhantemente tal simbiose:</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://blog.sudamar.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-11.jpeg" alt="" class="wp-image-4845" width="276" height="479" srcset="https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-11.jpeg 421w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-11-173x300.jpeg 173w, https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/07/image-11-150x260.jpeg 150w" sizes="(max-width: 276px) 100vw, 276px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não somente a árvore é um símbolo materno, mas também o dragão, monstro que os cavalheiros usualmente enfrentam nas lendas, contos e mitos:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">o dragão, como imagem materna negativa, exprime a resistência contra o incesto, ou melhor, o medo dele. O dragão e a serpente são os representantes simbólicos do medo das consequências da quebra do tabu, da regressão para o incesto. Por isto é compreensível porque sempre encontramos a árvore com a serpente. A serpente e o dragão têm principalmente o significado de guardiães e defensores do tesouro. Na canção persa antiga de&nbsp;<em>Tishtriya</em>&nbsp;aparece, neste sentido, o cavalo negro&nbsp;<em>Apaosha</em>, que mantém ocupadas as fontes do lago das chuvas. O cavalo branco&nbsp;<em>Tishtriya</em>&nbsp;duas vezes avança em vão contra&nbsp;<em>Apaosha</em>, mas na terceira tentativa, com a ajuda de&nbsp;<em>Ahuramazda</em>, consegue vencê-lo<sup>123</sup>. Abrem-se então as comportas do céu e uma violenta chuva cai sobre a terra<sup>124</sup>. (JUNG, 1995, §395).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pondera-se ainda que a fantasia neste ponto é uma encruzilhada para o indivíduo. Se por um lado ela pode promover um impulso de “ir para a vida” e almejar uma autonomia, isto é, tornar-se um processo psíquico de progressão, por outro, ela também pode manter o indivíduo no estado infantil simbiótico como supracitado, gerando indivíduos não-autônomos, frustrados pois não alcançam suas expectativas pueris, mas aparentemente com uma vida confortável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na lenda, Percival encontra cinco cavalheiros que atravessavam a floresta e fica encantado e paralisado com suas armaduras, emergindo assim nele um desejo de tornar-se também um cavalheiro. Conta-se que Percival enfrenta sua mãe e vai à procura de Rei Arthur, exclamando para ela: “<strong>mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada</strong>”. Sua mãe, contudo, morre de dor pela perda do filho. Esta passagem deve ser lida e apreendida de forma simbólica, tanto para os filhos atuais como para seus pais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os jovens adultos saem de casa, eles devem matar, no sentido de transformar, as fantasias e expectativas “perfeitas” e infantis para encontrar assim seus caminhos de vida – diferenciar-se deste mundo ilusório (Maya = Mãe). Perfeitas, afinal, tudo o que está em potência é perfeito: a poesia não colocada no papel é perfeita, diz Fernando Pessoa, ela imperfeiçoa-se ao escrever. Já, mulheres e homens pais deveriam reconhecer que seus papéis enquanto mães e pais foram cumpridos, a fim de transformá-los e ressignificá-los para um outro nível de paternargem e maternagem. Este processo do enfrentamento da fantasia é relatado por Jung (2011) quando aponta que:</p>



<p class="wp-block-paragraph">consiste em entender sua própria fantasia como um verdadeiro processo psíquico, que aconteceu a ele mesmo. Ainda que de certo modo a pessoa olhe para isso como que de fora e sem participação, no entanto ela própria também é a figura que age e sofre no drama da alma. Este conhecimento significa um progresso tão importante quão imprescindível. Enquanto a pessoa apenas olhar para as imagens da fantasia, é ela como o tolo Parcival [&#8230;]. Quando então cessar o fluxo das imagens, tudo se parecerá como se nada houvesse acontecido, ainda que se repita mil vezes o processo. Mas desde que a pessoa reconheça sua participação, então ela deverá entrar no processo com sua reação pessoal, como se ela fosse uma figura da fantasia, ou melhor, como se fosse real o drama que se desenrola diante de seus olhos. E na verdade um fato psíquico o acontecimento dessa fantasia. Ele é tão real como a pessoa é um ser psíquico real. Se a pessoa não realizar esta operação, todas as transformações ficam relegadas para as imagens, enquanto ela própria não se transforma. (JUNG, 2011, §407)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O real drama do ego é servir à alma rumo ao processo individuação, isto é, buscar autonomia e integralidade bio-psico-sócio-espiritual: tornar-se quem se é. Ao enfrentar os desafios da vida o indivíduo tem a oportunidade de relativizar e descontruir suas fantasias pueris (muitas vezes heranças dos pais); aprofundar-se em sua própria alma e encontrar no lodo da profundeza o ouro da vida. Este processo também é contado em Percival, quando o rapaz emprenha-se na busca do Santo Graal (Self &#8211; Si-mesmo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre o Santo Graal, historicamente, ressalva-se que vale considerar a lenda de Percival como uma passagem da cultura pagã para o cristianismo, revelando o processo de repressão do feminino visto nos últimos séculos. Loomis (1963) demonstra que o Graal, tão perseguido por Percival, possui uma homologia com o caldeirão da cultura e da mitologia céltica e gaulesa, que oferecia a quem toma-se dele a Vida e livraria o indivíduo da Morte e da Fome.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Retomando, o processo de tornar-se quem se é, assim como no setting terapêutico, faz o “eu” começar a perceber e criar enfrentamentos com sua sombra. Para isso, é necessário que ele não esteja na simbiose materna na posição de acolhido, se não é impossível concluir a obra heroica, isto é, de enfrentar o que ele não aceita em si, bem como a própria imagem da mãe (complexo materno). Por isso mesmo, Jung faz a comparação entre o “Filho da Mãe” humano e simbólico:</p>



