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	<title>Arquivos simbologia do vermelho - Blog IJEP</title>
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	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 23:45:27 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos simbologia do vermelho - Blog IJEP</title>
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	<item>
		<title>A Cor Vermelha como Símbolo de Sensualidade na Arteterapia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Ivanilde Ferreira Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 23:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arteterapia e Expressões Criativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que a cor vermelha revela sobre nossa vida psíquica? O que nos atravessa? Sou bem suspeita, porque amo essa cor. E você? Muito além das associações imediatas com paixão, sexualidade, raiva e dores, o vermelho carrega significados profundos que atravessam a história, a cultura e o universo simbólico humano.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/a-cor-vermelha-como-simbolo-de-sensualidade-na-arteterapia/">A Cor Vermelha como Símbolo de Sensualidade na Arteterapia</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Resumo: <strong>O que a cor vermelha revela sobre nossa vida psíquica?<br>O que nos atravessa? Sou bem suspeita, porque amo essa cor. E você??</strong></p>



<h2 id="h-muito-alem-das-associacoes-imediatas-com-paixao-sexualidade-raiva-e-dores-o-vermelho-carrega-significados-profundos-que-atravessam-a-historia-a-cultura-e-o-universo-simbolico-humano" class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>Muito além das associações imediatas com paixão, sexualidade, raiva e dores, o vermelho carrega significados profundos que atravessam a história, a cultura e o universo simbólico humano.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O presente artigo busca propor uma reflexão, tendo como base a psicologia analítica, sobre a cor vermelha como símbolo de sensualidade na arteterapia, buscando entender símbolos, significados e complexos nas imagens das técnicas da arteterapia, principalmente no que se refere à sensualidade. Muito além da sexualidade, esse artigo evidencia os aspectos da sensualidade despertados pela cor vermelha.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A elaboração deste artigo foi realizada a partir de uma pesquisa bibliográfica a respeito do tema e, pelo que se pode constatar, não há grande quantidade de material sobre o assunto especificamente relacionado à sexualidade. Este é um dos aspectos da dimensão humana, ainda cercado de muitos mitos, crendices e tabus não apenas sociais, mas principalmente pessoais, ligados aos aspectos sombrios da sexualidade, ainda cercado de muita dor e sofrimento, em razão desse ocultamento e dessa aura do pecado, imposto principalmente pela formação judaico-cristã de nossa sociedade ocidental. A cultura do pecado manteve o véu da ignorância e do preconceito em torno do assunto e em razão disso, pouco se fala e se pesquisa sobre o tema, dados os parcos recursos bibliográficos disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Outro aspecto, perpassa sobre o conceito de normalidade, como se todos os indivíduos fossem iguais e subjugados a essa “normose” social. Ora, as sociedades são entidades dinâmicas, assim, o que é normal hoje pode ser anormal amanhã e vice-versa, uma vez que os padrões culturais mudam com o tempo e dentro do possível devemos também, acompanhar essas mudanças. Jung nos deixa esse “recadinho” quando fala do “Espírito da Época”.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">De acordo com Cavalcanti e Cavalcanti (2020), do ponto de vista psicológico, “sexo normal” é aquele que assim é considerado dentro da visão particular de cada um. O que importa na verdade, é a satisfação pessoal ou a adequação sexual de cada indivíduo. Importante lembrar também que “adequação” pressupõe um estado de satisfação intra e interpessoal, ou seja, se o indivíduo está satisfeito com o seu comportamento sexual e com o comportamento sexual do seu parceiro(a), ele/ela é uma pessoa normal ou adequada, do ponto de vista psicológico.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:17px;line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><em>Infelizmente, no desenrolar da cultura ocidental, a mente do homem tornou-se divorciada de seu corpo. A sexualidade, em especial, tem sido associada ao indesejável elemento animal, força demoníaca que corrompe a verdadeira natureza espiritual dos homens. (CONGER, 1993, p. 15)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">De acordo com Aufranc (2018), a partir do século XIX, a medicina passou a ocupar o espaço da religião na instrução de como deveria ser o relacionamento sexual. A nudez completa estava associada ao sexo no bordel, as relações deveriam ocorrer no escuro e com corpos cobertos. O prazer nessa época era também vivido na sombra social.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Havia, no século XIX, no Rio de Janeiro, três categorias de prostitutas: as aristocráticas ou de sobrado, que eram em geral francesas, mantidas por políticos ou fazendeiros e estavam associadas ao luxo no morar e no vestir; as de sobradinho, que eram mais pobres e trabalhavam em hotéis, eram polacas ou mulatas; e as da escória, mulheres que atendiam em casebres ou em fundos de barbearias. Já as mulheres honestas não deveriam sentir prazer. A elas era reservado o papel de ser boa mãe, submissa e doce. O instinto materno deveria anular o instinto sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Esse complexo cultural do sexo pudico onde o prazer reside na sombra e deve ser punido exclui toda e qualquer prática sexual que não seja a penetração vaginal realizada em uma cama dentro de um quarto, cujo único fim seja a reprodução. Tudo bem que atualmente, com o advento dos métodos contraceptivos, houve uma grande quebra de paradigma. No entanto, o sexo por prazer ainda tem grandes opositores, principalmente nos campos da religião, onde, veja só, até hoje o uso do preservativo, um dos melhores métodos de proteção, ainda é desaconselhado.</p>



