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	<title>Arquivos sentido de vida - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos sentido de vida - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>O Hiperconsumismo e a busca de sentido na vida contemporânea</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-hiperconsumismo-e-a-busca-de-sentido-na-vida-contemporanea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Helena Soares Marinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Dec 2024 12:38:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[neurose]]></category>
		<category><![CDATA[sentido de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O hiperconsumismo emerge como um desafio preponderante nas sociedades contemporâneas, onde a cultura de consumo exacerba a busca por satisfação emocional e de identidade. Este comportamento impulsivo é frequentemente uma resposta psicológica ao tédio existencial e à falta de significado, conforme observado nas análises de Jung, Von Franz, Bauman e outros teóricos, que relacionam [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>Resumo</strong>:</em> <em>O hiperconsumismo emerge como um desafio preponderante nas sociedades contemporâneas, onde a cultura de consumo exacerba a busca por satisfação emocional e de identidade. Este comportamento impulsivo é frequentemente uma resposta psicológica ao tédio existencial e à falta de significado, conforme observado nas análises de Jung, Von Franz, Bauman e outros teóricos, que relacionam a desconexão do inconsciente à crescente insatisfação da vida moderna. Nesse contexto, a ênfase na aquisição de bens torna-se um mecanismo ilusório de preenchimento emocional, ressaltando a urgência de um processo de individuação que permita ao indivíduo reconhecer sua responsabilidade na construção de uma vida com propósito. A reformulação da relação com o consumo se apresenta, portanto, não apenas como uma necessidade crítica, mas como uma estratégia vital para a realização de uma existência integrada e significativa que considere tanto aspectos racionais quanto os conteúdos simbólicos da psique.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-ainda-no-seculo-xx-o-chamado-american-way-of-life-foi-exportado-para-todo-o-mundo-tendo-como-principal-pilar-o-consumo-exacerbado" style="font-size:17px">Ainda no século XX, o chamado &#8220;<strong>American way of life</strong>&#8221; foi exportado para todo o mundo, tendo como principal pilar o consumo exacerbado.</h2>



<p>Na contemporaneidade, passadas décadas desde o sonho americano, o consumismo se faz presente nas mais diversas sociedades, representando um dos principais problemas vividos pelos brasileiros. Fatores de ordem social, bem como econômica, caracterizam o dilema do hábito de compras no país.</p>



<p>É importante pontuar, de início, a influência do modo de vida contemporâneo no consumo excessivo dos cidadãos. Pontuado pelo sociólogo <strong>Zygmunt Bauman</strong> (1999), a modernidade é marcada pela liquidez das relações e por suas aceleradas transformações. Nesse sentido, os indivíduos, imersos em um mundo cada vez mais rápido e estressante, encontram nas compras uma forma de refúgio e recompensa aos desgastes do cotidiano. Tal fator é ratificado por pesquisas recentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em que 35% dos entrevistados admitiram o consumo como seu tipo de lazer favorito.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-e-consumismo">O que é consumismo?</h2>



<p>O consumismo é o hábito de adquirir produtos e serviços sem precisar deles. É a compra pelo desejo, e não pela necessidade.</p>



<p>Geralmente, é marcado pelas compras por impulso e estimuladas pela ansiedade. Em casos mais graves, pode vir a se tornar uma compulsão.</p>



<p>Além disso, o consumismo está ligado à noção de que comprar mais vai trazer sensações de felicidade e prazer momentâneo.</p>



<p>É também resultado da influência de propagandas abusivas, que insistem em relacionar o consumo à felicidade e, muitas vezes, criam uma imposição de necessidades, mostrando como certos produtos ou serviços são capazes de tornar a vida das pessoas melhor.</p>



<p>O maior problema surge quando o consumismo fica tão intenso que evolui para um comportamento compulsivo.</p>



<p>O ser humano civilizado moderno acredita que querer é poder. A sociedade de consumo tem como principal estímulo o ato de consumir e na satisfação antecipada de desejos que caracterizam o consumidor atual não só hedonista, mas também narcisista. O consumo e o ato de consumir são essenciais para a condição digna do ser humano e para a sua necessidade de sobrevivência. Mas a configuração que tem vindo a adquirir nas suas diversas formas de hiperconsumismo leva a centralizar a satisfação dos desejos no ato e na aquisição de bens que são “dados” pela lei da oferta e estratégias de marketing cada vez mais “agressivas”, num mercado concorrencial muito competitivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-bauman-2008-ressalta-isso-quando-diz-que-e-a-suposta-satisfacao-das-necessidades-que-faz-surgir-novas-necessidades-ja-que-o-desejo-nao-deseja-satisfacao-ao-contrario-deseja-o-desejo-bauman-1999-p-90" style="font-size:17px"><strong>Bauman</strong> (2008) ressalta isso quando diz que é a suposta satisfação das necessidades que faz surgir novas necessidades, já que &#8220;o desejo não deseja satisfação, ao contrário, deseja o desejo.&#8221; (Bauman, 1999, p. 90)</h2>



