<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos saúde - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/saude/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/saude/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Mon, 10 Aug 2026 18:59:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos saúde - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/saude/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/uma-leitura-simbolica-e-alquimica-do-saneamento-basico-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Borba dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 18:44:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[esgoto]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[instintos]]></category>
		<category><![CDATA[jung]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nigredo]]></category>
		<category><![CDATA[prima materia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[simbologia do esgoto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.ijep.com.br/?p=13699</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este ensaio propõe uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil a partir da psicologia analítica. Articulando dados da crise sanitária brasileira com conceitos de Jung, Hillman, Bauman, Mbembe e Nego Bispo, o texto compreende água, resíduo sólidos, esgoto e drenagem de água pluvial como imagens da psique coletiva. A reflexão discute temas como sombra, inconsciente coletivo, colonialidade, higienismo psíquico e transformação, propondo a “confluência básica” como ética simbólica de integração e ampliação da consciência coletiva.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/uma-leitura-simbolica-e-alquimica-do-saneamento-basico-no-brasil/">Uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong>: Este ensaio propõe uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil a partir da psicologia analítica. Articulando dados da crise sanitária brasileira com conceitos de Jung, Hillman, Bauman, Mbembe e Nego Bispo, o texto compreende água, resíduo sólidos, esgoto e drenagem de água pluvial como imagens da psique coletiva. A reflexão discute temas como sombra, inconsciente coletivo, colonialidade, higienismo psíquico e transformação, propondo a “confluência básica” como ética simbólica de integração e ampliação da consciência coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha deste tema nasceu de uma experiência profundamente afetiva. Durante minha visita à exposição<em> A alma humana, você e o universo de Jung,</em> em São Paulo, fui surpreendida pela mostra Água, do fotógrafo Érico Hiller, que também estava em exposição no MIS. Suas fotografias, através de diferentes culturas e paisagens, evidenciam a água como força essencial que entrelaça espaços, existências e narrativas coletivas e subjetivas. No entanto, mais do que sua potência de vida, aquelas imagens também evocavam sua ausência: a aridez da pele, da terra e da existência quando privadas desse recurso essencial. Foi nesse atravessamento que fui provocada ao ler, nas paredes da exposição, a expressão “saneamento básico”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um ano eleitoral, pareceu-me oportuno investigar o saneamento básico no Brasil à luz da psicologia analítica, a partir de uma lente simbólica e alquímica. Tornou-se fundamental a pergunta: o que as condições sanitárias do nosso país revelam sobre sua psique coletiva? Este artigo nasce, assim, do encontro entre imagem, símbolo e realidade histórica e social. Uma tentativa de compreender como as águas e os resíduos externos e internos de uma sociedade podem refletir seu próprio processo de individuação.</p>



<h2 id="h-o-saneamento-no-brasil-e-basico" class="wp-block-heading"><strong>O saneamento, no Brasil, é básico?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para iniciar essa reflexão, é importante destacar que, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o saneamento básico corresponde ao “conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas”. Em uma perspectiva mais ampla, o conceito amplamente aceito internacionalmente “situa-se na interseção entre infraestrutura, saúde pública, meio ambiente e direitos humanos. [&#8230;] Deixou de ser entendido como um conjunto de obras de engenharia para tornar-se um sistema integrado de proteção à vida, à dignidade e ao planeta”. (PEREIRA, 2026, p. 5)</p>



