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Normose digital: as redes sociais, o mito de Narciso e o distanciamento do Self
Este ensaio propõe uma leitura junguiana da normose digital, ampliando a relação do mito de Narciso com a dinâmica contemporânea das telas digitais e o vício em redes sociais. A tela do celular é analisada como a versão moderna do “espelho mágico” da rainha má em Branca de Neve, um objeto que promete reconhecimento total, mas aprisiona o ego em uma ilusão de reconhecimento. Utilizando os conceitos de Self, ego e complexo elaborados por C. G. Jung, e apoiando-se nas contribuições de Mario Jacoby, Nathan Schwartz-Salant e Alexander Lowen, o artigo argumenta que o vício em redes sociais representa uma fixação narcísica estrutural: a impossibilidade de o ego se separar de seu próprio reflexo, distanciando-se, assim, do si-mesmo.

Meditando os Complexos: Psicologia Junguiana, Filosofia Oriental e Neurociência
Quem nunca se sentiu impotente frente a uma situação da vida, seja no trânsito, em um conflito no trabalho, no relacionamento? Por vezes, coisas que parecem banais – como uma palavra, um barulho, um olhar – podem, em um determinado contexto, ativar conteúdos inconscientes e constelar complexos que causam danos desproporcionais.
Os complexos, por carregarem uma grande carga afetiva, fazem parte da vida cotidiana de todos nós. Somos, em maior ou menor grau energético, constantemente atravessados por eles, impactando todas as áreas da nossa vida, pois atuam de maneira autônoma diretamente nas relações, sejam elas familiares, profissionais, afetivas ou amizades.
