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Em tempos de mídias sociais as dinâmicas do desejo e da atração ficaram mais escancaradas. Pessoas estão expostas em vitrines virtuais em suas buscas por parceiros e dessa forma ficam mais óbvios padrões que talvez pudessem passar desapercebidos. Um dos padrões que pode ser percebido na dinâmica entre homens gays é a de supervalorização da masculinidade.

Falar sobre a atividade sexual masculina gera um certo incomodo devido as dificuldades que os homens encontram diante das disfunções sexuais. Quais aspectos da vida masculina estariam comprometendo seu desempenho sexual? Essa pergunta gera uma angústia, e necessita de conhecimento sobre a questão da atividade sexual humana (aspectos fisiológicos, neuroquímicos, psíquicos etc.) e em qual contexto ocorre a disfunção. Neste artigo estaremos abordando esses aspectos.

Quando se fala em sexualidade humana, sabe-se que é impossível compreendê-la de forma simplificada, sem admitir sua natureza multidimensional. Ela pode ainda ser banalizada e literalizada em sua forma biológica (pênis e vagina), embora se saiba que a diversidade dos conceitos contemporâneos tenham ultrapassado essa dimensão e isso tem trazido inúmeras dúvidas e aumentado a dificuldade e o preconceito no divã, em um momento em que os muitos terapeutas não conseguem lidar e ampliar a sua própria sexualidade. Esse artigo traz uma ampliação e reflexão desse tema, na abordagem da psicologia analítica de Carl Gustav Jung.

Este artigo contempla a experiencia clínica e didática do Dr. Waldemar Magaldi, sócio fundador do IJEP, integrando e ampliando algumas contribuições seminais do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, presentes em seu livro “A Prática da Psicoterapia”, integrando-as com o conflito contemporâneo em que o patriarcado, ainda dominante, está reagindo de todas as formas para se manter no poder, interditando que o dinamismo da alteridade seja a nova ética social. Para enfrentarmos isso é necessário que homens e mulheres reconheçam que, inconscientemente, retroalimentam o machismo hierarquizante, excludente, territorialista, patrimonialista, violento, sectário e abusivo, que só agrava as desigualdades.

Quando me perguntam se meu trabalho como analista junguiano cura gays, e toda gama das expressões LGBTQIA+, prontamente respondo que o propósito maior da minha atividade profissional, que deveria ser a de todo profissional de ajuda e da saúde, é o de promover a cura, que implica o cuidar, por meio do autoconhecimento, ativando o curador interno que existe em cada um de nós, no maior número possível de pessoas, incluindo os LGBTQIA+. Este ensaio reflete esse tema, incluindo a Homofobia e a Heteronormatividade como instrumentos do poder patriarcal.

Como homens e mulheres se comportam quando se fala em traição? As diferenças entre homens e mulheres são importantes porque…

TERAPÊUTICA E SEXUALIDADE – Parte 1 – Falando-se em Sexualidade, sabemos que é impossível compreender a sexualidade humana de forma simplista, sem admitir sua natureza multidimensional. Desde os tempos mais remotos, a sexualidade tem exercido grande fascínio sobre as pessoas de todas as camadas sociais. Na arte, literatura, religiões, filosofias e outros sistemas preocupados principalmente em moldar o comportamento humano, tentam estabelecer valores e tabus sexuais.