<h2 id="h-mesmo-com-os-avancos-no-ocidente-ha-ainda-um-grande-tabu-a-respeito-da-vivencia-do-sexo-como-uma-atividade-adulta-humana-de-afeto-sociabilizacao-ou-recreacao-e-nao-somente-para-reproducao-e-perpetuacao-da-especie" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Mesmo com os avanços no ocidente, há ainda um grande tabu a respeito da vivência do sexo como uma atividade adulta humana de afeto, sociabilização ou recreação e não somente para reprodução e perpetuação da espécie.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">O complexo cultural do sexo pudico ainda é constelado de maneiras diversas, principalmente em relação às minorias (mulheres e a população LGBTQIAP+ entre as principais). Nesse sentido, as vivências sexuais que não se encaixam no padrão hétero-monogâmico-reprodutivo vão sendo colocadas à margem da consciência coletiva (sociedade) e, apesar de sempre terem sido praticadas, ainda assim são marginalizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Na maioria das casas, o quarto é um dos lugares de maior intimidade. Um quarto de casal é o local no qual se espera que o casal compartilhe a sua intimidade e nele faça o sexo e produza filhos. Isso é uma imagem de como o sexo reprodutivo é, de certa forma ainda, aceito e incluso no dia a dia, considerado como uma parte natural da vida. No casamento, e aqui ressalto, no casamento heterossexual, o sexo reprodução é de certa forma aceito, esperado, desejado, em detrimento do sexo prazer.</p>



