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	<title>Arquivos sexualidade masculina - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Sep 2023 15:25:36 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos sexualidade masculina - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>Aspectos da Sexualidade (Parte 2)</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/sexualidade-masculina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivone Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 20:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria de Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[disfunção erétil]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sexualidade faz parte fundamental do polo estruturante da personalidade e ela pode ser uma fonte de prazer, quanto de frustação, afetando diferentes pontos na vida do indivíduo.<br />
O inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo estão envolvidos nas relações humanas, quer seja nos aspectos sociais, trabalho, lazer, educação sexual. Nesse segundo texto sobre o tema, tecemos algumas considerações sobre o que poderia afetar a dinâmica da sexualidade masculina.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/sexualidade-masculina/">Aspectos da Sexualidade (Parte 2)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>No presente artigo vamos dar continuidade ao assunto da <strong>disfunção erétil</strong> sob a perspectiva da psicologia analítica junguiana, relacionando a interação com as forças da cultura, do desenvolvimento individual, dos relacionamentos interpessoais e da biologia</em>. <em>O sexo se faz a dois e essas questões estão presentes o tempo todo. Para tratar do problema é necessário saber o contexto e os aspectos que contribuem para manutenção dessa disfunção.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-desempenho-sexual-e-um-dos-aspectos-com-importante-contribuicao-para-o-bem-estar-psicologico-do-ser-humano">O desempenho sexual é um dos aspectos com importante contribuição para o bem-estar psicológico do ser humano.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A sexualidade faz parte fundamental do polo estruturante da identidade e da personalidade. Ela pode ser tanto uma fonte de prazer, quanto de frustação, afetando diferentes pontos da vida dos indivíduos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Abdo</strong> (2000), 48,1% dos homens refeririam ter algum tipo de disfunção sexual, como disfunção erétil e ejaculação precoce. Em um número significativo de indivíduos observa-se que não há problemas orgânicos, ou seja, a disfunção sexual é de origem emocional ou psicológica (GRASSI, 2004).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recordando que estamos chamando de <strong>disfunção erétil</strong>, ou impotência sexual (uma das múltiplas disfunções sexuais), a incapacidade de o indivíduo alcançar ou manter ereções firmes. O pênis não fica suficientemente rígido (ereto) para permitir a penetração e o desempenho sexual satisfatório, isto é, o sangue não se mantem nele durante o tempo necessário para a ereção. </p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-inconsciente-pessoal-e-coletivo">Inconsciente pessoal e coletivo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Jung</strong> (2014a, p.77), o inconsciente pessoal e o coletivo estão envolvidos nas relações humanas, quer sejam nos aspectos sociais, trabalho, laser, educação e na sexualidade. Como sabemos a atividade sexual é vivida em relação com o outro, e nessas relações trazemos para dentro do relacionamento à história de vida, lembranças perdidas no tempo, e demais aspectos que por falta de energia não atingiram a consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que Jung chamou de sombra, aspectos presentes no inconsciente pessoal de cada um de nós. Mas há uma outra camada, mais profunda, que ele chamou de inconsciente coletivo, onde não há o caráter pessoal, porque essas lembranças são universais e originais, são imagens ou motivos denominados arquétipos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O inconsciente coletivo compreende toda a vida psíquica dos antepassados desde os primórdios. É o pressuposto e a matriz de todos os fatos psíquicos e por isto exerce também uma influência que compromete altamente a liberdade da consciência, visto que tende constantemente a recolocar todos os processos conscientes em seus antigos trilhos. (JUNG, 2013a, p. 58)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-consciencia-individual-esta-condicionada-a-fatores-hereditarios-e-as-influencias-do-meio" style="font-size:22px">A consciência individual está condicionada a fatores hereditários e as influências do meio.