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Resiliência
A propaganda atual, para o caminho da felicidade, é: quanto mais conforto, melhor. As dificuldades são colocadas como inimigas a serem evitadas. Cada vez mais, somos ensinados a termos o que desejamos, sem limites. A nossa capacidade de suportar as contrariedades, saber esperar e conviver com os obstáculos é cada vez menor. Ficamos mais frágeis e impacientes. A insatisfação aumenta. Neste breve artigo, discorro sobre a resiliência e sua importância para o caminho de autoconhecimento. E as consequências de sua falta, nas pequenas coisas cotidianas corriqueiras, nas relações, no processo de autodesenvolvimento espiritual e no caminho da individuação.

Nossa época sem limites
Nossa sociedade valoriza cada vez mais a ideia de não ter limites, como fonte de liberdade e caminho para a felicidade. O capitalismo se aproveita e usa esse slogan: “você sem limites”, então, você pode ter o que quiser. As pessoas têm acreditado que quanto mais tiverem, ou aparentarem ter, melhor. Os limites são colocados como inimigos, numa ilusão de que basta querer, para poder. Neste breve artigo, trago as implicações e consequências psíquicas e sociais de não ter limites. E como a psicologia analítica vê a importância de reconhecer os próprios limites, para o desenvolvimento da personalidade, no caminho da individuação.