<h2 id="h-apesar-de-ser-um-direito-garantido-pela-constituicao-federal-desde-1988-o-brasil-possui-estatisticas-desanimadoras-quando-o-tema-e-saneamento-basico" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Apesar de ser um direito garantido pela Constituição Federal desde 1988, o Brasil possui estatísticas desanimadoras quando o tema é saneamento básico.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023), aponta que <strong>o país desperdiça 40,31% da água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras</strong>, o que poderia abastecer cerca de 50 milhões de pessoas por ano. Além disso, o Ranking do Saneamento 2026,<a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a> apresenta os seguintes dados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cerca de <strong>90 milhões de pessoas</strong> <strong>vivem sem coleta de esgoto, </strong>o que representa cerca de 43% da população brasileira.</li>



<li>Entre os <strong>100 municípios avaliados</strong>, os <strong>20 piores</strong>, <strong>concentrados no</strong> <strong>Norte e Nordeste</strong><strong>, possuem apenas</strong> <strong>28,06% de cobertura de esgoto</strong>, cerca de <strong>70 pontos percentuais a menos</strong>que os<strong>20 melhores</strong><strong>.</strong></li>



<li>Aproximadamente, <strong>32 milhões de brasileiros consomem água sem tratamento adequado</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar esse cenário, percebe-se que refletir sobre o saneamento básico no Brasil significa, antes de tudo, expor as profundas desigualdades e violências históricas que constituíram e ainda se fazem presentes em nosso país. Seus indicadores revelam uma nação marcada por contrastes severos, convocando-nos a pensar sobre saúde, dignidade, pertencimento, excessos, faltas e sobre a maneira como cuidamos (ou negligenciamos) dos recursos mais essenciais à preservação da vida humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, emerge uma dimensão política profundamente inquietante, que pode ser compreendida à luz da necropolítica proposta por Achille Mbembe. O autor apresenta a noção de “guerra infraestrutural”, na qual o controle desigual sobre recursos essenciais pode funcionar como mecanismo de subjugação social, produzindo condições de vulnerabilidade extrema e verdadeiros “mundos de morte”. Sob essa perspectiva, a precarização ou negligência das políticas sanitárias pode ser interpretada como expressão estrutural de desigualdades históricas que ainda submetem parcelas significativas da população brasileira a condições degradantes de existência (MBEMBE, 2018, p. 36-48).</p>



<h2 id="h-um-olhar-simbolico-para-o-saneamento-basico" class="wp-block-heading"><strong>Um olhar simbólico para o saneamento básico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra saneamento deriva do latim <em>“sanus”,</em> cuja tradução remete a “sadio” ou “em bom estado de saúde”. Em sua acepção mais direta, sanear corresponde ao processo de restaurar, purificar ou promover condições saudáveis. Sob uma perspectiva simbólica, poderíamos pensar que o espírito da época nos conduz a uma noção higienista de saúde psíquica: uma tentativa constante de manter-se limpo, organizado e distante dos próprios resíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ampliar simbólica e imageticamente, a <strong>água</strong> pode representar a essência da vida, nosso encontro com a alma e é, ao mesmo tempo, o que nos une à natureza e, portanto, com sua beleza e finitude<strong>.</strong> Segundo o Dicionário de Símbolos, “as significações simbólicas da água podem ser reduzidas a três temas dominantes: fonte de vida, meio de purificação e centro de regeneração.” (CHEVALIER, 2015, p.15)</p>



<h2 id="h-o-simbolo-do-esgoto-se-conecta-com-os-aspectos-sombrios-mais-viscerais-e-instintivos" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">O símbolo do <strong>esgoto </strong>se conecta com os aspectos sombrios mais viscerais e instintivos.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem da rede de esgoto pode ilustrar como os conteúdos psíquicos rejeitados – individuais, familiares e coletivos – se encontram pelos dutos subterrâneos do inconsciente.  A partir daí, quando há tratamento e elaboração, aquilo que era rejeito pode transmutar-se em recurso, fertilidade e renovação da vida. Sem esse processo, porém, o que permanece oculto infiltra-se silenciosamente, contaminando o solo psíquico e causando doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contínuo e alarmante aumento dos<strong> resíduos sólidos </strong>oferece uma imagem relevante: a sustentação da persona bem adaptada à sociedade contemporânea, marcada pelo consumo excessivo. Na modernidade líquida descrita por Bauman, consumir tornou-se, muitas vezes, uma forma de pertencimento e reconhecimento social, ainda que isso implique a produção contínua de rejeitos. Psiquicamente, esse movimento pode ser associado ao desejo de afastamento da sombra e, consequentemente, de seu potencial transformador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>drenagem pluvial</strong>, na concretude, visa evitar inundações e alagamentos. Diante disso, pode-se pensar que só é preciso drenar, porque o solo é impermeável.&nbsp; Simbolicamente, pode revelar uma consciência rigidamente estruturada, na qual o ego tenta proteger-se do contato com o inconsciente. Isso gera, a longo prazo, uma pressão insustentável, resultando em &#8220;inundações&#8221; catastróficas, literais e simbólicas.</p>