<h2 id="h-passeando-pela-historia-da-sexualidade-percebemos-a-dificuldade-nao-somente-da-literatura-por-ser-ela-incipiente-a-dificuldade-pessoal-na-abordagem-e-tambem-da-aceitacao-pela-sociedade-dessa-diversidade-sexual-fruto-do-fato-de-ter-se-mantido-encoberto-nas-sombras-a-sexualidade" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Passeando pela história da sexualidade, percebemos a dificuldade não somente da literatura, por ser ela incipiente, a dificuldade pessoal na abordagem e, também da aceitação pela sociedade dessa diversidade sexual, fruto do fato de ter se mantido encoberto nas sombras, a sexualidade.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Falar de sexualidade requer conhecimento básico sobre o tema e sobre a sua própria sexualidade, no sentido de que para falar da sexualidade do outro é necessário trabalhar a sua também. Ora, Jung bem fala que o analista só leva o analisando até onde ele próprio foi levado. Sendo assim, (HOERNI et al., 2019): “Você tem que ser a pessoa com a qual você quer influir sobre o seu paciente. A palavra, sempre foi considerada vã.”</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Michel Foucault lembra e compara o início do século XVIII onde ainda vigorava uma certa franqueza, no que concernia à sexualidade. As práticas não procuravam segredos, as palavras eram ditas sem muitas reticências, as coisas eram feitas sem demasiado disfarce, eram mais frouxos os códigos da grosseria, da obscenidade e da decência, comparando-os com os do século XIX.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:18px;line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>Um rápido crepúsculo se teria seguido à luz meridiana, até as noites monótonas da burguesia vitoriana. A sexualidade é, então, cuidadosamente encerrada. Muda-se para dentro de casa. A família conjugal a confisca. E absorve-a, inteiramente, na seriedade da função de reproduzir. Em torno do sexo, se cala. O casal, legítimo e procriador, dita a lei. Impõe-se como modelo, faz reinar a norma, detém a verdade, guarda o direito de falar, reservando-se o princípio do segredo. No espaço social, como no coração de cada moradia, um único lugar de sexualidade reconhecida, mas utilitário e fecundo: o quarto dos pais. Ao que sobra só resta encobrir-se; o decoro das atitudes esconde os corpos, a decência das palavras limpa os discursos. E, se o estéril insiste, e se mostra demasiadamente, vira anormal: receberá este status e deverá pagar as sanções.</em> <em>(FOUCAULT, 2022, p. 7-8)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Assim, sem se falar em sexo e sexualidade, passaram-se dois longos séculos em que tudo relacionado ao tema era reprimido, configurando o que Foucault (2022, p. 8) chamou de “injunção ao silêncio, afirmação de inexistência”. Fora do ambiente familiar, os locais de tolerância eram os hotéis de encontros (<em>rendez-vous</em>) e as casas de saúde, espaços onde conviviam o cliente, o rufião, a prostituta — atualmente denominada profissional do sexo —, o psiquiatra e a sua histérica; esta última, uma clara alusão às agruras da repressão sexual como causa de distúrbios mentais. E as outras formas de viver o sexo, em que lugar é reservado e esperado a sua existência?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Eu digo: nas ruas desertas, nas pequenas matas, terrenos baldios, saunas, boates e no melhor dos casos, o motel. E deles muitas vezes vem a companhia da vergonha e da desinformação. O sexo por prazer, por vocação é uma prática espúria. Novamente, mesmo que desde sempre sua prática tenha sido realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Nesse sentido, pessoas que não têm a conformidade sexual de acordo com esse complexo pudico, são criadas em ambientes (casa, escola, igreja, sociedade) em que a vivência da sua sexualidade é algo feio e que deve ser feito às escondidas, pois a “norma” é que o sexo siga os padrões aprendidos. Aqui abro um parêntese para as práticas criminosas da pedofilia, zoofilia, necrofilia e do estupro ou do abuso sexual. São práticas criminosas e jamais deverão ser consideradas comportamento, somente como crime.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Voltando, pessoas que não tem a vivência oficial, têm na sua prática uma vergonha, uma culpa, ou até algo marginalizado. Nesse sentido procuram locais marginalizados para vivenciar seu prazer e seu Eros. Por bem, hoje em dia as práticas sexuais estão cada vez mais sendo discutidas e trazidas para esse local de intimidade. No entanto, é algo tão recente e eu diria que a grande maioria da população ainda tem em mente o modelo “Disney” de família.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Diante de uma autopercepção da sexualidade e do desejo como elementos espúrios, vergonhosos, pecaminosos ou patológicos, a primeira alternativa costuma ser a repressão do desejo e a tentativa de adequação ao modelo vigente, conforme apontado por Coleman (2015). Embora a virgindade matrimonial não seja mais uma exigência social predominante na atualidade, ainda persistem resquícios desse comportamento, o qual era amplamente valorizado como um &#8220;bom costume&#8221; até as últimas décadas do século XX.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Por amar a cor vermelha e por vê-la permear algumas imagens de trabalhos na arteterapia, surgiu a necessidade de compreender como os elementos cromáticos, especialmente o vermelho, podem atuar como mediadores entre o inconsciente e a consciência, favorecendo o processo de individuação e possibilitando a integração de conteúdos psíquicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">De acordo com Jung, a arte representa uma linguagem simbólica do inconsciente, sendo capaz de expressar conteúdos psíquicos inacessíveis à consciência racional. Nesse contexto, a arteterapia configura-se como prática terapêutica mediada pela criação artística, promovendo integração emocional e desenvolvimento psíquico.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Jung compreendia que a psique se expressa espontaneamente através de imagens e símbolos, especialmente em estados criativos. Assim, o fazer artístico favorece o trabalho dos complexos e conteúdos emocionais, auxiliando o indivíduo no processo de individuação: movimento de integração entre consciente e inconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Além da sexualidade, podemos definir sensualidade como a capacidade humana de experimentar, apreciar e responder às sensações corporais e aos estímulos dos sentidos, integrando prazer, emoção e percepção estética. É a disposição ou capacidade de experimentar prazer através dos sentidos. Não se limita ao sexual, todavia, refere-se ao sensório em geral. Importante chamar a atenção de que a sensualidade é apenas um dos aspectos da sexualidade e talvez um daqueles de maior importância para o acesso ao inconsciente e aos conteúdos sombrios ou não, que podem ser despertados por técnicas da arteterapia, com a utilização das cores ou ainda, pela análise da cor contida nas expressões artísticas do cliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Envolve não apenas a dimensão sexual, mas também as características sensoriais em seu sentido mais amplo: o prazer com as cores, formas, sons, texturas, aromas e movimentos, envolvendo os sentidos humanos (visão, audição, tato e paladar). Nesse sentido, constitui também, um dos aspectos da capacidade de vivenciar a sexualidade em sua plenitude e está ligada, inclusive, à autoconfiança e à forma como o indivíduo se sente consigo mesmo, irradiação essa que atrai e seduz, trazendo também mudanças de atitudes e comportamentos positivos relacionados à autoestima e autoimagem.</p>



