Browsing: ser homem hoje

O artigo propõe uma leitura junguiana da “crise do homem” contemporâneo, entendida como enantiodromia diante do colapso de papéis de gênero rígidos. Argumenta-se que a confusão entre o arquétipo do masculino e suas performances sociais gera um enrijecimento identitário que bloqueia o diálogo com a Ânima, alimentando tanto movimentos reacionários (RedPills, Incels, MGTOW) quanto violência de gênero e exploração ambiental — projeções do feminino reprimido. Propõe-se a distinção entre o homem “Estruturado” (ego rígido e quebradiço) e o “Estruturante” (que integra sombra e fragilidade), defendendo que a superação da crise é um processo individual de individuação, não coletivo ou político.