<p>Numa sociedade de consumo como a nossa, o consumidor é um acumulador de sensações: &#8220;Para os bons consumidores não é a satisfação das necessidades que atormenta a pessoa, mas os tormentos dos desejos ainda não percebidos nem suspeitados que fazem a promessa ser tão tentadora&#8221; (Bauman, 1999, p. 90).</p>



<p>No entendimento de Bauman (2001), outro fator determinante, que motiva o sujeito a consumir, é a inconsistência de todas ou quase todas as identidades; é o que faz o indivíduo ir às compras, como se pudesse também, pelos produtos e serviços ofertados, selecionar a própria identidade. Esse ato de poder escolher a identidade de forma legítima ou quase legítima é que se torna o caminho para a realização das fantasias de identidade. Até que ponto o consumidor é livre para fazer escolhas no que diz respeito à auto identificação pelo uso dos objetos de consumo, de forma autêntica, não é definido.</p>



<p>Essa liberdade não é possível sem os objetos que o mercado oferece. Com base nisso, podemos dizer, novamente, que o ser humano tem buscado cada vez mais o ser pelo ter. Definimos quem somos pelo que possuímos: a nossa casa, nossas roupas de grife e nosso carro do ano falam mais sobre nós do que nós mesmos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mas-o-que-pode-estar-por-tras-dessa-compulsao">Mas o que pode estar por trás dessa compulsão?</h2>



<p><strong>Franz</strong> (2016) observa que um número crescente de pessoas experimenta um <strong>sentimento de vazio</strong>. “<strong>Algumas vezes tudo parece bem externamente, mas no seu íntimo a pessoa está sofrendo de um tédio mortal que torna tudo vazio e sem sentido</strong>.” (FRANZ, 2016, p. 219).</p>



<p>A queixa de <strong>falta de sentido na vida </strong>foi observada por<strong> Jung </strong>(2013b) em sua prática clínica da psicoterapia. De acordo com o psicoterapeuta suíço, um terço dos pacientes que o procurava não apresentava uma neurose bem definida, todavia estavam adoecidos devido a uma falta de sentido ou conteúdo nas suas vidas. Geralmente eram pessoas maduras, bem sucedidas, inteligentes, adaptadassocialmente e que se queixavam que suas vidas estavam estagnadas. Elas já tinham passado por tratamentos psicoterápicos anteriores baseados em métodos racionais, mas agora se encontravam resistentes a eles, obtendo resultados parciais ou até mesmo negativos (JUNG, 2013b).</p>



<p><strong>Franz</strong> (2018) corrobora ao afirmar que em muitos dos seus analisandos não foram encontrados sintomas psiquiátricos ou psicopatológicos, porém, a queixa principal era de uma vida sem sentido e vazia. Para a autora, “[&#8230;] <strong>a pior neurose não são os sintomas, mesmo que sejam muito desagradáveis, mas a pior neurose é ter o sentimento de que minha vida não tem sentido</strong>” (FRANZ, 2018, p. 23).</p>



<p>Diante da estagnação insuportável de uma vida sem sentido, que Jung concorda em chamar de neurose contemporânea generalizada, a consciência do indivíduo já teria esgotado todas as formas possíveis de encontrar uma saída viável. De modo geral, são pessoas que se dedicaram em demasia ao pensamento racional, ou seja, unilateralmente à parte consciente de sua psique (JUNG, 2013b). </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-esses-individuos-estao-isolados-de-seus-instintos-e-suas-vidas-se-tornam-macantes-e-cerceadas-pelas-muralhas-da-razao" style="font-size:17px">Esses indivíduos estão isolados de seus instintos e suas vidas se tornam maçantes e cerceadas pelas muralhas da razão.</h2>