<h2 id="h-assim-no-contexto-psicologico-a-sensualidade-pode-expressar-a-ponte-entre-corpo-e-psique-revelando-se-como-abertura-para-a-experiencia-o-contato-afetivo-a-arte-e-a-criatividade" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Assim, no contexto psicológico, a sensualidade pode expressar a ponte entre corpo e psique, revelando-se como abertura para a experiência, o contato afetivo, a arte e a criatividade.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A literatura especializada detalha a origem da cor da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px;line-height:1.4"><em>[&#8230;] a palavra “vermelho” vem do latim vermiculus e significa verme, inseto (cochonilha). Dela se extrai uma substância escarlate, o carmim, e chamamos a cor de carmezim (do árabe: qirmezi – vermelho bem vivo ou escarlate), que simboliza uma cor de aproximação, de encontro. </em><em>(FARINA; PEREZ; BASTOS, 2006, p. 113)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">De acordo com Heller (2021, p. 53), “o vermelho foi a primeira cor batizada e a mais antiga denominação cromática do mundo.”&nbsp; Relata também que, em muitas línguas, a palavra correspondente a &#8216;colorido&#8217; é a mesma que para a cor vermelha, assim como na palavra hispânica &#8216;colorado&#8217; . Supostamente, também é a primeira cor que os bebês enxergam .</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Por ser o &#8220;vermelho&#8221;, em geral, a primeira cor ensinada às crianças, a maioria acaba citando essa cor como sua favorita. Vem daí que muitas crianças vinculam o vermelho ao sabor doce, como bombons e ketchup, até porque, crianças preferem comer coisas doces e arrisco a dizer, que muitos adultos também. Mas quando as crianças pintam, não mostram nenhuma predileção pelo vermelho, apenas o que verdadeiramente é vermelho é pintado dessa cor.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Ainda no que tange ao universo infantil, a relação com as cores apresenta dinâmicas específicas:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><em>[&#8230;] para as roupas, as crianças não dão maior valor ao vermelho. O amor infantil pelo vermelho é o mesmo amor pelos doces. Em se tratando da cor predileta, muitas crianças citam o vermelho, as menores dizem a primeira cor que lhes ocorre. Todavia, tal fato nada tem a ver com as verdadeiras cores favoritas, apenas comprova que em nosso pensamento, pensar em vermelho equivale a pensar em cor. (HELLER, 2021, p. 55)</em></p>
</blockquote>



