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	<title>Arquivos crianças - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
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	<title>Arquivos crianças - Blog IJEP</title>
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		<title>Sharenting: A exposição dos filhos nas redes sociais e o lado sombrio da parentalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clarisse Grand Court]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 17:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pais e Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resumo: O sharenting tornou-se uma prática comum na parentalidade contemporânea, transformando momentos íntimos da infância em conteúdo público e performático. Embora nasça do orgulho ou da vontade de partilhar, essa exposição revela tensões profundas entre privacidade, projeção parental e construção do ego infantil. Sob a ótica da psicologia analítica, o fenômeno ultrapassa o campo social [...]</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/sharenting-a-exposicao-dos-filhos-nas-redes-sociais-e-o-lado-sombrio-da-parentalidade/">Sharenting: A exposição dos filhos nas redes sociais e o lado sombrio da parentalidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:19px"><strong>Resumo</strong>: O <em>sharenting </em>tornou-se uma prática comum na parentalidade contemporânea, transformando momentos íntimos da infância em conteúdo público e performático. Embora nasça do orgulho ou da vontade de partilhar, essa exposição revela tensões profundas entre privacidade, projeção parental e construção do ego infantil. Sob a ótica da psicologia analítica, o fenômeno ultrapassa o campo social e aponta para dinâmicas inconscientes que moldam a relação entre pais e filhos. Entre persona e sombra, visibilidade e vínculo, surge um retrato complexo da parentalidade atual. Este artigo busca iluminar essas camadas, refletindo sobre os riscos psíquicos e simbólicos que habitam por trás das postagens aparentemente inocentes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-imagine-uma-mae-ou-pai-postando-todas-as-etapas-da-vida-do-filho-primeiro-sorriso-primeiros-passos-brincadeiras-reclamacoes-conquistas-escolares-tudo-isso-numa-timeline-publica-com-amor-orgulho-mas-tambem-com-expectativa" style="font-size:19px"><strong>Imagine uma mãe ou pai postando todas as etapas da vida do filho: primeiro sorriso, primeiros passos, brincadeiras, reclamações, conquistas escolares — tudo isso numa <em>timeline</em> pública, com amor, orgulho, mas também com expectativa.</strong></h2>



<p style="font-size:19px">Com o passar do tempo, esse perfil ganha centenas ou até milhares de seguidores que amam participar do crescimento daquela criança. Esse é um cenário cada vez mais comum: o fenômeno chamado <em><strong>sharenting</strong></em> — isto é, pais compartilhando excessivamente detalhes da vida de seus filhos nas redes sociais.</p>



<p style="font-size:19px">Embora muitos façam isso com boas intenções — desejo de partilha, orgulho, autopromoção leve — começam a surgir questionamentos: até onde vai o direito à privacidade da criança? Como essas exposições moldam o conceito de autoimagem da criança e o seu entendimento de pertencimento no mundo? Onde termina o cuidado e começa a projeção dos pais nos filhos?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-pesquisas-realizadas-em-diversos-paises-evidenciam-que-a-pratica-de-sharenting-se-tornou-um-comportamento-do-nosso-tempo" style="font-size:19px">Pesquisas realizadas em diversos países evidenciam que a prática de <em>sharenting</em> se tornou um comportamento do nosso tempo.</h2>



<p style="font-size:19px">O artigo “<em>Sharenting</em>: características e nível de conhecimento dos pais que publicam conteúdo sensível de seus filhos em plataformas online” (tradução livre), publicado no site <em>Italian Journal of Pediatrics </em>(2024)<em>,</em> detalha um estudo que buscou identificar o perfil e o grau de conscientização dos pais que compartilhavam conteúdos de seus filhos. Para isso, foram entrevistados duzentos e vinte e oito pais de crianças menores de 18 anos (82% mães, 18% pais); 98% dos respondentes utilizavam redes sociais e 75% deles publicavam conteúdo relacionado aos seus filhos online. Trinta e um por cento dos responsáveis ​​pela publicação de conteúdo online começaram a praticar o &#8220;<em>sharenting</em>&#8221; nos primeiros 6 meses de vida de seus filhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-no-brasil-estudos-apontam-a-mesma-realidade" style="font-size:19px">No Brasil, estudos apontam a mesma realidade.</h2>



<p style="font-size:19px">A exposição da vida dos filhos por seus responsáveis é uma prática cada vez mais presente: pesquisas recentes indicam que <strong>75% das crianças e adolescentes brasileiros possuem perfis em redes sociais</strong>, e<strong>um terço deles têm contas totalmente abertas ao público</strong> (Instituto Locomotiva &amp; Único, 2024). Além disso, <strong>61% das postagens infantis revelam dados pessoais e familiares</strong>, como localização e rotina (TIC Kids Online Brasil, 2024).</p>