<p>Impedido de viver satisfatoriamente os seus dias, essa “[&#8230;] <strong>limitação gera no indivíduo o sentimento de que é uma criatura aleatória e sem sentido, e esta sensação nos impede de viver a vida com aquela intensidade que ela exige para poder ser vivida em plenitude</strong>” (JUNG, 2013a, p. 338). O que se aponta é que o distanciamento do inconsciente “[&#8230;] produz uma agitação neurótica cujos exemplos abundam em nossos dias. Esta agitação, por sua vez, gera a falta de sentido da existência, falta esta que é uma enfermidade psíquica [&#8230;]” (JUNG, 2013a, p. 372).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-para-jung-2016-o-ser-humano-contemporaneo-se-considera-independente-das-tradicoes-que-para-ele-sao-ultrapassadas" style="font-size:17px">Para <strong>Jung</strong> (2016), o ser humano contemporâneo se considera independente das tradições que, para ele, são ultrapassadas.</h2>



<p>Não há espaço mais para rituais no seu dia a dia e muitos dispensaram a oração diária em busca de suporte divino. Entretanto, nesse processo ele também ficou desorientado, sem aqueles símbolos que, através de suas crenças, o conectavam às suas raízes intrapsíquicas deixando-o, assim, sem suas bases morais. À medida que foi se desconectando dos fenômenos inconscientes, compreendendo-os como vestígios de um mundo retrógrado e anacrônico, o ser humano contemporâneo foi supervalorizando e desenvolvendo a racionalidade e uma consciência unilateral. Aprendeu a transformar suas ideias em ações, a executar seu trabalho de forma eficiente, e o seu lema passou a ser querer é poder (JUNG, 2016).</p>



<p>Conforme exposto, a maioria dos indivíduos contemporâneos sentiu, psicologicamente, a perda das tradições e dos referenciais mitológicos, isto é, os guias que antigamente auxiliavam os povos originários a mapear suas jornadas (HOLLIS, 2004). Então, a responsabilidade de encontrar as próprias verdades, ou o próprio mito “[&#8230;] caiu sobre o indivíduo. Ou criamos nossos mitos, nossas ficções [&#8230;], ou seremos escravizados pelos mitos e ficções de outrem” (HOLLIS, 2004, p. 104). Contudo, talvez exista a possibilidade de resgatar o local de onde essas imagens mitológicas surgiram, que para a psicologia junguiana seria a psique.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-descoberta-do-inconsciente-no-entanto-compensa-a-perda-dessas-ilusoes-tao-queridas-abrindo-nos-um-enorme-e-inexplorado-campo-de-realizacoes-franz-2016-p-306" style="font-size:17px">“A descoberta do inconsciente, no entanto, compensa a perda dessas ilusões tão queridas, abrindo-nos um enorme e inexplorado campo de realizações [&#8230;]” (FRANZ, 2016, p. 306).</h2>



<p>Ao introduzir essas imagens inconscientes na vida consciente, aos poucos o self pode ir se revelando e o ego experimentando um impulso interior que contém oportunidades e potencialidades de transformação e renovação da personalidade (FRANZ, 2016).</p>



<p>O trabalho pelo qual o ser humano atual é chamado a fazer, não é somente aquele emprego pelo qual ele é pago. O trabalho fundamental, opus, “[&#8230;] é a busca pelos deuses, a busca pela nossa vocação, o rastreamento do invisível. É o trabalho de crescimento pessoal e encontro pessoal” (HOLLIS, 2004, p. 148). Buscar um deus para servir, não significa a procura literal de uma entidade metafísica, mas de personificar, nomear e honrar aquela energia psíquica poderosa que tem o poder autônomo de encarnar nos indivíduos e assumir o controle de suas vidas. Honrar esse deus é estar consciente, ao invés de escravizado (HOLLIS, 2004).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-podemos-usar-tais-ficcoes-de-maneira-consciente-entao-podemos-permanecer-despertos-em-nossa-jornada-uma-ficcao-que-vale-a-pena-leva-nos-a-uma-vida-que-vale-a-pena-hollis-2004-p-106" style="font-size:17px">“Quando podemos usar tais ficções de maneira consciente, então podemos permanecer despertos em nossa jornada [&#8230;]. Uma ficção que vale a pena leva-nos a uma vida que vale a pena” (HOLLIS, 2004, p. 106).</h2>



<p>De acordo com <strong>Jung</strong>, o movimento que nos leva a buscar sentido, significado e propósito em nossas vidas é arquetípico, ou seja, comum a todos os seres humanos como expressão teleológica e natural da psique. Negar os chamados para iniciar essa jornada que surgem através de sonhos, sincronicidades e expressões criativas leva ao aparecimento de sintomas. Estes, por sua vez, também podem ser olhados de maneira simbólica direcionando o indivíduo para o autoconhecimento ou ignorados tornando a pessoa cada vez mais doente. Por outro lado, dar atenção às mensagens que o self envia para que encontremos nosso caminho de autorrealização nos leva para o que Jung chamou de “processo de individuação”.</p>