<h2 id="h-em-se-tratando-dos-generos-masculino-e-feminino-heller-2021-p-53-relata-que-ambos-gostam-igualmente-do-vermelho-o-vermelho-agrada-aos-mais-velhos-muito-mais-do-que-aos-jovens" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Em se tratando dos gêneros masculino e feminino, Heller (2021, p. 53) relata que “ambos gostam igualmente do vermelho”. O vermelho agrada aos mais velhos muito mais do que aos jovens.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Do ponto de vista histórico e antropológico, o vermelho é considerado a primeira cor nomeada e utilizada pela humanidade, muito antes de outras tonalidades. Registros arqueológicos apontam que povos pré-históricos empregavam o óxido de ferro (hematita e ocre vermelho) em pinturas rupestres, rituais funerários e ornamentações corporais. Nas antigas civilizações, como o Egito, a Mesopotâmia e Roma, o vermelho esteve associado ao poder, ao sagrado e à guerra. O pigmento extraído do inseto cochonilha, na América pré-colombiana, e do cinábrio, na China, revela a amplitude cultural de sua exploração simbólica. Essa longa trajetória evidencia que o vermelho sempre exerceu uma força mobilizadora na experiência humana, consolidando-se como cor primordial na comunicação simbólica entre corpo, espírito e cultura. (Cf. CHEVALIER, 2023, p. 1030)</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="font-size:18px;line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph"><em>O simbolismo do vermelho está marcado por duas vivências elementares: O fogo e o sangue são vermelhos. Em muitas línguas, entre os babilônios e entre os esquimós, a tradução de forma literal de “vermelho” é sangue. (HELLER, 2021, p.53)</em></p>
</blockquote>



<h2 id="h-o-fogo-e-o-sangue-em-todas-as-culturas-e-em-todos-os-tempos-tem-um-significado-existencial-da-mesma-forma-o-simbolismo-vigora-no-mundo-inteiro-e-conhecido-de-todos-pois-todos-ja-tiveram-suas-experiencias-envolvendo-o-significado-do-vermelho" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">O fogo e o sangue, em todas as culturas e em todos os tempos, têm um significado existencial. Da mesma forma, o simbolismo vigora no mundo inteiro, é conhecido de todos, pois todos já tiveram suas experiências envolvendo o significado do vermelho.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A supersaturação com vermelho, sobretudo na propaganda, é o motivo pelo qual o vermelho tem encontrado cada vez menos adeptos; muitos veem mais vermelho do que desejariam. Quando tudo começa a ficar colorido demais, a primeira cor que incomoda é o vermelho, até porque, diferente de outras cores, não é uma cor que descansa os olhos. O vermelho é cor de contraste e vitalidade: pode simbolizar o sangue, a energia vital, a paixão e o desejo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Ao analisar a psicologia das cores e o repertório simbólico da cor vermelha em diferentes contextos históricos e culturais, observou-se que essa tonalidade é universalmente associada à paixão, excitação e força vital, mas também à dor, perigo e transgressão.</p>



<h2 id="h-essa-ambivalencia-revela-que-o-vermelho-e-mais-do-que-um-simples-estimulo-visual-trata-se-de-um-arquetipo-cromatico-capaz-de-provocar-respostas-emocionais-profundas-e-de-despertar-experiencias-corporais-intensas" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Essa ambivalência revela que o vermelho é mais do que um simples estímulo visual: trata-se de um arquétipo cromático capaz de provocar respostas emocionais profundas e de despertar experiências corporais intensas.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Buscamos examinar a cor vermelha não apenas como uma frequência de luz percebida pela visão, mas, sobretudo, como arquétipo carregado de significados universais e pessoais. Sua relação com a sensualidade pode revelar uma dimensão profunda da psique humana, onde pulsão de vida, paixão, desejo e vitalidade se entrelaçam, evocando forças instintivas e criativas, evidenciando como seu uso na Arteterapia pode facilitar a expressão de afetos, a liberação de conteúdos reprimidos e o fortalecimento da energia vital do indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Sabemos também, de que muito além da dor, sofrimento, ódio e agressividade, a cor vermelha pode simbolizar também aspectos da sensualidade do indivíduo, uma vez que esses aspectos podem ser despertados e evidenciados por meio de técnicas e leituras simbólicas, evidenciando que essa cor oferece respaldo teórico e metodológico para compreender essa dimensão sensorial. O diálogo entre a psicologia da cor, simbolismo cultural e a prática arteterapêutica leva a crer que o vermelho não apenas representa a sensualidade, mas inclusive mobiliza essa energia no processo criativo.</p>



