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A supervisão ocupa um lugar fundamental na formação e na prática do analista junguiano, oferecendo um espaço de reflexão, aprendizado e amadurecimento clínico. Neste texto, exploramos a figura do Mentor como metáfora para o papel do supervisor, aquele que orienta sem substituir e favorece o desenvolvimento da autoridade interior do supervisionando. Em contraponto, o mito de Pigmalião nos alerta para os riscos de uma supervisão atravessada pelo narcisismo, na qual o supervisor tenta moldar o outro à sua própria imagem. Entre esses dois polos, propomos pensar a supervisão como um espaço ético de troca, no qual conhecimento, experiência e singularidade podem se encontrar para favorecer o florescimento de cada analista.

Aprender a ouvir — mas não com os ouvidos que filtram, classificam e arquivam. Ouvir com aquele órgão que não tem nome nos manuais, mas que os antigos chamavam de kardia, o coração-pensante. O terapeuta que ouve de verdade não está buscando o que encaixar no DSM-V ou CID; está buscando o que emerge entre as palavras, no intervalo, no suspiro que antecede a confissão, no silêncio que grita. 

Antigos manuscritos alquímicos ainda tem muito a nos ensinar, dentre as diferentes lições que eles nos deixam, podemos aprender com a atitude dos alquimistas frente ao seu trabalho, sua obra, o opus alchymicum. Aprendemos com os alquimistas como podemos olhar para nossos conteúdos e comportamentos com profunda curiosidade e dedicação, nos colocando, dessa forma, na posição de questionar, por exemplo, opiniões formadas e pouco flexíveis, nos abrindo a novas possibilidades e formas de viver, mantendo o fluxo vivo do “dissolve e coagula”.

No dicionário da língua portuguesa a palavra solidão está classificada como estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou…

Neste artigo proponho uma ampliação simbólica do princípio taoísta conhecido como Wu Wei. De maneira reduzida, a expressão é comumente traduzida como “não ação”, mas veremos que essa explicação, apesar de não estar errada, é insuficiente para englobar o princípio psicológico que ela trás. C. G. Jung utilizou essa mesma expressão em vários momentos de sua obra depois de entrar em contato com essa ideia no texto taoísta O segredo da flor de ouro, por isso, para estudiosos da obra junguiana, é importante dar atenção ao tema.