<p>É dar espaço à união dos conteúdos conscientes e inconscientes e desta união emergem novas situações ou estados de consciência. Jung designa por isso a “união dos opostos pelo termo de &#8220;função transcendente&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-meta-de-uma-psicoterapia-que-nao-se-contenta-apenas-com-a-cura-dos-sintomas-e-a-de-conduzir-a-personalidade-em-direcao-a-totalidade-jung-2014" style="font-size:17px">A meta de uma psicoterapia que não se contenta apenas com a cura dos sintomas é a de conduzir a personalidade em direção à totalidade.” (Jung, 2014).</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:17px"><blockquote><p>“Saber o que é verdadeiro para nós, sentir o que realmente sentimos, acreditar no que realmente dá sentido à nossa singular jornada – essa é a essência de viver uma vida de integridade [&#8230;]. Não é fácil, não é comum” (HOLLIS, 2004, p. 95).</p></blockquote></figure>



<p>Para Franz (2016, p. 299), “[&#8230;] encontrar o sentido profundo da vida é mais importante para um indivíduo do que tudo o mais, e é por esse motivo que o processo de individuação deve ter prioridade”. Individuar-se compreende um dos maiores empreendimentos que o ser humano contemporâneo pode realizar e tornar-se si mesmo passaria a ser uma prioridade, visto que, potencialmente, poderia libertá-lo da estagnação e auxiliá-lo na busca do sentido profundo de sua vida (FRANZ, 2016). Esse processo “[&#8230;] permite de repente fazer da sua vida, até então desinteressante e apática, uma aventura interior sem fim, repleta de possibilidades criadoras.” (FRANZ, 2016, p. 265).</p>



<p>Para <strong>Jung</strong>, tanto em sua teoria quanto em sua trajetória, questionar-se sobre o sentido da vida é uma decorrência do viver e um dos seus aspectos mais humanos. Cabe ao indivíduo reconhecer a própria responsabilidade sobre as escolhas que faz e de viver de forma plena, apreciar a vida em todos os momentos e acreditar em sua capacidade de encontrar a força interior nos caminhos percorridos, encontrar a sua essência, a sua integridade de caráter, sua unicidade, seja nos caminhos obscuros e difíceis, ou nos momentos de alegria, para assim acolher o seu próprio vazio interior, conhecer-se a si mesmo e a verdade de sua própria existência.</p>



<p>Quando o sujeito inicia reflexão sobre si próprio em terapia, o processo é similar a um mergulho em áreas desconhecidas do próprio mundo interior, o que representa empreender uma jornada que é de sua responsabilidade, única e subjetiva, capaz de produzir uma verdadeira transformação de si. Encontrar um sentido para a própria vida é antes de tudo um compromisso consigo mesmo.</p>



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<p><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/maria-helena-soares-marinho/"><strong>Maria Helena</strong> <strong>Soares Marinho</strong> &#8211; <strong>Analista em formação IJEP</strong></a></p>



<p><strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/cristinaguarnieri/">Maria Cristina Guarnieri &#8211; Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:17px">Referências:</h2>



<p style="font-size:15px"><em>Bauman, Z. (1999). Globalização: As consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.&nbsp;&nbsp;</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>Bauman, Z. (2008). Vidas para o consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>FRANZ, Marie-Louise von. A busca do sentido: entrevistas radiofônicas. São</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>Paulo: Paulus, 2018.</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>FRANZ, Marie-Louise von. O processo de individuação. In: JUNG, Carl Gustav. O</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>homem e seus símbolos. 3.ed.especial. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016.</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>HOLLIS, James. Nesta jornada que chamamos vida: vivendo as questões. São</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>Paulo: Paulus, 2004.</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>JUNG, Carl Gustav. A natureza da psique. 10.ed. Petrópolis: Vozes, 2013a.</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>JUNG, Carl Gustav. A prática da psicoterapia 16.ed. Petrópolis: Vozes, 2013b</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. 3.ed. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016.</em></p>



<p style="font-size:15px"><em>JUNG, Carl Gustav.&nbsp; Os Arquétipos e o Inconsciente, 2014, Petrópolis: Vozes, 11.ed</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-canais-ijep">Canais IJEP</h2>



