<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos outie - Blog IJEP</title>
	<atom:link href="https://blog.ijep.com.br/tag/outie/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/outie/</link>
	<description>Artigos do IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa</description>
	<lastBuildDate>Sun, 12 Jul 2026 19:22:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.1</generator>

<image>
	<url>https://blog.ijep.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-logo-ijep-32x32.png</url>
	<title>Arquivos outie - Blog IJEP</title>
	<link>https://blog.ijep.com.br/tag/outie/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Série Ruptura e a ampliação simbólica do conflito entre personalidades</title>
		<link>https://blog.ijep.com.br/serie-ruptura-e-a-ampliacao-simbolica-do-conflito-entre-personalidades/</link>
					<comments>https://blog.ijep.com.br/serie-ruptura-e-a-ampliacao-simbolica-do-conflito-entre-personalidades/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bianca Franco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 19:22:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes e Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[carl gustav jung]]></category>
		<category><![CDATA[carl jung]]></category>
		<category><![CDATA[cisão]]></category>
		<category><![CDATA[complexos]]></category>
		<category><![CDATA[filmes e séries]]></category>
		<category><![CDATA[innie]]></category>
		<category><![CDATA[jung]]></category>
		<category><![CDATA[outie]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia analítica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[von franz]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.ijep.com.br/?p=13457</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste ensaio convido o leitor a uma leitura simbólica da série “Ruptura” (Severance) dentro da perspectiva da psicologia de profundidade de Carl G. Jung, investigando, principalmente, o fenômeno da cisão psíquica como forma de expressão do monoteísmo da consciência. A partir disso, ampliaremos como esse fenômeno, quando patologicamente unilateral, promove no indivíduo o distanciamento do processo de individuação e a recusa da experiência de vida em sua totalidade.</p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/serie-ruptura-e-a-ampliacao-simbolica-do-conflito-entre-personalidades/">Série Ruptura e a ampliação simbólica do conflito entre personalidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resumo</strong>: Neste ensaio convido o leitor a uma leitura simbólica da série “Ruptura” (<em>Severance</em>) dentro da perspectiva da psicologia de profundidade de Carl G. Jung, investigando, principalmente, o fenômeno da cisão psíquica como forma de expressão do monoteísmo da consciência. A partir disso, ampliaremos como esse fenômeno, quando patologicamente unilateral, promove no indivíduo o distanciamento do processo de individuação e a recusa da experiência de vida em sua totalidade.</p>



<h2 id="h-serie-ruptura" class="wp-block-heading"><strong>Série Ruptura</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Culturalmente, a série propõe uma reflexão sobre as diferentes faces de nossa identidade, especialmente sobre o papel que o trabalho representa em nossas vidas, questionando a elasticidade ética e a humanidade dos personagens. Psicologicamente, no entanto, podemos perceber como a trama nos convida à reflexão sobre a integralidade do ser e a importância de conexão com o mundo interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ruptura aborda em sua narrativa um cenário distópico que conversa com nossa contemporaneidade pela forma como as pessoas vivem um estilo de vida cada vez mais fragmentado e focado nas necessidades de adaptação externa, moldando-se para caber nos ambientes e nas relações. A série tem como foco a vida de um homem enlutado, Mark Scout, que busca formas de evitação de seu sofrimento e passa por uma intervenção cirúrgica – procedimento de ruptura – que divide sua consciência em dois mundos: trabalho (<em>innie</em>) e vida pessoal (<em>outie</em>). Em inglês, <em>innie</em> é uma expressão informal para <em>inner,</em> que, traduzido para o português, quer dizer “interno”. Outie, por sua vez, expressão para <em>outer</em>, que significa “externo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Mark está em sua versão <em>innie</em>, ele não tem acesso às memórias de sua versão <em>outie</em>, e vice-versa. Mark busca no procedimento de ruptura um tipo de anestesiamento de sua consciência para evitar contato com seus sentimentos após perder sua esposa. No entanto, a evitação do confronto com o próprio sofrimento vai tornando-o cada vez mais esvaziado de sentido. Sua atitude consciente, seu <em>outie</em>, reflete a passividade diante dos atravessamentos da vida e a ausência de si mesmo, enquanto sua versão <em>innie</em> representa seu oposto.&nbsp;</p>



