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Série Ruptura e a ampliação simbólica do conflito entre personalidades
Neste ensaio convido o leitor a uma leitura simbólica da série “Ruptura” (Severance) dentro da perspectiva da psicologia de profundidade de Carl G. Jung, investigando, principalmente, o fenômeno da cisão psíquica como forma de expressão do monoteísmo da consciência. A partir disso, ampliaremos como esse fenômeno, quando patologicamente unilateral, promove no indivíduo o distanciamento do processo de individuação e a recusa da experiência de vida em sua totalidade.

O Sofrimento como Entretenimento nas Redes Sociais
Observamos em nossa sociedade atual a demanda por performance na vida pessoal para que as pessoas se mantenham relevantes em seus círculos sociais. A lógica algorítmica de funcionamento das redes sociais silencia gradativamente o contato do indivíduo com sua subjetividade e desloca do ego a possibilidade de experiência simbólica diante da vida. Em busca de narrativas que promovam engajamento e audiência, o indivíduo, na escassez de sua intimidade com o mundo imaginal e tomado por complexos sombrios, dá voz à persona do sofrimento. Essa, transforma o próprio sofrimento em entretenimento de massa como ferramenta de pertencimento social e manutenção do indivíduo na identificação com a coletividade e com seus sintomas.