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em certas civilizações antigas, principalmente os povos que viviam da agricultura, a identificação do sexo com a reprodução era um fator de sobrevivência do grupo; a atividade sexual representava a possibilidade de novos membros no grupo, o que significa ajuda na lavoura e defesa das terras contra a agressão de tribos vizinhas. O sêmen era um bem precioso e não podia ser desperdiçado com a masturbação por exemplo. Havia condenações aos praticantes da masturbação e parece que tal crença sobrevive até os nossos dias. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 183)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Príapo</strong>, deus mitológico da fruticultura, com seu falo ereto e disforme, é um exemplo típico da importância simbólica do pênis. Quanto maior o falo, mais resplandecente de força e fecundidade a representação priápica. A crendice do pênis como símbolo de força e poder ainda acontecer no pensamento moderno (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 183).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma interpretação reduzida, esse mito ainda consiste em uma fonte de alimento para a crença pretensiosa da superioridade masculina. No homem ainda hoje em dia observa-se essa relação do pênis grande, com o tamanho dos pés e nariz, correlacionando esses segmentos com a máxima de que “quanto maior o pênis mais macho” é esse homem (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 183).</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-essas-crencas-podem-aprisionar-diferentes-homens-independentemente-de-sua-intelectualidade-e-por-conta-disso-sentem-se-frustrados-e-derrotados-sexualmente" style="font-size:18px">Essas crenças podem aprisionar diferentes homens, independentemente de sua intelectualidade e, por conta disso, sentem-se frustrados e derrotados sexualmente.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos homens têm dificuldade em compreender que o “importante não é aquilo que ele tem, mas o que ele faz com aquilo que ele tem”. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 183)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas crenças aparecem ainda nos dias de hoje reforçando a ideia de que mulheres gravidas tem menos desejo sexual, que idosos não tem atividades sexuais ou desejo, que as mulheres têm menos desejo sexual do que os homens ou menos necessidades sexuais. O estudo de Masters e Johnson (1984) demonstrou que homens e mulheres possuem as mesmas potencialidades na resposta sexual humana e que as mulheres ainda têm a possibilidade de obter múltiplos orgasmos numa mesma relação. Aquele período refratário observado no homem, não existe na mulher e sua resposta é diferente, conferindo uma vantagem feminina.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-as-respostas-sexuais-sao-diversas">As respostas sexuais são diversas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um de nós carrega uma bagagem de vivencias, desde seu nascimento até os dias atuais. Todas as experiências vividas, sua interação familiar, sua cultura, seu habitat, terão influência em seu comportamento. E, desse modo, a resposta sexual será sempre única e própria: uma situação que aparentemente seria estimulante pode inibir o comportamento e a resposta sexual. A ignorância sexual é ainda uma das causas mais frequentes das disfunções sexuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de informação e as distorções dos ensinamentos, seja devido a crenças religiosas ou sociais, podem determinar os mais variados distúrbios na atividade sexual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na relação a dois, o ideal seria que não houvesse controle de ambas as partes, mas sim um ambiente de liberdade e aceitação. Nem sempre isso acontece porque o medo de ser dominado pelo parceiro é maior e inconsciente.  Nestes casos poderíamos pressupor que na verdade ocorre um medo de perder o controle. Na realidade, a liberdade da consciência é relativa, temos sempre a possibilidade de sucumbir ao automatismo da psique inconsciente (JUNG, 2013a, p. 58).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-essas-crencas-e-mitos-podem-afetar-o-desejo" style="font-size:23px">Essas crenças e mitos podem afetar o desejo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essas crenças e mitos podem afetar o desejo. E, muitas vezes, observamos que a própria pessoa tem dificuldade em compreender sua diminuição de desejo sexual. Há um conceito mundial de que os homens têm naturalmente mais desejo por sexo e que este sempre está presente. Mas alguns têm dificuldade em expressar os desejos e motivações para o sexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles acreditam que tem desejo, mas quando o terapeuta começa à investigação sobre o comportamento sexual, é possível perceber a dificuldade deste homem em verbalizar todos os comportamentos relacionados ao desejo sexual: existência e frequência do coito, das masturbações, fantasias sexuais, sonhos etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os homens compreenderem que a ereção não se relaciona com a diminuição ou falta de desejo sexual, as queixas eréteis serão mais visíveis e a tomada da consciência sobre essa questão facilitará a compreensão desse fenômeno. A disfunção erétil pode causar danos psicológicos como comprometimento da autoestima, dos relacionamentos interpessoais, menos relações sexuais por semana, mais relações extraconjugais, queixa de falta de desejo sexual e ejaculação rápida.