<h2 id="h-cisao-psiquica-como-metafora-para-o-monoteismo-da-consciencia" class="wp-block-heading"><strong>Cisão psíquica como metáfora para o monoteísmo da consciência</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na leitura junguiana podemos entender o procedimento de ruptura como uma metáfora para a cisão psíquica, na qual conteúdos internos são dissociados e reprimidos da dimensão da consciência do indivíduo a fim de evitar o confronto do ego com os complexos afetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, tal cisão pode parecer exclusivamente positiva pois protege o ego daquilo que o coloca em um estado perturbado de consciência e, como uma camada de defesa, atua na psique com o papel de manter o indivíduo em um estado funcional e distante do motivo de seu sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, essa ideia se constrói sobre uma fantasia de controle e regulação da psique através das intenções da consciência – o que seria impossível na prática, uma vez que a consciência não é o centro da psique, mas parte dela. (Cf. JUNG, 2014, p. 252)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, temos uma questão paradoxal: mesmo o ego, que tem como função ser o centro organizador da psique na dimensão consciente, é atravessado por conteúdos inconscientes no campo da consciência – que é, em si, parte inconsciente, uma vez que não seria possível experienciar uma totalidade de consciência dentro dos limites humanos.</p>



<h2 id="h-jung-explica" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Jung explica:</h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;line-height:1.4"><em>“A consciência é também relativa, pois abrange não somente a consciência como tal, mas toda uma escala de intensidade da consciência. Entre o “eu faço” e o “eu estou consciente daquilo que faço” há não só uma distância imensa, mas algumas vezes até mesmo uma contradição aberta. Consequentemente existe uma consciência na qual o inconsciente predomina, como há uma consciência em que domina a autoconsciência. (…) Assim chegamos à conclusão paradoxal de que não há um conteúdo consciente que não seja também inconsciente sob outro aspecto.” (JUNG, 2014, p.385)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Jung aponta para a questão do monoteísmo da consciência: a tendência do ego em se perceber como centro absoluto da psique, ignorando a multiplicidade de complexos que fazem parte da totalidade psíquica. Deste modo, a enantiodromia ocorre e, então, o excesso de defesa tende a produzir o efeito oposto.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;line-height:1.4"><em>“Enantiodromia significa </em>&#8216;<em>“</em>&#8216;<em>correr em sentido contrário</em>&#8216;.<em> Com este conceito se designa, na filosofia de Heráclito, o jogo de oposição no devir, ou seja, a concepção de que tudo o que existe se transforma em seu contrário.” (JUNG, 2015, p. 790)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Isso quer dizer que quando a cisão psíquica atua de maneira rígida na vida do indivíduo, ela perde sua qualidade organizadora e preparatória e, no lugar de capacitar o indivíduo para aquilo que está por vir, passa a restringi-lo da própria subjetividade. Assim, o que, idealmente, teria o papel de auxiliá-lo a lidar com seu sofrimento de modo estruturador, acaba por sufocá-lo inconscientemente.</p>



<h2 id="h-o-innie-como-personalidade-inferior" class="wp-block-heading"><strong>O innie como personalidade inferior</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como já citado anteriormente, os complexos possuem autonomia e independem da vontade do ego para se manifestar. São como personalidades parciais, que possuem emoções e desejos próprios tal como a  própria necessidade de realização.</p>