<h2 id="h-jung-2019-p-246-em-sua-vasta-investigacao-sobre-a-alquimia-encontrou-na-linguagem-simbolica-dos-antigos-alquimistas-uma-representacao-metaforica-do-processo-de-transformacao-psiquica-que-ele-denominou-processo-de-individuacao" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Jung (2019, p. 246), em sua vasta investigação sobre a alquimia, encontrou na linguagem simbólica dos antigos alquimistas uma representação metafórica do processo de transformação psíquica que ele denominou Processo de Individuação.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Para Jung, os textos alquímicos, repletos de operações químicas enigmáticas, são expressões imagéticas do trabalho interior que conduz à integração da personalidade. Dentre as etapas desse opus, a rubedo – a “vermelhidão” – ocupa lugar de destaque como estágio final da obra, momento em que a totalidade é atingida e a vida adquire uma nova qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Podemos dizer que durante um milênio a cor vermelha era considerada a cor masculina, e a branca, a cor feminina. Os alquimistas falavam do <em>servusrubeus</em> (servo vermelho) e da <em>feminacandida</em> (mulher branca): a cópula deles produzia a suprema união dos opostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Jung descreveu o alquimista como um &#8220;pintor de todas as cores&#8221;. Do quatérnio de cores do processo de transformação alquímica ele deduziu as quatro cores básicas e as referiu às qualidades da alma do homem moderno.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph"><em>A quaternidade na alquimia era, aliás, geralmente expressa pelas quatro cores dos velhos pintores, mencionadas num fragmento de Heráclito: vermelho, preto, amarelo e branco; ou em diagramas como os quatro pontos da bússola. Em termos modernos o inconsciente geralmente escolhe o vermelho, o azul (ao invés do preto), o amarelo ou dourado, e o verde (ao invés do branco). A quaternidade é meramente uma outra expressão da totalidade. Essas cores abarcam o todo do arco-íris. (HOERNI et al., 2019, P. 47)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">A rubedo é caracterizada pelo aparecimento da cor vermelha, que, para os alquimistas, indicava que a pedra filosofal ou o elixir da vida estava prestes a ser obtido. Em termos psicológicos, significa a integração entre consciente e inconsciente, masculino e feminino, espírito e matéria.</p>



<h2 id="h-o-vermelho-e-portanto-a-cor-da-plenitude-evoca-o-sangue-a-paixao-a-vitalidade-a-sensualidade-e-o-amor-diferentemente-do-branco-do-albedo-que-expressa-pureza-e-distanciamento-o-vermelho-traz-calor-corpo-e-presenca" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">O vermelho é, portanto, a cor da plenitude. Evoca o sangue, a paixão, a vitalidade, a sensualidade e o amor. Diferentemente do branco do albedo, que expressa pureza e distanciamento, o vermelho traz calor, corpo e presença.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Na alquimia, o nigredo é o estágio inicial, no qual reina a morte, a total inconsciência. A nigredo é seguida, que representa o embranquecimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:17px"><em>[&#8230;] Na alquimia, o branco é seguido pelo vermelho: a alvorada é seguida pela aurora e depois o sol pleno. Também em outros contextos, a alquimia designa o corpo concluído de rubinus ou carbunculus. É um estado mais intenso do que aquele do albedo. Da mesma forma, o vermelho é uma cor emocional e designa o sangue, a paixão e o fogo. (HOERNI et al., 2019, P. 45)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Assim, a rubedo não é apenas iluminação espiritual, mas também encarnação: o Self se manifesta na vida concreta.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">No contexto da Arteterapia Junguiana, a sensualidade pode ser compreendida como a capacidade de experimentar prazer e vitalidade por meio dos sentidos, constituindo um caminho de ligação entre corpo e psique. Conforme define Ferrater Mora (2001, p. 1033), a sensualidade é a “disposição ou capacidade de experimentar prazer através dos sentidos não se limitando apenas ao sexual, mas referindo-se às sensações em geral”.</p>