<h2 id="h-a-agua-como-prima-materia" class="wp-block-heading"><strong>A água como <em>prima matéria</em></strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No saneamento, a água também revela sua multiplicidade, fazendo-se presente em diferentes momentos e sob diversas formas: inicialmente como água potável; no esgoto, como água putreficada; no lixo, na forma de chorume; e, ao cair do céu como chuva, sendo drenada e retornando aos rios ou ao mar. &nbsp;Da mesma forma, em seus estudos alquímicos, Jung observou que tanto para a alquimia quanto para a psicologia, este elemento é poderoso e com elevado potencial de transformação:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px">Como a &#8220;prima matéria&#8221;<em> a água tem mil nomes; <a>diz-se</a> mesmo que ela é o material original da pedra. Apesar disto, por outro lado se <a>afirma</a> que a água é extraída da pedra ou da ‘prima matéria’ como sua alma vivificadora (anima), <a>[&#8230;]</a> mas ao mesmo tempo é o seu solvente.”</em> <em>(JUNG, 2012a, p. 249-251).</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos estatísticos, o desperdício de água potável no Brasil está relacionado a problemas estruturais no sistema de distribuição. Portanto, esses números não incluem o desperdício decorrente do uso inadequado por parte da população. Sob uma perspectiva alquímica, tais dados podem revelar um profundo descaso com a matéria-prima, indicando não apenas uma falha de infraestrutura, mas também uma ausência de compromisso ético e simbólico com aquilo que sustenta a vida. Coletivamente, parecemos distantes da reverência que os alquimistas projetavam sobre a matéria. Talvez isso ocorra porque ainda não fomos capazes de reconhecer, na própria água, o potencial de transformação contido na Pedra Filosofal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, ao pensarmos a água como imagem do inconsciente, os índices de desperdício também podem revelar o modo como nossa sociedade se relaciona com a própria vida psíquica. Assim como desperdiçamos água potável, parecemos desperdiçar nossa capacidade de simbolizar e de entrar em contato com as dimensões mais profundas da existência. O inconsciente, muitas vezes, permanece negligenciado ou subestimado, o que Jung considerou uma “omissão de graves consequências”, pois impede a adaptação ao mundo interior. (JUNG, 2015, p.95)</p>



<h2 id="h-a-psique-coletiva-brasileira-colonialidade-sombra-e-nigredo" class="wp-block-heading"><strong>A psique coletiva brasileira: colonialidade, sombra e <em>Nigredo</em></strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao pensarmos nos números alarmantes em relação ao esgoto do país, pode-se simbolicamente pensar aspectos da fase da <em>nigredo</em>, considerada o estágio inicial e a base fundamental da obra alquímica. Psicologicamente, Jung a identifica como o encontro com a sombra e Hillman a descreve como um estado necessário de &#8220;morte&#8221; e desconstrução do literalismo. &nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:16px">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><em>A inconsciência original, ainda meio animal, era conhecida ao adepto como nigredo (negrura), caos, massa confusa e com um entrelaçamento difícil de desfazer entre alma e corpo, com o qual ela forma uma unidade sombria (unio naturalis). Justamente dessas cadeias queria ele libertá-la pela separatio (separação) e estabelecer uma posição contrária de natureza psíquico-anímica, isto é uma compreensão consciente e conforme à razão, que se apresentasse como superior às influências do copo. (JUNG, 2012b, p. 302).</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a psique coletiva brasileira ainda atravesse uma longa <em>nigredo,</em> estágio alquímico marcado pelo confronto com a decomposição, a sombra e a transformação. Sob essa perspectiva, os componentes do saneamento básico podem ser compreendidos como imagens simbólicas dos aspectos psíquicos que permanecem desprezados em nossa realidade coletiva. Como nação, talvez ainda estejamos imersos em um lento processo de elaboração desse material sombrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Arriscaria dizer que isso, possivelmente, tem relação com o fato de que o vaso alquímico brasileiro ainda não possui um fechamento hermético. Sabe-se que esse é um dos símbolos mais fundamentais e misteriosos da alquimia, representando o lugar onde a alma é trabalhada e transformada. Portanto, somos um povo que está acertando as contas diante de tantas violações sofridas.&nbsp; A hipótese que aqui levanto para reflexão simbólica é revelar uma nação lidando com a constelação de complexos culturais diretamente ligados à invasão colonial, que provocou marcas profundas na alma brasileira.</p>