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			</item>
		<item>
		<title>Servir para Ser</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/servir-para-ser/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2022 19:09:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
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		<category><![CDATA[sentido de vida]]></category>
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		<category><![CDATA[servir para ser]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma vida sem sentido não tem sentido! E o único sentido que faz sentido para a vida é o de servir a própria vida. Este ensaio reflete a respeito da necessidade de servirmos para sermos!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ter capacidade crítica e reflexiva é o que me mantém&nbsp;vivo, confiante, plural e feliz! Foi isso que fiz quando anunciei publicamente o sétimo dia do falecimento da minha mãe, aos 101 anos de idade, agradecendo tudo que ela fez por mim e, ao mesmo tempo, criticando o que ela deixou de fazer por ela, na direção consciente do seu processo de individuação. Com isso, acredito que deixei claro a diferença que faço entre amar e gostar. Infelizmente, assim como ela, a maioria dos humanos, por ficarem monotemáticos e egoístas, perdem a oportunidade de servir ao Self que, para C. G. Jung, é a representação da Imago Dei em nós, ou Deus em nós! Ampliando um pouco mais a questão, posso amar uma pessoa, e com isso vibrar e contribuir para sua realização, mesmo que seu caminho vá numa direção contrária ao meu ou dos meus gostos, exercitando minha capacidade de tolerância. Por isso, existem muitos seres humanos, que amo verdadeiramente, e estou sempre pronto para servir e contribuir com seus caminhos de realização, mesmo não gostando se suas posições políticas, religiosas, hábitos, etc. Óbvio que, por amar, jamais deixo de estimula-los criticamente, com o propósito de ampliação da consciência &#8211; creio que essa é a minha missão. Porém, quando o convívio passa a ser oneroso, e para respeitar as diferenças passo a me desrespeitar, começo a me desamar e, neste caso, a distância se faz necessária, porque o convívio passa a ser muito desgostoso, consciente de que o limite do amor ao próximo é o amor a nós mesmos preservado!</p>



<p>Para estar&nbsp;vivo, de verdade, é necessário fazer muitas trocas: dando, recebendo e retribuindo, inclusive as críticas reflexivas, que servem para a ampliação da consciência &#8211; nossa e do nosso entorno relacional! Isso irá possibilitar a prática da alteridade, que nos permite sair da nossa lente de condicionamentos e conforto, para nos vermos pelas lentes do outro! Essa prática nos faz tolerantes, mais fraternos e igualitários. Porque lidar com o contraditório, sem encará-lo como um ataque pessoal, contribui para a evolução do conhecimento e do pensamento. Nossa estrutura de consciência necessita do Ego, que é seu gestor e precisa lidar com as forças opositivas entre Bios e Zoé, matéria somática e energia psíquica respectivamente. Elas são informações presentes em dinâmicas de movimento opostas, a primeira está hipostasiada no plano físico e instintivo do corpo ou soma, que Jung atribui ao espectro Infravermelho da Luz &#8211; como símbolo da consciência -, e a segunda no plano arquetípico, nos remetendo as dimensões anímicas e espirituais da psique, o espectro ultravioleta da Luz.</p>



<p>Além dessa tensão, o Ego (que é primeiro complexo que se diferencia do inconsciente, arquetipicamente presente em todos humanos e inicialmente identificado com a corporalidade), faz polaridade opositiva e complementar com a Sombra (que por ser arquetípica, é universal). O Ego, apesar de não ser a totalidade da consciência, é o representante dela, assim como a Sombra, que também não é a totalidade do inconsciente, é sua representante. Da mesma forma que na Sombra estão muitos aspectos da Anima ou do Animus (nossos contrapontos sexuais, do ponto de vista egóico), no Ego estão a maioria dos aspectos da Persona, porque o Ego necessita da Persona para se relacionar e adaptar-se com o entorno social, e tudo isso pertence ao Self, que é a totalidade do Sí-mesmo. Com isso, de forma indireta, Persona e Sombra fazem espelhamento opositivo, assim como a Persona do Ego masculino faz oposição com a Anima e a Persona do Ego feminino faz oposição ao Animus. Porém, Jung também diz que para chegarmos na relação com a Anima ou com o Animus devemos ultrapassar as barreiras da Sombra e flexibilizar a Persona, as máscaras funcionais, para servirmos a alma, que não tem gênero ou raça, em seu fluxo contínuo que almeja a unidade. Porém, na maioria das vezes, o Ego, com seu livre arbítrio e sem saber estar aprisionado por complexos patológicos, dificulta e até pode interditar essa realização.</p>