<h2 id="h-finalizando-esse-ensaio-vejo-que-essa-perspectiva-dialoga-com-a-concepcao-junguiana-de-libido-como-energia-psiquica-geral-que-se-expressa-nao-apenas-em-impulsos-sexuais-mas-tambem-em-formas-criativas-e-esteticas" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Finalizando esse ensaio, vejo que essa perspectiva dialoga com a concepção junguiana de libido como energia psíquica geral, que se expressa não apenas em impulsos sexuais, mas também em formas criativas e estéticas.</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph"><em>A libido é um appetitus em seu estado natural. Filogeneticamente são as necessidades físicas como fome, sede, sono, sexualidade, e os estados emocionais, os afetos, que constituem a natureza da libido. Todos estes fatores têm suas diferenciações e sutis ramificações nesta tão complicada psique humana. (HOERNI et al., 2019, P. 165)</em><em></em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">No tocante à sexualidade e sobretudo à sensualidade do ponto de vista contemporâneo, é como se viver essa verdade do Eros fosse tão terrível, que só pudesse ser vivida na sombra e de maneira sombria, nesse lado obscuro da sexualidade, onde a vivência do prazer evidencia o lado sombrio e obscuro da dor. Ora, de acordo com Guggenbühl-Craig (2024, p. 113):</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow" style="line-height:1.4">
<p class="wp-block-paragraph"><em>[&#8230;] a sexualidade ainda é &#8220;demonizada&#8221; nos nossos dias. Fracassaram todas as tentativas de tomá-la totalmente inofensiva e de apresentá-la como algo &#8220;completamente natural&#8221;. Para o homem moderno, algumas formas de sexualidade continuam a ter aspecto mau, pecador e sinistro. Alguns movimentos de liberação feminina ainda tentam entender a sexualidade como uma arma política</em>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Como essa vivência é marginalizada não há informação, sobram preconceitos e julgamentos, internos e externos, e sua expressão na vida do indivíduo, pode levar aos comportamentos de risco, já que a relação sexual vira apenas um instinto a ser satisfeito e perde sua faceta sagrada e relacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Para Coleman (2015) uma grande mudança seria a educação a respeito da sexualidade, sem a presença de valores religiosos ou morais, no sentido de uma melhor compreensão entre o impulso sexual, o desejo e os comportamentos, permitindo assim uma compreensão mais profunda e tolerância para com os seus próprios comportamentos sexuais, bem como as preferências sexuais dos outros. Através da educação, aceitação e um âmbito empático, devemos assistir a uma re-humanização de nós próprios.</p>