<h2 id="h-confluencia-como-etica-de-transformacao" class="wp-block-heading"><strong>Confluência como ética de transformação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"> A partir da psicologia analítica, este texto se propôs a realizar uma leitura, entre tantas outras possíveis, buscando denunciar a crise sanitária atual e promovendo uma reflexão através de provocações imagéticas.  Como forma de sustentar o paradoxo, proponho: E se o desafio não for apenas sanear, mas aprender a confluir? É nesse ponto que a reflexão de <strong>Nego Bispo</strong> amplia profundamente esta discussão:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><em>A confluência é a energia que está nos movendo para o compartilhamento, para o reconhecimento, para o respeito. Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio, ao contrário, ele passa a ser ele mesmo e outros rios, ele se fortalece. Quando a gente confluência, a gente não deixa de ser a gente, a gente passa a ser a gente e outra gente – a gente rende. A confluência é uma força que rende, que aumenta, que amplia. (BISPO, 2015, p. 15)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta de “Confluência Básica” amplia o debate para além da lógica corretiva ou higienista, propondo uma ética do encontro, compartilhamento e integração. Talvez assim, tenhamos um Brasil mais digno e humano com seus filhos, sem esgotos a céu aberto e com acesso garantido à água potável.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><a href="https://blog.ijep.com.br/author/paula-borba-dos-santos/"><strong>Paula Borba dos Santos &#8211; Analista em formação</strong> <strong>IJEP</strong></a> / <em>paula_borba@hotmail.com</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><a href="https://blog.ijep.com.br/author/mgloriagmiranda/"><strong><strong>Maria da Glória G. de Miranda</strong></strong> &#8211; <strong>Analista Didata</strong> <strong>IJEP</strong></a></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo novo: Uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/srR2Xj9BqB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading" style="font-size:17px"><strong>Referências:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO (ANA<em>).<strong> Águas no Brasil</strong></em>. Brasília, DF: ANA, [s.d.]. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/ana/pt-br/aguas-no-brasil?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.gov.br/ana/pt-br/aguas-no-brasil</a>. Acesso em: 08 maio 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BATISTA, Mônica. <strong>Manual do Saneamento Básico</strong>. TecnoBlog, 2026. Disponível em: <a href="https://tratabrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/09/manual-imprensa.pdf">https://tratabrasil.org.br/wp-content/uploads/2022/09/manual-imprensa.pdf</a>. Acesso em 11 de maio de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">BAUMAN, Zygmunt. <strong>Vidas desperdiçadas.</strong> E-book. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SANTOS, Antônio Bispo dos.&nbsp;<strong>Colonização, Quilombos: modos e significações.</strong> Brasília:&nbsp;<a href="http://cga.libertar.org/wp-content/uploads/2017/07/BISPO-Antonio.-Colonizacao_Quilombos.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">INCT de Inclusão / UnB</a>, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. <strong>Dicionário de símbolos</strong>. Rio de Janeiro, José Olympio, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HILLER, Érico. <strong>Água</strong>. São Paulo: Museu da Imagem e do Som (MIS), 2025. Disponível em: <a href="https://mis-sp.org.br/exposicao/agua-de-erico-hiller/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://mis-sp.org.br/exposicao/agua-de-erico-hiller/</a>. Acesso em: 11 maio 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HILLMAN, James. <strong>Psicologia Alquímica.</strong> Petrópolis, Vozes, 2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HIRATA, Ricardo Alvarenga. <strong>O rio da alma: reflexões da ecologia arquetípica sobre o complexo cultural paulistano</strong>. Boletim de Psicologia, São Paulo, v. 57, n. 127, p. 195-214, dez. 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">INSTITUTO TRATA BRASIL. <strong>Ranking do Saneamento 2026</strong>. São Paulo: Instituto Trata Brasil, 2026. Disponível em: <a href="https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://tratabrasil.org.br/ranking-do-saneamento/</a>. Acesso em: 11 maio 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <strong>Psicologia e Alquimia. </strong>6ª. ed. – Petrópolis, Vozes, 2012a.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_____, Carl Gustav.&nbsp; <strong>Mysterium Coniunctionis 2,&nbsp; </strong>3ª. ed. – Petrópolis, Vozes, 2012b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_____, Carl Gustav.&nbsp; <strong>A natureza da Psique.&nbsp; </strong>10ª. ed. – Petrópolis, Vozes, 2013.</p>