<p>Para estar&nbsp;confiante&nbsp;é preciso ter fé na vida &#8211; fiar com Deus, no sentido de distribuir seus talentos, entusiasmadamente, para a humanidade, com resiliência e coragem, aceitando o fato de que tudo o que vem, independentemente de produzir prazer ou dor, alegria ou tristeza, está vindo com o propósito do nosso aprimoramento evolutivo, anímico e espiritual, que vai muito além dos apêgos egóicos, fixados no corpo e na territoriedade reptiliana.</p>



<p>Com essas duas premissas conquistadas, podemos ser&nbsp;plurais, e não promíscuos, deixando de existir monotematicamente, dominados pelos complexos patológicos. Isso mesmo, os complexos nos deixam monotemáticos, com atitudes fóbicas e unilaterais, frequentemente manifestadas nos fanatismos religiosos, no apêgo às doenças crônicas, no partidarismo político, nas dietas rígidas, na vigorexia, ortorexia, anorexia, bulimia, hipocondria, oniomania,&nbsp;entre outros transtornos obsessivos e compulsivos como dependências de álcool, drogas, da&nbsp;beleza, do sexo, da riqueza, do trabalho, da fama, etc. Obviamente, nossa modernidade líquida e do vazio, onde tudo e todos são descartáveis, como bens de consumo, usando-nos como bens de produção para continuarmos consumindo e poluindo, no amplo sentido, estimula todas essas unilateralidades.</p>



<p>Por fim, para ser&nbsp;feliz, é necessário estarmos livres para fazermos nossa escolha de dependência e servidão missionária ao amor. Porque, quando aprendemos amar tudo e todos, nos amamos e seremos amados por Deus &#8211; no sentido de possibilitarmos que a imanência do Self atinja seus propósitos e sentidos transcendentais. Isso equivale a estarmos engajados, conscientemente, com o processo de individuação, servindo para ser, na certeza de que quando mais darmos, mais teremos para dar, vivenciando o mistério, o encanto, o lúdico do cotidiano, transformando o ordinário em uma aventura extraordinária, com humor e alegria. Essa é a verdadeira arte, que só aqueles que estão à serviço da alma conseguem realizar. Os outros, infelizmente a maioria comum, perdeu o romantismo do viver, aprisionados na miserabilidade egoísta do ego, assumindo a condição de coitados desgraçados, brigando pelas certezas, pela normalidade, contra as doenças, as dores, os desamores, com o que fizeram ou deixaram de fazer com e para eles, hipostasiando raiva, culpa, medo, ansiedade, &nbsp;ressentimento, vingança ou mágoa, obviamente vivendo exclusivamente pela preservação do território, que é a primazia do Bios, que é finito e ilusório, mesmo com suas personas aprisionados em discursos e práticas aparentemente voltados para Zoé!</p>



<p>Para evitar que o passado traumático deixe de se manifestar como complexo autônomo e patológico, muitas vezes expressado em sintomas físicos e ou psíquicos, é necessário o enfrentamento consciente, possibilitando sua simbolização e ressignificação. Negar o passado é tão patológico quanto ficar paralisado nele. Por meio da ressignificação é possível o surgimento da superação e a capacidade empática da alteridade para servirmos, amorosamente, os demais feridos.</p>



<p>Com isso, a&nbsp;consciência evolutiva, que nos coloca responsáveis e protagonistas do processo de individuação, exige autoconhecimento, por meio da capacidade crítica e reflexiva, com o contínuo reconhecimento, respeito e enfretamento da sombra, que está em nós, ao invés de buscar práticas alienantes, por meio de fanatismos que levam a estados alterados da consciência, direta ou indiretamente, que acabam impedindo o autojulgamento critico, a alteridade e a servidão amorosa. Após aprendermos a agradecer tudo que vem e dizer o sim incondicional à vida, sem abrirmos mão do servir, começaremos a perceber que nada é por acaso e que tudo faz parte da gargalhada divina e transcendental!</p>



<p>Paz e Bem</p>



<p>Julho de 2018</p>



<p>*WALDEMAR MAGALDI FILHO:&nbsp;Psicólogo, Analista Junguiano Didata do IJEP, Especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática, Arteterapia e Homeopatia; Mestre e Doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: &#8220;Dinheiro, Saúde e Sagrado &#8211; Interfaces Econômicas e Religiosas à Luz da Psicologia Junguiana&#8221;, Ed. Eleva Cultural, Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação que titulam especialistas em: Psicologia Junguiana; Psicossomática; Arteterapia e Expressões Criativas do IJEP &#8211; Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (www.ijep.com.br), oferecidos nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.</p>



