<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Espetáculo - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/espetaculo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/espetaculo/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Thu, 26 Feb 2026 22:31:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Espetáculo - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/espetaculo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Sofrimento como Entretenimento nas Redes Sociais </title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/o-sofrimento-como-entretenimento-nas-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bianca Franco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2026 10:50:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculo]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[sofrimento nas redes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.ijep.com.br/?p=12229</guid>

					<description><![CDATA[<p>Observamos em nossa sociedade atual a demanda por performance na vida pessoal para que as pessoas se mantenham relevantes em seus círculos sociais. A lógica algorítmica de funcionamento das redes sociais silencia gradativamente o contato do indivíduo com sua subjetividade e desloca do ego a possibilidade de experiência simbólica diante da vida. Em busca de narrativas que promovam engajamento e audiência, o indivíduo, na escassez de sua intimidade com o mundo imaginal e tomado por complexos sombrios, dá voz à persona do sofrimento. Essa, transforma o próprio sofrimento em entretenimento de massa como ferramenta de pertencimento social e manutenção do indivíduo na identificação com a coletividade e com seus sintomas.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/o-sofrimento-como-entretenimento-nas-redes-sociais/">O Sofrimento como Entretenimento nas Redes Sociais </a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:18px"><strong>Resumo</strong>: Neste artigo, proponho ampliarmos, à luz da psicologia analítica, o tema da identificação unilateral com a persona — em especial a persona do sofrimento — e aprofundarmos como ela se difunde nas redes sociais em forma de espetacularização, dialogando com as reflexões de Guy Debord em sua obra&nbsp;<em>A Sociedade do Espetáculo</em>&nbsp;(1992).&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-observamos-em-nossa-sociedade-atual-a-demanda-por-performance-na-vida-pessoal-para-que-as-pessoas-se-mantenham-relevantes-em-seus-circulos-sociais" style="font-size:18px">Observamos em nossa sociedade atual a demanda por performance na vida pessoal para que as pessoas se mantenham relevantes em seus círculos sociais.</h2>



<p style="font-size:18px">A lógica algorítmica de funcionamento das redes sociais silencia gradativamente o contato do indivíduo com sua subjetividade e desloca do ego a possibilidade de experiência simbólica diante da vida. Em busca de narrativas que promovam engajamento e audiência, o indivíduo, na escassez de sua intimidade com o mundo imaginal e tomado por complexos sombrios, dá voz à persona do sofrimento. Essa, transforma o próprio sofrimento em entretenimento de massa como ferramenta de pertencimento social e manutenção do indivíduo na identificação com a coletividade e com seus sintomas.</p>



<p style="font-size:18px">Observamos na atualidade o impulso dos indivíduos em experienciar a vida prioritariamente através das narrativas pautadas pelas redes sociais, enquanto a subjetividade vem sendo, cada vez mais, reduzida para caber nas dimensões das telas.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">Manter-se relevante no universo digital demanda do indivíduo a constante atitude de produzir e performar. Essa exigência, contudo, impõe exageradamente a unilateralização racional da vida e afasta os indivíduos do contato com a experiência de vida simbólica.</p>



<p style="font-size:18px">Jung afirma que só é possível alcançar um estado de realização quando temos a capacidade de sustentarmo-nos como indivíduos íntegros, ou seja, de unir a vida concreta à potência criativa do mundo imaginal.&nbsp;Ele diz:</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-large" style="font-size:18px"><blockquote><p>A pessoa humana precisa de vida simbólica. E precisa com urgência. (…) não temos vida simbólica, mas temos necessidade premente dela. Somente a vida simbólica pode expressar a necessidade da alma – a necessidade diária da alma.</p><cite>JUNG, 2023, p. 627</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-e-completa-mais-adiante" style="font-size:18px">E completa mais adiante:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>O simples fato de alguém viver a vida simbólica tem uma influência extraordinariamente civilizadora. Essas pessoas são bem mais civilizadas e criativas por causa da vida simbólica. As pessoas apenas racionais têm pouca influência; tudo nelas se resume a discurso e com discurso não se vai longe”.</p><cite>JUNG, 2023, p. 653</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:18px">Neste artigo, proponho ampliarmos, à luz da psicologia analítica, o tema da identificação unilateral com a persona — em especial a persona do sofrimento — e aprofundarmos como ela se difunde nas redes sociais em forma de espetacularização, dialogando com as reflexões de Guy Debord em sua obra&nbsp;<em>A Sociedade do Espetáculo</em>&nbsp;(1992).&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-a-sociedade-do-espetaculo-e-sua-representacao-nas-redes-sociais"><strong>A Sociedade do Espetáculo e sua representação nas redes sociais</strong></h2>