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-muitos-sao-os-aspectos-que-escapam-do-controle-da-consciencia">Muitos são os aspectos que escapam do controle da consciência</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos são os aspectos que escapam do controle da consciência. Nesse contexto, uma escuta mais ampliada sobre a queixa sexual é de fundamental importância. Muitos sonhos podem ser representativos de situações relacionadas a dificuldade de se obter a ereção adequada numa relação sexual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As parafilias, por exemplo, onde observa-se interesse por práticas eróticas em situações diferentes da média, desejos e excitação por objetos diferenciados e menos comum (sapatos, cheiros, dores), podem estar relacionados com alguns aspectos inconscientes. Essas não são queixas comuns nos consultórios, porque esses indivíduos sentem-se satisfeitos com o que tem, mas quando aparecem, surgem por uma inadequação sexual do casal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sexualidade faz parte da natureza humana e suas diversas manifestações atendem a busca arquetípica presente em todos nós pela totalidade. Todas as ideias e representações mais poderosas da humanidade remontam aos arquétipos. (JUNG, 2013a, p.103)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O arquétipo é natureza pura</strong>, não deturpada e é de natureza que faz com que o homem pronuncie palavras e execute ações de cujo sentido ele não tem consciência, e tanto não tem, que ele já nem pensa mais nelas (JUNG, 2013a, p.412).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-eros-anima-e-animus-na-sexualidade">Eros, Anima e Animus na Sexualidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo o que está no inconsciente pessoal corresponde as vivências individuais desde o nascimento, mas os conteúdos do inconsciente coletivo são arquétipos que existem sempre desde o início da vida. Os arquétipos que mais frequentemente perturbam o eu, são: a sombra, a <em>anima</em> e o <em>animus</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Jung</strong> (2013b, p.26) a <em>Anima</em> é o próprio feminino que se apresenta nos sonhos, visões, fantasias (corresponde as características do feminino) e o <em>Animus </em>corresponde aos caracteres masculinos (o lógico, o que tem poder, carrega a espada).  Na relação a dois, vamos observar através das projeções, esse princípio feminino aparecendo nos homens e o princípio masculino aparecendo nas mulheres. Conscientemente a tendencia nas mulheres seria uma preocupação maior com os relacionamentos, com a criação de vínculos (Eros) e os homens com aquisição de conhecimentos (Logos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos homens, o <strong>Eros</strong>, que seria a função de relacionamento, estaria menos desenvolvido do que o Logos. Espera-se do homem a função de organizar, ir para fora, se desenvolver enquanto homem, se atirar na vida.  <strong>Para que isso ocorra  o filho  precisa se desvincular da mãe</strong>, precisa ter um Eros desleal a ponto de esquecer a mãe e abandonar sua primeira amada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem poderosa da mãe na psique masculina só acontece porque tem sua origem do arquétipo da <em>Anima</em> que se encarna de novo em cada criança do sexo masculino (JUNG, 2013b, p.26). <strong>Sempre que uma emoção nos domina é sinal de que algum complexo foi ativado</strong>. As figuras parentais são fundamentais para a criança. Apesar disso, há uma tensão entre o que parece ser figuras dos pais “reais”, por um lado, e as imagens construídas a partir da interação do arquétipo e da experiência, pelo outro.