Leia meus artigos
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Do negativo ao positivo: a análise como câmara escura das imagens da alma
Não faz muito tempo, as imagens fotográficas eram “escritas à luz”. Era um tempo de menos telas. A revelação era uma verdadeira cura, no sentido de cuidado e transformação. Primeiro, as máquinas fotográficas captavam a imagem num filme, onde luz e sombra se invertem. Por isso, o filme também era chamado de negativo. Depois, na penumbra de uma câmara escura, a imagem florescia positiva, em meio à sombra e à luz. Neste ensaio, faço um paralelo entre o processo analítico e o antigo jeito de revelar imagens. Procuro mostrar que tanto analista quanto analisando têm como missão, por meio de ampliações simbólicas e uma atenta e reveladora curadoria de luz e sombra, fazer do negativo, que obscurece a alma, algo positivo.

No meio da vida, é preciso imaginar Sísifo infeliz
Resumo: O mito de Sísifo, numa perspectiva junguiana, pode ilustrar a resistência humana a abrir mão de uma atitude psíquica obsoleta para a descoberta de

A intimidade e seus secretos demônios
Resumo: Um mergulho simbólico na etimologia da palavra intimidade nos leva até a alma e à sua necessidade de ser protegida e, ao mesmo tempo,

Quando o amor “cabe” na palma da mão
Resumo: Este artigo também pode ser lido como um breve ensaio pessoal sobre a experiência do amor, sobre os inevitáveis desafios que ele nos impõe

A perfeição como uma boa desculpa para não se viver
Resumo: Nem sempre o que vemos em nós mesmos como virtude é, de fato, virtude. Neste artigo, falo sobre como a perfeição é uma ilusão

Um olhar mitopoético para os alvos da alma ao longo da vida
Oriunda do grego, a palavra mito significa “história”, “narrativa”. Poiesis, da qual vem a palavra poesia, quer dizer “criação”, “fazer”. “Mitopoiesis”, então, significa criar, fazer

O amor, o poder e o abusador que nos habita
Uma das definições da palavra abuso é “uso excessivo ou imponderado de poderes”. Alguém poderoso, então, naturalmente tem mais chances de ser abusivo do que

Narciso: os ecos do mito em tempos de redes sociais
O mito de Narciso e Eco expressa um traço atemporal da psique humana que, no mundo contemporâneo, parece potencializado pelas relações que temos estabelecido com e por meio das redes sociais. Essa relação, entre mito e “tecnologia”, não é novidade e a ideia deste artigo não é inventar a roda, mas mergulhar nesta narrativa mitológica e em sua simbologia, trazendo personagens muitas vezes esquecidos e mais elementos que, espero, nos ajudarão a transcender o senso comum e a ampliar o significado dessa milenar história. Tudo isso sob o prisma da psicologia analítica.

Posicionamento político: coniunctio oppositorum e unilateralidade em tempos de polarização
Já pensou em que medida a política, assim como diversos outros assuntos, que despertam nossas paixões, não são um campo riquíssimo para escavações em nossas próprias almas e para valiosas descobertas acerca de quem somos? Já se perguntou o quanto seu incômodo em relação a esse tema quer revelar algo sobre você mesmo, algo que talvez não queira enxergar? É nessa direção que nos leva o artigo, “Posicionamento político: coniunctio oppositorum e unilateralidade em tempos de polarização”, escrito pela professora Simone Magaldi, pela analista Natalhe Vieni e pelo analista Wagner Hilário.

O herói de mil gols: os sacrifícios (e a húbris) de Edson para eternizar Pelé
Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Duas personalidades, uma só manifestação. É possível dizer que Pelé só se tornou um mito por ter, em Edson, o herói que precisava? Jung escreve: “Na análise final, só contamos para alguma coisa por causa do essencial que encarnamos e, se não encarnamos isso, a vida é desperdiçada”. Quem há de dizer que Edson não encarnou o seu essencial? Muitos gênios sucumbiram psiquicamente à própria genialidade e a maioria dos homens se esconde dela, com medo da loucura. Com todos os defeitos, Edson foi diferente.
