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“A arte de viver é a mais sublime e a mais rara de todas as virtudes.” – Carl Gustav Jung Nessa segunda fase da vida, o “objetivo natural” da manhã deve abrir espaço para o “objetivo cultural” do entardecer. “Para atingir o primeiro objetivo, a natureza ajuda; e, além dela, a educação. Para o segundo objetivo, contamos com pouca ou nenhuma ajuda”, sublinha Jung, falando a partir de sua Suíça encantada da primeira parte do século passado, entre uma guerra mundial e outra.
No artigo “Adeus ano velho, feliz ano novo”, que convido você a ler no site do Ijep, apresento alguns elementos da Psicologia Analítica que podem jogar luz sobre o espírito da virada, contribuindo para fazermos um bom balanço de 2021 e entrar no processo de transformação para viver melhor o 2022.
Logo após Jung estudar sua arvore genealógica colocou em dúvida o caminho que sua vida tomou, se estava realmente vivendo sua vida ou se estava respondendo a algo que foi negligenciado por parte de sua família. Este questionamento que Jung se fez nos oferece um caminho para lidar com o mesmo problema que surge na experiencia humana observada no consultório. Isso nos traz a seguinte questão: O que este individuo está vivenciando é algo pessoal ou do coletivo familiar? São questões como essas que este artigo reflete.
A projeção é um dos mecanismos mais intrigantes da psique. Ao mesmo tempo que é um mecanismo defesa do ego, como já explicava Freud, é um mecanismo que confere sentido e significado aos conteúdos internos representados no mundo externo, conforme nos ensinou Jung. Mas é também via projeção que experimentamos nossos preconceitos de cada dia. Nosso convite com esta leitura é para revermos o lugar dessas projeções e criarmos novas possibilidades de lidar com elas, que não apenas no mundo externo.
As dinâmicas de anima e animus são amplamente exploradas em textos e produções junguianas. Neste artigo não queremos nos ater…
Ao lado da comodidade, serviços e bem-estar que as tecnologias nos prestam, outros e potencialmente danosos efeitos das tecnologias começam a se evidenciar. Satélites podem monitorar nossos movimentos, interceptar nossas comunicações e ouvir diretamente nossas conversas. Nosso celular parece nos ouvir e trazer anúncios daquilo que falamos ou sobre o que escrevemos. Em troca do uso de aplicativos “gratuitos”, autorizamos que nosso perfil de consumo, o qual geramos enquanto usamos tais facilidades, seja vendido ou trocado. Aceitamos ser bombardeados com anúncios indutores de consumo diretamente voltados ao nosso perfil. Somente quando o indivíduo se responsabilizar por si mesmo, sem culpar o outro, tal situação poderá ser transformada, dado que a massa não se modifica sem o indivíduo se modificar. Cabe questionar nossa submissão voluntária a tiranias massificantes e limitadoras de nosso desenvolvimento psíquico.
O que difere um relacionamento de amizade de um relacionamento íntimo como o casamento é o sexo. Muito se fala…
A proposta deste artigo é fazermos uma leitura pela representação do amor no desenvolvimento humano. Como a ideia do amor se instala em nossas vidas, fazendo com que, de forma irrefletida tantas atitudes, dores, decepções, erros e acertos aconteçam? O amor é um sentimento delicado e ao mesmo tempo forte e profundo, o que o torna difícil de se entender. Ele é muito estigmatizado. Se vive, se morre e dizem que até mesmo, se mata por amor. Mas por quê?
“Em nossa época, a busca da humanidade por conhecimentos produziu conquistas admiráveis. O homem chegou à Lua; fizemos corações artificiais. Mas no fim das contas, o que as pessoas mais esperam da vida é simplesmente amar e ser amado.”(Von Franz, 1992b, p.196)
Este artigo propõe refletir sobre a simbiose família/mãe/filho e o distanciamento necessário entre eles para o filho ganhar sua autonomia…
