<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos tolerência - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/tolerencia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/tolerencia/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Tue, 03 Jan 2023 14:41:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos tolerência - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/tolerencia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Tolerância</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/tolerancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Waldemar Magaldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2022 15:40:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Professores do IJEP]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Totalitarismos]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[tolerência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sudamar.com.br/?p=3755</guid>

					<description><![CDATA[<p>A história da origem da consciência acompanha a evolução da humanidade. Por isso, diante do desconhecido, na ausência do saber científico e da pouca organização social, foram criados os mitos, acompanhados de seus respectivos ritos, para poder abrandar o medo de cada grupo de humanos. Com o surgimento das estruturas sociais os conjuntos de mitos [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/tolerancia/">Tolerância</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A história da origem da <strong>consciência</strong> acompanha a evolução da humanidade. Por isso, diante do desconhecido, na ausência do saber científico e da pouca organização social, foram criados os mitos, acompanhados de seus respectivos ritos, para poder abrandar o medo de cada grupo de humanos. Com o surgimento das estruturas sociais os conjuntos de mitos e ritos foram institucionalizados passando a ser a base fundante das religiões, formatando as crenças, na forma de dogmas, para aliviar a angústia diante das questões existenciais: De onde eu vim? Para onde vou? Quem sou eu? Se é que vim, vou ou sou! Com isso, a identificação religiosa passou a ser elemento de inclusão social, obviamente fomentando conflitos e competições entre os grupos fidelizados nos respectivos dogmas, continuamente em busca de afirmação e poder. <strong>Neste contexto a intolerância fica instituída, obviamente usando o nome de Deus para salvaguardar as crenças de cada grupo.</strong></p>



<p>Na visão da <strong><a href="https://blog.sudamar.com.br/a-ciencia-e-a-psicologia-junguiana-2/">psicologia junguiana</a></strong>, abordagem que sigo em minha prática clínica, constatamos que toda vez que surge um clima de intolerância e de mau humor, nas várias possibilidades de vínculos e relações humanas, significa que os <a href="https://blog.sudamar.com.br/transferencia-contratransferencia-e-projecoes-na-analise-junguiana-e-na-formacao-de-membros-analistas-do-ijep/">jogos das projeções</a> começaram a dominar as pessoas envolvidas. Ou seja, aquilo que não suportamos em nós fica projetado no outro, de forma consciente ou inconsciente,<strong> numa tentativa iludida de conseguirmos extinguir ou anular estes conteúdos que são indesejados</strong>, mas que fazem parte da nossa personalidade. Com isso, necessitamos eliminar o outro, que funciona como um fiel depositário dos <strong>nossos conteúdos sombrios</strong>. Eliminar o outro, que é o diferente, pela fantasia de excluirmos, de nós mesmos, os conteúdos sombrios que nos incomodam. Por isso é que o diálogo e o encontro ficam tão difícil, no lugar de cooperação criativa surge a competição destrutiva e a intransigência, que impede o reconhecimento do verdadeiro eu.</p>



<p><strong>Aquele que acredita ser possuidor da verdade, convicto do seu saber, aprisionado em fundamentalismos científicos ou religiosos sempre fica arrogante e intolerante em aceitar outros posicionamentos, transformando o diferente em desigual, como mecanismo de defesa para preservar seus posicionamentos conceituais. Muitas vezes torna-se um moralista que tenta impor a todos os seus valores, que julga ser absolutamente certos. Para esse indivíduo, a única possibilidade é a prática da alteridade para que a tolerância possa ser estabelecida.</strong></p>



<p>Porém, a <strong>tolerância</strong> e uma das virtudes mais paradoxais que existe porque ela, por si mesma e de forma absoluta, pode contrariar sua própria essência <strong>quando é tolerante com os intolerantes</strong>. Ou seja, seu fundamento pode estimular sua antítese. Por isso, refletir a respeito da sua origem e suas consequências implicativas é uma oportunidade que, inevitavelmente, contribuirá para a nossa ampliação de consciência.</p>