<p style="font-size:18px">Guy Debord (1992, p. 4) define o espetáculo a partir da mediação de imagens nas relações sociais, que, em prol da representação acerca de determinado objeto, perdem seu caráter autêntico e real.&nbsp;O conceito de sociedade do espetáculo parte do princípio de que a desconexão das pessoas com a realidade origina-se de uma alienação generalizada, na qual a representação de uma realidade imaginada reduz a vida em moldes fragmentados. O autor afirma: “<strong><em>A realidade considerada parcialmente, apresenta-se em sua própria unidade geral como pseudomundo à parte, objeto de mera contemplação</em></strong>” (DEBORD, 1992, p.2).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-atualmente-as-redes-sociais-expressam-o-formato-mais-evidente-da-sociedade-do-espetaculo-desempenhando-o-papel-de-repositorio-de-positividade-e-anestesiamento-da-realidade-nbsp" style="font-size:18px">Atualmente, as redes sociais expressam o formato mais evidente da sociedade do espetáculo, desempenhando o papel de repositório de positividade e anestesiamento da realidade.&nbsp;</h2>



<p style="font-size:18px">A mesma tecnologia que chegou com a promessa de criar conexões tornou-se a maior ferramenta de desconexão da contemporaneidade – estamos&nbsp;<em>online</em>&nbsp;a todo momento, mas cada vez mais distantes de nós mesmos e do outro. Tomados pelo espírito da época, os indivíduos estão aprisionados na constante busca por interações externas e estímulos que reforcem sua aprovação e adequação no lugar comum.</p>



<p style="font-size:18px">Numa sociedade que estimula o espelhamento do indivíduo na cultura de massa, as experiências pessoais tornam-se apenas reflexos da repetição de padrões coletivos, sustentando indivíduos acríticos e de atitude fragilizada perante as questões da vida.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">A ótica espetacular não faz distinção entre “individual” e “coletivo”, uma vez que a total transparência impede a individualidade. Existindo de forma coletiva, as pessoas vivem uma proximidade simbiótica com sua rede. O que é individual e íntimo se torna de domínio público e a vida pessoal é transformada em entretenimento de massa.</p>



<p style="font-size:18px">Na busca por visibilidade e validação, os usuários deslocam a autenticidade das experiências para promover narrativas virais que geram engajamento, ainda que sejam desvinculadas da realidade vivida, sendo manipuladas e formatadas para caber nos requisitos dos algoritmos.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">Surge, assim, a&nbsp;instrumentalização da vida e da autoimagem, onde o sentido significativo da subjetividade é deslocado para a ode à performance.&nbsp;A partir da ótica instagramável, as pessoas buscam representar a própria vida dentro de moldes estéticos e performáticos estando, a todo momento, em evidência, promovendo o eco de si mesmo em busca de engajamento e audiência.</p>



<p style="font-size:18px">No entanto, em função de seu imediatismo e da multiplicidade de eventos no universo digital, as pessoas sofrem com o constante esgotamento de narrativas. Os símbolos de aspiracionalidade e entretenimento são rapidamente consumidos e esvaziados, precisando se reciclar o tempo todo.&nbsp;Diante disso, complexos ganham roupagens midiáticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-jung-esclarece-a-dinamica-geral-do-funcionamento-dos-complexos" style="font-size:18px">Jung esclarece a dinâmica geral do funcionamento dos complexos:</h2>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:19px"><blockquote><p>O complexo é um fator psíquico que, em termos de energia, possui um valor que supera, às vezes, o de nossas intenções conscientes; (…) um complexo ativo nos coloca por algum tempo num estado de&nbsp;<em>não liberdade</em>, de pensamentos obsessivos e ações compulsivas.</p><cite>JUNG, 2008, p. 200</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-sofrimento-como-narrativa-de-entretenimento"><strong>O sofrimento como narrativa de entretenimento</strong></h2>



<p style="font-size:18px">Pelas lentes da estetização, o sofrimento passou a ser ‘instagramável’. Narrativas sombrias surgem como novos formatos de entretenimento viral e a patologização da saúde mental manifesta-se como uma nova tendência a ser seguida e reproduzida pelos usuários.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">Sob o ponto de vista psicológico, as redes sociais oferecem aos indivíduos as ferramentas necessárias para a manutenção de persona, uma vez que os perfis são tidos como um palco particular, voltado às próprias narrativas, expressões e filtrados por seus interesses.&nbsp;Para Jung:</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>A persona é, pois, um complexo funcional que surgiu por razões de adaptação ou de necessária comodidade, mas que não é idêntico à individualidade. O complexo funcional da persona diz respeito exclusivamente à relação com os objetos.</p><cite>JUNG, 1991a, p. 390</cite></blockquote></figure>



<p style="font-size:18px">Nesse sentido, nasce o que chamo, nesse estudo, de “persona do sofrimento”.&nbsp;Paradoxalmente, aspectos sombrios frequentemente negligenciados ou reprimidos pelo indivíduo são as partes da persona do sofrimento performadas nas redes sociais.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">Tal espetacularização escancara a superficialidade das pessoas em relação ao próprio sofrimento e demonstra como a autoexposição se converte rapidamente em autoexploração. Publicações pautadas na identificação do indivíduo com seu sofrimento reforçam padrões de comportamento que o moldam dentro do papel de vítima, perpetuando a figura de bode expiatório de si mesmo.</p>