<p>Imagem: Abadia de Heiligenkreuz (Baixa Áustria).&nbsp;Claustros &#8211; Estátua de Maria Madalena ungindo os pés de Cristo (século XVIII), de Giovanni Giuliani.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Waldemar Magaldi Filho &#8211; 16/06/2019</em></strong></h4>



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		<title>Conspiração silenciosa</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/conspiracao-silenciosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 18:39:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Analítica]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[sentido de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Transcendencia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=5245</guid>

					<description><![CDATA[<p>Será que existe um sentido maior para a vida? Estamos aqui para servir ou apenas lutar por nossa bio sobrevivência?  O que somos e quem somos nós? Estas reflexões estão contempladas neste ensaio e no vídeo indicado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Terra é um pequeno e raro planeta que vem possibilitando a vida biológica dos seres advindos do carbono, habitado por nós, seres humanos, gerados pelo húmus e, por isso mesmo, dependemos dela! Apesar disso, infelizmente, estamos correndo o risco de sermos extintos, porque acabamos criando e aprendendo a conviver com a destruição da camada mais exterior do planeta, impermeabilizando o solo e a atmosfera, além de estimularmos o egoísmo, a violência, a competição, a desigualdade e uma infinidade de iniquidades. Com isso, somos continuamente expostos ao medo, a dor, a tristeza e acabamos nos tornando sofredores, continuamente assustados com a poluição, o aquecimento global, o risco eminente de catástrofes, gerando, em decorrência disso, a desgraça da exclusão social, racial, religiosa, cultural e, a pior de todas, a econômica. Reativa e condicionadamente, essa situação nos leva para o desconforto psíquico, o qual fomos treinados a aliviá-lo por meio do consumo exagerado de todos os tipos de coisas inúteis e de drogas, o que agrava mais ainda a situação, apesar de proporcionar sensação de anestesia momentânea. Mas, simultaneamente, um movimento silencioso, tranquilo e oculto está acontecendo, e certas pessoas estão sendo tomadas por uma dimensão mais elevada, como uma espécie de luz que as desperta e remete para um estado de amor incondicional, consigo mesmas e pelos próximos, com sentimentos de plenitude e fé! Apesar desse atual retrocesso androcêntrico, misógino, machista e territorialista, representado por lideranças de extrema direita que estão surgindo, legitima ou ilegitimamente.</p>



<p>Esta conspiração vai produzindo uma revolução silenciosa que está se instalando de dentro para fora e de baixo para cima! É uma operação global. Uma conspiração espiritual. Existem células dessa operação em cada canto do mundo, fazendo que a atual percepção horizontal, superficial, imediata e material do nosso planeta, também inclua as dimensões verticais, profundas, implicativas e espirituais. Sua manifestação é sutil, atuando como uma espécie de onda que vai sensibilizando e mobilizando cada vez mais pessoas, até que essa onda se torne uma espécie de tsunami da consciência, devido à quantidade de seres vibrando com ela, produzindo a massa crítica necessária para mais um salto quântico evolutivo!</p>



<p>Dificilmente a grande massa alienada no consumo, nas dívidas e no trabalho, irá assistir na TV, ouvir nos rádios ou ler a respeito dessa conspiração nos jornais. Porque, por um lado, a mídia da sociedade de consumo ainda não está sensível e corajosa para divulgar esse movimento e, por outro lado, aqueles que estão engajados nele não estão buscando glória, não usam uniformes e nem fazem questão do poder ou da gratidão. Por isso o processo vai acontecendo sem alarde, apesar de cada vez mais forte e firme. Fora isso, para que o salto de consciência sustentável e inclusivo aconteça, é preciso romper a capacidade pasteurizante do atual capitalismo, que transforma tudo em matéria a serviço do mercado, inclusive a dimensão sagrada institucionalizada!</p>



