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Acordai-vos! A enantiodromia vem aí
O presente trabalho percebe a cidade contemporânea como um espaço desanimado pelo racionalismo absoluto do “meio-dia de Apolo”, que transformou a urbe em um cenário de espetáculo e desempenho. Diante do risco da enantiodromia — a irrupção caótica e violenta do irracional reprimido —, o ensaio defende a aisthesis como caminho para resgatar a anima mundi, devolvendo a alma ao mundo através da capacidade de notar e sentir a interioridade das coisas.

O caminho para a alma, o mergulho interior, é para fora.
Este ensaio propõe uma reflexão sobre o caminho para a alma, a partir da psicologia junguiana, tomando como eixo crítico o modo de vida contemporâneo e suas formas de subjetivação marcadas pela aceleração, pela funcionalização da experiência e pela perda de espessura do sensível. O paradoxo que atravessa o texto é o de que o caminho para o interior, para a alma, não se dá por afastamento do mundo, mas precisamente por uma reaproximação do sensível, onde, na tensão entre opostos, algo de simbólico pode emergir e devolver ao humano a possibilidade de habitar o mundo com maior profundidade.

Spiritus contra spiritum: uma possível compreensão para a questão do alcoolismo
“A receita então é spiritus contra spiritum”, escrevia Jung, em uma carta a Bill, cofundador do AA, para dar contornos mais bem definidos à questão

A história de AA e seu entrelaçamento com Jung
Resumo: Alguns de nós, interessados no pensamento e na história de Jung, já ouvimos falar na troca de cartas entre Jung e o cofundador dos
