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Este ensaio nasce da reflexão do desencontro e do desenlace entre o erotismo, as projeções (tantas vezes sombrias) e da solidão humana, culminando no vício em pornografia do masculino.
Muita coisa mudou nos últimos 100 anos nas vidas das mulheres ocidentais, especialmente aquelas que vivem nas grandes cidades. Algo do aspecto masculino (Animus) tornou-se bastante consciente e ativo, usando muito da energia psíquica das mulheres. Será que, de forma compensatória, teria algo do feminino nas mulheres foi tornado inconsciente, criando uma “nova” Anima?
Este artigo apresenta uma análise simbólica do conto nórdico “O Gigante Sem Coração” a partir dos fundamentos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung. A narrativa é examinada como expressão arquetípica do processo de individuação, articulando imagens como a sombra, o complexo autônomo, a dissociação afetiva, a anima, o Self e a integração das funções psíquicas.
O Silêncio Pesado da Alma: A obesidade como grito do feminino ferido. O corpo não mente o que a psique tenta esconder: segundo a Psicologia Analítica, a obesidade pode ser interpretada como um mecanismo de defesa da psique feminina contra a rigidez da consciência. Analisamos como, simbolicamente, a gordura atua como proteção contra um Complexo, sugerindo que o excesso físico é o reflexo do peso não suportado na alma. O convite é cessar a guerra contra o corpo, para então acolher o tirano interno e permitir-se sentir o feminino.
Este texto propõe uma análise simbólica do conto “A Rainha da Neve” (1844), de Hans Christian Andersen, sob a perspectiva da psicologia analítica de C. G. Jung. A narrativa da amizade entre Kay e Gerda interrompida pela ação do espelho de Hobglobin e pela sedução gélida da Rainha da Neve, é interpretada como metáfora da dinâmica psíquica marcada pela unilateralidade do Logos dissociado do Eros. O congelamento de Kay representa a fixação da consciência masculina em uma atitude racionalista e crítica , que, ao perder a mediação da anima, transforma-se em frieza, ceticismo e esterilidade da alma. O conto evidencia que a desconexão entre Logos e Eros gera adoecimento psíquico, enquanto sua integração abre caminho para a totalidade e o sentido da vida.