<p style="font-size:19px">No entanto, embora o <em><strong>sharenting</strong></em> seja uma prática amplamente disseminada, ainda são escassos os estudos que investigam seus efeitos psicológicos mais profundos — tanto sobre as crianças quanto sobre os próprios pais. Sob a ótica da psicologia analítica, ampliar essa discussão permite compreender o fenômeno não apenas como um comportamento social, mas como expressão simbólica de conteúdos psíquicos inconscientes.</p>



<p style="font-size:19px"><strong>A exposição constante dos filhos nas redes pode ser lida como uma manifestação do que denomino “Parentalidade Performática” — uma forma de relação entre pais e filhos mediada por ideais de sucesso, reconhecimento e validação externa.</strong></p>



<p style="font-size:19px">Nesse contexto, o amor e o cuidado passam a ser filtrados por métricas de visibilidade — <em>likes</em>, seguidores e engajamento —, deslocando o eixo da parentalidade do vínculo afetivo para a imagem idealizada. Assim, o que deveria ser espaço de encontro genuíno, construção de vínculo afetivo, transforma-se em palco para a “persona parental”, onde a sombra da parentalidade se esconde sob o verniz da dedicação e do amor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-sharenting-e-a-projecao-parental" style="font-size:22px"><strong><em>Sharenting</em> e a Projeção Parental</strong></h2>



<p style="font-size:19px">Sob a perspectiva Junguiana, podemos analisar o fenômeno do <em><strong>sharenting</strong></em> como uma extensão contemporânea do conceito de <strong>persona</strong>, isto é, a máscara social que o indivíduo constrói para se adaptar e ser aceito. “&#8230; um compromisso entre indivíduo e a sociedade a cerca daquilo que ‘alguém parece ser’: nome, título, função e isto ou aquilo. [&#8230;] apenas uma imagem ou compromisso” (JUNG, 2020b, p.151).</p>



<p style="font-size:19px">As redes sociais, nesse sentido, tornaram-se o novo palco onde essa persona é encenada — agora não apenas pelo adulto de forma individual, mas também através da imagem da “família perfeita”, que passa a representar um ideal de parentalidade. Nesse caso, o filho, então, é investido de um papel simbólico, refletindo o sucesso, a beleza e a harmonia que os pais desejam projetar ao mundo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>Os filhos são estimulados para aquelas realizações que os pais jamais conseguiram; a eles são impostas as ambições que os pais nunca realizaram.</p><cite>JUNG, 2021, p.182</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Entretanto, como todo movimento psíquico que privilegia a persona, há um preço: a <strong>sombra</strong> &#8211; aquilo que é reprimido, negado ou não reconhecido &#8211; que se acumula no inconsciente. </p>



<p style="font-size:19px">Nesse caso, manifesta-se na forma de ansiedade, comparação, culpa e um distanciamento silencioso do vínculo afetivo genuíno, substituído pela necessidade de validação constante.</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>[&#8230;] sombra, aquela personalidade oculta, recalcada, frequentemente inferior e carregadas de culpas, cujas ramificações se estendem até o reino de nossos ancestrais.   A sombra não é constituída apenas de tendências moralmente repreensíveis, mas apresenta um certo número de boas qualidades: instintos normais, reações adequadas, impulsos criadores, e outros. </p><cite>JUNG, 2020a, p. 312-13</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Nesse contexto, os pais que passam a viver a vida e a “fama” dos filhos construída através desses perfis nas redes sociais, projetando seus desejos conscientes e inconscientes nas crianças e tentando aplacar seus anseios juvenis não realizados.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jacoby-traz-a-seguinte-reflexao" style="font-size:19px">JACOBY traz a seguinte reflexão:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>[&#8230;] a projeção inconsciente da criança simbólica na criança real, concreta, deve-se frequentemente ao fato de os pais, quer seja o pai ou a mãe, ou ambos juntos, não terem acesso à realização na vida a partir dos seus próprios recursos.</p><cite>2019, p.28</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-medida-que-a-crianca-cresce-imersa-em-uma-realidade-fabricada-um-recorte-de-momentos-esteticamente-agradaveis-fofos-e-performaticos-sua-vivencia-emocional-tende-a-se-distanciar-da-experiencia-genuina-da-vida" style="font-size:19px"><strong>À medida que a criança cresce imersa em uma realidade fabricada — um recorte de momentos esteticamente agradáveis, fofos e performáticos —, sua vivência emocional tende a se distanciar da experiência genuína da vida.</strong></h2>



