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O artigo propõe uma leitura junguiana da “crise do homem” contemporâneo, entendida como enantiodromia diante do colapso de papéis de gênero rígidos. Argumenta-se que a confusão entre o arquétipo do masculino e suas performances sociais gera um enrijecimento identitário que bloqueia o diálogo com a Ânima, alimentando tanto movimentos reacionários (RedPills, Incels, MGTOW) quanto violência de gênero e exploração ambiental — projeções do feminino reprimido. Propõe-se a distinção entre o homem “Estruturado” (ego rígido e quebradiço) e o “Estruturante” (que integra sombra e fragilidade), defendendo que a superação da crise é um processo individual de individuação, não coletivo ou político.
A natureza masculina, independente de identidade de gênero ou orientação sexual, é marcada por diferentes heranças – biológicas, psicológicas, culturais, espirituais e sociais – que influenciam nos papéis que o homem deve assumir. O Dia Internacional do Homem é comemorado em 19 de novembro, enfatizando o resgate de valores e a conscientização da saúde masculina, com a campanha Novembro Azul. É comum as atenções se centrarem principalmente no câncer de próstata, porém a saúde psíquica requer atenção, com as crises de identidade cada vez mais presentes em diferentes fases da vida. Entre várias possibilidades evidencio, neste artigo, os mitos para aprofundamento, dando mais atenção ao mito de Héracles, também conhecido como Hércules, o herói dos 12 trabalhos, que pode ser inspirador para a ressignificação de conflitos do masculino, contribuindo para a sua evolução.
Como é sabido, na mitologia grega, em uma das versões aceitas, após vencer os Titãs, os deuses Zeus, Poseidon e…