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-complexos">Complexos</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jung</strong>  define “<strong>complexo afetivo</strong>” como a imagem de uma determinada situação psíquica de forte carga emocional e, além disso, incompatível com as disposições ou atitude da consciência (2013a, p. 43). Somos tomados pelo complexo quando constelado e estranhamos as atitudes tomadas, sem podermos controlar, apesar de estarmos acordados e vivenciando esse momento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">São atitudes incompatíveis com as nossas crenças ou valores. Aqueles momentos que esquecemos o nome das pessoas que estamos apresentando, falamos palavras erradas, derrubamos cadeiras quando se quer passar despercebido, enfim, situações totalmente fora do contexto. São os complexos que nos toma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vida sexual esses <strong>complexos</strong> também podem atuar em diferentes situações, diante de forte emoção pode aparecer uma dificuldade de manter a ereção, por uma autoestima baixa, um sentimento de inferioridade diante de uma mulher atraente, uma sensação de sentir-se incapaz de corresponder as necessidades daquela parceira etc. <strong>A ansiedade gerada por essas situações consiste em um dos principais componentes da disfunção erétil</strong> (RODRIGUES JR.  <em>et at</em>, 2001).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-devemos-lembrar-da-relacao-parental-e-sua-importancia-no-desenvolvimento-da-crianca">Devemos lembrar da relação parental e sua importância no desenvolvimento da criança.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A relação mãe filho é a mais profunda que se conhece. A criança e a mãe são uma única coisa no início da vida, a criança faz parte do corpo da mãe, conforme vai crescendo ainda faz parte da atmosfera psíquica da mãe, por muitos anos, isto quer dizer, tudo o que há de original na criança faz parte da mãe. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando essa criança cresce naturalmente se desligara da mãe, conforme for adquirindo consciência de si e da cultura que o cerca, mas não do arquétipo materno. Esse arquétipo coletivo da grande mãe vai estar presente no seu inconsciente e se manifestara por toda sua vida.  (JUNG, 2013a, p. 331)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa relação entre mãe e filho pode atrapalhar o desempenho sexual desse indivíduo. Dependendo do modo como se desenvolveu a relação entre mãe e filho, podemos ter um homem que permanece preso nessa condição de filho e, dessa forma, não amadurece para viver sua potencialidade sexual e nem mesmo sua autonomia psíquica no mundo. Na verdade, é bem possível que ele não consiga se libertar dessa figura, porque ela representa a mater natura, aquela que o criou, lhe deu a vida, se sacrificou por ele; e ele poderia desrespeitar essa mãe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, essa mãe, de certa forma, mantém convenientemente essa relação por medo ou por não querer perder aquele filho que é tão amoroso. Essa atitude da mãe reforça o comportamento desse homem e ele não percebe que precisa crescer e romper essa relação materna para ter sucesso em seus relacionamentos e na própria vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-arquetipo-materno">Arquétipo materno</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo <strong>Jung</strong> (2014b, p. 87), o arquétipo materno possui vários aspectos, formas diversas. A própria mãe e a avó, a madrasta e a sogra, qualquer mulher que nos relacionamos, a Virgem, principalmente a mãe de Deus, em sentido mais amplo, a igreja, a universidade, a cidade ou país, o céu, a Terra, a floresta, o mar e as águas inquietas, o jardim, a Lua, a gruta, a árvore, a pia batismal, a flor, a bruxa, dragões etc. Todos esses símbolos podem ter um sentido positivo ou negativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas figuras representativas do arquétipo materno indicam alguns de seus atributos considerados positivos, tais como a mágica autoridade do feminino, o que cuida, o que sustenta, o secreto, a sabedoria, a elevação espiritual e o que possibilita o crescimento saudável. Mas, também, indicam alguns aspectos considerados negativos, como o devorador, o venenoso o apavorante, entre outros. Essas imagens, correspondem, respectivamente, a mãe amorosa e a mãe terrível (JUNG, 2014b, p. 88).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os traumas relacionados à mãe podem corresponder as atitudes realmente existentes nas mães biológicas e outras vezes seria as projeções fantasiosas (arquetípicas) da criança (JUNG, 2014b, p. 89)</strong>. Portanto, quer o ser humano compreenda ou não o mundo dos arquétipos, ele será afetado por ele, pois nele o homem ainda é natureza e está conectado com suas raízes (JUNG, 2014b, p. 99).