<h2 id="h-segundo-jung-os-complexos-sao-como-simbolos-em-movimento-e-possuem-carater-edificador-para-o-individuo-cf-jung-2013-p-210" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Segundo Jung, os complexos são como símbolos em movimento e possuem caráter edificador para o indivíduo. (Cf. JUNG, 2013, p.210)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Isto é, são conteúdos de carga afetiva formados pelas experiências individuais de acordo com o processo associativo do indivíduo a partir de sua história de vida. Logo, a versão “innie” de Mark pode ser compreendida como uma expressão do inconsciente, ou seja, como a manifestação de complexos sombrios. Nesse sentido, a relação de conflito entre <em>outie</em> e <em>innie</em>, traduzido em termos junguianos para conflito entre personalidade superior e personalidade inferior, espelha a então dinâmica psíquica de tensão entre o complexo do ego e o complexo da sombra.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;line-height:1.4"><em>“Ao estudar casos individuais, observa-se que a função inferior tende a comportar-se como o herói tolo, o bobo divino ou o herói idiota. Ele representa a parte desprezada da personalidade, a parte ridícula e inadaptada, mas simboliza também a parte que constrói a conexão com o inconsciente, retendo, portanto, a chave secreta da totalidade inconsciente da pessoa” (VON FRANZ; HILLMAN , 2022, p. 20).</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que uma simples fragmentação ou continuidade do Mark Scout (<em>outie</em>), o que a narrativa da série evidencia é a configuração de uma personalidade em oposição ao ego. Enquanto o <em>outie</em> acredita deter o controle e autoridade sob o <em>innie</em>, este é capaz de criar vínculos próprios e desenvolver um senso ético individual. Sua personalidade se constitui a partir da própria subjetividade – frequentemente em tensão e conflito com a personalidade do <em>outie</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro dessa hipótese interpretativa, podemos considerar o <em>outie</em> como uma expressão simbólica do tipo pensamento introvertido, no qual o indivíduo se volta para as condições lógicas e orienta-se por dados subjetivos, podemos dizer que o <em>innie</em> seria então uma expressão simbólica do tipo sentimento extrovertido, orientando-se por valores objetivos. Assim, chegaríamos em uma imagem psicológica para o conflito vivido entre as duas personalidades.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-plain is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;line-height:1.4"><em>“A emotividade e sensibilidade substituem o que falta. A influência estranha, que externamente recusa com brutalidade, assalta-o de dentro, pelo lado do inconsciente, e precisa reunir provas que sejam contrárias, e as reúne, contra coisas que parecem totalmente supérfluas as estranhos. Dado que sua consciência se subjetiva pela falta de relação com o objeto, parece-lhe o mais importante o que secretamente diz respeito à sua pessoa. Começa, então, a confundir sua verdade subjetiva com sua pessoa” (JUNG, 2015, p. 707).</em></p>
</blockquote>



<h2 id="h-enquanto-o-outie-sustenta-a-fantasia-de-que-o-innie-e-apenas-uma-extensao-de-si-algo-que-pode-ser-ativado-e-desativado-como-um-botao-o-innie-adquire-progressivamente-mais-consistencia-forca-e-capacidade-de-expressao-propria" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">Enquanto o <em>outie</em> sustenta a fantasia de que o <em>innie</em> é apenas uma extensão de si — algo que pode ser ativado e desativado como um botão — o innie adquire progressivamente mais consistência, força e capacidade de expressão própria.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto maior a recusa em reconhecer os conteúdos sombrios como partes da personalidade que necessitam de expressão e realização, maior a probabilidade de que eles se manifestem de forma compulsiva, sintomática e destrutiva. Ou seja, quanto mais negligenciado e interditado o <em>innie</em> se sente, mais ele se opõe à intenção da consciência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A personalidade inferior tem como característica a tendência à suscetibilidade e à tirania. Quando reprimida, ela pode causar grandes danos à adaptação do indivíduo devido ao seu caráter primitivo. Por outro lado, justamente por ser a função menos adaptada à consciência, é vista como uma ponte para o mundo simbólico.</p>



<h2 id="h-a-impossibilidade-de-simbolizacao-interdita-o-campo-da-consciencia" class="wp-block-heading"><strong>A impossibilidade de simbolização interdita o campo da consciência</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinado momento da série, as versões <em>innie</em> e <em>outie</em> de Mark se encontram e estabelecem um diálogo entre si com a ajuda de uma câmera de vídeo. Nessa cena percebemos esse contato como uma representação simbólica da aproximação entre a personalidade superior e a personalidade inferior, uma reconhecendo a existência da outra, uma conversa entre complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o rumo da conversa logo ganha outra direção e o clima se torna hostil pois, apesar do <em>outie</em> admitir sua dependência do <em>innie</em>, ele não legitima sua necessidade de realização, ignora suas vontades e a experiência com o mundo interno não se sustenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mark, no estado <em>outie</em>, ainda projeta no inconsciente o papel de submissão às vontades da consciência. A ausência do campo simbólico impede que seja criada uma relação de confiança entre a personalidade superior e a personalidade inferior e suspende a possibilidade de criação de vínculo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem a capacidade de simbolização perde-se também a capacidade de transformação. Dessa forma, o indivíduo permance paralisado na vida psíquica e impedido de realizar o trabalho para seu desenvolvimento psíquico, ou seja, para o processo de individuação.</p>