<p class="wp-block-paragraph">_____, Carl Gustav.&nbsp; <strong>O eu e o inconsciente.&nbsp; </strong>27ª. ed. – Petrópolis, Vozes, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORIGEM DA PALAVRA. <strong>Palavra “saneamento”.</strong> Disponível em: <a href="https://origemdapalavra.com.br/?s=saneamento">https://origemdapalavra.com.br/?s=saneamento.</a> Acesso em: 03 maio 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">PEREIRA, Luciane Dusi. <strong>O saneamento investigado por três abordagens diferentes: científica, filosófica e metafísica</strong>. Revista Científica Interdisciplinar de Universitas (RECIU), v. 1, n. 1, 2026.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> &nbsp;O Instituto Trata Brasil (ITB), em colaboração com a GO Associados, apresenta a 18ª edição do Ranking do Saneamento, direcionada aos 100 municípios mais populosos do país. A elaboração do estudo baseou-se nos indicadores mais atualizados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), referentes ao ano-base de 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/uma-leitura-simbolica-e-alquimica-do-saneamento-basico-no-brasil/">Uma leitura simbólica e alquímica do saneamento básico no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mudança de comportamento como chave para a busca da saúde integral – corpo, mente e alma</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/mudanca-de-comportamento-como-chave-para-a-busca-da-saude-integral-corpo-mente-e-alma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcella Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 09:16:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Estresse]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[corpo mente e alma]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde integral]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=6950</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para a compreensão do conceito de saúde integral, devemos lembrar que nós somos um sistema complexo que para funcionar precisa estar em harmonia com todas as pequenas partes, órgãos, funções e emoções. Esta engrenagem de corpo – alma – mente precisa estar em equilíbrio para a saúde se instalar no nosso corpo, seja no campo físico ou mental. </p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/mudanca-de-comportamento-como-chave-para-a-busca-da-saude-integral-corpo-mente-e-alma/">Mudança de comportamento como chave para a busca da saúde integral – corpo, mente e alma</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“A maior batalha que travará com a sua saúde não será contra o corpo; será contra a mente”&nbsp;&#8211; (Dr Suhas Kshirsagar)</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Para a compreensão do conceito de saúde integral, devemos lembrar que nós somos um sistema complexo que para funcionar precisa estar em harmonia com todas as pequenas partes, órgãos, funções e emoções. Esta engrenagem de corpo – alma – mente precisa estar em equilíbrio para a saúde se instalar no nosso corpo, seja no campo físico ou mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto na visão da Psicossomática quanto no Ayurveda (entre tantas outras terapias que compartilham a visão da saúde integral) corpo e mente não são aspectos que se separam quando falamos sobre saúde nem sobre o processo de adoecimento. Se temos a formação de sintomas, temos um desequilíbrio neste nosso sistema integral, não importando o local primário da manifestação dos primeiros sinais. Jung aborda a ligação da saúde do corpo e psíquica em suas obras completas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Um funcionamento inadequado da psique pode causar tremendos prejuízos ao corpo, da mesma forma que, inversamente, um sofrimento corporal pode afetar a psique; pois a psique e o corpo não estão separados, mas são animados por uma mesma vida. Assim sendo, é rara a doença corporal que não revele complicações psíquicas, mesmo quando não seja psiquicamente causada” (Jung, 2012, §194)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, “há uma tendência para se considerar todas as doenças como sendo psicossomáticas, na medida em que elas envolvem a inter-relação contínua entre corpo e mente na sua origem, desenvolvimento e cura” (Ramos, 