<p>Os membros dessa conspiração são recrutados por meio da luz do autoconhecimento que, inevitavelmente, produz ampliação da consciência e compromissos com a humanidade e com o planeta, ao adquirirem ideais de inclusão, sustentabilidade, ecologia e amor universal. Então, essas pessoas vão surgindo de diversas formas, lugares, cores, formações, idades e quantidades diferentes, e são oriundas das mais variadas raças, culturas, costumes, credos religiosos e classes sociais. Porém, cada novo adepto passa por uma espécie de rito onde ele tem que morrer, para sair dos condicionamentos e dos aprendizados paralisantes, para poder renascer orientado na direção do caminho da luz da consciência unitiva, convicto de que ele tem que&nbsp;servir para ser. Muitos servidores dessa nova ordem trabalham anonimamente e silenciosamente, fora de cena e dos holofotes, em cada cultura do mundo, nas grandes e pequenas cidades, em suas montanhas e vales, fazendas, vilas, tribos ou ilhas remotas. Esses revolucionários estão alinhados com o amor ágape, e aprenderam deixar o outro livre, inclusive para amar-lhes, tornando-os igualmente livres, mesmo que alinhados ainda com a velha moral. Porque toda forma de dependência aprisiona! Estando livre, passamos a respeitar as escolhas do outro, porque liberdade respeita liberdade. Mas, para isso, acima de tudo, é necessário o amor próprio, que liberta e deixa o amado livre para sua realização!</p>



<p>A maioria das pessoas cruza por seus servidores nas ruas e nem percebem, porque eles seguem disfarçados, sem aparições espetaculares, realizando seus ofícios, que se tornou sagrado, sem se importarem com quem irá ficar com os louros da vitória, porque, para eles, o servir é mais importante do que o ter e, neste sentido, já encontraram a maior recompensa. Por saberem que tudo e todos pertencem ao uno, e que enquanto existir um ser senciente sofrendo a consciência unitiva estará sofrendo também.</p>



<p>Muitas vezes os participantes dessa conspiração se encontram pelas ruas, trocam olhares de reconhecimento e seguem seus caminhos, a maioria está disfarçada em seus empregos comuns e normais, mas sempre que podem, despem-se de suas personas normóticas e realizam o verdadeiro trabalho, apesar de que mesmo disfarçados e imiscuídos na multidão inconsciente e enredada nos automatismos, seu trabalho está sendo feito, porque a consciência da presença sempre irá interferir na ambiência, ou seja, no entorno objetivo e intersubjetivo.</p>



<p>Esse novo &#8220;exército da consciência&#8221; lentamente está construindo um novo mundo com o poder de seus corações e mentes, com alegria e paixão, apesar de toda adversidade e iniquidade da nossa realidade. São guerreiros pacíficos e silenciosos que cumprem as ordens do poder superior, representante da inteligência espiritual unitiva, jogando bombas suaves de amor sem que ninguém note. Essas bombas muitas vezes são veiculadas nos poemas, abraços, músicas, fotos, filmes, livros, palestras, aulas, entrevistas, palavras carinhosas, meditações, preces, danças, ativismo social, sites, blogs, atos de bondade ou até de indignação, caridade ou solidariedade.</p>



<p>Cada guerreiro da consciência se expressa de forma única e pessoal, com talentos e dons individuais, mas todos estão engajados no mesmo propósito que é a mudança que queremos ser e ver no mundo! Essa é a força que move seus corações, dando a cor-agem para promoverem à transformação silenciosa que provocará a mudança de paradigma necessária, contribuindo para a evolução criativa e espiritual da humanidade. Eles estão conscientes que suas ações devem ser silenciosas e humildes, apesar te terem o poder de todos os oceanos juntos. Eles vão contribuindo lenta e meticulosamente na trans-formação humana, promovendo o amor como a maior e legítima religiosidade do planeta, sem pré-requisitos de grau de educação e sem conhecimentos excepcionais para essa compreensão, porque esse conhecimento nasce da inteligência do coração, escondida pela eternidade, no pulso espiritual e evolucionário presente na imanência de todo ser humano.</p>



<p>Então, que cada indivíduo seja a mudança que quer ver acontecer no mundo, pois ninguém pode fazer esse trabalho por você! Desta forma, sincronicamente, você está sendo recrutando para se juntar a esse exército que têm todos os seus membros continuamente de portas, coração e mentes abertas! Em pé e a ordem para o trabalho de edificação de um mundo mais livre, igual e fraterno.</p>



<p>PAZ e BEM&nbsp;</p>



<p>*&nbsp;WALDEMAR&nbsp;MAGALDI FILHO.&nbsp;Psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: &#8220;Dinheiro, Saúde e Sagrado&#8221;, Ed. Eleva Cultural, coordenador dos cursos de especialização em Psicologia Junguiana, Psicossomática, Arteterapia e Expressões Criativas do IJEP (<a href="https://www.ijep.com.br/">www.ijep.com.br</a>), oferecidos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><em>Waldemar Magaldi Filho &#8211; 15/06/2019</em></strong></h4>



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