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Este ensaio propõe uma leitura junguiana da normose digital, ampliando a relação do mito de Narciso com a dinâmica contemporânea das telas digitais e o vício em redes sociais. A tela do celular é analisada como a versão moderna do “espelho mágico” da rainha má em Branca de Neve, um objeto que promete reconhecimento total, mas aprisiona o ego em uma ilusão de reconhecimento. Utilizando os conceitos de Self, ego e complexo elaborados por C. G. Jung, e apoiando-se nas contribuições de Mario Jacoby, Nathan Schwartz-Salant e Alexander Lowen, o artigo argumenta que o vício em redes sociais representa uma fixação narcísica estrutural: a impossibilidade de o ego se separar de seu próprio reflexo, distanciando-se, assim, do si-mesmo.