1994, p36). E é esta visão integral que nos faz entender como que a nossa rotina agitada e estressante proporciona uma desconexão com o nosso próprio corpo. Não percebemos mais quando estamos chegando ao nosso limite, quando precisamos descansar, quando algo não nos está fazendo bem e por isso, temos um prato cheio de sintomas aparecendo diariamente no nosso consultório ou mesmo nos encontros com amigos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se tem mais idade limite nem pré-disposição genética para somatizar algo. Sintomas que são comuns nos dias de hoje – ansiedade, depressão, sobrepeso, alergias etc. – estão sendo encarados como algo normal. Só esquecemos que nem tudo que é comum é normal. Não é normal o corpo não ter energia para executar as tarefas do dia a dia, não é normal o corpo não conseguir descansar depois de um dia intenso de trabalho, não é normal sentir dores, não é normal se sentir angustiada a cada nova tarefa do dia. Não é normal viver em processo de adoecimento. Mas está muito comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso corpo é um sistema complexo e inteligente que consegue por si só se autorregular para manter o estado normal de saúde e bem-estar. Mas sabemos também que nossa vida naturalmente irá nos desequilibrar pois nossas demandas diárias propõem também uma desordem a esta ordem. Logo, podemos entender que no exercício natural de saúde não devemos nos blindar diante da vida, mas deveríamos naturalmente voltar ao nosso equilíbrio saudável, funcionando dentro de cada realidade e possibilidades. Impossível achar que vamos ficar imunes a tudo o que acontece à nossa volta, mas devemos sempre voltar para o que seria o nosso estado natural saudável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Doença e saúde são conceitos singulares, pois se referem a um estado das pessoas, e não, como se costuma dizer hoje com frequência, a órgãos ou partes do corpo. O corpo nunca está só doente ou só saudável, visto que nele se expressam realmente as informações da consciência”. (Dethlefsen, 2007, p14)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ficar mais claro o meu raciocínio, vou dar alguns exemplos. Nem sempre vamos conseguir comer apenas alimentos orgânicos, frescos, preparados na hora com pouca gordura; nem sempre vamos conseguir estar em meio a natureza purificando nossos pulmões e acalmando nosso olhar; nem sempre será possível trabalhar numa carga horária que dê para desligar tudo e se preparar para relaxar junto com o pôr do sol; nem sempre conseguiremos dormir cedo para levantar dispostos e descansados cedinho na manhã; por isso precisamos ter consciência do nosso corpo e do que é saudável para conseguir auto regular essas condições, conseguindo fazer limpezas físicas e mentais, tanto externas quanto a nível celular. Você já deve ter lido inúmeras reportagens falando que para sermos saudáveis nós precisamos dormir no mínimo 8 horas diárias, certo? E se eu te disser que esta não é uma regra pois mais do que horas cronológicas, devemos nos certificar sobre a qualidade dessas horas – para a saúde, a qualidade tem que prevalecer em relação a quantidade de horas dormidas. Tem gente que precisa de 7 horas bem dormidas para se sentir disposto no dia seguinte, outras precisam de um pouco mais. Quantos adolescentes que dormem de 10 horas para mais acordam sem pique, desmotivados, sem fome&#8230;e dormiram mais do que as 8 horas mínimas recomendadas?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um de nós tem um corpo que funciona melhor em condições específicas; cada corpo vai precisar se equilibrar ao ambiente, rotina, clima e emoção se quiser ter bem-estar mesmo em momentos em que a nossa rotina ideal não for possível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um sintoma se manifesta no corpo, fica mais fácil identificar e ir atrás de uma solução. Muitos tomam medicamentos para excluir aquele incômodo e não percebem que a melhora é pontual e normalmente volta – se não pior – da mesma forma que a última crise. Isso se dá pela cultura de olhar os sintomas e tratar apenas essas consequências. Nós tiramos a dor, nós paramos uma diarreia, nós anestesiamos uma emoção ruim e por aí seguimos até o próximo desconforto. Transformamos eventos agudos e pontuais – que serviriam para nos sinalizar que algo nos fez mal, que perdemos o nosso equilíbrio e, através dos sintomas, nosso corpo busca se auto limpar, autorregular, detoxificar como forma de recuperar a ordem, – em sintomas crônicos, perenes e profundos – demonstrando o agravamento desta desregulagem, passando de uma simples disfunção para uma lesão ou destruição celular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa visão integral, devemos atuar na consequência (sintomas/ queixa) enquanto também buscamos a sua causa. Duas pessoas podem chegar e relatar os mesmos desconfortos, num quadro muito similar de queixa, porém, com causas totalmente diferentes. Como exemplo, podemos falar sobre a depressão. Nem toda depressão é causada por um desequilíbrio químico emocional, ela também pode ser causada por um desequilíbrio fisiológico no organismo. Além de ser desencadeada por situações psíquicas, já se tem evidencias que também podem ser provocadas pelo uso de alguns medicamentos ou por instabilidades hormonais e nutricionais. Mas, quando vamos pedir ajuda a algum médico ou quando recebemos o paciente em nosso consultório, vamos receber relatos de sintomas muito semelhantes. O trabalho de investigação da causa mudaria todo o tratamento, inclusive, a eficácia da resposta ao tratamento já que atuaríamos exatamente no que provoca e não apenas no que incomoda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É certo que, quando acertamos o gatilho de qualquer queixa – seja emocional ou física – tomamos consciência do que estamos fazendo ou do que deixamos de fazer para amenizar ou eliminar o desequilíbrio. Passamos a nos conhecer mais, a compreender o que de fato nos ajuda ou nos agride pedindo ações que provoquem mudanças necessárias para o nosso bem-estar. No entanto, é aqui que se encontra a maior das barreiras num processo de busca pela saúde: a mudança de comportamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais que esteja claro que um determinado tipo de alimento nos traz desconforto, resistimos a tirar ele do nosso cardápio com justificativas infinitas para não ter que mudar. Quando torna-se evidente o quanto uma situação específica enfraquece o emocional e desperta gatilhos que levam à uma ansiedade, por exemplo, não é raro ver uma luta contra si próprio e seus sentimentos na decisão de não fazer escolhas, de não se proteger daquilo que mais o machuca, evitando a exposição ou um clima tenso com o outro, denunciando uma dificuldade em afastar tudo aquilo que fere nessas condições.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta querer eliminar um sintoma. Não basta decidir que não queremos mais conviver com algum desconforto emocional. É preciso ter consciência do nosso corpo (físico e emocional) e do que ele precisa para que as mudanças sejam de fato efetuadas. Sem este alinhamento, dificilmente conseguiremos mudar um comportamento já instalado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas supõem que podem recorrer apenas à força de vontade para mudar, que podem usar a mente para forçar o corpo a deixar os maus hábitos. Na verdade, seus hábitos funcionam ao contrário. Seu corpo lhe dá todo tipo de dica sobre do que realmente precisa, mas durante muitos anos você pegou essas dicas e as transformou em emoções subjetivas, sob a forma de anseios e hábitos. Para rompê-los, é preciso se sintonizar com o corpo e sua fonte de dados brutos.” (Kshirsagar, 2020, p46)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chave de todo processo de cura está numa mudança de comportamento. E, para a gente conseguir mudar nossos hábitos, é preciso vencer as barreiras da mente, dos condicionamentos. Conforme explica o Dr Suhas, “se conseguir equilibrar seus pensamentos e escutar o seu corpo, você estará no quadro mental certo para mudar de vida”. (Kshirsagar, 2020, p45). Quando precisamos olhar para nosso emocional e mudar atitudes que sabemos que atuam nas nossas sombras, achamos difícil demais. Quando precisamos fazer ajustes pragmáticos de situações que influenciam diretamente no nosso organismo, justificamos o porquê de nos manter na situação. Se a mente não entender a importância de mudar e auxiliar esses processos – psíquicos ou físicos – e diariamente, com consciência, fazer escolhas que nos beneficiam, continuaremos a fazer a manutenção das consequências alimentando os padrões que provocam as causas de todo adoecimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por meio da autoconsciência, a mente pode usar o cérebro para gerar “moléculas de emoção” e agir sobre todo o sistema. Enquanto o uso apropriado da consciência pode tornar um corpo doente mais saudável, o controle inconsciente inapropriado das emoções pode causar muitas doenças (&#8230;).” (Lipton, 2007 p156)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ideal ayurvédico – que pode ser adaptado a diversas outras linhas – de trazer para o cotidiano a análise do estilo de vida em que fomos criados, buscando consciência diária da nossa mente, do nosso corpo e das circunstâncias mutáveis precisa ser ensinado e treinado. Sem esta auto-observação, como vamos mudar padrões de comportamentos que nos levaram ao estado que nos encontramos hoje?