<p>Sempre associo a tolerância com a filosofia cristã que ensina que: &#8220;quando alguém lhe der um tapa, ofereça a outra face&#8221;. Porém, desde cedo compreendi que essa orientação não tinha a intenção de nos deixar fracos, impotentes ou coniventes com o agressor. <strong>Porque, para oferecer a outra face precisamos reconhecê-la em nós mesmos, partindo do principio de que ninguém pode dar o que não tem, mas também <a href="https://blog.sudamar.com.br/servir-para-ser/">não poderá receber o que não pode dar</a></strong>. Ou seja, esse ensinamento faz com que reflitamos a respeito da face que estamos deixando amostra e aquela que está na sombra e não estamos mostrando, por ignorância, medo, vaidade ou arrogância. Com isso, dependendo da face oculta, o agressor estapeador poderá ficar arrependido ou, preventivamente, intimidado.</p>



<p>Outra questão é a respeito do limite da sua utilização, pois ela foi criada por conta dos conflitos teológicos, na idade média, porque, infelizmente, na história da evolução humana, em nome de Deus foram e ainda são cometidos os maiores absurdos. Daí vem à questão se devemos ser tolerantes com o terrorismo, que age em nome da santidade, como os inquisidores cristãos da idade média agiram? Com isso, questiona-se se&nbsp;a tolerância deve ter limites ou não? Saramago, premio Nobel de literatura, afirma sabiamente que: &#8220;<em>a <strong>tolerância</strong> para no limiar do crime. Não se pode ser tolerante com o criminoso. Educa-se ou pune-se</em>&#8221; Nesse sentido, não se pode ser tolerante para com a tortura, o estupro, a pedofilia, a escravidão, o narcotráfico, o terrorismo, a guerra. Neste sentido, compreendo que crime é todo ato que impede a liberdade tratando o outro sem igualdade e fraternidade e, neste caso, ao criminoso, só pode restar a perda da liberdade.</p>



<p>O exercício da alteridade é o melhor meio para a superação da rigidez e da <a href="https://blog.sudamar.com.br/intolerancia-aspectos-sombrios-da-psique/">intolerância</a> frente ao novo e ao diferente. No dinamismo da alteridade podemos começar a aprender a sair das nossas convicções para compreender as convicções do outro. É na capacidade de sair de si para poder se ver com os olhos do outro que a tolerância e o bom humor pode ser reconquistado e mantido, Nietzsche dizia que as <strong>convicções são prisões</strong>. Entretanto, sem a prática da alteridade, eu posso até me reconhecer no meu ego, apesar disso eu jamais saberia quem sou eu se não houvesse um alter-ego para saber que há um outro eu. Eu sou porque o outro existe, sem ele eu não seria.</p>



<p>Com a prática da alteridade, inevitavelmente, o respeito, que significa olhar e se deixar olhar, vai sendo presentificado, até que os sentimentos de amor e de compaixão começam a acontecer nas diversas formas de vínculos e relações humanas. <strong>Com o exercício da alteridade a construção da identidade e o confronto com o diferente começam a acontecer de forma mais simples e natural, porque passamos a entender que a evolução é um contínuo processo de construções e desconstruções, de envolvimentos e de desenvolvimentos</strong>, muitas vezes experimentados e percebidos associados a <a href="https://blog.sudamar.com.br/o-luto-e-o-silencio-da-morte/">sentimentos de perda</a>, separações e medo do novo, podendo provocar, defensivamente, tentativas de fugas a um passado mais primitivo e infantil, causadores de várias atitudes e posições regredidas. Desta forma, para que a tolerância consciente aconteça é necessário, antes de tudo, o autoconhecimento e a prática da alteridade. Porque a <strong>intolerância</strong>, acima de tudo, é fruto da baixa autoestima, do medo e dos sentimentos de inferioridade.</p>



<p class="has-text-align-right"><strong>Autor: Waldemar Magaldi</strong></p>



<p><strong>Bibliografia</strong></p>



<p>ABBAGNANO, Nicola. História da filosofia, Vols. I ao XIV, Lisboa, Presença, 1970.</p>



<p>ARENDT, Hannah. A condição humana, Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1991.</p>



<p>JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1964.</p>



<p>MAGALDI FILHO, Waldemar. Dinheiro, saúde e sagrado, Eleva Cultural, SP, 2010.</p>



<p>ZWEIG, Connie, e ABRAMS, Jeremiah.(org.), Ao encontro da sombra, São Paulo, Cultrix, 1994</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/tolerancia/">Tolerância</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