<h2 id="h-nesse-sentido-percebo-que-naturalmente-o-amor-pode-ser-vivenciado-em-mais-cores-do-que-as-que-foram-generalizadas-pelos-simbolismos-as-cores-do-amor-oscilam-tanto-quanto-as-alegrias-e-as-dores-ligadas-a-ele" class="wp-block-heading" style="font-size:18px">Nesse sentido, percebo que naturalmente, o amor pode ser vivenciado em mais cores do que as que foram generalizadas pelos simbolismos. As cores do amor oscilam tanto quanto as alegrias e as dores ligadas a ele.</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">No contexto clínico, a aplicação do vermelho em materiais artísticos (tintas, papéis, tecidos ou argilas), pode favorecer o acesso a conteúdos inconscientes ligados à sexualidade e à identidade corporal. Importante enfatizar que a escolha cromática em arteterapia não é aleatória: a cor serve como canal para emoções difíceis de verbalizar, permitindo que aspectos da experiência sensorial e afetiva se expressem na obra antes de emergirem na fala. Assim, a presença do vermelho em mandalas, colagens ou pinturas pode indicar a necessidade de trabalhar temas como dor, desejo, atração, erotismo ou mesmo a construção de uma autoimagem mais integrada e uma auto estima melhorada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px">Entretanto, o uso terapêutico do vermelho requer sensibilidade técnica e ética. A intensidade da cor pode despertar ansiedade ou memórias traumáticas, especialmente em indivíduos que associam o vermelho a agressão ou violência (HELLER, 2021, p. 51). Por isso, é fundamental que o arteterapeuta contextualize a proposta cromática, escute o cliente sobre as sensações provocadas e promova a elaboração simbólica do material produzido. Mais do que interpretar de modo direto, o profissional deve acompanhar o processo criativo, favorecendo que a cor revele, no ritmo do cliente, as camadas de sensualidade, prazer e vitalidade que emergem no espaço terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/mariaivanilde/" data-type="link" data-id="https://blog.ijep.com.br/author/mariaivanilde/">Maria Ivanilde Ferreira Alves &#8211; Membro Analista em Formação do IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/simonemagaldi/">Dra E. Simone Magaldi &#8211; Analista Didata e Fundadora do IJEP</a></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="📃Artigo novo: &quot;A Cor Vermelha como Símbolo de Sensualidade na Arteterapia&quot;" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/LRFy7aeuHOA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading" style="font-size:18px"><strong>REFERÊNCIAS:</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">AUFRANC, Ana Lia B. <em>Expressões da sexualidade: </em>um olhar junguiano. Junguiana, São Paulo, v. 36, n. 1, p. 37-48, 2018. Disponível em: &lt;https://junguiana.sbpa.org.br/revista/article/view/244&gt;. Acesso em: 2 jun. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CAVALCANTI, R.; CAVALCANTI, M. <em>Tratamento clínico das inadequações sexuais</em>. 5. ed. Rio de Janeiro: Payá, 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. <em>Dicionário de símbolos</em>: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. Rio de Janeiro: José Olympio, 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COLEMAN, Kathryn. <em>Alienation through Social Construction: </em>A Call for the Re-humanization of Sexuality. Journal of Positive Sexuality, v. 1, p. 25-30, jun. 2015. Disponível em: &lt;https://journalofpositivesexuality.org/wp-content/uploads/2021/09/10.51681-1.121_Alienation-Through-Social-Construction-Coleman.pdf&gt;. Acesso em: 2 jun. 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONGER, John P. <em>O corpo como sombra</em>. Tradução de Maria Silvia Mourão Netto. São Paulo: Summus, 1993.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FARINA, Modesto; PEREZ, Clotilde; BASTOS, Dorinho. Psicodinâmica das cores em comunicação. 5. ed. São Paulo: Blucher, 2006.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FERRATER MORA, José. Dicionário de filosofia. Tradução de Maria Stela Gonçalves et al. São Paulo: Edições Loyola, 2001. v. 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">FOUCAULT, Michel. <em>História da sexualidade</em>: a vontade de saber. 13. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2022. v. 1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GUGGENBÜHL-CRAIG, Adolf. <em>O lado demoníaco da sexualidade</em>. In: ZWEIG, Connie; ABRAMS, Jeremiah (org.). Ao encontro da sombra. São Paulo: Cultrix, 2024. p. 113-119.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HELLER, Eva. <em>A psicologia das cores</em>: como as cores afetam a emoção e a razão. São Paulo: Olhares, 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">HOERNI, Ulrich <em>et al</em> (ed.). <em>A arte de C. G. Jung</em>. Petrópolis: Vozes, 2019.</p>



<h2 id="h-jung-carl-gustav-civilizacao-em-transicao-10-ed-petropolis-vozes-2013" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">JUNG, Carl Gustav. <em>Civilização em transição</em>. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">______ <em>O eu e o inconsciente</em>. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2015a.</p>



<p class="wp-block-paragraph">______ <em>A Prática da Psicoterapia</em>. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2015b.</p>



<p class="wp-block-paragraph">PINTO, Diana de Souza <em>et al</em>. <em>Escala de avaliação de comportamento sexual de risco para adultos</em>: tradução e adaptação transcultural para o português brasileiro. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 29, n. 2, p. 205-211, maio/ago. 2007.</p>



<p class="wp-block-paragraph">SILVEIRA, Nise.<em> Imagens do inconsciente</em>. Petrópolis: Vozes, 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ZWEIG, Connie; ABRAMS, Jeremiah (org.). Ao encontro da sombra. São Paulo: Cultrix, 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></strong></p>
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