<h2 id="h-sobre-o-processo-de-individuacao-marie-louise-von-franz-diz" class="wp-block-heading" style="font-size:16px"><strong>Sobre o processo de individuação, Marie Louise von Franz diz:</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px;line-height:1.4"><em>“O verdadeiro processo de individuação – isto é, a harmonização do consciente com o nosso próprio centro interior (o núcleo psíquico) ou Self – em geral começa inflingindo uma lesão à personalidade, acompanhada do consequente sofrimento. Esse choque inicial é uma espécie de “apelo”, apesar de nem sempre ser reconhecido como tal. Ao contrário, o ego se sente tolido nas suas vontades ou desejos e geralmente projeta essa frustração sobre qualquer objeto exterior. Ou seja, o ego passa a acusar Deus, a situação econômica, o chefe ou o cônjuge como responsáveis por essa frustração. Algumas vezes tudo parece bem externamente, mas no seu íntimo a pessoa está sofrrendo de um tédio mortal que torna tudo vazio e sem sentido. (…) Poderia dizer que o encontro inicial com o Self lança uma sombra sobre o futuro, ou que esse “amigo interior” aparece primeiro como um caçador que prepara sua armadilha para pegar o ego indefeso.” (JUNG, 2016, pag. 219)</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa passagem, Von Franz compreende que o motivo para que nossa sombra torne-se nossa amiga ou inimiga é, na verdade, um reflexo do próprio esforço consciente. Ou seja, enxergando a relação com a sombra assim como em qualquer outra dinâmica de relação social, às vezes cedendo e às vezes resistindo. A sombra, assim como outro complexo, tem o aspecto da dualidade e carrega em si tanto uma potência maléfica e destrutiva quanto uma potência benéfica e construtiva. Para que ela se apresente de maneira construtiva, porém, é preciso coragem para assumirmos nossas incoerências morais e éticas.</p>



<h2 id="h-o-ego-quando-se-relaciona-com-as-imagens-do-inconsciente-a-partir-de-uma-postura-de-humildade-e-igualdade-torna-se-capaz-de-assimilar-e-integrar-seus-conteudos-sombrios-e-realizar-o-trabalho-necessario-para-o-processo-de-individuacao" class="wp-block-heading" style="font-size:16px">O ego, quando se relaciona com as imagens do inconsciente a partir de uma postura de humildade e igualdade, torna-se capaz de assimilar e integrar seus conteúdos sombrios e realizar o trabalho necessário para o processo de individuação.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caso contrário, se insistir em se relacionar com o mundo simbólico através da dinâmica de dominação e poder, estará fadado a experienciar uma derrota esmagadora. Pois, se o complexo anímico decidir formar um casamento com o complexo da sombra, o ego ficará para trás, perderá sua função mediadora na psique e comprometerá sua adaptação externa que tanto valoriza, uma vez que há de estar em uma posição de desvantagem, submisso às regras absolutas impostas pela dominação vinda do inconsciente. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse caos que termina a segunda temporada de Ruptura. A cisão, que evolui para dissociação completa, desdobra-se não em resolução mas na radicalização do conflito inicial entre os complexos. Na ausência de um processo de integração, cada complexo tenta realizar-se de forma autônoma. Sem participação do ego, não há possibilidade de transformação psíquica e o caos, em sua forma destrutiva, assume o poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/bianca-franco/" data-type="link" data-id="https://blog.ijep.com.br/author/bianca-franco/">Bianca Franco – Analista em formação IJEP</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://blog.ijep.com.br/author/balestrini/" data-type="link" data-id="https://blog.ijep.com.br/author/balestrini/">José Balestrini – Analista Didata IJEP</a></strong></p>



<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading">Referências:</h2>



<p class="wp-block-paragraph">JUNG, Carl Gustav. <em>Aion</em>. Petrópolis: Vozes, 2013.<br>______ <em>A natureza da psique</em>. Petrópolis: Vozes, 2014.<br>______ <em>Tipos psicológicos</em>. Petrópolis: Vozes, 2015.<br>______ <em>O homem e seus símbolos</em>. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016.<br>______ <em>Aion</em>. Petrópolis: Vozes, 2013.<br>VON FRANZ, Marie-Louise; HILLMAN, James. <em>A tipologia de Jung</em>. Petrópolis: Vozes, 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Imagem: Colagem digital de autoria própria</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.ijep.com.br">www.ijep.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://blog.ijep.com.br/serie-ruptura-e-a-ampliacao-simbolica-do-conflito-entre-personalidades/">Série Ruptura e a ampliação simbólica do conflito entre personalidades</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.ijep.com.br">Blog IJEP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.ijep.com.br/serie-ruptura-e-a-ampliacao-simbolica-do-conflito-entre-personalidades/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
