Browsing: Processo de Individuação
Na obra de Carl Gustav Jung, a elegância não se configura como um conceito técnico, estético ou como um arquétipo específico. Ainda assim, o tema encontra-se de forma implícita e transversal em seus escritos, podendo ser compreendido como expressão da totalidade e da harmonia psíquica, intimamente relacionada ao processo de individuação. Nesse sentido, a elegância articula-se com conceitos fundamentais da psicologia analítica, tais como individuação, persona, sombra, e Self, bem como com o funcionamento dos tipos e funções psicológicas. Este ensaio propõe-se a ampliar a reflexão sobre a elegância no pensar, no sentir e no agir, tal como se manifesta na vida cotidiana, estabelecendo conexões com a teoria junguiana.
Este ensaio completa a trilogia iniciada com o chamado vocacional no artigo intitulado Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos…
Quando aquilo que sustenta a identidade do indivíduo já não faz mais sentido, talvez não seja fracasso — mas um chamado. A Psicologia Analítica compreende esse vazio da maturidade como uma exigência de renascimento psíquico: uma travessia em que o antigo eu precisa morrer para que algo mais verdadeiro possa emergir. “Partejar a si mesmo” é a imagem desse processo — doloroso, inevitável e profundamente transformador. Este artigo propõe olhar o envelhecimento não como declínio, mas como território iniciático, onde a pergunta decisiva finalmente se impõe: quem sou eu quando já não sou quem fui?
Este ensaio propõe uma reflexão sobre o caminho para a alma, a partir da psicologia junguiana, tomando como eixo crítico o modo de vida contemporâneo e suas formas de subjetivação marcadas pela aceleração, pela funcionalização da experiência e pela perda de espessura do sensível. O paradoxo que atravessa o texto é o de que o caminho para o interior, para a alma, não se dá por afastamento do mundo, mas precisamente por uma reaproximação do sensível, onde, na tensão entre opostos, algo de simbólico pode emergir e devolver ao humano a possibilidade de habitar o mundo com maior profundidade.
Todos nós temos um mestre interior, sabe aquele que te acompanha ao longo de sua vida? O curso de Arteterapia não é tão simples e divertido como parece, é acima de tudo, uma entrega, uma verdadeira jornada de alma. Uma travessia profunda onde não estudei apenas técnicas, obras e embasamentos teóricos, mas um chamado, fui chamada — por meio das imagens, das cores e dos símbolos — a mergulhar nos porões da minha história. Ao encerrar a formação em Arteterapia, fecho também um ciclo de vida profundamente simbólico e transformador, uma verdadeira travessia. Um chamado da alma que me levou a tocar feridas antigas e integrar as partes esquecidas de mim mesma
Não basta perceber a Matrix, é necessário enxergá-la. Para tal, o indivíduo precisa enxergar a si mesmo, compreender quem ele é de fato. A clareza da visão interior transformará radicalmente a sua visão do mundo. Ele precisa se iluminar para trazer luz à humanidade que padece pelas trevas da ilusão coletiva. Este artigo analisa o arquétipo do iluminado a partir do filme Matrix, sucesso de bilheteria e de grande profundidade filosófica. Nele, o caminho do herói é demonstrado de forma bem elaborada, enquanto conversa com a individuação proposta por C. G. Jung e a sabedoria oriental.
Resumo: A individuação é o processo de tornar-se a si mesmo, tornar-se algo que não é apenas o ego, mas um processo de integração…
Nesse poema, a poeta Rupi Kaur nos convida a refletir sobre a responsabilidade de honrar e perpetuar a luta das gerações passadas para que possamos contribuir com a evolução das futuras gerações de mulheres. Através dele, proponho refletirmos o processo da individuação feminina de forma não apenas pessoal, mas também em seu caráter coletivo e transformador.
Resumo: Este artigo parte da análise de um sonho para desvelar um momento de transição psíquica. O símbolo central, um…
The way it is (tradução nossa)Há um fio que você segue. Ele passa entre as coisas que mudam. Mas ele…