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo indivíduo precisa crescer e estabelecer-se na vida, deixar seu mundo infantil, tomar consciência sobre sua existência, ser independente, tornar-se único, usar de toda sua libido para se desvincular dos laços maternos, isto é, romper com todas as ligações sentimentais com a infância, com pai e mãe e aí sim será  capaz de um relacionamento sexual saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/ivoneferreira/">Ivone Ferreira &#8211; Analista em Formação IJEP</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://blog.sudamar.com.br/author/cristinaguarnieri/">Cristina Guarnieri &#8211; Analista Didata IJEP</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">ABDO, C.H.N. organizadora. <strong>Sexualidade humana e seus transtornos</strong>. 2.ed.- São Paulo, Lemos, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALCANTI, R., CAVALCANTI, M.&nbsp; <strong>Tratamento clínico das inadequações sexuais</strong>. 3.ed &#8211; São Paulo, Roca, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GRASSI, M.V.F.C., <strong>Psicopatologia e disfunção erétil: a clínica psicanalítica do impotente</strong>. – São Paulo, Escuta, 2004.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong> A natureza da psique v. 8/2</strong>. [Tradução de Mateus Ramalho Rocha]. 10.ed- Petrópolis, Vozes, 2013a.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong> Aion – estudo sobre o simbolismo do si-mesmo v. 9/2</strong>. [Tradução de Dom Mateus Ramalho Rocha]. 10.ed- Petrópolis, Vozes, 2013b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong> Os arquétipos e o inconsciente coletivo v. 9/1</strong>. [Tradução de Maria Luiza Appy, Dora Mariana R. Ferreira da Silva]. 11.ed- Petrópolis, Vozes, 2014b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong> Psicologia do inconsciente v. 7/1</strong>. [Tradução de Maria Luiza Appy]. 24.ed- P<a href="https://youtube.com/shorts/yK-ch6QVhJ8">etrópolis, Vozes, 2014a.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">MASTERS, W.H., JOHNSONS, V.E. <strong>A Resposta Sexual Humana</strong>. – São Paulo, Roca,1984</p>



<p class="wp-block-paragraph">RODRIGUES JR, O.M., <em>et at</em>, <strong>Disfunção Erétil- Esclarecimentos Sobre a Impotência Sexual </strong>– Expressão Arte, 2001.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>Aspectos da sexualidade masculina na perspectiva da psicologia analítica &#8211; Parte 1</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/aspectos-da-sexualidade-masculina-na-perspectiva-da-psicologia-analitica-parte-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ivone Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 11:19:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade masculina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=6895</guid>

					<description><![CDATA[<p>Falar sobre a atividade sexual masculina gera um certo incomodo devido as dificuldades que os homens encontram diante das disfunções sexuais. Quais aspectos da vida masculina estariam comprometendo seu desempenho sexual? Essa pergunta gera uma angústia, e necessita de conhecimento sobre a questão da atividade sexual humana (aspectos fisiológicos, neuroquímicos, psíquicos etc.) e em qual contexto ocorre a disfunção. Neste artigo estaremos abordando esses aspectos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre a disfunção sexual masculina ainda&nbsp;é&nbsp;um tabu, tanto que muitas vezes o problema chega pela voz da parceira ou queixas evasivas sobre o estado de saúde, mas o fato&nbsp;é&nbsp;que problemas dos mais diversos em relação a sua performance ainda assombram o mundo masculino.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se compreender sobre os aspectos da disfunção sexual masculina, se faz necessário saber sobre a interação das forças da cultura, do desenvolvimento individual, dos relacionamentos, interpessoais e da biologia. O sexo se faz a dois e essas questões estão presentes o tempo todo. Para tratar do problema, é necessário saber o contexto e analisar os diversos aspectos que contribuem para manutenção dessa disfunção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Jung (2014, p. 77), o inconsciente pessoal e coletivo, estão envolvidos nas relações humanas,&nbsp;tanto nos aspectos sociais, como no trabalho, lazer, educação, sexual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não&nbsp;é&nbsp;necessário acentuar a importância do instinto de conservação da espécie, a sexualidade. As restrições de natureza moral e social que se multiplicam&nbsp;à&nbsp;medida que a cultura se desenvolve fizeram com que a sexualidade se transformasse, pelo menos temporariamente, em supravalor, comparável&nbsp;à&nbsp;importância da água no deserto árido. O prêmio do intenso prazer sensual que a natureza faz acompanhar o negócio da reprodução se manifesta no homem&nbsp;—&nbsp;já não mais condicionado por uma&nbsp;época de acasalamento&nbsp;—&nbsp;quase como um instinto separado. Este instinto aparece associado a diversos sentimentos e afetos, a interesses espirituais e materiais, em tal proporção