<p style="font-size:18px">Ou seja, a persona do sofrimento atua como um veículo para depósito de projeções, externas e internas, deslocando do ego a responsabilização e confronto com a causa de seu sofrimento e tornando-o ainda mais fragilizado e vulnerável diante da vida.</p>



<p style="font-size:18px">Existe uma inflação que caminha junto com a identificação com a imagem do bode expiatório porque esse indivíduo carrega também a projeção da esperança de cura da massa (Cf. GIRARD, 2004). Jung afirma:</p>



<figure class="wp-block-pullquote" style="font-size:18px"><blockquote><p>Quando a sociedade, como conjunto, necessita de uma figura que atue magicamente, serve-se da vontade de poder do indivíduo e da vontade de submissão da massa como veículo, possibilitando assim a criação do prestígio pessoal.</p><cite>JUNG, 2008, p. 237</cite></blockquote></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-identificacao-unilateral-patologica-com-a-persona-do-sofrimento"><strong>Identificação unilateral patológica com a persona do sofrimento</strong></h2>



<p style="font-size:18px">À medida que o ego se confunde com a máscara social que performa o sofrimento, ele vai sendo tomado pelos conteúdos sombrios não integrados e seus complexos passam a atuar de maneira rígida. O sofrimento real não é acolhido e integrado, mas adaptado e performado no contexto das narrativas digitais.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">A constante exposição e validação da persona submete gradativamente o ego à identificação patológica, na qual o indivíduo não apenas fica unilateralmente identificado, mas acredita encontrar nela o caminho para seu pertencimento social. Desconsiderando a totalidade psíquica por meio de sua indiferenciação em relação aos complexos e a coletividade, o indivíduo fica paralisado, vivendo uma vida provisória, de sobrevivência e subserviência, de promessas sem garantias.&nbsp;</p>



<p style="font-size:18px">Vivemos em uma sociedade paliativa, onde nenhuma manifestação de negatividade ou sofrimento é verbalizada ou experienciada em profundidade. Esquecemos como dar forma ao sofrimento e, como consequência, estamos perdendo a possibilidade de nos relacionarmos em profundidade com o tema da nossa dor.</p>



<p style="font-size:18px">A unilateralização patológica confere ao indivíduo não o desintegrar-se para reconstituir-se, mas sim sua identificação com os sintomas como atributos permanentes e imutáveis, inexoravelmente fundidos à sua personalidade.</p>



<p style="font-size:18px">A persona do sofrimento excessivamente unilateral reflete ausência de contato do indivíduo com a dimensão simbólica dos sintomas, inibindo o processo de cura interior, que não consiste na eliminação de sintomas, mas no processo de elaboração simbólica por meio deles, capacitando o indivíduo a atribuir sentido ao próprio sofrimento.</p>



<p style="font-size:18px">Na capacidade de morte simbólica, reside no indivíduo que ousa viver, a liberdade da vida. Assim, compreendendo-a não como um estado permanente, mas como um processo dinâmico a partir das diversas mortes e renascimentos possíveis de se experenciar dentro de uma única vida.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-large" style="font-size:18px"><blockquote><p>Possuindo a imagem de uma coisa, possuímos a metade da coisa. A imagem do mundo é a metade do mundo. Quem possui o mundo, mas não sua imagem, possui só a metade do mundo, pois sua alma é pobre e sem bens.&nbsp;A riqueza da alma consiste de imagens. Quem possui a imagem do mundo possui a metade do mundo, mesmo quando seu humano é pobre e sem bens. Mas a fome transforma a alma em fera e engole o prejudicial e com isso se envenena. Meus amigos, é sábio alimentar a alma, senão criareis dragões e demônios em vossos corações.</p><cite>JUNG, LV, pag. 118</cite></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Artigo: O Sofrimento como Entretenimento nas Redes Sociais" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/VgH2H_T2VZE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p style="font-size:18px"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/bianca-franco/">Bianca Franco – Analista em formação pelo IJEP</a></strong><br><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/balestrini/" type="link" id="https://blog.ijep.com.br/author/balestrini/">José Balestrini – Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias" style="font-size:18px">Referências:</h2>



<p>DEBORD, Guy. <em>A sociedade do espetáculo</em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.</p>



<p>GIRARD, René. <em>O bode expiatório</em>. São Paulo: Paulus, 2004.</p>



<p>JUNG, Carl Gustav. <em>A natureza da psique</em>. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 1991.<br>______ O eu e o inconsciente. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.<br>______ A vida simbólica. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2023.<br>______ O Livro Vermelho. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.</p>



<p><a href="http://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/o-sofrimento-como-entretenimento-nas-redes-sociais/">O Sofrimento como Entretenimento nas Redes Sociais </a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