<p style="font-size:19px">Essa infância construída sob a lógica da imagem e da aprovação pública pode comprometer o desenvolvimento da capacidade de lidar com a vida comum, imperfeita e sem aplausos: aquela que envolve erros, frustrações e limites. No entanto, é justamente no contato com essas adversidades que o ego vai encontrar um terreno fértil para se estruturar de forma saudável, resiliente e autêntica, reconhecendo sua própria força interior. Segundo Jung, “os problemas recalcados e os sofrimentos que foram deste modo poupados fraudulentamente na vida produzem um veneno secreto, que penetra na alma dos filhos&#8221;(2021, p.89).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-parentalidade-performatica-e-a-fragilidade-do-ego" style="font-size:22px"><strong>Parentalidade Performática e a Fragilidade do Ego</strong></h2>



<p style="font-size:19px">Nesse sentido, retomo a importante reflexão de Jung sobre o desenvolvimento infantil<em>: “É preciso que se tomem as crianças como elas são de verdade, e não como gostaríamos que fossem” </em>(2021, p. 45). Amar uma criança, portanto, implica acolher sua realidade psíquica, suas limitações e potências, sem moldá-la à imagem dos nossos ideais.</p>



<p style="font-size:19px">Oferecer um amor verdadeiro é criar vínculos de afeto e confiança baseados na autenticidade do ser — não na performance. Isso também inclui ensiná-las, desde cedo, a distinguir o que pertence ao espaço íntimo e ao que pode ser partilhado no espaço público, favorecendo a formação de limites saudáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-essa-diferenciacao-se-perde-o-processo-de-desenvolvimento-do-ego-que-depende-do-reconhecimento-entre-o-eu-interno-e-o-mundo-externo-fica-comprometido-abrindo-espaco-para-um-ego-fragilizado-e-dependente-da-aprovacao-alheia" style="font-size:19px"><strong>Quando essa diferenciação se perde, o processo de desenvolvimento do ego — que depende do reconhecimento entre o eu interno e o mundo externo — fica comprometido, abrindo espaço para um ego fragilizado e dependente da aprovação alheia.</strong></h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>Ninguém pode educar para a personalidade se não tiver personalidade. E não a criança, mas sim o adulto quem pode atingir a personalidade como o fruto do amadurecido pelo esforço da vida orientada para esse fim. Atingir a personalidade não é tarefa insignificante, mas o melhor desenvolvimento possível da totalidade de um indivíduo determinado. Personalidade é a realização máxima da índole inata e específica de um ser vivo em particular. Personalidade é a obra a que se chega pela máxima coragem de viver, pela afirmação absoluta do ser individual, e pela adaptação, a mais perfeita possível, a tudo que existe de universal, e tudo isto aliado à máxima liberdade de decisão própria.</p><cite>JUNG, 2021, p.82</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quando-a-experiencia-subjetiva-da-crianca-e-substituida-pela-necessidade-de-manter-uma-imagem-idealizada-corre-se-o-risco-de-formar-um-ego-fragil-sustentado-por-validacoes-externas" style="font-size:19px"><strong>Quando a experiência subjetiva da criança é substituída pela necessidade de manter uma imagem idealizada, corre-se o risco de formar um ego frágil, sustentado por validações externas.</strong></h2>



<p style="font-size:19px">A criança aprende, ainda muito cedo, que o valor está na aparência, no aplauso e na aprovação — e não na vivência autêntica de quem ela é. Esse movimento gera uma dissociação sutil entre o ser e o parecer, fragilizando o contato com o si-mesmo e com o próprio sentido interno de existência. Do ponto de vista simbólico, poderíamos dizer que a imagem virtual assume o lugar do que seria o prenúncio de uma identidade: em vez de seguir no caminho do desenvolvimento natural da personalidade, passa a distorcê-lo segundo as expectativas parentais e sociais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-resultado-e-um-ego-que-busca-incessantemente-confirmar-sua-existencia-pela-visibilidade-mas-que-teme-o-anonimato-e-o-erro-justamente-as-experiencias-que-o-tornariam-mais-humano-e-inteiro" style="font-size:19px">O resultado é um ego que busca incessantemente confirmar sua existência pela visibilidade, mas que teme o anonimato e o erro — justamente as experiências que o tornariam mais humano e inteiro.</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>A personalidade já existe em germe na criança, mas só se desenvolverá aos poucos por meio da vida e no decurso da vida. Sem determinação, inteireza e maturidade não há personalidade.</p><cite>JUNG, 2021, p. 182</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:19px">Reconhecer a sombra presente na <strong>parentalidade performática</strong> é um passo essencial para restaurar a autenticidade dos vínculos e reequilibrar o lugar da infância em nossa sociedade. Quando pais e mães tomam consciência das motivações inconscientes que os levam a expor seus filhos — a necessidade de validação, o medo de não corresponder ao ideal social de “pais perfeitos” —, abre-se espaço para uma relação mais verdadeira e humana. A sombra, quando reconhecida se torna um guia: revela o que foi reprimido e aponta o caminho para a integração. Nesse movimento, a <strong>parentalidade</strong> deixa de ser espetáculo e volta a ser encontro — um espaço simbólico de crescimento mútuo, no qual tanto pais quanto filhos podem se tornar mais inteiros, mais reais e, sobretudo, mais humanos.</p>