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós não ficamos doentes da noite para o dia. Por pior que seja uma condição, se ela for pontual, não terá a capacidade de adoecer todo o sistema de forma crônica. A busca pela saúde e bem-estar se dá por tudo aquilo que fazemos diariamente, ao longo do tempo. Pequenas ações contínuas podem melhorar ou piorar um estado de saúde mais do que algo pontual. Podemos presenciar uma cena que nos abala emocionalmente de forma aguda e isso será mais fácil de olhar e trabalhar do que constantes pequenos abusos sofridos por uma pessoa ao longo de anos. Um dia de excessos com comidas e bebidas é mais fácil de manejar e restaurar do que uma vida inteira com hábitos nocivos e destrutivos. Mas só conseguiremos atuar numa melhora contínua se tivermos a mente forte o suficiente para instalar novos hábitos que mudarão o comportamento diário.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como podem perceber, tudo influencia a nossa saúde. E para ter saúde, devemos cuidar do nosso corpo, da nossa mente, dos nossos pensamentos, dos nossos hábitos, dos lugares que frequentamos, das pessoas com que convivemos. Se quisermos levar uma vida saudável, devemos cuidar para que todos os pontos de contato sejam também saudáveis, deixando para as variáveis que naturalmente vão nos desorganizar apenas aquilo que não podemos mudar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na última década, as pesquisas epigenéticas estabeleceram que os padrões de DNA passados por meio dos genes não são definitivos, isto é, os genes não comandam nosso destino! Influências ambientais como nutrição, estresse e emoções podem influenciar os genes ainda que não causem modificações em sua estrutura. Os epigeneticistas já descobriram que essas modificações podem ser passadas para as gerações futuras da mesma maneira que o padrão de DNA é passado pela dupla espiral”. (Lipton, 2007. p82)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não são os nossos genes, nem as situações que tivemos que viver ao longo das nossas vidas que vão determinar o nosso futuro. Por mais que eles possam influenciar fortemente uma condição, nós podemos mudar e fazer novas escolhas, mudando assim sintomas e complexos que nos adoecem. Gosto muito da frase do Bruce Lipton aponta logo na apresentação do seu livro Biologia da Crença: “assim como cada célula, o destino de nossa vida é determinado não por nossos genes, mas por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsionam e controlam todos os tipos de vida”. (p.16)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se eu não sou o resultado somente daquilo que me acontece, mas principalmente de como eu respondo àquilo que me acontece, posso trabalhar minha mente e meu comportamento para lapidar pouco a pouco a forma como vou responder aos eventos que me acontecem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas neste trabalho em conjunto, mente e corpo, meus hábitos cada vez mais conscientes serão a chave para a busca da saúde e do bem-estar, mesmo nos altos e baixos saudáveis da vida. Nosso comportamento será o resultado das nossas escolhas diárias e constantes. Mude seu comportamento e mude seu padrão de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcella Helena Ferreira &#8211; Analista junguiana em formação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria Cristina Guarnieri &#8211; Analista Didata</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mudança de comportamento como chave para a busca da saúde integral – corpo, mente e alma" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/2n96RJTosxI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Referências:</p>



<p class="wp-block-paragraph">DETHLEFSEN, Thorwald<em>. A doença como caminho: uma visão nova da cura como ponto de mutação em quem um mal se deixa transformar em bem</em>. – São Paulo: Cultrix, 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav.&nbsp;<em>Psicologia do Inconsciente</em>. 21 ed.Vol. 7/1 – Petrópolis: Vozes, 2012</p>



<p class="wp-block-paragraph">KSHIRSAGAR, Suhas.&nbsp;<em>Mude seus horários, mude sua vida</em>&nbsp;– Rio de Janeiro: Sextante, 2020</p>



<p class="wp-block-paragraph">LIPTON, Bruce H.&nbsp;<em>A biologia da Crença: ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres</em>&nbsp;– São Paulo: Butterfly Editora, 2007</p>



<p class="wp-block-paragraph">RAMOS, Denise Gimenez.&nbsp;<em>A Psique do corpo: uma compreensão simbólica da doença</em>&nbsp;– São Paulo: Summus, 1994</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/mudanca-de-comportamento-como-chave-para-a-busca-da-saude-integral-corpo-mente-e-alma/">Mudança de comportamento como chave para a busca da saúde integral – corpo, mente e alma</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