<p class="wp-block-paragraph">o “filho de sua mãe”, enquanto apenas ser humano, morre cedo, mas como deus pode realizar o que não é permitido, o sobre-humano, pode cometer o incesto mágico e com isto alcançar a imortalidade. Em muitos mitos o herói não morre, mas em compensação precisa vencer o dragão da morte. (JUNG, 1995, § 394).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este “morrer cedo” pode ser considerado de forma literal, visto estudos anteriores de&nbsp;<em>puer aeternus</em>, mas também, simbólico: indivíduos que nunca buscaram à autonomia permanecem no&nbsp;<em>uno</em>&nbsp;amedrontados, portanto, não vivem. Não à toa Jung (1995, §315) aponta que “o neurótico que não consegue separar-se da mãe tem boas razões: afinal é o medo da morte que o prende a ela”. Por isso a frase “<strong>Mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada</strong>” pode parecer dura sob a ótica da contemporaneidade, visto que aí surge o filho ingrato e abandonador, isto é a sombra do “Filho da Mãe”, mas mais do que necessária – preparou Percival para morrer, e, enantiodromicamente, para viver. Se este não abandona, isto é, deixa o bando, ele viverá sempre na sombra materna, acolhido e protegido pelo dragão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonardo Torres &#8211;&nbsp;Membro Analista em Formação no IJEP</p>



<p class="wp-block-paragraph">REFERÊNCIAS</p>



<p class="wp-block-paragraph">CERVENY, C. M. O; BERTHOUD, C. M. E. Ciclo vital da família brasileira. In: OSORIO, L.C.; VALLE, M.E. Manual de Terapia Familiar.&nbsp;Porto Alegre: Artmed, 2009, p.25-37.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CERVENY, C.M.O; BERTHOUD, C.M.E et al.&nbsp;Família e ciclo vital: nossa realidade em pesquisa. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Der Percevalroman (Li contes del Graal) / von Christian von Troyes&nbsp;; unter benutzung des van Gottfried Baist nachgelassenen Handschriftlichen Materials hrsg. von Alfons Hilka. &#8211; Halle&nbsp;: Max Niemeyer, 1932. &#8211; LIV, 808 p. . Frontespizio. Disponível em:&nbsp;<a href="https://ijep.com.br/artigos/show/maternidade-escolha-ou-obrigacao">https://ijep.com.br/artigos/show/maternidade-escolha-ou-obrigacao</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">ESCHENBACH, Wolfram von e Richard Wagner.&nbsp;Parsifal.&nbsp;Editora Nova Acrópole. Lisboa. 1997.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geração Canguru: Algumas Tendências que Orientam o Consumo Jovem e Modificam o Ciclo de Vida Familiar Patrícia Aparecida Ferreira, Daniel Carvalho de Rezende y Cléria Donizete da Silva Lourenço&nbsp;<a href="http://www.revistaespacios.com/a11v32n01/11320143.html">http://www.revistaespacios.com/a11v32n01/11320143.html</a>&nbsp;Espacios. Vol. 32 (1) 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG. C. G. Desenvolvimento da Personalidade. Petrópolis: Vozes, 2013.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG. C. G. Mysteruim Coniunctionis 14/2. Petrópolis: Vozes, 2011.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG. C. G. Símbolos da Transformação. Petrópolis: Vozes, 1995.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">NÍCHILE, T. Maternidade: Escolha ou Obrigação? Disponível em: https://ijep.com.br/artigos/show/maternidade-escolha-ou-obrigacao</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paternidade responsável: mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não têm o nome do pai na certidão de nascimento disponível:&nbsp;em:&nbsp;<a href="https://ibdfam.org.br/noticias/7024/Paternidade+respons%C3%A1vel:+mais+de+5,5+milh%C3%B5es+de+crian%C3%A7as+brasileiras+n%C3%A3o+t%C3%AAm+o+nome+do+pai+na+certid%C3%A3o+de+nascimento">https://ibdfam.org.br/noticias/7024/Paternidade+respons%C3%A1vel:+mais+de+5,5+milh%C3%B5es+de+crian%C3%A7as+brasileiras+n%C3%A3o+t%C3%AAm+o+nome+do+pai+na+certid%C3%A3o+de+nascimento</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">LOOMIS, R. S. The Grail : from Celtic myth to Christian symbol.&nbsp;Mythos, 1963.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Leonardo Torres</em></strong></h4>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/mae-eu-te-amo-mas-amo-ainda-mais-a-minha-jornada/">Mãe, eu te amo, mas amo ainda mais a minha jornada</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