<p style="font-size:19px">Romper esse ciclo de performance exige consciência e coragem para olhar o próprio desamparo sem projetá-lo no outro. Quando o pai ou a mãe reconhecem sua própria fragilidade e acolhem as partes feridas da psique — em vez de mascará-las sob a imagem idealizada da <strong>parentalidade perfeita</strong> —, algo se transforma profundamente no vínculo com o filho. A criança deixa de ser o espelho que reflete a falta dos pais e volta a ser o sujeito de sua própria jornada. Nesse momento, acredito que a rede social pode enfim deixar de ser o palco principal da vida e a intimidade da família passa a ter mais valor e sentido do que qualquer like ou novos seguidores.</p>



<p style="font-size:19px">Entendo que a rede social não é o mal em si, mas um espelho que revela a fragilidade egóica dos pais e as relações projetivas que permeiam a <strong>parentalidade contemporânea</strong>, especialmente diante do fenômeno do <em><strong>sharenting</strong></em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-compreender-o-vazio-que-as-redes-ocupam-na-vida-e-nos-vinculos-parentais-pode-ser-o-primeiro-passo-para-transformar-a-forma-como-elas-sao-utilizadas" style="font-size:19px">Compreender o vazio que as redes ocupam na vida e nos vínculos parentais pode ser o primeiro passo para transformar a forma como elas são utilizadas.</h2>



<p style="font-size:19px">É preciso deslocar o holofote das crianças e iluminarmos aquilo que realmente sustenta uma relação saudável entre pais e filhos: o afeto, o cuidado, o amparo emocional e o amor. Somente assim o filho poderá tornar-se um ser único, autêntico e independente — não mais a imagem idealizada que alimenta a projeção de uma <strong>parentalidade perfeita</strong>, mas sim o sujeito de sua própria história.</p>



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<h2 class="wp-block-heading" id="h-clarisse-grand-court-membro-analista-em-formacao-pelo-ijep" style="font-size:19px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/clarissegrand/">Clarisse Grand Court – Membro Analista em formação pelo IJEP</a></strong></h2>



<p style="font-size:19px"><a href="https://blog.ijep.com.br/author/cristinaguarnieri/"><strong>Maria Cristina Mariante Guarnieri – Analista didata</strong> <strong>do IJEP</strong></a></p>



<p style="font-size:19px"><strong>Referências:</strong></p>



<p>Conti, MG, Del Parco, F., Pulcinelli, FM&nbsp;<em>et al.</em>&nbsp;(2024). Sharenting: características e consciência dos pais que publicam conteúdo sensível de seus filhos em plataformas online. Disponível em<a href="https://doi.org/10.1186/s13052-024-01704-y">https://doi.org/10.1186/s13052-024-01704-y</a> . Acesso em 06 de novembro de 2025.</p>



<p>Ferreira, Lucia Maria T. (2020). A superexposição dos dados e da imagem de crianças e adolescentes na Internet e a prática de <strong>Sharenting</strong>. Reflexões iniciais. Disponível em</p>



<p><a href="https://www.mprj.mp.br/documents/20184/2026467/Lucia_Maria_Teixeira_Ferreira.pdf">https://www.mprj.mp.br/documents/20184/2026467/Lucia_Maria_Teixeira_Ferreira.pdf</a> . Acesso em 06 de novembro de 2025.</p>



<p>JUNG, Carl Gustav.&nbsp; Aion: estudo sobre o simbolismo do si-mesmo. 10.ed. Petrópolis: Vozes, 2020a.</p>



<p>&nbsp;______, O desenvolvimento da personalidade. 14. Ed. Petrópolis: Vozes, 2021.</p>



<p>______, O eu e o Inconsciente. 27. Ed. Petrópolis: Vozes, 2020b.</p>



<p>Ferreira, Luiz Claudio. (2025). Uma a cada três crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa. Disponível em</p>



<p><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/uma-cada-tres-criancas-tem-perfil-aberto-em-redes-alerta-pesquisa">https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-01/uma-cada-tres-criancas-tem-perfil-aberto-em-redes-alerta-pesquisa</a> Acesso em 06 de novembro de 2025.</p>



<p>Tic Kids Online Brasil (2024). Pesquisa sobre o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil. Disponível em</p>



<p><a href="https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512154312/tic_kids_online_2024_livro_eletronico.pdf">https://cetic.br/media/docs/publicacoes/2/20250512154312/tic_kids_online_2024_livro_eletronico.pdf</a> Acesso em 06 de novembro de 2025.</p>



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