que, como sabemos, fizeram-se até&nbsp;mesmo tentativas de derivar toda a cultura destas combinações. (JUNG, 2013b, § 238)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atividade sexual vivida a dois, carrega para esse relacionamento as histórias de vida, lembranças perdidas, reprimidas, percepções dos&nbsp;órgãos dos sentidos que por falta de intensidade, não atingiram a consciência, referindo-se ao inconsciente pessoal de cada um, e, por outro lado, aspectos da psique coletiva, dos tabus de uma sociedade, assim como as experiências presente na humanidade que envolve um dos maiores mistérios que é a origem humana. Além, é claro , do papel e da função do princípio masculino na vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o assunto sobre a disfunção masculina&nbsp;é&nbsp;extenso e complexo, trataremos aqui alguns dos aspectos da anatomia morfofuncional, sistema neuroendócrino e psicológico. Dividirei o tema em dois artigos, sendo que no primeiro abordarei alguns conhecimentos sobre os aspectos anatômicos, neuroendócrinos e psicológicos e no segundo, que deve ser publicado em breve, as questões psicológicas sob a perspectiva da psicologia analítica, falando sobre os possíveis complexos envolvidos na questão, autoestima, aspectos sombrios etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que estamos chamando de disfunção erétil, ou impotência sexual (uma das múltiplas disfunções sexuais),&nbsp;é&nbsp;a incapacidade de o indivíduo alcançar ou manter ereções firmes. O pênis não fica suficientemente rígido(ereto) para permitir a penetração e o desempenho sexual satisfatório, isto&nbsp;é, o sangue não se mantem nele durante o tempo necessário para a ereção. Pode ser a causa de estresse, tensão no relacionamento e baixa autoestima. Essa disfunção abala a confiança e a autoestima dos homens. Como sabemos o cérebro&nbsp;é&nbsp;o&nbsp;órgão sexual mais importante no ser humano. Ele controla a conduta sexual, mas o que ainda causa dúvida&nbsp;é&nbsp;saber exatamente a localização topográfica dos chamados centro sexual superiores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas sobre as atividades sexuais tiveram seu início por volta de 1954, no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Escola de Medicina da Universidade de Washington e posteriormente, na Fundação de Pesquisa e Biologia da Reprodução. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 51)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somente após o estudo de Masters e Johnson, pode-se dizer que houve a elucidação sobre alguns dos processos fisiológicos que tem lugar no relacionamento sexual humano. William Master e Virginia Johnson, foram os pioneiros nesse trabalho. Em 1966, estudaram a fisiologia sexual de 382 mulheres com idade entre 18 e 78 anos, desse grupo, 34 tinham mais de 50 anos, e 312 eram homens com idade entre 21 e 89 anos, dos quais 39 tinham mais de 50 anos, e publicaram seu estudo intitulado&nbsp;<em>Human Sexual Response</em>&nbsp;(Resposta Sexual Humana). Esse trabalho foi um marco importante para o estudo da biologia do sexo assim como os relatórios&nbsp;<em>Kinsey</em>&nbsp;o são, para a compreensão sociológica do comportamento sexual. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 49)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta sexual humana, não se restringe a ser somente uma reação fisiológica. O indivíduo esta inteiro nessa relação, respondendo emocionalmente, fisicamente, socialmente, neurologicamente. Apesar de sermos iguais aparentemente, com dois olhos, duas orelhas, uma boca, duas pernas, dois braços etc., somos&nbsp;únicos; cada um tem suas características próprias e individuais. Sobre a perspectiva da psicologia analítica,&nbsp;imagens pessoais e coletivas, nos chegam&nbsp;à consciência das mais diferentes formas:&nbsp;&nbsp;nos sonhos, poesias, músicas, expressões artísticas. A consciência psicológica e seus conteúdos consistem na parte modificável da psique, mas quanto mais profundamente tentarmos penetrar, pelo menos indiretamente no inconsciente, tanto se percebe que estamos lidando com a essência autônoma. (JUNG, 2013a, p.105).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não há&nbsp;divisão,&nbsp;como diria Jung (2013a), tudo&nbsp;é&nbsp;uma só e mesma coisa: mente, corpo e espírito. O comportamento sexual não&nbsp;é&nbsp;algo divino, extraordinário, celestial, mas um fenômeno real que se manifesta por intermédio de uma infraestrutura orgânica, com forma e função geneticamente determinadas. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 51)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Cavalcanti &amp; Cavalcanti (2006, p. 81) há fortes indicações de que no sistema nervosos central, há regiões encefálicas que juntas, compõem em maior ou menor intensidade, a regulação fisiológica da função sexual. Cientistas se valeram de vários métodos de pesquisa, utilizando-se de animais de laboratório, principalmente camundongos, para tentar identificar quais as regiões cerebrais estariam envolvidas na regulação e na expressão da conduta sexual. Estudos mais complexos, utilizando determinantes neuroquímicos do comportamento sexual dos roedores, permitiram separar o que pertencia ao impulso motivacional para a copula e o que pertencia ao desempenho sexual propriamente dito. Com a separação do que correspondia a base neuroquímica da motivação e do desempenho sexual, pode-se elucidar o entendimento sobre a neuroquímica da sexualidade humana. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 81)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema nervoso central (SNC)&nbsp;é&nbsp;complexo e apresenta seus neurotransmissores, as vias aferentes e eferentes, os hormônios, o sistema simpático e parassimpático, todos participando da atividade sexual do ser humano. Não existe um pênis ou&nbsp;órgão sexual, existe uma forte relação entre todas as partes que compõem o corpo humano, seu sistema sensorial, neuroquímico, relacional, sociocultural, hormonal, tudo corresponde ao ser humano vivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dos estímulos do meio ambiente há uma reação do córtex cerebral, que por sua vez leva mensagens para o hipotálamo (cuja função consiste em integrar as informações sensoriais recebidas e transmiti-las para que o córtex faça a interpretação), através de seu hormônio (GnRH), hormônios hipotalâmicos ou hipofisotrópicos (<em>releasing factors</em>).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses hormônios hipotalâmicos regem o mecanismo hipofisário, e por meio dele, a produção dos hormônios gonadais. A interligação dos sistemas nervoso e endócrino&nbsp;é&nbsp;realizada pelo binômio hipotálamo/ hipófise. A hipófise funciona como amplificadora dos sinais neuro-hormonais gerados pelo hipotálamo. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 84)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurotransmissão química das drogas que atuam no sistema nervoso central se processa estimulando (agonista), ou bloqueando (antagonista) os receptores ou, com menos frequência, inibindo as enzimas reguladoras. Está cientificamente estabelecido; drogas que modificam a síntese, a captação, o catabolismo ou a ação dos neurotransmissores alteram também a atividade sexual, direta ou indiretamente. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 85). Esses neurotransmissores atuam aumentando ou diminuindo o desejo, a excitação e o orgasmo nas relações sexuais. Exemplo a dopamina pode aumentar o desejo, a prolactina pode diminuir o desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dopamina, a nor adrenalina e adrenalina são os três hormônios de maior importância, existentes em todo o organismo, mas a dopamina&nbsp;é&nbsp;encontrada principalmente no sistema nervoso central, enquanto a nor&nbsp;adrenalina e adrenalina são mais comuns no sistema nervoso periférico. A acetil colina&nbsp;é&nbsp;o representante do sistema colinérgico e, entre os neurotransmissores não adrenérgicos e não colinérgicos, podemos destacar o oxido nítrico. Ao lado desses, há&nbsp;os peptídeos neurotransmissores do tipo opioide (endorfinas) e os peptídeos hipofisários como a vasopressina, ocitocina e prolactina, que tem efeito significativo na vida sexual. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 85) Essa dança hormonal visa somente manter o equilíbrio nas instâncias neurológicas, psíquicas e hormonais. Portanto, em cada etapa sexual, diversas são as variáveis que podem influenciar o comportamento do homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Abdo (2000) 28,5% das mulheres e 18,2% dos homens, numa amostra de 7000 pessoas que foram entrevistadas, reportavam alguma dificuldade sexual. Os pesquisadores observaram após esses estudos que há uma resposta fisiológica aos estímulos eróticos que não se restringem somente aos&nbsp;órgãos genitais, essa resposta&nbsp;é&nbsp;mais ostensiva, todo o organismo participa do processo reativamente. Há uma reação generalizada sem localização topográfica específica.&nbsp;&nbsp;Não há região corporal que não seja erotizável, tudo vai depender das condições próprias de cada indivíduo, das variáveis ambientais do momento (parceiro, intensidade estímulo etc.). As vezes uma região corporal que parecia ser neutra pode diante de um estímulo adequado ser despertada e reconhecida como uma região erógena (fonte de prazer) e determinar uma resposta maior do que a estimulação das partes genitais. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 53)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sexo&nbsp;é&nbsp;uma função biológica, uma necessidade primaria, mas a adaptação dessa necessidade ao contexto sociocultural do qual a pessoa faz parte (sua história de vida, suas vivencias passadas) poderá mudar sua capacidade sexual reativa. A sociedade e a cultura dirão como essa capacidade será exteriorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob o ponto de vista psicossomático, o indivíduo reage como um todo psicofísico e as disfunções sexuais podem ser determinadas por fatores primariamente orgânicos ou fatores psicológicos. Apesar de sabermos que não há enfermidade orgânica que não tenha um componente psíquico, assim como não há comprometimento psíquico que não cause uma alteração orgânica. (JUNG, 2013a, p. 257)&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As disfunções sexuais são distúrbios psicossomáticos, isto e, alterações fisiológicas e/ ou estruturais resultantes de processos psicológicos. Esses distúrbios aparecem no corpo, por perturbações circunscritas ou disseminadas no funcionamento dos efetores autônomos (glândulas e músculos lisos), em decorrência de diminuição ou aumento da atividade fisiológica. (CAVALCANTI &amp; CAVALCANTI, 2006, p. 5)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O indivíduo diante de uma vivência emocional, terá uma resposta orgânica construtiva; o organismo vai se preparar para agir nessa situação, seja para enfrentar ou evitar. Essas modificações têm um caráter fisiológico de adaptação, mas se as reações emocionais se tornarem demasiadamente intensas ou duradouras, há uma perda desse caráter construtivo e passam a ser agentes agressores do organismo. Observaremos o distúrbio psicossomático, sendo uma simples alteração funcional (mudanças psicofuncionais), que podem ser totais ou parcialmente reversíveis, até lesões estruturais de tecidos e&nbsp;órgãos (doenças psicossomáticas).&nbsp;&nbsp;&nbsp;As disfunções sexuais muitas vezes se enquadram entre as alterações reversíveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo vai depender do indivíduo, o que para determinada pessoa pode ser a causa de um desequilíbrio, para outra pode não ter significado algum. Portanto antes de relacionar os fatos psicológicos específicos e determinar qual o mecanismo que está ocorrendo diante dessa situação, o que importa e a estrutura psicofísica desse individuo, sua história de vida, suas predisposições genéticas e adquiridas, seu estilo de vida, uso de drogas, doenças orgânicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Jung (2014 p. 19), o padecimento do doente vem da alma, de suas funções mais complexas e profundas, que mal ousamos incluir no campo da medicina. Mas, a partir daqui entraremos nas questões referentes a psicologia analítica. A história de vida desde seu nascimento, suas relações parentais, seu ambiente social, atividade profissional, o início de sua atividade sexual, sua vivência na escola, seu desempenho, suas relações com seus amigos,&nbsp;praticas de esportes, tudo isso irá influenciar sua resposta sexual. E, por isso, iremos abordar os possíveis complexos que podem ter relação com a impotência, a autoestima, controle, enfim as possíveis alterações de sua psique que estariam comprometendo seu desempenho sexual. Mas, esse será tema do próximo artigo, em que pretendemos aprofundar a relação dos complexos com a disfunção erétil e demais complicações da sexualidade masculina.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analista em formação:<a href="https://blog.sudamar.com.br/?s=ivone+ferreira"> Ivone Ferreira</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Analista Didata Responsável: <a href="https://blog.sudamar.com.br/?s=guarnieri">Maria Cristina Mariante Guarnieri</a></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Refer</strong><strong>ências:</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">ABDO, C.H.N. organizadora.&nbsp;<strong>Sexualidade humana e seus trantornos</strong>. 2.ed.- São Paulo, Lemos, 2000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALCANTI, R., CAVALCANTI, M.&nbsp;&nbsp;<strong>Tratamento clínico das inadequações sexuais</strong>. 3.ed &#8211; São Paulo, Roca, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong>&nbsp;A natureza da psique v. 8/2</strong>. [Tradução de Mateus Ramalho Rocha]. 10.ed- Petrópolis, Vozes, 2013a.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong>&nbsp;O desenvolvimento da personalidade v. 17</strong>. [Tradução de Frei Valdemar do Amaral; revisão técnica de Dora Ferreira da Silva]. 14.ed- Petrópolis, Vozes, 2013b.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, C.G.<strong>&nbsp;Psicologia do inconsciente v. 7/1</strong>. [Tradução de Maria Luiza Appy]. 24.ed- Petrópolis, Vozes, 2014.&nbsp;&nbsp;</p>
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